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PENSE NISSO:

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quinta-feira, 9 de maio de 2013

O que é Adensamento:


Adensamento, ato de deformação, tornar compacto, mais denso, na topografia seria a compactação dos solos soltos, numa concretagem é o ato de tornar mais denso o concreto lançado durante uma concretagem, retirando os vazios das camadas, formada pelo lançamento do concreto. esse adensamento pode ser feito mecânicamente por meios de vibradores.

Definição

De adensar + -mento, é Substantivo masculino que quer dizer:
1 - Ato ou efeito de adensar(-se).
2 - Ação de agitar o concreto (na construção) com varas de ferro ou com vibrador, fazendo-o ocupar todo o espaço das fôrmas e envolver bem os ferros.
3 - (na Geologia) Consolidação de solos.
Adensamento é diminuir o volume de vazios de um solo.
Mas atenção: Vazio em um solo pode ser AR ou ÁGUA, logo, adensar é retirar ÁGUA do solo e compactar é retirar AR do solo.
Adensamento do solo, que limita o desenvolvimento do sistema radicular, provocando menor absorção de nutrientes.
Fonte: www.geocities.com
Adensamento

Adensamento urbano

Muitas soluções ambientais estão ligadas ao urbanismo. Embora urbanismo seja em primeiro lugar uma questão política  e as soluções urbanas sejam coletivas vamos falar um pouco sobre ele aqui para orientar algumas decisões do cidadão individualmente ecológico. Percorrendo uma cidade encontramos realidades bem diferentes. Em certas áreas urbanas vemos árvores nas ruas, grama nas áreas de passagem, além de casas com jardim e quintal. Os recuos entre construções são mais amplos e elas não se grudam umas às outras. Em alguns condomínios de apartamentos também encontramos ampla área livre e verde abundante. Áreas residenciais com essas características, além de propiciarem uma qualidade de vida melhor aos moradores, também têm algumas vantagens ambientais.  A presença do verde tem efeito positivo no efeito estufa, afinal os vegetais seqüestram o carbono atmosférico. Áreas gramadas, jardins e quintais permitem a infiltração da água da chuva e isso é ótimo para a circulação subterrânea das águas. Construções com bons recuos, ou seja, com espaço livre em volta, podem receber ventilação e iluminação naturais e assim se tornam mais econômicas.
Da mesma forma, nas cidades também podemos encontrar áreas com alta ocupação do solo. As edificações ficam encostadas umas às outras e ocupam quase toda a área do terreno. As ruas são asfaltadas, as calçadas cobrem toda a área de circulação e praticamente não há verde. O adensamento urbano tem a vantagem de concentrar a população em área menor, o que resulta em economia de infra-estrutura urbana, menos deslocamentos, etc. Por outro lado, quando o concreto ocupa o lugar do verde perde-se a área de infiltração da água de chuva.
As temperaturas nessas áreas passam a lembrar clima de deserto: escaldantes durante o dia e frias durante a noite. A impermeabilização do solo favorece as inundações e enxurradas.
Veja nas imagens quatro cenários de adensamento urbano:
Adensamento
Adensamento
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Média densidade populacional e média ocupação do solo. Super quadra, Brasília.

Ponto de equilíbrio

Do ponto de vista ambiental, em áreas urbanas é interessante uma densidade populacional alta, ou seja, mais pessoas habitando áreas menores. Ao mesmo tempo, é preciso manter uma baixa ocupação do solo com a área verde predominando sobre a área construída. Conciliar essas duas necessidades não é fácil.
Geralmente densidade populacional maior é acompanhada de alta ocupação do solo.
Soluções que equilibram maior densidade populacional com menor ocupação do solo existem, embora ainda não sejam comuns. Brasília nos oferece um modelo interessante nesse sentido. As chamadas super quadras brasilienses mantém uma relação boa entre área verde e área construída. O código de urbanismo restringe a área construída predial a 15% da área total da quadra e a ocupação se dá com prédios de apartamentos de até 6 andares. Esses prédios acomodam mais moradores do que na ocupação por casas. Nesse caso, temos uma relação amistosa entre áreas livres e construídas combinada com uma densidade populacional média.
O planejamento rigoroso de Brasília não é encontrado em outras cidades brasileiras em função do processo histórico particular da capital federal, mas existem pelo Brasil projetos que também conciliam maior densidade populacional com manutenção do verde. São exemplo os condomínios verticais construídos em terrenos amplos. Esses projetos, embora pontuais, talvez não sigam um modelo ideal; geralmente atendem à demanda de famílias de alta renda; mas demonstram preocupação ambiental e com a qualidade de vida.
Fonte: radames.manosso.nom.br
Adensamento
Adensamento
ANÁLISE SISTÊMICA DO AMBIENTE URBANO, ADENSAMENTO E QUALIDADE AMBIENTAL
I - INTRODUÇÃO
Propostas de planejamento urbano colocam o adensamento como resposta às demandas sociais. O adensamento proposto, que significa uma intensificação do uso e ocupação do solo, aparece vinculado à disponibilidade de infra-estrutura e às condições do meio físico. Então, a área que se apresentasse com uma infra-estrutura subutilizada e sem impedimentos do meio físico seria considerada como passível de adensamento, entendendo-se como infra-estrutura as redes de água, luz, esgoto, telefone e gás encanado.
Como na área urbana de uma cidade, a terra já se apresenta quase que completamente edificada, esta intensificação do uso e ocupação do solo só pode ocorrer com a verticalização das construções. 
Entendendo-se que a sociedade humana depende, para seu bem-estar, da consideração não só dos parâmetros éticos e sociais, mas também dos fatores ambientais, coloca-se como tema central deste artigo a questão do adensamento do espaço urbanizado, levando-se em consideração as conseqüências ambientais geradas pela verticalização das construções.
Foi preciso uma ampla consulta de vários trabalhos referentes aos atributos ambientais do espaço urbanizado para que se pudesse trabalhar com inferências. Na revisão bibliográfica realizada por NUCCI (1996) em sua tese de doutoramento, procurou-se apresentar o máximo de citações possíveis sobre os aspectos relacionados com o clima urbano (ilha de calor, poluição, etc.), água (enchentes, abastecimento e esgotamento), lixo, poluição sonora, visual, cobertura vegetal, espaços livres, áreas verdes, recreação, uso do solo, verticalização, densidade demográfica e tombamento. 
II - CONSEQÜÊNCIAS DO ADENSAMENTO E DA VERTICALIZAÇÃO
Segundo MARCUS & DETWYLER (1972), as mudanças causadas no clima pela urbanização são: diminuição da radiação solar, da velocidade do vento e da umidade relativa e aumento da temperatura, da poluição, da precipitação e de névoa. 
Com a urbanização tem-se um aumento da impermeabilização ocasionada pela inescrupulosa ocupação do solo por concreto. Os corpos d'água e os espaços livres vegetados não encontram lugar na luta pelo espaço. 
A verticalização faz com que a superfície de concreto, com alta capacidade térmica, aumente. Todo este procedimento leva a uma diminuição da evaporação, a um aumento da rugosidade e da capacidade térmica da área. Estas três modificações são os principais parâmetros que determinam a ilha de calor encontrada nas grandes metrópoles, segundo Myrup (1969) in LOMBARDO (1985).
As conseqüências da verticalização não ficam circunscritas à área verticalizada. Elas influenciam na qualidade de vida de toda a população ao redor, desde a vizinha até a mais distante. Os únicos que ganham com a construção desses enormes edifícios são os empreendedores, o governo, o comércio local e os que compram os apartamentos para especular. Até o próprio morador pode sair perdendo com o tempo.
Se o indivíduo está interessado em comprar, torna-se, portanto, a favor da verticalização mesmo que o edifício no qual ele tenta adquirir um apartamento venha diminuir a qualidade de vida ao redor, mas, depois que adquiriu o bem, se revolta com a verticalização dos lotes vizinhos. 
III - CONSIDERAÇÕES FINAIS
Se o adensamento é possível ou não, parece não importar muito dentro da preocupação de obtenção de lucro a qualquer custo [ CONFLITO ENTRE ECOLOGIA E ECONOMIA ].
Observa-se que a verticalização está ocorrendo com grande vigor em vários centros urbanos sem nenhuma alusão ao ambiente como um todo, e esse adensamento trará, em um futuro próximo, conseqüências indesejáveis para todos os cidadãos.
Como "(...) os interesses privados tomaram o lugar dos interesses públicos (...)" e "(...) os projetos arquitetônicos parecem erguer-se sem qualquer integração com a realidade que os cerca e a idéia de bem-estar comum (...)" (CHEMETOV, 1993), é certo que, com a verticalização e todas as suas conseqüências já discutidas, a qualidade de vida diminuirá cada vez mais.
"(...) a nossa realidade diária está para demonstrar a deterioração da qualidade da vida urbana, em conseqüência do 'empilhamento' humano em áreas restritas (...)" (Rattner, 1978 in SOUZA, 1989).
As curvas de qualidade ambiental e adensamento populacional, mais precisamente a verticalização, são inversamente proporcionais, ou seja, quanto mais se verticaliza, mais a qualidade do ambiente diminui.
João Carlos Nucci
Fonte: www.profcordella.com.br
Adensamento

Adensamento e compactação de solos irrigáveis da zona semi-árida do Nordeste brasileiro

1. Introdução
A implantação dos pólos de irrigação, associados às condições edafoclimáticas do Nordeste brasileiro, notadamente nos Perímetros Irrigados do Vale do São Francisco, em Petrolina-PE/Juazeiro-BA (Figura 1), tem propiciado uma ampla diversificação agrícola e uma grande melhoria socioeconômica à região. Este importante pólo de irrigação de frutas, embora não explore ainda suficientemente o seu potencial de produção de frutas, tem aumentado a eficiência da produção agrícola, importante fator na ampliação, diversificação e desenvolvimento do parque agroindustrial desta região.
Na região Nordeste do Brasil, nas áreas de agricultura dependente de chuva (sequeiro) os cultivos são exclusivamente no período de chuva, basicamente com culturas de subsistência (feijão, guandu, milho, mandioca, melancia) e forragem, sem manejo do solo, água e planta tecnificado (Figura 2). Já na agricultura irrigada os cultivos são realizados com uso de tecnologia de alto nível.
As áreas irrigadas ficaram nacionalmente conhecidas pelos seus pólos de produção de frutas irrigadas, a exemplo do Pólo Petrolina-PE/Juazeiro-BA (Figura 3), Açu/Mossoró- RN e os Agropólos do Ceará.
Adensamento 
Figura 1 - Pólo de irrigação Petrolina-PE/Juazeiro-BA

Adensamento e compactação de solos irrigáveis da zona semi-árida do Nordeste brasileiro

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D Figura 2. Plantio de milho (a), consórcio feijão – milho (b), feijão em ponto de colher (c), e sorgo, guandu granífero e forrageiro (c) em área dependente de chuva (sequeiro).
Adensamento
Adensamento
Figuras 3. Plantio de uva e manga no Perímetro Irrigado de Petrolina, PE/Juazeiro, BA
Nas áreas de exploração agrícola com irrigação verificase, ao contrário das áreas dependentes de chuva, a utilização da alta tecnificação nas suas produções com contínuo e intenso tráfego de máquinas, o que provoca, ao longo do tempo, a compactação do solo e intensificação do processo de adensamento, característicos aos solos destas áreas, independentemente do tipo de exploração a que estão submetidas, dependente de chuva ou sob irrigação.
A compactação resulta da ação antrópica proveniente de meios mecânicos pela aplicação de pressão, ao contrário do adensamento que é um fenômeno acarretado por processos físicos e químicos resultantes de causas naturais (genéticas) ou antrópica. No entanto, os seus efeitos são praticamente os mesmos, do ponto de vista do uso e manejo agrícola.
Dentro deste contexto, a Embrapa Semi-Árido, juntamente com a Embrapa Solos UEP Nordeste, desenvolveu estudos no Perímetro Irrigado Petrolina-PE/ Juazeiro-BA, localizado no Vale do São Francisco (VSF), sobre a gênese de camadas adensadas de solos característicos da região, visando melhor entendimento sobre a constituição destas, assim como entender seu comportamento em relação ao uso da terra.
2. Adensamento e compactação em solos do Pólo de irrigação Petrolina/Juazeiro
A grande ocorrência de áreas que apresentam processo de adensamento e/ou compactação no Pólo Petrolina/ Juazeiro, constitui problema limitante, pois influi diretamente no desenvolvimento dos cultivos por restringir a absorção de água e nutrientes e inibir o crescimento radicular, conseqüentemente a produção agrícola. O adensamento e/ou compactação de camadas do solo está presente, em média, em 80% dos solos da região, chegando a comprometer 50-70% da produção das culturas (SILVA et al. 2001).
No Pólo Petrolina/Juazeiro ocorrem predominantemente os solos (Figura 4) Argissolo Amarelo (Podzólicos Amarelos Tb distróficos e eutróficos), Argissolo Vermelho-Amarelo (Podzólicos Vermelho-Amarelos Tb distróficos e eutróficos) e os Latossolos (Vermelho- Amarelos e Amarelos), além dos Neossolos Quartzarênicos (Areias Quartzosas), Vertissolos e os Planossolos (Solonetz-Solodizados e Planossolos) (SILVA et al. 1993; ARAÚJO FILHO et al. 2000; EMBRAPA, 2006; EMBRAPA, 1976).
Levantamento de solos realizados na região, destacam a ocorrência de solos, principalmente Argissolos, com gradiente textural simples e com dupla camada de acumulação de argila entre os horizontes superficiais e subsuperficiais dos solos, isto é uma dupla zona de adensamento por acumulação de argila, na seqüência do topo para o centro do perfil. Em áreas de depressão, cujas condições de drenagem são imperfeitas, registram ainda a presença de solos, de origem sedimentar, com marcante adensamento subsuperficial e extrema variação textural, classificados como Planossolos (SILVA, 2000).
3. Uso atual desses solos
O uso desses solos, devido ao risco relacionado à irregularidade das chuvas, tem-se limitado à criação de bovinos e caprinos, usando-se a vegetação natural como pastagem (pecuária extensiva). Algumas áreas são também usadas com a cultura da palma e outras forrageiras (capim elefante, capim buffel, leucena etc).
Nos anos de precipitação menos irregular, são exploradas culturas de ciclo curto, como feijão, milho, melancia, melão, sorgo, guandu entre outras.
Já em áreas sob condições de irrigação, como nos Perímetros irrigados da CODEVASF (Projetos Senador Nilo Coelho e Mandacaru), esses solos estão sendo cultivados, principalmente com as culturas da uva, manga e cana-de-açúcar, utilizando-se diferentes sistemas de irrigação. Já os Planossolos são apenas utilizados com pastagem nativa.
4. Efeitos do adensamento e/ou compactação de camadas de solos sobre as propriedades do solo e sobre as plantas
No Brasil, têm sido detectados problemas de adensamento em diversos ambientes. No Nordeste brasileiro, é marcante a presença de camadas adensadas e/ou compactadas em solos dos tabuleiros costeiros e tabuleiros sertanejos (SILVA et al. 2003). O processo de adensamento e/ou compactação resulta em alterações no arranjamento das partículas do solo (estrutura), diminuindo o volume de seus poros, aumentando sua densidade e a resistência mecânica à penetração de raízes, água e nutrientes (SILVA et al.
2002). Indiretamente, tal problema proporciona modificações na temperatura e aeração do solo, infiltração e condutividade da água, afetando também atributos químicos (disponibilidade de nutrientes), biológicos (condições do solo para desenvolvimento de microorganismos) e a região ocupada pelas raízes (rizosfera) (SILVA et al. 2001). Em decorrência, em geral, há uma significativa restrição na produtividade das culturas nesses solos.
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E
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G Figuras 4. Solos predominantes no Pólo Petrolina/Juazeiro, (a) Argissolo Amarelo, (b) Argissolo Vermelho-Amarelo, (c) Latossolo Vermelho-Amarelo, (d) Latossolo Amarelo, (e) Neossolo Quartzarênico, (f) Vertissolo, (g) Planossolo.
5. Diagnóstico de camadas adensadas em solos do Pólo Petrolina/Juazeiro
Para melhor entendimento dos processos de formação das camadas adensadas em duas classes solos, Argissolo Amarelo (Figura 5a) e Planossolo Nátrico (Figura 5b), um estudo de caso foi realizado em área sob vegetação nativa, no Projeto Bebedouro, município de Petrolina-PE. Análises físicas, químicas e micromorfológicas foram realizadas objetivando identificar a gênese destas camadas.
Os resultados das análises físicas demonstraram acumulação das frações grosseiras como calhaus, cascalhos e areia muito grossa na base dos perfis estudados. A perda de argila da parte superior do perfil contribui para a diferença na distribuição granulométrica (textura) do horizonte Bt para o C, indicando deposição de sedimentos. A eluviaçãoiluviação (transporte de argila do horizonte superior para o inferior) da argila (Figura 6a), apesar de não determinante, contribui com a diferenciação das características dos horizontes superficiais em relação aos subsuperficiais e no adensamento dos horizontes subsuperficiais, evidenciada pela alta correlação encontrada entre a argila total e a densidade do solo. A migração de ferro, silício e alumínio dos horizontes superficiais para subsuperficiais, juntamente com a argila, com posterior organização em volta das partículas do solo ou preenchendo poros, é um dos processos mais atuantes na formação do adensamento.
Esses elementos, juntamente com a presença dominante da caulinita, parece constituírem os agentes responsáveis pela gênese desses horizontes. A forte impregnação de ferro nas áreas de mosqueamento, com grãos de areia constituídos de quartzo, mostra a contribuição do ferro no adensamento dos solos estudados (Figura 6b).
A salinização e sodicidade detectadas, no Planossolo, através dos altos valores da condutividade elétrica e saturação por sódio, apontam para um processo de cimentação ao invés de simples adensamento, refletindo numa consistência muito dura e extremamente dura dos subhorizontes.
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B Figuras 5. Perfil de Argissolo Amarelo Eutrófico (a) e Planossolo Nátrico (b) estudados
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Figuras 6. Micrografias de lâminas delgadas, do horizonte Bt mostrando iluviação de argila e ferro no (a) e impregnação de ferro na massa do solo (b).
A dispersão de argila associada a predominância das frações areia fina e muito fina verificadas na areia total colaboram, também com a formação do adensamento dos solos estudados. A dispersão pode acarretar a eluviação da argila para as camadas inferiores, levando ao encrostamento superficial e à compactação subsuperficial do solo (PARDO & CENTURION, 2001).
Os ciclos alternados de umedecimento e secagem, a que estes solos estão submetidos, atuando continuamente sobre estas frações, proporcionam às mesmas um estado de orientação e de proximidade tal, que influi nos acentuados valores da densidade do solo destes perfis (VIANA et al. 2004). Os fluxos de água lateral (água que permanece na superfície antes de percolar) e basal (qualquer oscilação do lençol freático perto da superfície), que são provenientes destes ciclos de umedecimento e secagem, provavelmente contribuem também, para formação de horizontes adensados, devido ao suprimento de água abundante, nos períodos chuvosos, provocando rearranjamento estrutural e o carreamento de partículas e agentes cimentantes.
6. Práticas para prevenção da compactação do solo
Redução do trânsito de máquinas nas áreas de plantio é uma prática que diminui à força de tração aplicada à superfície do terreno, quando do deslocamento do trator, resultando em menor deformação da estrutura do solo
Utilização de pneus de base larga acarreta menor compactação pela melhor distribuição do peso da máquina, diminuindo a carga de tensões sobre solo
Controle de tráfego e racionalização do uso do maquinário, por exemplo, adoção de práticas de cultivo mínimo, diminuindo o tráfico de máquinas e a movimentação do solo
Utilização de práticas que promovam o aumento da matéria orgânica no solo, tais como cobertura do solo, adubação verde e rotação de culturas proporcionarão melhores condições físicas, químicas e biológicas, consequentemente menor compactação
Utilização de coquetel vegetal para adubação verde e cobertura de solo, preferencialmente espécies com relação C/N alta, diferentes exigências nutricionais e sistemas radiculares mais profundos e vigorosos, adaptados a região (crotalária, girassol, nabo forrageiro, mamona, sorgo, milheto, guandu, cunha, etc.) para a descompactação biológica do solo e a formação/aumento de fitomassa (palhada).
7. Práticas para correção do adensamento e/ou compactação do solo
No estudo de um perfil de solo, a descrição morfológica fornece a primeira indicação da presença de camadas adensadas por meio de algumas de suas características, tais como cor, textura, estrutura, porosidade e consis- tência.
Alguns atributos físicos do solo indicam a presença de camadas adensadas e/ou compactadas em virtude da modificação/degradação que esses atributos sofrem, quer por processos pedogenéticos (adensamento), quer por aplicação de forças externas, como utilização de implementos agrícolas (compactação), que acarretam o arranjamento ou agrupamento cerrado de suas partículas.
Os principais atributos físicos que refletem a compactação e/ou adensamento são: a porosidade, que reflete o espaço ocupado pelos poros relativamente ao ocupado pelas partículas de solo; a distribuição do tamanho dos poros, que expressa a efetiva distribuição do espaço poroso; e a estrutura do solo, que reflete a relativa orientação e geometria das partículas do solo em associação ao espaço poroso.
Os principais atributos químicos que podem caracterizar a presença de camadas adensadas e/ou compactadas são: baixa capacidade de troca de cátions, baixo conteúdo de matéria orgânica e variável saturação por bases, podendo apresentar-se com caráter eutrófico, distrófico ou álico; via de regra, são ácidos. Além disso, há a presença marcante dos óxidos de ferro, silício e alumínio, como também, em alguns solos, como os Planossolos, valores elevados de saturação por sódio trocável.
Quando tecnicamente constatados problemas de adensamento e/ou compactação, recomenda-se a descompactação mecânica com a utilização de subsolador e/ou escarificador, na profundidade adequada; incorporação de matéria orgânica e/ou cobertura do solo; utilização de espécies para adubação verde intercaladas com a cultura comercial; e, quando possível, no caso de cultivos anuais, fazer uso da prática de rotação de culturas.
8. Referências bibliográficas
ARAÚJO FILHO, J. C. de; BURGOS, N.; LOPES, O. F.; SILVA, F. H. B. B. da; MEDEIROS, L. A. R.; MÉLO FILHO, H. F. R. de; PARAHYBA, R. B. V.; CAVALCANTI, A. C.; OLIVEIRA NETO, M. B. de; SILVA, F. B. R. e; LEITE, A. P.; SANTOS, J. C. P. dos; SOUSA NETO, N.
C.; SILVA, A. B. da; LUZ, L. R. Q. P. da; LIMA, P. C.; REIS, R. M. G.; BARROS, A. H. C. Levantamento de reconhecimento de baixa e média intensidade dos solos do Estado de Pernambuco. Recife: Embrapa Solos - UEP Recife; Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2000. 252 p.
(Embrapa Solos. Boletim de Pesquisa, 11). 1 CD-ROM.
EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Sistema brasileiro de classificação de solos. Brasília: Embrapa Produção da Informação; Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2006. 412 p.
EMBRAPA. Serviço Nacional de Levantamento e Conservação de Solos (Rio de Janeiro, RJ). Levantamento exploratório-reconhecimento de solos da margem esquerda do Rio São Francisco, Estado da Bahia. Recife: SUDENE: EMBRAPA-SNLCS, 1976. 405p. 1 mapa color. (EMBRAPA-SNLCS. Boletim Técnico, 38; SUDENE. Série Recursos de Solos, 7).
PRADO, R. de M.; CENTURION, J. F. Alterações na cor e no grau de floculação de um Latossolo Vermelho-Escuro sob cultivo contínuo de cana-de-açúcar. Pesquisa Agropecuária Brasileira. Brasília, DF, v. 36, n. 1, jan.
2001.
SILVA, A. J. N. da. Alterações físicas e químicas de um argissolo amarelo coeso sob diferentes sistemas de manejo com cana-de-açúcar. 2000. 136 f. Tese (Doutorado em Ciência do Solo) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003.
SILVA, F. B. R.; RICHÉ, G. R.; TONNEAU, J. P.; SOUZA NETO, N. C. de; BRITO, L. T. de L.; CORREIA, R. C.; CAVALCANTI, A. C.; SILVA, F. H. B. B. da; SILVA, A.
B. da; ARAÚJO FILHO, J. C. de; LEITE, A. P.
Zoneamento agroecológico do Nordeste: diagnóstico do quadro natural e agrossocioeconômico. Petrolina: EMBRAPA-CPATSA; EMBRAPA-CNPS-Coordenadoria Regional Nordeste, 1993. 2v. (EMBRAPA-CPATSA Coordenadoria Regional Nordeste. Documentos, 80).
V.1: Caracterização das grandes unidades de paisagem; Distribuição das grandes unidades de paisagem e das unidades geoambientais. V.2: caracterização das unidades geoambientais. Acompanha mapa color. Escala 1:2.000.000.
SILVA, M. S. L. da. Caracterização e gênese do adensamento subsuperficial em solos de tabuleiro do semi-árido do Nordeste do Brasil. Porto Alegre: UFRGS, 2000. 126 p. il. Tese de Doutorado. Faculdade de agronomia.
SILVA, M. S. L. da; GOMES, T. C. de A.; ANJOS, J. B.
dos. Solos adensados e/o compactados: identificação/ diagnóstico e alternativas de manejo. Petrolina: Embrapa Semi-Árido, 2001. 6 p. il (Embrapa Semi-Árido.
Circular técnica 76).
SILVA, M. S. L. da; KLAMT, E.; CAVALCANTE, A. C; KROTH, P. L. Adensamento subsuperficial em solos do semi-árido: processos geológicos e/ou pedogenéticos.
Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental.
Campina Grande, PB, v. 6, n. 2, p. 314-320, maio/ agosto. 2002.
VIANA, J. H. M.; FERNANDES FILHO E. I.; SCHAEFER, C. E. G. R. Efeitos de ciclos de umedecimento e secagem na reorganização da estrutura microgranular de latossolos. Revista Brasileira de Ciência do Solo. Viçosa, MG, v. 28, n.1, p 11-19, jan./fev. 2004.
Fonte: www.cnps.embrapa.br

AMANHÃ É DIA DE:


10 de Maio

Cozinhar é uma das mais antigas atividades humanas, surgida por volta da sete mil anos atrás, quando o homem adquiriu meios seguros de obter e dominar o fogo.
Já o ofício de cozinheiro, não se sabe exatamente quando surgiu, mas relatos de suntuosos banquetes na corte da Mesopotâmia por volta de 3000 a.C., por exemplo, confirmam que essa é uma profissão antiqüíssima e, também, mostram que a comida sempre foi um importante elemento nas relações sociais e de poder.
Dia do Cozinheiro
Justamente por isso, os cozinheiros, que através de sua arte, contribuíam para o aumento do prestígio e do poder daqueles a quem serviam, acabavam por conquistar, eles próprios, prestígio e regalias que os distinguiam entre os seus pares.
Assim, portanto, não é de hoje que ser chef de cozinha é algo glamoroso e muito desejado. Mas, a História, e as estórias, tendem a privilegiar o lado mais reluzente das trajetórias, relegando a um segundo plano as pedras do caminho.
É verdade que a profissão de cozinheiro pode trazer prestígio e fortuna, temos muitos exemplos disso tanto no passado quanto no presente.
Mas, como acontece nos esportes, para cada Ronaldo Fenômeno, existem milhares de jogadores de futebol absolutamente anônimos, muitos deles mal conseguindo sobreviver da profissão. O que os move é a paixão pela bola, o gostar de jogar futebol.
Na cozinha não é diferente, muito pelo contrário. Ao escolher a profissão de cozinheiro é preciso ter em mente que se trata de uma carreira que, como no exército, possui graus hierárquicos a serem conquistados e que, para se atingir o topo dessa hierarquia, é preciso muito esforço, dedicação, aprendizagem, treino e, sobretudo, gostar do que se faz - e gostar muito. Mesmo, assim, isso não basta.
É preciso, ainda, possuir características como criatividade, espírito de liderança, organização, capacidade de ensinar, ousadia e muita personalidade para se chegar lá. Nem todo soldado se torna general. Nem todo cozinheiro chega a chef de cozinha.
Não há curso que substitua a prática "de campo" nem pro soldado nem pro cozinheiro. Mas, como no exército, cada elemento tem seu papel e sua importância dentro do grupo e sem o trabalho de todos não há resultado possível.
Hoje, no Brasil, a gastronomia vive um momento efervescente. Ao longo das últimas duas décadas, o cenário gastronômico nacional se transformou completamente.
A mudança mais sensível, e que serviu de mola propulsora para todas as outras, foi, justamente, a profissionalização do setor.
Começou, timidamente, com a chegada de chefs estrangeiros no começo dos anos 80, fortaleceu-se com a abertura das importações no começo dos anos 90 e consolidou-se com a fundação da Associação Brasileira da Alta Gastronomia - ABAGA, em 1995, cujo empenho, desde o início, embasou-se em dois pilares complementares, a formação e a valorização do profissional da cozinha

CHEF DE COZINHA

10% talento e 90% trabalho

Dia do Cozinheiro
CHEF DE COZINHA
Chef de Cozinha é o profissional responsável pelo manejo da brigada de cozinha de um restaurante. Cabe a ele organizar e distribuir as funções dentro dela, coordenando e determinando as tarefas de todos os integrantes de sua equipe, fazendo a supervisão dos produtos, elaborando o menu, zelando pela qualidade dos pratos e orquestrando um serviço harmonizado com o salão.
A formação profissional acadêmica dá disciplina, continuidade e metodologia ao trabalho desenvolvido na cozinha, mas existe outra variedade de Chefs, os autodidatas, formados pela prática, pela experiência do trabalho em diferentes casas.
Um Chef de Cozinha deve ser criativo para poder desenvolver receitas originais ou dar leituras originais a pratos já consagrados. Também deve saber liderar e formar equipes e ser um bom organizador. Além disso, é fundamental que saiba transmitir seus conhecimentos, formar novos profissionais, ser mestre, ter discípulos. É na mistura dessas características que cada um mostra o seu talento e a sua personalidade.
Artistas apaixonados e orgulhosos de seu ofício, empregam seu talento para dignificar a gastronomia e transformar comida em arte. Cada um com seu espaço, seu mercado, sua personalidade, seu carisma. Cada um fazendo a sua parte, participando, com seu trabalho, de um processo muito importante de construção de uma cultura gastronômica no Brasil. Cada um contribuindo com seus conhecimentos técnicos, para o aumento do grau de profissionalismo desse mercado e abrindo espaço para que outros ingressem nesse mundo rico e fascinante da cozinha.
E, sobretudo, cada um, com suas maravilhosas delícias, nos proporcionando momentos inesquecíveis e fazendo do bem comer um dos maiores prazeres da vida.
Fonte: www.correiogourmand.com.br
Dia do Cozinheiro

10 de Maio

Só se aprende a cozinhar cozinhando!

Não costumamos incluir a arte culinária entre as artes clássicas, nem damos a ela uma posição de dignidade entre as atividades humanas. No entanto, alimentar-se é a mais vital e antiga das atividades dos animais e dos homens, a culinária a mais essencial e antiga de todas as artes.
Através dela os homens, em todas as culturas e em todos os tempos, prepararam os elementos naturais para serem consumidos com prazer e em grupo. Assim o mundo se faz homem e o homem, humanidade.
Dia do Cozinheiro
A Arte Culinária está presente no dia a dia mais comum de todas as famílias, motivo de orgulho dos pais e regozijo dos filhos. As refeições, servidas com arte e comidas com prazer, alimentam a alma da família.
Está presente nos dias especiais, nos aniversários e casamentos, nos rituais religiosos de todos os tipos. Comemos e bebemos para comemorar, para partilhar a colheita e a fé, para festejar a vida.
Diferente de outras artes, ela convoca simultaneamente a visão, o olfato, o paladar e o tato. Um prato pode ser uma obra de arte completa. O cozinheiro (culinarius) é pintor e escultor, mestre das cores e das formas fugidias.
É diferente do teatro porque o palco, a mesa, é a platéia. Assemelha-se à música, pois quem prepara os alimentos é o maestro da harmonia. Com sete notas apenas e poucos instrumentos são feitas as sinfonias.
Assim são harmonizados os poucos elementos da natureza: água, sal, açúcar, grãos, folhas, raízes, carnes e ervas, em proporções e formas tais que geram os pratos mais simples e mais sofisticados.
Tornando os alimentos o nosso próprio corpo, a nossa língua ficou carregada de sabores para adjetivar os nossos sentimentos e emoções e os temperos de nossa memória. Por isso temos deliciosas lembranças de pessoas doces, pessoas de bom gosto, que nos contaram coisas de nos deixar de boca aberta ou de dar água na boca.
Ou temos atravessadas na garganta, pessoas amargas e indigestas, osso duro de roer, que nos disseram coisas difíceis de engolir.
Por outro lado, temos pessoas sábias, bebemos suas palavras e nos alimentamos de sua sabedoria. E não podemos esquecer que temos um céu na boca. Podemos usufruir tudo isso graças à habilidade e destreza do cozinheiro!
Fonte: Educacional

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Dia Mundial do Lúpus


Dia Mundial do Lúpus
Comemoração, dia 10 de Maio, visa alertar para necessidade de reforçar investigação e melhorar assistência aos doentes.
Comemora-se no dia 10 de Maio o Dia Mundial do Lúpus. O objetivo consiste em alertar para a necessidade de aumentar a investigação e o conhecimento público sobre a doença e os cuidados prestados aos doentes.
O Dia Mundial do Lúpus foi comemorado, pela primeira vez, em 2004, no Reino Unido, por um grupo de representantes de organizações de 13 países.
Fonte: www.min-saude.pt
Dia Mundial do Lúpus
O lúpus eritematoso sistêmico, muitas vezes abreviado para LES ou lúpus é uma doença auto-imune sistêmica (doença do tecido conjuntivo), que pode afetar qualquer parte do corpo. Tal como ocorre em outras doenças auto-imunes, o sistema imunitário ataca as células do corpo e os tecidos, resultando em inflamação e danos nos tecidos. É uma hipersensibilidade do tipo III de reação em que os complexos anticorpo-imunes precipitam e provocam uma resposta imunitária.
LES na maioria das vezes prejudica o coração , articulações , pele , pulmões , vasos sanguíneos , fígado , rins e sistema nervoso. O curso da doença é imprevisível, com períodos de doença (chamadas chamas ), alternando com remissões. A doença ocorre nove vezes mais frequentemente em mulheres do que em homens, especialmente em mulheres em idade de gestação 15 a 35, e também é mais comum em pessoas de ascendência não-europeia.
Não há cura para o LES. Ele é tratada com imunossupressão, principalmente com ciclofosfamida , corticosteróides e outros imunossupressores. LES pode ser fatal. A sobrevivência para pessoas com LES nos Estados Unidos, Canadá e Europa aumentaram para aproximadamente 95% , em cinco anos , 90% em 10 anos, e 78% em 20 anos, e agora se aproxima dos controles pareados sem lúpus.
O lúpus eritematoso sistêmico geralmente apresenta entre as idades de 3 e 15 anos, com as meninas superando meninos 04:01 e as manifestações típicas da pele sendo a erupção borboleta no rosto e fotossensibilidade.
No século 18, quando o lúpus estava apenas começando a ser reconhecido como uma doença, pensava-se que ele foi causado pela mordida de um lobo. Isso pode ter sido por causa da característica erupção cutânea característica do lúpus. (Uma vez completa, a rodada, erupções cutâneas em forma de disco curam de dentro para fora, deixando uma marca de mordida)

Sinais e sintomas

Dia Mundial do Lúpus
O LES é uma das várias doenças conhecidas como " os grandes imitadores ", porque, muitas vezes, imita ou é confundida com outras doenças. LES é um item clássico no diagnóstico diferencial, porque os sintomas do LES variam muito e vem e vão de forma imprevisível. O diagnóstico pode, assim, ser evasivo, com algumas pessoas que sofrem sintomas inexplicáveis de LES sem tratamento por anos.
Queixas iniciais e crônicas mais comuns incluem febre, mal-estar, dores articulares , mialgias , fadiga e perda temporária de habilidades cognitivas. Porque eles são muitas vezes vistos com outras doenças, estes sinais e sintomas não fazem parte dos critérios diagnósticos para LES. Quando ocorrem em conjunto com outros sinais e sintomas, contudo, eles são considerados sugestivos.
Fonte: en.wikipedia.org
Dia Mundial do Lúpus
LÚPUS: DOENÇA INFLAMATÓRIA CRÔNICA DE ORIGEM AUTOIMUNE
Por Higia Faetusa

O Lúpus é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, ou seja, o sistema imunológico, responsável pela produção de anticorpos (defesa) e organização dos mecanismos de inflamação, ataca o próprio organismo.
São reconhecidos dois tipos principais de lúpus: o cutâneo ou discoide, que se manifesta apenas com manchas na pele (geralmente avermelhadas ou eritematosas, daí o nome lúpus eritematoso), principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas, colo e nos braços); e o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos.
Os sintomas podem surgir isoladamente, ou em conjunto, as manifestações mais comuns são fadiga, febre, emagrecimento, perda de apetite, sensibilidade ao sol (fotossensibilidade), inflamações na pele, articulações (dores e inchaços nas juntas), rins, nervos, cérebro e membranas que recobrem o pulmão (pleura) e o coração (pericárdio). Algumas vezes apresentam linfonodos aumentados (gânglios/ ínguas). Esses sintomas podem ocorrer ao mesmo tempo ou de forma sequencial.
O diagnóstico depende do reconhecimento pelo médico de um ou mais sintomas, pois não existe um exame 100% específico para a detecção do lúpus eritematoso sistêmico (LES). O exame chamado FAN (fator ou anticorpo antinuclear), principalmente com títulos elevados, em uma pessoa com sinais e sintomas característicos de LES, permite um diagnóstico mais certo. Outros testes laboratoriais como os anticorpos anti-Sm e anti-DNA são muito específicos, mas ocorrem em apenas 40% e 50% das pessoas com LES. Ao mesmo tempo, alguns exames de sangue e/ou de urina podem ser solicitados para auxiliar não no diagnóstico do LES, mas para identificar se há ou não sinais de atividade da doença.
O tratamento deve ser individualizado, conforme o tipo de manifestação apresentada e inclui medicamentos para regular as alterações imunológicas do LES e para regular outras que a pessoa apresente em consequência da inflamação causada pelo LES, como hipertensão, inchaço nas pernas, febre, dor etc. Os medicamentos que agem na modulação do sistema imunológico no LES incluem os corticoides (cortisona), os antimaláricos e os imunossupressores, em especial a azatioprina, ciclofosfamida e micofenolato de mofetil, além do uso dos fotoprotetores que devem ser aplicados diariamente em todas as áreas expostas à claridade.
O acompanhamento médico constante e a disciplina do paciente quanto ao uso da medicação prescrita devem ser considerados como primordiais no tratamento do lúpus. Quanto ao tempo de duração do tratamento não há como ser estipulado, pois o LES, ou apenas lúpus, é uma doença crônica, assim como são a hipertensão, diabetes, várias doenças intestinais, alergias e outras doenças reumatológicas.
Como o lúpus intercala fases ativa e de remissão (não ativa da doença), a pessoa com lúpus deve ter cuidados especiais com a saúde. Inclusas atenção com alimentação, higiene (diminuição do risco de infecções), evitar estresse, uso de anticoncepcional a base de estrogênio, cigarro, além de manter uma atividade física, preferencialmente aeróbia, para o controle da pressão, da glicose no sangue, e da qualidade dos ossos.
Fonte: lupus.org.br
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10 de Maio

A profissão

O guia de viagem mais antigo de que se tem notícia é o Guia da Grécia que foi escrito para turistas romanos em dez volumes em 170 d. C., por um grego chamado Pausanias.
Pouca gente sabe, mas a profissão de guia é uma das mais antigas que existe. Em 440 a.C., o historiador grego Heródoto (autor da história da invasão persa da Grécia nos princípios do século V a.C., - As histórias de Heródoto) – ele foi considerado o primeiro turista de todos os tempos – e naquela época já mencionava o guia em suas famosas histórias.
Guia de Turismo
Claro que os guias daquela época eram muito diferentes dos guias atuais, em vez de orientar turistas em passeios, guiavam exércitos em território inimigo. Mas as atribuições dos guias de então não eram muito diferentes das atribuições dos guias de hoje.
A eles cabia orientar os soldados em terreno desconhecido, servir de interprete, arranjar acomodações, comida, meios de transporte, entre muitas outras funções semelhantes às dos guias contemporâneos.
Com o tempo, a profissão se pacificou, assumindo pouco a pouco as características que possui atualmente.
Hoje, o guia de turismo é um especialista em relações públicas, alguém com facilidade para aprender línguas, boa cultura em geral, bons conhecimentos do local onde vive e os que visita, com capacidade de decisão e liderança, criativo, paciente, simpático, social entre uma infinidade de outras qualidades, congênitas e adquiridas.
A formação de um guia de turismo consiste em
1. Interpretar os ambientes visitados;
2. Orientar e sensibilizar os turistas para a importância da conservação do meio ambiente;
3. Conduzir grupos de turistas com segurança;
4. Estar apto para contribuir em ações de monitoramento dos impactos gerados pela visitação pública;
5. Resgatar a abordagem transdisciplinar dentro do espaço das Instituições de Ensino.
6. Trabalhar a observação e a sensibilização como forma de produção do conhecimento.
Atribuições do Guia de Turismo
Acompanhar, orientar e transmitir informações a pessoas ou grupos em visitas, excursões urbanas, municipais, estaduais, interestaduais ou especializadas dentro do território nacional;
Acompanhar ao exterior pessoas ou grupos organizados no Brasil; promover e orientar despachos e liberação de passageiros e respectivas bagagens em terminais de embarques e desembarques aéreos, marítimos, fluviais, rodoviários e ferroviários; ter acesso a todos os veículos de transporte, durante o embarque ou desembarque, para orientar as pessoas ou grupos sob sua responsabilidade, observadas as normas específicas do respectivo terminal.
Ter acesso gratuito a museus, galerias de arte, exposições, feiras, bibliotecas e pontos de interesse turístico, quando estiver conduzindo ou não pessoas ou grupos, observadas as normas de cada estabelecimento, desde que devidamente credenciado como Guia de Turismo;
A única profissão na área do Turismo regulamentada por lei é a do Guia de Turismo (Lei nº 8623/93). Ou seja, as pessoas que têm interesse em trabalhar como guia devem procurar cursos, em instituições de ensino, devidamente regulamentados pelo Ministério do Turismo.
Modalidades de guias de Turismo
Guia de Turismo Regional
É aquele que recebe o turista, providencia o seu transporte para o hotel e o acompanha em visitas a locais de interesse histórico ou geral de uma cidade, fornecendo a eles informações e explicações durante o trajeto e prestando assistência quando for solicitada.
Além disso, para proporcionar bem-estar aos turistas, dá indicações de locais para refeições, compras, entretenimento, restaurantes, hotéis etc. Nesta modalidade de guia, é possível atuar não só em pontos históricos e geográficos da localidade, mas também em visitas a galerias de arte, museus, feiras, eventos etc.
Guia de Turismo de Excursão Nacional / Internacional
Viaja com turistas para destinos do Brasil e da América do Sul, seguindo um itinerário definido. Nesta modalidade, o guia também oferece informações históricas e culturais sobre os locais visitados e toma providências quanto a acomodações, refeições e outros serviços. Também pode orientar os turistas que desejam fazer passeios por conta própria, sugerindo programas ou locais que atendam às preferências de cada um.
Guia de Excursão Especializado em Atrativos Naturais
Uma das atividades turísticas que mais crescem em todo o mundo, o ecoturismo vem atraindo muitos interessados em atuar na área. As responsabilidades são as mesmas dos Guias anteriores, porém os locais de visitação são diferentes.
São feitos passeios e trilhas em locais com atrativos naturais e realizadas atividades em total contato com a natureza. Esse tipo de curso também é reconhecido pelo Ministério do Turismo e os profissionais que desejam trabalhar nesse ramo devem ser cadastrados na entidade.
Fonte: www.naturaterra.com.br
Guia de Turismo

10 de Maio

O Dia do Guia de Turismo, a ser comemorado no dia 10 de maio de cada ano, foi criado pelo Projeto de Lei n.º 886/2002.de autoria do Vereador Otávio Leite, e sancionado pelo Prefeito César Maia, transformando-se na Lei n.º 3562/2003.
Guia de Turismo
O turismo é hoje uma das maiores fontes de emprego e renda no mundo em que vivemos. Mundo que aposta na globalização econômica, onde a tecnologia e o desejo de consumo encurtam as distâncias. O futuro chegou e, com ele, o turismo cresceu em importância.
O potencial turístico do Brasil é muito grande. No entanto, ainda não somos uma potência turística. No ranking da Organização Mundial do Turismo (2000), o Brasil ocupa apenas o 29º lugar, muito pouco para quem tem um dos maiores potenciais turísticos do planeta. Um dos principais motivos é que só agora estamos despertando para esta a realidade.
O papel do guia de turismo é fundamental para a realização do Turismo Sustentável no espaço onde atuam. Entretanto, há uma certa dificuldade em definir suas atribuições. Essas dificuldades nascem desde o curso preparatório até as atividades diárias destes profissionais.

Funções do Guia de Turismo:

a) acompanhar, orientar e transmitir informações a pessoas ou grupos em visitas, excursões urbanas, municipais, estaduais, interestaduais ou especializadas dentro do território nacional
b) acompanhar ao exterior pessoas ou grupos organizados no Brasil
c) promover e orientar despachos e liberação de passageiros e respectivas bagagens, em terminais de embarque e desembarque aéreos, marítimos, fluviais, rodoviários e ferroviários
d) ter acesso a todos os veículos de transporte, durante o embarque ou desembarque, para orientar as pessoas ou grupos sob sua responsabilidade, observadas as normas específicas do respectivo terminal
e) ter acesso gratuito a museus, galerias de arte, exposições, feiras, bibliotecas e pontos de interesse turístico, quando estiver conduzindo ou não pessoas ou grupos, observadas as normas de cada estabelecimento, desde que devidamente credenciado como Guia de Turismo
f) portar, privativamente, o crachá de Guia de Turismo emitido pela Embratur
Fonte: Rio de Janeiro Hotel
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12 de Maio

DESENVOLVIMENTO DA ENFERMAGEM ATRAVÉS DA HISTÓRIA
A enfermagem é uma profissão que surgiu empiricamente e se desenvolveu, através dos séculos, em estreita relação com a história da civilização, mas que nem sempre acompanhou o desenvolvimento no campo científico.
Houve época em que a enfermagem era uma atividade regida pelo espírito de serviço e humanismo, associado a crenças e superstições, sem nenhuma fundamentação científica, ou então épocas de maiores conhecimentos e habilidades, mas deficientes pelo padrão moral dos elementos que a exerciam.
Podemos dividir a história da enfermagem em períodos assim compreendidos.
Dia Internacional da Enfermagem
1. Período antes de Cristo
O tratamento do enfermo depende estritamente do conceito de saúde e de doença. Nesta época, os povos primitivos entendiam a doença como um castigo dado pelos deuses, ou então como causada pelos efeitos de um poder diabólico, exercido sobre os homens.
Os povos recorriam a seus sacerdotes ou feiticeiros, acumulando estes as funções de médico, farmacêutico e enfermeiro.
O tratamento se limitava a aplacar as divindades e afastar os maus espíritos.
Os documentos daquela época nos forneceram idéia do tratamento dispensado então aos doentes. Os mais antigos foram encontrados no Egito, do ano 4688 A.C- ao ano 1552 da mesma era. Alguns destes documentos relatam prescrições e fórmulas médicas seguidas de fórmulas religiosas, que o doente devia pronunciar, enquanto ingeria o medicamento. Por outro lado, quem preparava a droga, devia fazê-lo ao mesmo tempo que dizia uma oração a lsis e a Hórus, princípio de todo bem.
Esses documentos não mencionam nada sobre os hospitais e enfermeiros, somente sobre a medicina, que era entrelaçada com crenças religiosas, embora com desenvolvimento científico bem significativo para a época. Reconheciam o coração como centro da circulação, embora desconhecessem como esta se processava, e a respiração como um ato de vital importância. Possuíam, junto aos templos, ambulatórios para que os futuros sacerdotes médicos pudessem praticar.
Na índia, os documentos do século VI A.C. nos forneceram dados a respeito da enfermagem, medicina e existência de hospitais. Os hindus exigiam que os enfermeiros tivessem: asseio, habilidade, inteligência, conhecimento de arte
culinária e de preparo dos remédios. Moralmente, deveriam ser: puros, dedicados e cooperadores.
A Grécia marcou esta época, pelo desenvolvimento e domínio da filosofia, das ciências, letras e artes e, principalmente, no campo da medicina. Foi ali que a medicina iniciou suas bases científicas, graças a Hipócrates, que recebeu a denominação de "O Pai da Medicina".
2. Período da unidade cristã
O cristianismo, indiretamente, provocou uma transformação na organização política e social, através da reforma dos indivíduos e da família. Surgiu, nesta época, um grande espírito de humanidade, e muitos cristãos, levados a procurar uma vida mais santa e caridosa, se reuniam em pequenas comunidades, que se dedicavam à assistência dos pobres, velhos, enfermos e necessitados, em casas particulares ou hospitais, chamadas Diaconias.
Após o Edito de Milão (335), pelo qual Constantino dava aos cristãos a liberdade de culto, muitos romanos transformaram seus palácios em Casas de Caridade e inúmeros hospitais cristãos foram abertos. Foi uma época áurea para os hospitais. Acrescendo a isto, destacou-se a atuação das grandes Abadessas na melhoria da assistência aos enfermos e elevação do nível da enfermagem. Entre elas, ressaltamos o valor de Santa Hildegarda (século Xl), proveniente de família nobre e que tornou-se uma das mais célebres Abadessas, pelos seus grandes conhecimentos de Ciências Naturais, Enfermagem e Medicina. Escreveu sobre doenças do pulmão, verminose, icterícia. Dava grande importância à água em seus tratamentos e recomendava às enfermeiras que proporcionassem freqüentes banhos aos seus pacientes.
Neste período surgiram organizações, sob a forma religiosa-militar, com a finalidade de libertar o túmulo de Cristo do domínio muçulmano (Cruzadas) e proteger os peregrinos que se dirigiam a Jerusalém (Cavaleiros de Lázaro, Cavaleiros de São João de Jerusalém e Cavaleiros Teutônicos).
Essas organizações religiosas-militares prestavam cuidados de "enfermagem" aos doentes e aos feridos.
O espírito de humanidade dominante naquela época muito contribuiu para que os enfermos recebessem um bom padrão de assistência, embora muito pouco tenha sido relatado especificamente sobre a enfermagem.
3. Período de decadência da Enfermagem
A baixa do espírito cristão repercutiu diretamente na enfermagem, tanto na quantidade como na qualidade das pessoas que se dedicavam ao serviço dos enfermos. Os donativos e a generosidade iam cada vez mais diminuindo, os hospitais entrando em sérias dificuldades de funcionamento por falta de recursos humanos e materiais. Aos poucos, a decadência se agravava, ocasionando o fechamento de muitos hospitais. Outro fator que colaborou nessa crise dos hospitais foi a Reforma religiosa provocada por Lutero, Henrique Vlll e Calvino, que expulsou dos hospitais as religiosas que assistiam os doentes, especialmente na Inglaterra.
Os cuidados prestados aos enfermos passaram a ser dados por pessoas de baixo nível social e qualificação pessoal. Esta atividade passa a ser um trabalho árduo e de baixa remuneração; não havendo mais, ou muito pouco, o sentido cristão que regeu, por longa época, a razão de assistir os necessitados. O desenvolvimento científico da enfermagem naquela época foi muito pequeno, não conseguindo acompanhar o avanço que a medicina tinha conseguido alcançar.
Mas, no século Xvll, surgiu São Vicente de Paulo, que fundou o Instituto das Filhas de Caridade, que se dedicaram aos enfermos, o que reergueu novamente a enfermagem e lhe deu o título de "Precursor da enfermagem moderna".
No século XIX, surgiu Florence Nightingale, reformando totalmente a enfermagem e iniciando uma outra fase para a profissão.
4. Período do Sistema Nightingale
(Sistema Moderno de Enfermagem)
Florence Nightingale nasceu em Florença, em 1820, proveniente de família rica. Dotada de uma cultura muito acima do comum entre as moças daquela época, demonstrou, desde muito cedo, uma tendência para tratar dos enfermos, encontrando no início oposição da família, por ser essa atividade, naquele tempo, exercida por pessoas, de um modo geral, de nível educacional e padrão moral baixos.
Mas Florence, dotada de decidida vocação e marcante personalidade, não desistiu diante do obstáculo que se lhe opunha. Aos 31 anos conseguiu autorização para fazer estágio num hospital mantido por entidade protestante.
Recebeu aí, as primeiras orientações sobre os cuidados com os enfermos que não corresponderam ao que esperava. Sentiu então a necessidade de um ensino de enfermagem fundamentado em bases científicas e metódico.
Em 9 de julho de 1860, fundou em Londres, Inglaterra, a primeira escola de enfermagem, funcionando junto ao Hospital St. Thomas. Estabeleceu que:
A direção da escola deveria ser exercida por uma enfermeira, e não por médico, o que era comum nos poucos cursos dados nos hospitais.
O ensino deveria ser metódico, e não apenas ocasional, através da prática.
A seleção das candidatas deveria ser feita sob o ponto de vista físico, moral, intelectual e de aptidão profissional.
Várias líderes surgiram dessa escola e introduziram o sistema Nightingale em diversos países, através da fundação de novas escolas.
Os cursos passaram a ser procurados por moças educadas e cultas; a enfermagem passava a ser uma profissão honrosa e melhor aceita na sociedade.
5. Enfermagem no Brasil
Desde a colonização do país, já se propunha a abertura de Santas Casas, tipo "Misericórdias", muito comuns em Portugal. A primeira destas foi fundada em 1543, após a fundação da Vila de Santos, por Braz Cubas. Seguiram-se as do Rio de Janeiro, Vitória, Olinda, Ilhéus e outras.
Quanto ao desempenho da atividade de enfermagem naquela época pouco se sabe, a não ser a atuação dos Jesuítas na fundação, direção e manutenção das obras de caridade, auxiliados por voluntárias.
Entre os Jesuítas, destacou-se o Pe. Anchieta, que não se limitou só à catequese mas estendeu sua atenção ao campo da saúde e educação, tão carentes naquela época.
Também os escravos recebiam orientação de seus senhores para cuidar de doentes particulares.
Em 1852 as Irmãs de Caridade vieram para a Santa Casa do Rio de Janeiro, e, à medida que estas aqui chegavam, iam-lhes sendo entregues os estabelecimentos de assistência.
No século XIX surgiram algumas iniciativas de abertura de cursos relacionados com a enfermagem. Abriu-se, junto à escola de Medicina da Bahia, o curso de parteiras. Tempos depois os psiquiatras sentiram a necessidade de preparo para os que se dedicassem ao cuidado dos enfermos mentais, fundando no Rio de Janeiro a Escola Alfredo Pinto, mas com bases bem rudimentares.
No tempo do Império, raros nomes se destacaram, merecendo especial atenção o de Ana Néri. Nascida na Bahia, destacou-se no cenário da enfermagem brasileira, como voluntária na guerra do Paraguai. Sua participação na assistência dos feridos, foi marcante, sendo denominada "Mãe dos Brasileiros".
Em 1923, com a fundação da Escola de Enfermagem Ana Néri, no Rio de Janeiro, que procurou seguir o sistema Nightingale, é que a enfermagem brasileira passou por um desenvolvimento maior. Muitas outras escolas foram abertas, seguindo o mesmo sistema, surgindo daí líderes que atuaram em diversas entidades, como diretoras, ou na assistência aos enfermos sempre voltadas para os três elementos que são indispensáveis na profissão de enfermagem: Ideal, Arte e Ciência.
Fonte: www.ufrgs.br
Dia Internacional da Enfermagem


12 de Maio

O que é enfermagem?
Enfermagem é a arte de cuidar e também uma ciência cuja essência e especificidade é o cuidado ao ser humano, individualmente, na família ou em comunidade de modo integral e holístico, desenvolvendo de forma autônoma ou em equipe atividades de promoção, proteção, prevenção e recuperação da saúde.
Dia Internacional da Enfermagem
O conhecimento que fundamenta o cuidado de enfermagem deve ser construído na intersecção entre a filosofia, que responde à grande questão existêncial do homem, a ciência e tecnologia, tendo a lógica formal como responsável pela correção normativa e a ética, numa abordagem epistemológica efetivamente comprometida com a emancipação humana e evolução das sociedades.
No Brasil, o enfermeiro é um profissional de nível técnico e superior da área da saúde, responsável inicialmente pela promoção, prevenção e na recuperação da saúde dos indivíduos, dentro de sua comunidade. O enfermeiro é um profissional preparado para atuar em todas as áreas da saúde: assistencial, administrativa e gerencial.

Dentro da enfermagem, encontramos o auxiliar de enfermagem (nível fundamental) e o técnico de enfermagem, (nível médio) ambos confundidos com o enfermeiro, entretanto com funções distintas, possuindo qualificações específicas.
Na maioria dos países, (Ex:Portugal) não existem estas subdivisões.
O Enfermeiro de cuidados gerais exerce todas as funções inerentes ao seu cargo, previsto na carreira de enfermagem, não existindo desta forma duvidas quanto à função de cada elemento da equipe multidisciplinar.
Todos os enfermeiros possuem, pelo menos, uma licenciatura em ciencias de enfermagem.
Prestam assistência ao paciente ou cliente em clínicas, hospitais, ambulatórios, empresas de grande porte, transportes aéreos, navios, postos de saúde e em domicílio, realizando atendimento de enfermagem; coordenam e auditam serviços de enfermagem, implementam ações para a promoção da saúde junto à comunidade.
O enfermeiro está apto a prescrever, salvo com critérios de cada instituições que elaboram protocolos específicos com medicações padronizadas pelos médicos.
Fonte: www.saudebh.com
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Dia do Enfermeiro


Dia do Enfermeiro
Enfermagem como uma profissão
Dia do Enfermeiro
Enfermeira de um lar de idosos na Noruega
A autoridade para a prática de enfermagem é baseado em um contrato social que delineia os direitos e responsabilidades profissionais, bem como mecanismos de prestação de contas públicas. Em quase todos os países, a prática de enfermagem é definida e regulada pelo direito, e entrada para a profissão é regulamentada a nível nacional ou estadual.
O objetivo da comunidade de enfermagem em todo o mundo é que seus profissionais garantam atendimento de qualidade para todos, mantendo as suas credenciais, código de ética, normas e competências, e continuem a sua educação. Há uma série de percursos educativos para se tornar um profissional enfermeiro, que variam muito em todo o mundo; envolvem extenso estudo de teoria de enfermagem e prática, bem como treinamento em habilidades clínicas.
Enfermeiros cuidam de pessoas de todas as idades e origens culturais que são saudáveis e doentes em uma holística maneira baseado nos indivíduos, emocionais, psicológicos, intelectual, social e espiritual. A profissão combina ciência física, ciências sociais, a teoria de enfermagem e tecnologia para cuidar desses indivíduos.
Para trabalhar na profissão de enfermagem, todos os enfermeiros realizam uma ou mais credenciais, dependendo de sua esfera de atuação e educação. A enfermeira prática trabalha de forma independente ou com uma Enfermeira (RN). A diferenciação mais significativa entre um LPN e RN é encontrado nos requisitos para a entrada para a prática, o que determina o direito para o seu âmbito de aplicação prática. Por exemplo, o Canadá exige um grau de bacharel para o RN e um diploma de dois anos para a LPN. A enfermeira (RN) oferece conhecimento científico, psicológica e tecnológica no cuidado de pacientes e famílias em situações de muitos cuidados de saúde. Enfermeiros podem ganhar adicionais credenciais ou graus.
Nos EUA, vários caminhos educacionais qualificam um candidato a sentar-se para o exame de licenciamento como enfermeira. O Associado Licenciatura em Enfermagem (ADN) é concedido para a enfermeira que completou dois anos de curso de graduação acadêmicos conferidos por faculdades comunitárias, faculdades júnior, escolas técnicas, e grau de concessão de bacharel faculdades e universidades após a conclusão de um curso de estudo normalmente com duração de dois anos. RNs também pode buscar papéis diferentes como enfermeiras avançadas da prática registradas.
Os enfermeiros podem seguir os seus interesses pessoais e profissionais, trabalhando com qualquer grupo de pessoas, em qualquer situação, em qualquer tempo. Alguns enfermeiros seguir o papel tradicional de trabalhar em um ambiente hospitalar.
Em todo o mundo, os enfermeiros têm sido tradicionalmente femininos. Apesar da legislação de igualdade de oportunidades, de enfermagem continua a ser uma profissão predominantemente feminina. Por exemplo, a relação homem-mulher de enfermeiros é de aproximadamente 1:19 no Canadá e Estados Unidos. Esta relação é representado em todo o mundo. As exceções notáveis incluem a África francófona , que inclui os países do Benim, Burkina Faso, Camarões, Chade, Congo, Costa do Marfim , a República Democrática do Congo , Djibuti, Guiné, Gabão, Mali, Mauritânia, Níger, Ruanda, Senegal e Togo, que todos têm mais masculino do que os enfermeiros do sexo feminino. Na Europa, em países como Espanha, Portugal, Checoslováquia e Itália, mais de 20% dos enfermeiros são do sexo masculino.
Fonte: en.wikipedia.org
Dia do Enfermeiro

O processo de atendimento

O serviço é a disciplina que permite que o médico treinado para detectar e responder às necessidades de saúde através da utilização da estratégia de resolução de problemas. O processo de assistência é no cuidado do indivíduo que tem uma necessidade de saúde.
Ele é geralmente considerado como uma abordagem sistemática para resolver o problema que é usado em enfermagem individualizada. Ele é usado por enfermeiros para identificar e tratar as respostas humanas a problemas reais ou potenciais, e assisti-los.
Ele tem as seguintes características:
• modelo para prestar cuidados de enfermagem aos pacientes e famílias da comunidade
• é ordenada e sistemática;
• é interdependente;
• oferece atendimento individualizado;
• centra-se no paciente e os seus pontos fortes;
• seu uso é adequado em todas as fases da vida;
• pode ser usado em todos os ambientes.
O processo de assistência é tão importante:
• Promove a colaboração entre disciplinas e profissões ,
• Incentiva a participação do paciente e promove a sua autonomia,
• Explica para as outras funções de um enfermeiro,
• Promove assistência pessoal,
• É eficiente (melhor relação custo-benefício).

Fases do processo de cuidado

As fases do processo de atendimento são:
• Avaliação: o processo de assistência, a avaliação é a coleta sistemática de dados subjetivos e objetivos, com a finalidade de expressar uma opinião sobre um paciente com clínica.
• Diagnóstico: Diagnosticar respostas humanas aos problemas de saúde ou potenciais é a segunda fase do processo. O diagnóstico clínico são os atos de identificação de problemas, mas também a definição de tais problemas.
• Problema colaborativo: problema que o enfermeiro deve reconhecer e resolver em colaboração com outros profissionais de saúde.
• Identificar Objetivos: Este é um integrante fase, o que nos leva a considerar os problemas e usar os pontos fortes do paciente no planejamento das intervenções.
• Planejamento: Esta etapa é a elaboração de um plano de cuidados que supervisiona e coordena as atividades da equipe na prestação de cuidados.
• Implementação: Esta é a fase ativa do processo de cuidado. Este é o início real do plano e o reconhecimento das ações de enfermagem e as respostas do paciente a essas ações.
• Nota: refere-se ao julgamento: a enfermeira descobre que o plano de cuidados foi um sucesso ou um fracasso. A enfermeira avalia reações do paciente às intervenções e juízes se o objetivo foi alcançado.
Fonte: it.wikipedia.org