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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

PI menor não deve ser fator nº 1 na compra de carro, dizem analistas

PI menor não deve ser fator nº 1 na compra de carro, dizem analistas

Desconto no imposto é previsto para acabar em 1º de janeiro.
Preço deve subir 4,5%, em média; veja o que mais deve pesar na decisão.

Peter Fussy e André PaixãoDo G1, em São Paulo
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Tabela IPI (Foto: Arte/G1)
Com a proximidade do fim do desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a indústria automotiva espera um leve "aquecimento" nas vendas no final do ano, que deve ser marcado pela segunda queda seguida, após uma década de altas.
A partir de janeiro, a alíquota do IPI deve voltar ao normal(veja na tabela ao lado), o que deverá fazer o preço dos carros subir, em média, 4,5%, segundo a associação de fabricantes (Anfavea).
As montadoras têm promovido feirões para incentivar a compra do carro ainda em dezembro, com imposto menor. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo G1, o consumidor deve avaliar uma série de fatores antes de decidir pela compra ou troca de um automóvel. O desconto no IPI não é o mais importante, afirmam.
Veja abaixo 5 passos para decidir se é hora de comprar um carro novo.
1) A primeira pergunta
“Está no seu projeto de vida adquirir ou trocar de carro? Essa é a primeira pergunta. Se está no seu planejamento financeiro, sem dúvida o momento é oportuno para fazer uma pesquisa e buscar o veículo que quer”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.
2) Preço + custo do uso
De acordo com Reinaldo Domingos, para saber se o carro novo "cabe" no bolso, o consumidor deve levar em conta não só o preço do veículo, mas também o seu custo mensal, que fica em torno de 2% do valor do bem.
GASTO CARRO (Foto: Arte/G1)
Para um modelo de R$ 30 mil, por exemplo, o gasto deve ser de R$ 600 por mês. O cálculo feito pela Dsop Educação Financeira leva em conta combustível, manutenção, licenciamento, seguro, IPVA, estacionamento, lavagem e depreciação de 10% ao ano.
O educador financeiro Reinaldo Domingos ressalta a importância, além de checar os custos de manutenção (revisões e peças) do modelo de interesse, informar-se sobre a disponibilidade de estoque no mercado nacional e sobre a extensão da rede de concessionárias no Brasil.
3) Vai financiar?
O passo seguinte é ver se esse carro está de acordo com seu padrão de vida, somando o custo mensal ao da prestação, em caso de financiamento. “Caso esta soma esteja no limite do orçamento, sem reserva, não é aconselhável comprar. Pode ser o IPI menor do mundo, mas se não conseguir pagar depois, não vale a pena", recomenda Domingos.
Para Ricardo Bacellar, diretor de relacionamento da consultoria KPMG no Brasil para o setor automotivo, a impulsão pelo consumo e pelo status deve ficar em segundo plano. "O risco de se perder o bem aumenta, apesar da maior facilidade de crédito", apontou.
4) Analise as ofertas
As regiões Sudeste e Sul concentram as melhores ofertas e os preços mais baixos devido ao maior número de concessionárias e modelos disponíveis, em função da competição, segundo diretor executivo do Banco Nacional de Veículos (BNDV), Rafael Campos. “Porém a maior percepção do consumidor é em relação ao custo-benefício das promoções, que podem incluir acessórios, opcionais e serviços de despachante e seguros, reduzindo o ‘pacote’ da negociação”, afirmou.
Assim como no começo deste ano, as concessionárias devem fazer ofertas do tipo "sem IPI maior" ou "preço antigo" ainda no início de 2015. No entanto, o presidente da associação dos concessionários diz que pode ser um risco deixar para depois. “Em dezembro, o consumidor terá mais opções de compra. Com passar do tempo essas opções vão caindo."
5) Pensa em dar o usado de entrada?
“Quem tem um valor à vista deve negociar descontos maiores. O ideal seria vender o seu usado antes, e evitar a venda casada”, recomendou Bacellar (leia mais sobre compra e venda de carro usado).

Desconto já dura 2 anos e meio
Lançado em 2012, quando as montadoras também tinham estoques altos e dificuldades de venda, o desconto no IPI deve terminar depois de 2 anos e meio de prorrogações e diminuição gradual do incentivo, sem evitar uma nova queda nos emplacamentos.
Em 2013, o mercado automotivo apresentou recuo de 0,91%, e 2014 deve acabar com contração de cerca de 5%, conforme projeção das montadoras.
Mesmo com as vendas piores do que o ano passado, tudo indica que, desta vez, o governo manterá o cronograma e acabará com o IPI reduzido. Ainda não foi feito, no entanto, um comunicado oficial.
Se (o IPI cheio) não voltar, vai ser uma surpresa"
Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave
“Se (o IPI cheio) não voltar, vai ser uma surpresa. Vamos lembrar que o Brasil é o país que mais tributa veículo no mundo. Os impostos representam em torno de 37% do preço final, somando toda a cadeia tributária, sem contar IPVA e licenciamento. Todo aumento de preço é negativo para o setor”, diz Meneghetti, da Fenabrave.
Consumidor receoso, pátio cheio
A retomada aos poucos do IPI gerou algumas "corridas" às concessionárias -e recordes mensais de vendas- ao longo desses 2 anos, mas agora o cenário é diferente, dizem analistas.
“A população está vivendo um cenário de incertezas, que vai muito além de compra de carro”, comentou o diretor da KPMG, Ricardo Bacellar.
“Quando o consumidor começa a ter uma percepção de risco do próprio emprego, vê que sua capacidade de endividamento está no limite, ele pensa duas vezes antes de comprar um carro, apesar de o acesso ao crédito ter sido facilitado”, completou.
No final de novembro, 414,3 mil veículos estavam parados nos pátios das montadoras e nas concessionárias, o que representa 42 dias de vendas ao ritmo atual – um nível bem acima do ideal para a Anfavea.
Os primeiros dias úteis de dezembro já apresentaram maior fluxo de clientes às concessionárias e pedidos formalizados, segundo Campos, do BNDV. “A média diária de vendas aumentou, mas ainda não é possível saber quanto. Normalmente, leva-se cerca de 7 a 10 dias para o emplacamento e entrega de um veículo dito pronta-entrega”, disse.
Com menos dias úteis, dezembro registrou altas de 9,83% e 11,5% na média diária, em relação a outubro, nos anos de 2012 e 2013, respectivamente, conforme dados do banco. A alta pode ser relacionada à expectativa de aumento do IPI em 1º de janeiro, que ocorre pelo 3º ano seguido.

Robin Williams foi assunto mais buscado no Google em 2014; veja lista. Morto aos 63 anos, comediante superou Copa, Ebola e Estado Islâmico. Surpresas da lista são 'Flappy Bird', 'Conchita Wurst' e 'Frozen'.


Robin Williams foi assunto mais buscado no Google em 2014; 
veja lista.
Morto aos 63 anos, comediante superou Copa, Ebola e Estado Islâmico.
Surpresas da lista são 'Flappy Bird', 'Conchita Wurst' e 'Frozen'.
Do G1, em São Paulo
Lista dos assuntos mais buscados no Google em 2014 tem Robin Williams em primeiro. (Foto: Divulgação/Google)

O Google divulgou nesta terça-feira (16) os dez temas mais buscados do ano em sua ferramenta de pesquisa na web. O assunto mais procurado de 2014 pelos internautas foi o ator Robin William, encontrado morto aos 63 anos em agosto, após ter cometido suicídio.

“Em 2014, fomos surpreendidos pela morte de um comediante querido e acompanhamos as notícias sobre um acidente aéreo terrível e uma doença assustadora. Fomos unidos por uma Copa linda e nos divertimos com um jogo de um passarinho, baldes de gelo e uma princesa congelada”, comentou Amit Singhal, vice-presidente sênior de busca do Google, no blog da empresa.

Segundo o executivo, a morte do comediante influenciou em outras pesquisas e até resultou em um “pico de buscas ligadas a testes de depressão e saúde mental, nos dias subsequentes à morte dele”. O Google criou uma página especial para homenagear os fatos de 2014 (Veja aqui).

O ator superou até a Copa do Mundo, o evento mais comentado nas redes sociais Twitter eFacebook de 2014. Para relembrar o campeonato, Singhal listou alguns momentos inesquecíveis, “da mordida de Luis Suárez à performance heroica do goleiro americano Tim Howard contra a Bélgica e ao incrível quarto título da Alemanha --passando por aquela partida que preferiríamos esquecer...”.

A epidemia de ebola na África fez a doença se tornar o terceiro tema mais pesquisado no Google. O quarto assunto foi o sumiço do voo 370 da Malasya Airlines. “À medida em que as investigações avançaram em campo e on-line, as pessoas mantiveram a esperança de um final feliz, a despeito das chances mínimas: as buscas por ‘mh370 encontrado’ foram maiores do que as por ‘mh370 perdido’”, comentou o executivo.

A entidade que deu início ao desafio do balde de gelo, a ALS Association, foi o quinto termo mais buscado. A fundação cuida da esclerose lateral amiotrófica, mal degenerativo também conhecido como doença de Lou Gehrig, e fez celebridades e famosos se molharem para ajudar a causa.

O game para smartphones e tablets “Flappy Bird”, que de tão difícil também se tornou hit e foi retirado do ar por seu criador após se tornar "viciante", também é um dos assuntos top. Outros assuntos da cultura pop como o cantor Conchita Wurst, travesti que ganhou o concurso Eurovision 2014, e o filme da Disney, “Frozen”, também aparecem na lista, formando o grupo das surpresas da seleção. O ISIS (sigla para Estado Islâmico, em inglês) e as Olimpíadas de Inverno de Sochi, na Rússia, completam o top 10.

Veja a lista abaixo:

1) Robin Williams
2) Copa do Mundo
3) Ebola
4) MH370
5) ALS
8) ISIS
9) Frozen
10) Sochi

http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2014/12/robin-williams-foi-assunto-mais-buscado-no-google-em-2014-veja-lista.html

Dólar fecha em alta após chegar a R$ 2,76 e renova máxima desde 2005. Queda da moeda da Rússia influenciou o mercado. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,7355, em alta de 1,87%.

Dólar fecha em alta após chegar a R$ 2,76 e renova máxima desde 2005.
Queda da moeda da Rússia influenciou o mercado.
A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,7355, em alta de 1,87%.

O dólar fechou em alta pelo quinto dia seguido nesta terça-feira (16), reagindo à intensa aversão ao risco nos mercados globais, após a forte alta dos juros da Rússia na noite passada se mostrar insuficiente para evitar o tombo do rubloe em meio à contínua queda dos preços do petróleo.

A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,7355, em alta de 1,87%. Veja cotação. Na máxima do dia, chegou a R$ 2,7614.

O valor de fechamento desta terça é novamente o maior desde 2005 - máxima que a moeda vem atingindo nas últimas semanas. No dia 28 de março daquele ano, a divisa fechou a R$ 2,7385, de acordo com dados do Banco Central.

Nas últimas cinco sessões, o dólar acumulou valorização de 5,29%.

O dólar vem pressionado pelo ambiente de incertezas internas e externas, com investidores preocupados principalmente com o futuro do programa de intervenções no câmbio do Banco Central brasileiro, e atentos à queda nos preços do petróleo.
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Oferta diária do BC será mantida
Nesta terça-feira, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, anunciou que os leilões diários de contratos de "swaps cambiais" terão prosseguimento em 2015 - instrumentos que funcionam como venda de dólares no mercado futuro (derivativos) - o que também impede uma pressão maior no mercado à vista da moeda norte-americana.

O anúncio, porém, não foi o suficiente para conter o mau humor no mercado. Operadores ainda aguardam uma definição final dos moldes do programa.

"Nos próximos dias, vamos definir os parâmentros do programa de swaps cambiais para o começo de 2015. Nos próximos dias, teremos novidades. Os parâmetros podem ser ajustados. No mínimo 50 [milhões de dólares] por dia e no máximo 200 [milhões de dólares] por dia. Hoje, são US$ 200 milhões por dia", informou Tombini após audiência pública no Congresso Nacional, em uma tentativa de acalmar o mercado.

Os contratos de "swaps cambiais" - instrumentos que funcionam como venda de dólares no mercado futuro (derivativos), o que também impede uma pressão maior no mercado à vista da moeda norte-americana - vêm sendo ofertados diariamente pelo BC desde agosto de 2013, momento no qual o dólar atingiu R$ 2,40.

Com o anúncio do Banco Central, o atual estoque de contratos de "swap cambial" em mercado, que equivale a cerca de US$ 100 bilhões, tende a continuar subindo, mas o aumento tende a ser menor. Isso porque a oferta atual de US$ 200 milhões (acima da rolagem) por dia tende a ser reduzida, uma vez que vai oscilar entre US$ 50 milhões e US$ 200 milhões diários.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de até 4 mil swaps cambiais pelas rações diárias, com volume correspondente a US$ 196,6 milhões. Foram vendidos 2 mil contratos para 1º de setembro e 2 mil para 1º de dezembro de 2015.

O BC também vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de janeiro, equivalentes a US$ 9,827 bilhões. Ao todo, já rolou cerca de 6% do lote total. Após o fechamento da véspera, o BC anunciou ainda para esta sessão leilão de venda de até 1 bilhão de dólares com compromisso de recompra em 2 de junho de 2015.

Bovespa
As ações da Petrobras fecharam no azul nesta terça-feira (16), após 6 pregões consecutivos de queda, em dia marcado por fortes oscilações dos papéis da estatal na Bovespa e por um cenário de aversão a risco nos mercados globais.

O Ibovespa, principal índice da bolsa, fechou em queda de 0,02%, a 47.007 pontos, impactado pelo desempenho de ações de empresas de educação e de bancos em uma sessão de intensa volatilidade.


http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2014/12/dolar-fecha-em-alta-apos-chegar-r-276-e-renova-maxima-desde-2005.html

Veja quais denunciados já se tornaram réus na 7ª fase da Operação Lava Jato. Executivos de empreiteiras estão entre alvo de investigações nesta etapa. Ao todo, 39 investigados foram denunciados; 19 já são réus na Justiça.

Veja quais denunciados já se tornaram réus na 7ª fase da Operação Lava Jato.
Executivos de empreiteiras estão entre alvo de investigações nesta etapa.
Ao todo, 39 investigados foram denunciados; 19 já são réus na Justiça.
Do G1, em Brasília



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O juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça, aceitou, desde o último dia 12, denúncias oferecidas pelo Ministério Público Federal contra 30 acusados. Ao todo, o MPF denunciou 39 pessoas. Nesta terça-feira (16), Moro aceitou denúncias relacionadas a executivos e funcionários das empreiteiras Mendes Júnior e UTC, além do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, do doleiro Alberto Youssef e do dono da MO Consultoria, Waldomiro de Oliveira. Também nesta terça, o magistrado acatou denúncia contra executivos da Camargo Corrêa e da Sanko-Sider.

Veja quem são os denunciados e quais são os suspeitos que já se tornaram réus na 7ª fase da Lava Jato, deflagrada em novembro. Nesta etapa, o foco das investigações foram executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras em um valor total de R$ 59 bilhões.

Quem são os suspeitos que já se tornaram réus na sétima ação da Lava Jato:

Alberto Youssef, doleiro, acusado de chefiar o esquema de corrupção;
Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras;
Waldomiro de Oliveira, dono da MO Consultoria;
Carlos Alberto Pereira da Costa, representante formal da GFD Investimentos, pertencente a Alberto Youssef;
Enivaldo Quadrado, ex-dono da corretora Bônus Banval, que atuava na área financeira da GFD;
Gerson de Mello Almada, vice-presidente da empreiteira Engevix;
Carlos Eduardo Strauch Albero, diretor da Engevix;
Newton Prado Júnior, diretor da Engevix;
Luiz Roberto Pereira, ex-diretor da Engevix;
José Adelmário Pinheiro Filho, presidente da OAS;
Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor-presidente da área internacional da OAS;
Fernando Augusto Stremel Andrade, funcionário da OAS;
João Alberto Lazzari, representante da OAS;
José Ricardo Nogueira Breghirolli, apontado como contato de Youssef com a OAS;
Mateus Coutinho de Sá Oliveira, funcionário da OAS;
Dario de Queiroz Galvão Filho, executivo da Galvão Engenharia;
Eduardo de Queiroz Galvão, executivo da Galvão Engenharia;
Erton Medeiros Fonseca, diretor de negócios da Galvão Engenharia;
Jean Alberto Luscher Castro, diretor presidente da Galvão Engenharia;
João Procópio de Almeida Prado, apontado como operador das contas de Youssef no exterior;
Sergio Cunha Mendes, vice-presidente executivo da Mendes Júnior;
Rogério Cunha de Oliveira, diretor da área de óleo e gás da Mendes Júnior;
Ângelo Alves Mendes, vice-presidente da Mendes Júnior;
Alberto Elísio Vilaça Gomes, executivo da Mendes Júnior;
José Humberto Cruvinel Resende, funcionário da Mendes Júnior;
Antônio Carlos Fioravante Brasil Pieruccini, advogado que teria recebido propina de Alberto Youssef;
Mario Lúcio de Oliveira, diretor de uma agência de viagens que atuava na empresa GFD, segundo delação de Alberto Youssef;
Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da construtora UTC, suposto chefe do "clube" de empreiteiras que atuava na Petrobras;
João de Teive e Argollo, diretor de Novos Negócios na UTC;
Sandra Raphael Guimarães, funcionária da UTC;
Adarico Negromonte, apontado como emissário de Youssef;
Dalton Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa;
Eduardo Hermelino, vice-presidente da Camargo Corrêa;
Jayme Alves de Oliveira Filho, acusado de atuar com Youssef na lavagem de dinheiro;
João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa;
Marcio Andrade Bonilho, sócio e administrador da empresa Sanko-Sider.

Quem são os denunciados que podem se tornar réus nesta semana:

Fernando Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano, apontado como um dos operadores do esquema de corrupção na Petrobras;
Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal;
Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras.

http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/2014/12/veja-quais-denunciados-ja-se-tornaram-reus-na-7-fase-da-operacao-lava-jato.html

Justiça aceita denúncia contra mais seis acusados na Lava Jato. Ao todo, 39 investigados foram denunciados; 36 já são réus na Justiça. Entre os investigados, estão executivos da Camargo Corrêa e Sanko-Sider

Justiça aceita denúncia contra mais seis acusados na Lava Jato.
Ao todo, 39 investigados foram denunciados; 36 já são réus na Justiça.
Entre os investigados, estão executivos da Camargo Corrêa e Sanko-Sider.
Fernando CastroDo G1 PR

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato na primeira instância, aceitou nesta terça-feira (16) denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra mais seis pessoas por suspeita de participação em crimes como corrupção, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Outras quatro pessoas, que já viraram réus em outras ações, também tiveram esta denúncia aceita.

Moro aceitou denúncias contra os seguintes suspeitos:

- Alberto Youssef, suspeito de liderar o esquema de corrupção
- Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras
- Waldomiro de Oliveira, dono da MO Consultoria
- Adarico Negromonte, apontado como emissário de Youssef
- Dalton Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa
- Eduardo Hermelino, vice-presidente da Camargo Corrêa
- Jayme Alves de Oliveira Filho, acusado de atuar com Youssef na lavagem de dinheiro
- João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa
- Marcio Andrade Bonilho, sócio e administrador da empresa Sanko-Sider
- Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da construtora UTC

Os investigados passam agora à condição de réus no processo. Esta foi a segunda denúncia aceita por Moro nesta terça – ele já havia acolhido uma contra 11 pessoas, ligadas a empresas como Mendes Júnior e UTC.

Na segunda (15), Moro já havia aceitado outras duas denúncias contra dez pessoas investigadas no processo. Entre eles estavam executivos da Galvão Engenharia e da OAS. Na sexta (12), Moro aceitou a primeira denúncia, contra nove pessoas, dentre elas, quatro executivos da construtora Engevix.

Assim, resta a ser analisada uma das denúncias oferecidas pelo MPF contra 39 investigados na sétima fase da Operação Lava Jato. Segundo o MPF, 23 dos denunciados são ligados às empreiteiras Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, OAS e UTC.

Com a decisão do magistrado, dos 39 investigados no processo e que foram denunciados pelo Ministério Público, apenas três não se tornaram réus no processo. São eles:

Fernando Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano, apontado como um dos operadores do esquema de corrupção na Petrobras;
Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal;
Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras.

O Ministério Público dividiu os 39 denunciados em seis diferentes ações. Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa e Waldomiro de Oliveira são citados nas cinco denúncias apresentadas na última quinta-feira (11). Elas foram divididas de acordo com a participação de cada empreiteira no esquema, segundo o MPF. Enquanto Youssef e Oliveira foram apontados como operadores do dinheiro pago pelas empreiteiras, Paulo Roberto Costa era diretor de Abastecimento da Petrobras - núcleo que foi alvo da primeira leva de denúncias. Os três viraram réus em cinco processos.
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Entenda a Lava Jato
A Operação Lava Jato começou investigando um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. A investigação resultou na descoberta de um esquema de desvio de recursos da Petrobras, segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef, apontado como chefe do esquema, e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

A sétima fase da operação policial, deflagrada no mês passado, teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras em um valor total de R$ 59 bilhões.

Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Ao todo, foram expedidos na sétima etapa da operação 85 mandados em municípios do Paraná, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do Distrito Federal.

Conforme balanço divulgado pela PF, 25 pessoas foram presas. Também foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão e foram expedidos nove mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir à polícia prestar depoimento), mas os policiais conseguiram cumprir seis.
http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/12/justica-aceita-denuncia-contra-mais-seis-acusados-na-lava-jato.html

Acordo estabelece para Dilma salário menor que o dos deputados. Com reajuste, ainda a ser votado, salário de presidente vai para R$ 30,9 mil. Pelo acordo, parlamentares, PGR e ministros do STF ganharão R$ 33 mil.

Acordo estabelece para Dilma salário menor que o dos deputados.
Com reajuste, ainda a ser votado, salário de presidente vai para R$ 30,9 mil.
Pelo acordo, parlamentares, PGR e ministros do STF ganharão R$ 33 mil.

Fernanda Calgaro e Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
A Câmara dos Deputados firmou um acordo nesta terça-feira (16), após negociações com Executivo e Judiciário, para votar em plenário projetos que estabelecem, a partir de 2015, salários de R$ 30,9 mil para presidente da República e de R$ 33 mil para deputados federais, senadores, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e procurador-geral da República.

Atualmente, o presidente da República recebe o mesmo subsídio dos parlamentares (R$ 26,7 mil) e menos que ministros do STF, cuja remuneração é de R$ 29,4 mil.

Os reajustes salariais de ministros do STF e do procurador-geral da República estão previstos em dois projetos de lei que seguirão para sanção presidencial depois de aprovados por Câmarae Senado. Os aumentos para parlamentares, presidente da República e ministros de Estado estão em dois projetos de decreto legislativo que serão promulgados pelo presidente do Congresso depois de aprovados pelo Senado.
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O acordo foi negociado pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) diretamente com Executivo, Judiciário e Ministério Público, em reuniões com Aloizio Mercadante (ministro da Casa Civil), Ricardo Berzoini (ministro de Relações Institucionais), Ricardo Lewandowski (presidente do STF) e Rodrigo Janot (procurador-geral da República). Nesta terça, o acerto foi chancelado em reunião de líderes partidários na Câmara.

Originalmente, Supremo e PGR queriam reajuste de 22% e enviaram projetos de lei para a Câmara aumentando o subsídio de R$ 29,4 mil para R$ 35,9 mil mensais. Senadores e deputados queriam aprovar um projeto de decreto legislativo que fixasse esse mesmo valor para parlamentares, ministros de Estado e presidente da República.

No entanto, o governo federal negociava desde a semana passada uma redução dos aumentos sob o argumento de que o Orçamento de 2015 não comporta gastos desse porte.

O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, enviou nesta terça um ofício a Henrique Alves nesta terça defendendo aumento de 15,76% para o Executivo.

Após negociações com os demais Poderes, a Câmara decidiu conceder reajustes diferentes, o que significa que o presidente da República ganhará menos que parlamentares e magistrados do Supremo a partir do ano que vem.

Os parlamentares precisam aprovar nesta terça, no plenário da Câmara, os projetos que concedem os reajustes, para que o Senado possa votá-los nesta quarta (17). O recesso legislativo tem início no próximo dia 23 de dezembro.

Economia
Os pleitos por aumentos salariais ocorrem num momento delicado das contas públicas, depois de o governo ter derrubado a meta de superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública), estabelecida para 2014.

O volume de gastos no ano eleitoral superou a arrecadação e a nova equipe econômica anunciada pela presidente Dilma Rousseff já fala em conter despesas.

Nos nove primeiros meses deste ano, as contas do setor público registraram um déficit primário – receitas ficaram abaixo das despesas, mesmo sem contar juros da dívida – de R$ 15,28 bilhões, segundo números divulgados pelo Banco Central. Foi a primeira vez desde o início da série histórica do BC, em 2002 para anos fechados, que as contas do setor público registraram um déficit nos nove primeiros meses de um ano.

Assim que foi anunciado como futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy falou em cortes de despesas e estabeleceu que a meta fiscal em 2015 será de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) para todo o setor público consolidado (governo, estados e municípios).

http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/12/camara-decide-votar-salario-de-r-30-mil-para-presidente-e-r-33-mil-para-parlamentar.html