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PENSE NISSO:

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Prepare se!

Cada dia é em si mesmo um chamado para novas batalhas e os vencedores serão aqueles que estiverem mais bem preparados,
afinal de contas, a vida não aceita desculpas como o famoso: "ninguém me avisou...".
Será que é preciso avisar mais alguém que sem estudar não se chega a lugar nenhum?
Será que é preciso avisar que estamos na era digital e que o computador substituiu a máquina de escrever?
Fala sério!
É preciso avisar que o cigarro mata?
Que a bebida alcoólica causa dependência, que a cocaína vicia e corrói o cérebro pelas beiradas e transtorna muitos lares, que o orgulho mata, fere, machuca e cobra um alto preço da nossa felicidade?
Será que tem gente que ainda não sabe o valor do respeito?
Será que fazem mal aos outros por ignorância das Leis Divinas?
Será que sequestram pessoas sem saber da Lei dos homens?
Por quê alegamos ignorância quando a dor nos visita ou a própria vida vem cobrar os nossos erros, seja através de doenças, da dor ou sofrimento?
Hoje você tem diante de si uma porta chamada " futuro" e que não é preciso bater para se entrar, nem precisa de apresentação,
nem carteirinha, nem padrinho nem "quem indicou", precisa sim, ter coragem de abandonar aquilo que sabemos ser prejudicial a nós mesmos, ao próximo (e até ao distante), e assumir uma postura bem simples diante da vida: 
"eu me amo, me aceito e luto para que cada dia seja o meu melhor dia".
Bem vindo ao futuro, hoje!.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Renault lança Fluence GT Turbo 2013; confira os detalhes.

22/10/2012 Carros do Álvaro — Renault Fluence GT Turbo - fotos, preço e especificações.
A Renault do Brasil lança, no Salão do Automóvel de São Paulo, o esportivo Fluence GT, carro desenvolvido pela Renault Sport – divisão responsável pela preparação de modelos esportivos da marca.

O novo sedã esportivo conta com motor 2.0 16V de 180 cv de potência, com turbo “twin-scroll”, compacto e de última geração, e que permite quase 80% da força já disponível a partir de 1.500 rpm. O torque máximo é de 30,6 kgfm aparece aos 2.250 rpm.

Com tal sistema motriz, o Fluence GT acelera, segundo a fábrica, de 0 a 100 km/h em 8 segundos, para atingir uma velocidade máxima de 220 km/h.



O Renault Fluence GT Turbo conta com um interior diferenciado contendo painel digital, pedaleiras de alumínio, soleiras nas portas com a inscrição “Renault Sport”, novo interior na cor preta com detalhes em preto brilhante, além de costuras em vermelho nos bancos esportivos, volante e manopla são os diferenciais no acabamento interno do Fluence GT.

Já no visual externo, a caracterização esportiva fica por conta das rodas de 17’’ com design exclusivo, aerofólio, saias dianteira, traseira e laterais, além de retrovisores e maçanetas na cor “Dark Metal”.

O preço do Novo Fluence GT é de R$ 79.370, e o carro conta com a mesma lista de equipamentos de série da versão topo de linha Privilège: ar-condicionado dual zone, direção elétrica, seis airbags, controle de tração e de estabilidade, teto solar elétrico, chave cartão, faróis de xênon, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, rádio com Bluetooth, central multimídia com GPS TomTom integrado, bancos em couro, sensor de estacionamento, entre outros.
O Renault Fluence GT será oferecido em branco, preto e vermelho com garantia de três anos.




Fonte: Car Blog

domingo, 21 de outubro de 2012

Seis mil anos de pão: a importância do pão para a humanidade.


Vítima da fome (como judeu perseguido na Segunda Guerra), Heinrich Eduard Jacob fez um retrato apurado de um dos principais alimentos da história da Humanidade

Ernani Fagundes 
Há três mil anos, numa província egípcia próxima de Tebas, um grupo de operários trabalhava sob o sol forte em obras ordenadas pelo faraó Ramsés IX. Ao fim da jornada, aliviados e ansiosos, os trabalhadores esperam o salário pelo dia de labuta: três pães e duas canecas de cerveja. Mas a ração naquela tarde chegou diferente: gordura no lugar da mistura assada de farinha, água, sal e um pouco de fermento. Não deu outra: na manhã seguinte, recusaram-se a sair de casa. No registro do livro de pagamentos, a prova de uma das primeiras greves da História.

Um mês depois, a ração mais uma vez veio incompleta e os operários voltaram a cruzar os braços. Os grevistas foram protestar na capital, até serem atendidos, por ordem direta do governador. A falta de pão pode ter um duro efeito sobre qualquer patrão ou Estado - e, como se vê, há bastante tempo. Desde que ganhou espaço na dieta das famílias com base na receita inventada no Egito, por volta de 4000 a.C. Em Seis Mil Anos de Pão - A Civilização Humana através de Seu Principal Alimento, o escritor e historiador Heinrich Eduard Jacob revela a saga do pão de trigo, marcada por poucas mesas fartas e muitos períodos de fome e guerras.
Do Egito, o alimento seguiu para a Europa mediterrânea e se espalhou pelo planeta (ilustração: Vanessa Reyes)
O intelectual judeu alemão, autor de 29 livros, sobrevivente da Primeira Guerra e perseguido pelo nazismo, foi preso em Viena, em março de 1938, e teve seus bens confiscados. Ficou cativo no campo de concentração de Dachau, na Alemanha, até que um tio americano conseguisse libertá-lo, em 1939. Refugiou-se primeiro na Inglaterra e depois obteve asilo nos Estados Unidos. Lá escreveu Seis Mil Anos de Pão, publicado originalmente em 1944. Gravuras do antigo Egito são os rastros primordiais do pão. Os agricultores das margens férteis do Nilo conseguiram cultivar o trigo em safras regulares. Eles perceberam que, além de uma papa, o cereal fornecia uma massa que, levada ao forno, resultava num alimento saboroso e nutritivo. "Os cereais foram domesticados pelo homem no Egito e na Mesopotâmia na mesma época", afirma Pedro Paulo Funari, professor de arqueologia e história antiga da Unicamp, conhecedor da obra de Jacob. De acordo com o livro, o processo de levedura da massa, a fermentação, tardou algum tempo para ser dominado. Os egípcios perceberam que, se deixassem a massa "descansar" antes de assá-la, isso a fazia crescer e, se parte dela fosse acrescentada a outra massa, ela a faria crescer mais. "Tão logo isso aconteceu, os egípcios passaram a comer o pão assado com frutas como figos e tâmaras e, mais tarde, com azeite ou azeitonas, quando estabeleceram contatos com outros povos do Mediterrâneo, como os gregos", diz Funari.

"Não foi preciso muito tempo para que houvesse 50 variedades de pão. Assado, ele não tinha semelhança com nenhum dos ingredientes", escreve Jacob.

Até o fim do Novo Império (de 1550 a 1070 a.C.), os egípcios viviam quase isolados entre os desertos da Líbia, do Sinai e da Núbia (no atual Sudão). Nessa época, o pão já tinha o status de moeda. Esse isolamento foi rompido com as invasões dos hicsos, um povo de origem semita, e pelas guerras com os hititas (que habitavam a região da Turquia), o que gerou uma nova dinâmica para a cultura do trigo.

Rota


Os egípcios passaram a exportar seu excedente de produção para outros povos do Mediterrâneo pelas mãos de comerciantes fenícios. Foi dessa forma que os gregos (e toda a Europa, em seguida) conheceram o trigo e a arte de fermentar o pão.

Antes disso, os gregos comiam uma espécie de broa de cevada e uma bolacha de centeio. A chegada do trigo reservou ao cereal importado um papel de destaque em cerimônias ao culto de Deméter, "a mãe que faz crescer o povo" e de Dionísio, incorporado pelos romanos como Baco: o casamento perfeito entre pão e vinho.

Os judeus, sobretudo, atribuíram um significado sagrado a esse alimento - a Páscoa judaica tem raízes na comemoração da saída do Egito. No capítulo 13 do Êxodo, Moisés diz: "Recordai-vos deste dia em que saístes do Egito, da casa de servidão. Não se comerá pão fermentado. (...) Durante sete dias comer-se-ão pães ázimos, e no sétimo dia haverá uma festa em honra ao Senhor". Ele também proibiu que, nesse período, eles mantivessem em casa qualquer produto fermentado.

Historiadores interpretam a ordem para consumir o pão ázimo (sem fermento) como uma forma de diferenciação do pão egípcio. Jacob, porém, oferece outra hipótese e cita o mesmo costume de diversos povos nas oferendas às divindades. Ele lembra, por exemplo, que os sacerdotes de Júpiter, o deus supremo para os romanos, eram proibidos de usar farinam fermento imbutam, ou seja, farinha embebida em fermento.

O que civilizações tão diferentes tinham em comum? Consideravam o fermento "algo podre" e "impuro" para agradar aos deuses. O hábito de tornar alimentos sagrados era comum a vários povos da Antiguidade. Mais de mil anos depois da saída de Moisés do Egito, quando os judeus passavam fome para atender aos tributos romanos, Jesus Cristo repartiu o pão da Páscoa (em 27 d.C.) e o consagrou para bilhões de seguidores no futuro. Distribuiu os pedaços aos apóstolos como o "pão da vida", a transformação do alimento em sua própria carne.

Pão e circo


"Foi nesse mundo do Império Romano que apareceu Jesus Cristo. Era um mundo de carência, de verdadeira fome, um mundo em que especuladores retinham os cereais e no qual o Estado e o imperador se serviam do pão para fins políticos, dando alimento a quem apoiasse o seu poder", diz o autor, referindo-se ainda à prática dos governantes de oferecer trigo e diversão, como as disputas entre gladiadores. Para alimentar a plebe, sucessivos dirigentes canalizaram todo o trigo do Egito e das províncias para Roma, deixando a população mediterrânea sem pão.

Os romanos herdaram dos gregos o gosto pelo pão e a adoração a Deméter, batizada como Ceres e incluída nos mistérios de Elêusis, único culto que concorria seriamente com o cristianismo nascente da época. Tão importantes que eram no cotidiano romano, o pão e o azeite tinham preço e estoque controlados pelo Estado. Entre tipos e formatos variados, como o panis testuatius, cozido num vaso de barro, o pão de Parta era considerado uma especialidade leve - a massa era deixada dentro da água durante muito tempo e só depois cozida. Registros apontam que, em 72 a.C., 40 mil romanos recebiam o cereal gratuitamente do Estado. Com Júlio César, esse número passou para 200 mil e seguiu crescendo. Mas toda essa estrutura ruiu entre os séculos 3 e 4, quando as províncias não puderam mais suportar o peso de Roma e sua estrutura corrupta e inflacionada. E os invasores bárbaros trouxeram um novo gosto alimentar: sopas de legumes, aveia e centeio, que levaram a civilização ocidental para a Idade Média do sabor. À época, boa parte da população adulta era desdentada e a sopa vinha bem a calhar.

Jacob afirma que, por cerca de mil anos, até quase o fim do medievo, os europeus comeram mal. Nas crises de abastecimento, até cascas de árvore eram misturadas a grãos de trigo nas moendas do cereal. A partir daí, o historiador conta como a humanidade teve de se virar em diferentes partes do planeta para alimentar a população. O milho e a batata encontradas na América pelos colonizadores se espalharam para a Europa, a China e a Arábia. Mas, segundo Jacob, a preferência pelo trigo parecia imbatível. "O pão era rico em calorias: 2,4 mil calorias por quilo." Além disso, era um alimento barato.
O livro é um clássico não apenas sobre o trigo mas também sobre a agricultura e as técnicas de produção e conservação de alimentos - essenciais ao avanço das civilizações. E, claro, cita a importância de exércitos bem alimentados em todas as guerras. Napoleão, por exemplo, alimentava suas tropas com "um pão fabricado com duas partes de trigo e uma de centeio", enquanto o restante da população francesa comia uma mistura de farelo de trigo que não matava a fome. Na Revolução Francesa, durante períodos de escassez do cereal, as mulheres foram ao Palácio de Versalhes e à Convenção de Paris exigir das autoridades o essencial. Conseguiram, em 1793, fazer valer uma lei (mesmo que por pouco tempo) que distribuía o pão gratuitamente. Só assim diminuíram os gritos nas ruas: "Queremos pão!" O mesmo apelo dos grevistas egípcios e de qualquer família (faminta ou não) até hoje.


Saiba mais


A obra

Seis Mil Anos de Pão - A Civilização Humana através de seu Principal Alimento.
Heinrich Eduard Jacob, Nova Alexandria, 2003. R$ 93.

FONTE
REVISTA SADOL
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

A história da heroína Joana d'Arc.


Acredite se quiser. Vivendo em um pequeno vilarejo, pastora religiosa, pobre e virgem ouve vozes de santos dizendo que ela tem uma missão divina: libertar a França de uma guerra que já durava quase um século. Ela convence um nobre a levá-la à presença do rei, a quem revela sua missão numa conversa a sós e ganha dele um exército de 7 mil homens. Depois de muitas vitórias e algumas derrotas, é capturada pelo inimigo, acusada de bruxaria e queimada viva. Sua morte a transforma em mártir, séculos depois ela vira santa e uma das padroeiras de seu país. Se essa história convenceu você, saiba que não está sozinho. Nos últimos 500 anos, é essa a versão oficial contada aos franceses sobre Joana d'Arc, aPucelle, ou Donzela, que ajudou a libertar seu país da terrível Guerra dos Cem Anos, contra a Inglaterra. Estudos recentes, em número cada vez maior, vêm desacreditando o mito que transformou Joana em libertadora durante a vida e em símbolo nacional a partir do século 19.
Os franceses comemoram o 600º aniversário da Donzela no dia 6 de janeiro. Mas até sua data de nascimento, em Dom Remy, na região de Lorena, é coberta de imprecisões. Oficialmente, a data vem de seu depoimento aos inquisidores em 1431, ainda que ela tenha sido bastante imprecisa: "Ao que me parece, tenho por volta de 19 anos". Sua amiga de infância, Hauviette, nascida em 1410, afirmava que Joana era 3 ou 4 anos mais velha do que ela. Alguns cronistas dizem que, ao se encontrar com o rei, em 1428, Joana teria dito que tinha 21 anos. Parece confuso? Bom, estamos celebrando 600 anos de Joana d'Arc, mas ela deve ter nascido em 1407 ou 1408. Para piorar, na época o calendário utilizado era o Juliano, cujo ano tinha duração variável (podia ter 330 ou mais de 400 dias) e começava na Páscoa.
Qualquer que tenha sido sua idade, a história de Joana marca um período em que o próprio reino da França esteve ameaçado. Ela viveu na fase final da Guerra dos Cem Anos, o maior conflito europeu da Idade Média (veja na página ao lado). Na história oficial, à frente de seu exército, a pastora liberta a cidade de Orleans após ser ferida em batalha e recusar as ordens de retirada.

Queimada viva
Depois, cavalgou por 11 dias escoltando o delfim, o futuro rei da França, Carlos, à Catedral de Reims, onde ele foi coroado, em 17 de julho de 1429. As vozes que ouvia seriam de são Miguel, santa Margarida e santa Catarina, com instruções divinas para a reconquista da França. Foi seguindo as vozes que, contra a vontade do rei - então em negociações secretas para selar a paz com os ingleses - partiu para a tomada de Paris, seguida por 9 mil soldados. Ferida por uma flecha que atravessou sua coxa, foi obrigada a recuar. Mas meses depois organizou seu próprio exército, participou de expedições punitivas e libertou várias cidades, até cair prisioneira durante o cerco de Compiègne. Vendida aos ingleses, foi condenada por heresia e bruxaria e queimada viva em Rouen, o quartel-general das forças invasoras. Em 1455, anos depois do fim da guerra, Joana foi reabilitada por um novo tribunal da Inquisição - considerada inocente e elevada à categoria de mártir. Em 1920, virou santa, devido a milagres ocorridos no século 19, e não por seus feitos militares ou seu papel de porta-voz divina. Dois anos depois, tornou-se uma das padroeiras da França.
Desde o século 19, duas correntes, relegadas pela historiografia oficial, tentam dar sentido ao mito de Joana d'Arc: os bastardistas e os sobrevivistas. Para os bastardistas, Joana seria a filha da rainha Isabela com o cunhado, o duque Luís de Orleans, notório amante da monarca. O rei Carlos 4º tinha ataques de loucura de tal magnitude que ele era proibido de dividir o mesmo quarto com a rainha, que vivia em um palácio próprio em Paris. O duque de Orleans era tido como o pai do último dos 12 filhos de Isabela, Felipe, que teria nascido morto. Para os bastardistas, a suposta morte do bebê seria um artifício para encobrir o escândalo e a criança teria sido entregue a vassalos para ser criada longe da corte. O bebê seria Joana. A teoria ajuda a explicar a ascendência dela sobre os cavaleiros e o fato de ser recebida pelo futuro rei da França - algo improvável, mesmo que a Donzela evocasse sua "missão divina". A origem nobre explicaria o episódio de uma maneira bem mais terrena e contextualizada. Para os bastardistas, não por acaso, a primeira cidade libertada por Joana e seus homens foi Orleans, terra de seu suposto pai, assassinado por aliados dos ingleses em 1407.
Os sobrevivistas defendem que Joana não ardeu na fogueira. A base dos argumentos são as narrativas da execução. As janelas das casas que davam para a praça do Velho Mercado, em Rouen, foram tampadas com madeira. A mulher queimada estava com o rosto coberto. O carrasco foi impedido de acender a fogueira - a tarefa ficou a cargo dos inquisidores. Também havia ordens expressas para que o corpo calcinado fosse queimado novamente e as cinzas jogadas no rio Sena, que banha a cidade, para evitar que surgissem relíquias. Só o coração teria sobrevivido ao fogo - alimentando a imaginação da população. Se Joana tivesse mesmo sangue real, faz sentido imaginar que outra pessoa pegou fogo em seu lugar, na opinião dos sobrevivistas.
As falsas Joanas

Os adeptos da teoria dizem que Joana reapareceu depois de alguns anos nos mesmos locais por onde havia passado. Há anotações em livros de contas de cidades fortificadas com o gasto de muita cerveja e vinho em cidades que foram libertadas por Joana d'Arc em homenagens a outra Joana, de Armoises, casada com o cavaleiro Robert de Armoises. Para a história oficial, Joana de Armoises é uma entre muitas falsas Donzelas que apareceram por toda a Europa, aproveitando a fama e a lenda da enviada de Deus para libertar a França. Mas apenas Joana de Armoises foi reconhecida pelos irmãos Pierre e Jehan d'Arc e até pelo próprio rei, Carlos 7º, como a verdadeira Donzela. Se Joana de Armoises é mesmo a Pucelle, um retrato ao lado do marido no castelo de Jaulny, propriedade da família, talvez seja a única representação da heroína francesa fruto da observação direta. E a imagem contrasta radicalmente com as milhares de outras pinturas e esculturas de Joana que se espalharam a partir do século 19 pela França.

Em abril de 2007, pesquisadores que estudaram os supostos restos mortais recolhidos da fogueira de Rouen descobriram que o material pertencia... a uma múmia egípcia. Em setembro daquele ano, o jornalista Marcel Gay e o ex-militar Roger Senzig publicaram L'Affaire Jeanne d'Arc, que ajuda a entender a criação do mito da pastora que ouvia vozes divinas. A lenda seria parte de uma estratégia criada por Yolanda de Anjou para proteger o futuro rei Carlos 7º, noivo de sua filha Marie de Anjou. Yolanda havia recebido uma autorização para criar o pequeno Carlos longe da rainha e de seus irmãos mais velhos. Dois deles morreram em circunstâncias nebulosas e o tal menino tornou-se o delfim. Yolanda teria feito circular por toda a França a lenda que previa o surgimento de uma virgem que libertaria o país - e ajudaria a transformar sua filha em rainha. No ano passado, Bernard Simonay publicou Le Lys et les Ombres (O Lírio e as Sombras, sem edição no Brasil), um romance histórico que tece um enredo plausível de quem foi a real Joana d'Arc. "Fizemos de Joana d'Arc um símbolo, construído sobretudo no fim do século 19", disse Simonay. "Não é falso afirmar que ela é um ícone da França, mas é importante lembrar que não podemos falar de patriotismo ou nacionalismo naquela época. As pessoas eram ligadas ao rei, e não a uma nação."

Legado permanente

No período da Guerra dos Cem Anos, a história de Joana correu a Europa, como se lê em diversas crônicas da Idade Média. Grandes historiadores franceses, como Jules Michelet (1798-1874), dedicaram milhares de páginas a ela. A biblioteca Jeanne d'Arc, em Orleans, cataloga 22 mil documentos ligados à epopeia da Donzela. Durante a 1ª e a 2ª Guerra, a figura de Joana d'Arc motivou soldados franceses. Cartões-postais com sua imagem circulavam nas frentes de batalha e serviam de estímulo às tropas. O general Charles De Gaulle elegeu como símbolo da resistência a cruz de Lorena para evocar a heroína. Hoje, a cruz de Lorena é associada à ultra-direita francesa. Joana estreou nas telas ainda na pré-história do cinema: Georges Meliès dedicou-lhe um filme no século 19. Heroína das mil faces, muito da Joana real - seja ela pastora, nobre ou santa - vai ficar perdido para sempre nas brumas da Idade Média. Mas sua importância para a História da França e o efeito de seu legado na imaginação dos franceses permanecerão para sempre.

O rosto da heroína
A imagem de Joana se multiplicou na França, mas na historiografia oficial não existe nenhum retrato da Donzela real

A donzela

Pesquisadores defendem que Joana não foi queimada na fogueira em Rouen, mas substituída por outra mulher

A santa

Joana foi canonizada por milagres realizados no século 19 e não pelos feitos militares ou por ouvir vozes divinas

Símbolo nacional

Cartões-postais são uma obssessão francesa. Muitos usaram Joana como símbolo de alento para os soldados no século 20, durante a 1ª e a 2ª Guerra.
A guerra de Joana
O cenário da Guerra dos Cem Anos é a França, mas as origens do conflito são como uma mão invertida. Em 1066, Guilherme 1º, duque da Normandia, conquistou a Inglaterra. Criou-se ali uma situação curiosa: ainda que Guilherme fosse um rei inglês, era um vassalo do rei da França, na condição de duque da Normandia. Em 1154, seu sucessor, Henri 2º, casou-se com Aliénor de Aquitânia, o que lhe garantia a metade do atual território francês. A situação permaneceu estranha, mas sob controle, até 1328, quando o rei da França, Carlos 4º, morreu sem deixar herdeiro. Eduardo 3º, da Inglaterra, sobrinho de Carlos, postulou o reino. O conde de Valois, neto de Felipe 3º, antigo rei francês, também reivindicou o trono. Uma assembleia convocada para resolver a questão ficou do lado de Valois. Eduardo aceitou a decisão, até Valois iniciar manobras para retirar parte de seu território. A guerra começou em 1337 e só terminou em 1453, com a vitória francesa. Os ingleses, que tinham como aliado o ducado de Borgonha, ficaram com uma pequena faixa ao redor de Calais, que mantiveram até 1558.

Saiba mais

Livros

Le Lys et les Ombres, Bernard Simonay, Calmann-Levy, 2011
L'Affaire Jeanne d'Arc, Marcel Gay, Roger Senzig, Editions Florent Massot, 2007


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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

15/10 - DIA DO PROFESSOR. PARABÉNS POR ESSA DATA...

















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CARTÕES PESSOAIS DE BRUNO DALMOLIN
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Dia 12 de outubro Dia de Nossa Senhora da Aparecida.









Amizade

Nossa


Origem da data

A santa se tornou a Rainha do Brasil através do decreto do Papa Pio XI. Cerca de 50 anos após o anúncio oficial, o dia 12 de outubro se tornou feriado nacional em homenagem à padroeira.

A história de Nossa Senhora Aparecida

Em outubro de 1717, os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves passaram várias horas no rio Paraíba, sem sucesso com a pescaria. Obter peixes naquele dia era muito importante, pois os três estavam responsáveis pelo que seria servido no jantar especial para o Conde de Assumar
Os pescadores retiraram das águas, então, o corpo da imagem da santa. Ao lançar a rede novamente, conseguiram a cabeça da imagem. Depois disso, milagrosamente eles conseguiram pescar muitos peixes e encheram a canoa.
526664 12 de outubro dia de Nossa Senhora Aparecida 2 12 de outubro: Dia de Nossa Senhora AparecidaOs pescadores que encontraram a imagem da santa. (Foto:Divulgação)
A fartura da pesca, que a princípio parecia fracassada, foi atribuída à imagem. Logo, os pescadores descobriram que se tratava de Nossa Senhora da Conceição, confeccionada com terracota, mas escurecida por causa do contato com as águas.
Durante 15 anos, a imagem da santa ficou na casa de Pedroso e recebia muitos visitantes, que faziam orações e pedidos. Com muitas graças alcançadas, a devoção se tornou grande e motivou a família do pescador a construir um oratório.
Em 1734, o vigário de Guaratinguetá resolveu erguer uma capela especialmente para a imagem dasanta que foi encontrada no rio. A igrejinha, situada no Morro dos Coqueiros, começou a receber visitantes a partir de 1745.
Passado mais de um século de louvor e muitos milagres, a Nossa Senhora Aparecida passou a usar uma coroa e um manto azul-marinho. Em 1928, o então Papa Pio XII proclamou a santa comopadroeira oficial do Brasil.
Por causa do grande número de visitantes, Nossa Senhora ganhou uma nova igreja, que foi construída perto da capela antiga. A atual basílica começou a ser construída em novembro de 1955.
526664 12 de outubro dia de Nossa Senhora Aparecida 12 de outubro: Dia de Nossa Senhora AparecidaA basílica nova, que começou a ser construída em 1955. (Foto:Divulgação)

Curiosidades sobre Nossa Senhora Aparecida

- A coroação da santa aconteceu com uma coroa cravejada de diamantes, que foi ofertada pela Princesa Isabel;
- A Basílica é o 4º santuário mariano mais visitado do mundo;
- A capacidade da basílica é de 45 mil fiéis;
- Além da farta pescaria, outros milagres são atribuídos a Nossa Senhora Aparecida, tais como: a libertação do escravo Zacarias, a cura da menina cega após ficar de frente com a basílica e o cavaleiro ateu, cujas patas do seu cavalo ficaram presas na escadaria da igreja depois que ele zombou dos fiéis;
- A sala dos milagres é o segundo lugar mais visitado pelos romeiros em Aparecida do Norte. Neste lugar, as pessoas podem encontrar provas ou simplesmente elementos relacionados às graças alcançadas;
- No mês de outubro, a Sala dos Milagres chega a receber 30 mil de visitantes;
- A novela “A Padroeira”, produzida pela Rede Globo entre 2001 e 2002, conta a história de Nossa Senhora Parecida. Anos depois, em 2010, o filme “Aparecida – o milagre” também adota a santa como tema central.

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12 de Outubro - Dia das Crianças



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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Qual é a fruta mais doce do mundo?


A parada é dura, mas, segundo o Guinness, o "livro dos recordes", o título vai para as mangas carabao - também conhecidas como mangas manila - cultivadas nas Filipinas. Tudo indica que esse país asiático tem excelentes condições para a produção de frutas doces. "Para os vegetais, o local de produção, o clima e as quantidades de sol e água que a planta recebe durante o crescimento influem na composição dos nutrientes. No Brasil, melões e uvas produzidos no Nordeste com irrigação são mais doces que as mesmas frutas produzidas em outras regiões", diz a bioquímica Rejane Dias das Neves-Souza, da Universidade Norte do Paraná (Unopar), em Londrina (PR). Mas vamos com calma antes de coroarmos a manga como rainha da doçura. O fato é que não dá para fazer um ranking simples para eleger a fruta mais doce. Em tese, quanto maior a porcentagem de açúcares entre os nutrientes da fruta, mais adocicada ela será. Mas a resposta é mais complexa. "Primeiro, porque a sensação de doce depende não apenas da concentração de açúcar. Ingredientes azedos, amargos ou salgados mudam o sabor percebido", diz a engenheira química Sidinéa Freitas, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, no Rio de Janeiro (RJ). Segundo, porque existem vários tipos de açúcares nas frutas, e alguns têm poder adoçante maior que outros. Finalmente, porque a sensibilidade para o doce varia de pessoa para pessoa. Lembre-se disso antes de ler a tabela com algumas das frutas mais ricas em açúcares, certo?
Campeãs do açúcarO total de carboidratos ajuda na doçura, mas o sabor depende também dos outros ingredientes:
Fruta - Banana  % de açúcares - 22 
Fruta - Caqui  % de açúcares - 17,7
Fruta - Figo  % de açúcares - 15,5
Fruta - Pêra  % de açúcares - 15,3
Fruta - Manga  % de açúcares - 15
Fruta - Maçã  % de açúcares - 14,5
Fruta - Mamão % de açúcares - 14,5


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