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PENSE NISSO:

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domingo, 10 de março de 2013

O café e a decadência da escravidão:

Em 1850 é extinto o tráfico de escravos. O açúcar, mercadoria de exportação que dera prosperidade à área de trabalho escravo no Nordeste, entrara em decadência no mercado mundial. O mesmo fenômeno de decadência também se manifesta em Minas Gerais e Goiás, pois a avidez da metrópole exaurira em menos de dois séculos quase toda a riqueza do subsolo daquela área. A fuga permanente do escravo que exigia a manutenção de um aparelho repressivo e de captura permanente também onerava o custo da produção. Inicia-se, assim, a crise do sistema escravista.
Por outro lado, na segunda metade do século XIX uma nova cultura aparece no Sudeste com um dinamismo que surpreende e, ao mesmo tempo, exige uma quantidade cada vez maior de mão-de-obra: o café. Não havendo mais a possibilidade de importação de africanos, os fazendeiros do café do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas no início do surto usam o recurso de importar o negro escravo de outras províncias que já se encontravam decadentes, como Pernambuco, Bahia e Ceará.
Essa necessidade de importação interprovincial desarticula novamente a população negra, que é deslocada para as novas áreas prósperas, muitas vezes vendo fragmentada a sua família, pois os seus membros podiam ser vendidos para senhores diferentes.
Esse novo deslocamento da população negra escrava estava, por isto, subordinado aos senhores.
Escreve neste sentido Emília Viotti da Costa:

Colheita de café. Rugendas, BMSP

Foi o café o grande responsável pelo aumento do número de escravos e pela modificação das estatísticas. São Paulo passará com o Rio e Minas a deter, em 1887, 50% da população escrava do país. Os lavradores que avançavam pelo interior do vale fluminense e se fixavam nas terras paulistas e mineiras não encontravam outra solução para o problema da mão-de-obra.
Na economia cafeeira o escravo, já não era mais aquela mercadoria barata e facilmente substituível do Brasil-Colônia, mas, pelo contrário, devia ser protegido, pois a sua inutilização iria onerar o custo da produção. O imigrante, cuja presença se fará sentir, não tinha aptidão pra o tipo de trabalho como ele era praticado nas fazendas cafeeiras. Ademais, era muito caro que o escravo e, enquanto não se conseguia estruturar uma campanha imigrantista, o preço do negro escravo aumentava no mercado.
Nessa fase o escravo passa a ser protegido. O capital investido no negro devia ser protegido e surgem as primeiras leis protetoras. A Lei do Sexagenários, a do ventre-Livre, a extinção da pena de açoite, a proibição de se venderem para senhores diferentes membros da mesma família escrava e outras são mecanismos que protegem mais a propriedade do senhor do que a pessoa do negro escravo. A Lei do Sexagenários, por exemplo, serviu para descartar a população escrava não produtiva, que apenas existia como sucata e dava despesas aos seus senhores. A Lei do ventre-Livre condicionava praticamente o ingênuo a viver até os vinte anos numaescravidão disfarçada trabalhando para o senhor.
A crise do sistema escravista entrava em sua última fase. Do ponto de vista estritamente econômico, capitais de nações européias mais desenvolvidas no sistema capitalista investiam nos ramos fundamentais, como transportes, iluminação, portos e bancos, criando uma contradição que irá aguçando-se progressivamente entre o trabalho livre e o escravo. Tudo isto irá culminar com a Guerra do Paraguai, na qual os negros serão envolvidos na sua grande maioria compulsoriamente, nela morrendo cerca de 90 000. Aqueles que fugiam ao cativeiro, apresentando-se como voluntários, acreditando na promessa imperial de libertá-los após o conflito, foram muitos deles reescravizados.
Essa grande sucção de mão-de-obra negra, provocada pela Guerra do Paraguai, abriu espaços ainda maiores para que o imigrante fosse aproveitado como trabalhador. Essa tática de enviar negros à guerra serviu, de um lado, para branquear a população brasileira e, de outro, para justificar a política imigrantista que era patrocinada por parcelas significativas do capitalismo nativo e pelo governo de D. Pedro II.
Nessa fase poderemos ver duas tendências demográficas da população negra, escrava e livre: decréscimo numérico em conseqüência da guerra e do envelhecimento e falecimento de grande parte dos seus membros; concentração dessa população nas províncias de Minas, Rio de Janeiro e São Paulo.
Nas demais províncias vemos uma economia estagnada, com uma população negra incorporando-se aos tipos regionais de exploração camponesa, pois os senhores não tinham excedentes monetários para investir na dinamização dessa economia decadente. O negro é, assim, naquelas áreas, incorporado a uma economia de miséria.
Fonte: www.terrabrasileira.net
Abolição da Escravatura no Brasil
escravidão pode ser definida como o sistema de trabalho no qual o indivíduo (o escravo) é propriedade de outro, podendo ser vendido, doado, emprestado, alugado, hipotecado, confiscado.
Legalmente, o escravo não tem direitos: não pode possuir ou doar bens e nem iniciar processos judiciais, mas pode ser castigado e punido.
Abolição da Escravatura no Brasil
No Brasil, o regime de escravidão vigorou desde os primeiros anos logo após o descobrimento até o dia 13 de maio de 1888, quando a princesa regente Isabel assinou a Lei 3.353, mais conhecida como Lei Áurea, libertando os escravos.
escravidão é um capítulo da História do Brasil. Embora ela tenha sido abolida há 115 anos, não pode ser apagada e suas conseqüências não podem ser ignoradas. A História nos permite conhecer o passado, compreender o presente e pode ajudar a planejar o futuro.
Durante mais de três séculos a escravidão foi a forma de trabalho predominante na sociedade brasileira. Além disso, o Brasil foi a última nação da América a abolir a escravidão. Num país de 500 anos, um fato que perdurou por 300 anos assume grande importância na formação da sociedade brasileira.
escravidão no Brasil teve início logo nos primeiros anos de colonização, quando alguns grupos indígenas foram escravizados pelos colonizadores que implantavam os primeiros núcleos de povoamento. Devido a fatores como a crescente resistência dos índios àescravidão, os protestos da Igreja Católica, as doenças que dizimavam a população indígena e o crescimento do tráfico negreiro, pouco a pouco a mão-de-obra escrava indígena foi substituída pela negra.
Os escravos negros eram capturados nas terras onde viviam na África e trazidos à força para a América, em grandes navios, em condições miseráveis e desumanas. Muitos morriam durante a viagem através do oceano Atlântico, vítimas de doenças, de maus tratos e da fome.
Abolição da Escravatura no Brasil
O escravo tornou-se a mão-de-obra fundamental nas plantações de cana-de-açúcar, de tabaco e de algodão, nos engenhos, e mais tarde, nas vilas e cidades, nas minas e nas fazendas de gado.
Além de mão-de-obra, o escravo representava riqueza: era uma mercadoria, que, em caso de necessidade, podia ser vendida, alugada, doada e leiloada. O escravo era visto na sociedade colonial também como símbolo do poder e do prestígio dos senhores, cuja importância social era avalizada pelo número de escravos que possuíam.
Fonte: www.ufg.br

ASPECTOS BIOLÓGICOS DAS ABELHAS.




Nos favos, mais especificamente nos compartimentos denominados alvéolos, as abelhas passam por todas as fases de seu desenvolvimento.
As abelhas são insetos disciplinados e extremamente organizados, costumam formar famílias com uma população em torno de 60 a 80 mil operárias, uma rainha e algumas centenas de zangões.
Nos favos, mais especificamente nos compartimentos denominados alvéolos, as abelhas passam por todas as fases de seu desenvolvimento, ou seja, ovos, larvas e pupas. Também nos favos estão o pólen e o néctar. Este último é transformado em mel com o auxilio de enzimas salivares das operárias associadas à desidratação.
Uma colméia é composta de 60 até 100 mil abelhas, em condições normais. Em certas épocas do ano, esse número cai bastante. As operárias têm tarefas disciplinadas dentro da colméia de acordo com a sua idade. As colméias de abelhas melíferas apresentam vários favos, que são utilizados como berço de crias e para armazenar o mel e o pólen. Nos favos formados por varias células, que são chamadas também de alvéolos, encontram-se todas as crias de zangão e abelhas operárias. Já as células da rainha, conhecidas como realeiras, são maiores que a das abelhas operárias e dos zangões, e são feitas na posição vertical.
Construção dos favos -- Para a concepção do favo existe um tipo de abelha operária que faz esse trabalho. São abelhas jovens que constroem os favos, alimentam as larvas e limpam as celas depois que uma abelha nasceu para que a rainha possa botar novamente. Essas abelhas operárias têm uma idade que varia do 12º dia até o 15º dia. Elas constroem o favo porque têm as glândulas cerígenas em operação. São oito glândulas existentes na parte inferior do abdômen da abelha que vão se desenvolvendo de acordo com a idade.
Para que haja a construção do favo há a necessidade de ter reservas de alimento. Se ocorrer o contrário, elas param a construção. E preciso também ter florada na natureza e reserva de alimento na colméia. Dentro dos alvéolos, as abelhas depositam pólen e néctar; que posterior-mente passa por uma transformação físico-químico, ou seja, é desidratado e recebe a adição de enzimas. Mesmo não havendo a operação total de desidratação, que é a retirada da água do néctar, as operárias transferem o mel de um alvéolo para outro até produzirem a desidratação.

Ciclo evolutivo das Abelhas Rainha

3 dias na fase de ovo
5 na fase de larva
8 na fase de pupa
Emerge de uma realeira aos 16 dias e tem vida útil de até 5 anos, mas seu vigor reprodutivo permanece até os 2 anos de vida
A abelha rainha tem a função de postura, ou seja, de colocar os ovos nas celas. Esses ovos dão origem às operárias, aos zangões e até mesmo às abelhas princesas, que são as substitutas da rainha.

Operária

3 dias na fase de ovo
6 dias na fase de larva
12 dias na de pupa
Emerge do alvéolo aos 21 dias e morre aos 42 dias, aproximadamente
O ciclo das operárias é de 21 dias até o nascimento. A rainha faz a postura dos ovos em celas menores. Todas as abelhas do sexo feminino nascem de óvulos fecundados pela rainha. Depois do terceiro dia, origina-se mais uma etapa do ciclo que são as larvas, sendo que nestes três dias a larva é alimentada por geléia real.
No caso das operárias, que são do sexo feminino, o abdômen é atrofiado, pouco desenvolvido. Após o período de seis dias na fase de larva, é dado início ao estágio de pupa. O alvéolo permanece fechado com uma camada de cera até o 21 dia, quando ela emerge, caracterizando então o nascimento.

Zangão

3 dias na fase de ovo
7 na fase de larva
14 na fase de pupa
Emerge de alvéolos sobressalentes nos favos em 24 dias.
No caso do zangão, seu ciclo é mais ou menos parecido com o da operária. Só que levam para nascer 24 dias, possuindo o mesmo ciclo de evolutivo até o nascimento, que acontece no 24 dia. A rainha desova em celas maiores e salientes que dão origem aos machos. Além disso, ela não fecunda o óvulo. Os zangões levam uma vida de 60 dias, em média. Em casos naturais de reprodução com a fêmea eles podem perder a vida tão logo copulem com a rainha.

Reprodução

A partir do nono dia de vida, o zangão inicia seus vôos de orientação. Mas somente após doze dias de idade ele atinge a maturidade sexual. A rainha é fecundada pelos zangões nos vôos nupciais que duram cerca de três dias, até que a espermateca esteja cheia. Os espermatozóides, cerca de 10 milhões, permanecem guardados na espermateca, uma bolsa esférica de 1 milímetro cúbico e serão usados pela vida inteira da rainha. Por isso, ela nunca mais realizará outro vôo nupcial.
Para realizar a fecundação, a rainha comprime a espermateca liberando os espermatozóides. Os ovos colocados nas células menores são fecundados, originando as abelhas fêmeas. Quando a rainha deposita os ovos numa célula maior, eles não são fecundados pelos espermatozóides, dando origem a machos.
Assim que as abelhas dos alvéolos centrais vão nascendo, a rainha volta e reinicia a postura nos alvéolos vazios.
Fonte: www.colmeias.org.br
Abelha


Polinização das Abelhas

Polinização é o transporte do pólen dos estames de uma flor até a parte feminina de outra; deste modo, obtêm-se as sementes que produzirão uma nova planta.
Em alguns casos, o pólen é transportado pelo vento, mas há plantas que dependem dos animais, especialmente insetos, para que ocorra a polinização.
As abelhas são um dos insetos polinizadores mais importantes, já que visitam muitas flores. Quando pousam sobre uma flor, seu corpo fica coberto de pólen e, ao visitar a flor seguinte, parte do pólen se desprende, polinizando a planta.
As abelhas são muito importantes para a agricultura. Muitas das plantas que cultivamos, e sobretudo as árvores frutíferas (a pereira, a macieira, etc.), dependem dos insetos para sua polinização.
Algumas vezes, colméias artificiais são instaladas perto das plantações para favorecer a fecundação e, deste modo, contribuir para a obtenção de uma colheita mais rica e abundante.
Na figura ao lado você vê o momento em que as abelhas pousam numa flor, recolhem pólen; este se desprende durante o vôo e torna possível o nascimento de novas flores.

Fonte: www.colmeias.org.br

5 Dicas de segurança na utilização do airbag


Airbag

airbag é um dos acessórios de segurança mais importantes num automóvel, uma vez que, em caso de acidente, pode salvar a vida a um condutor ou passageiro. Conheça as 5 dicas de segurança acerca da utilização do airbag e saiba como elas podem ser importantes para a proteção de todos os ocupantes.
airbag é como um amortecedor e atua quando um veículo sofre um impacto forte. Desse embate podem resultar lesões graves para o condutor e restantes passageiros se as devidas precauções não forem tomadas.
Para que isso não aconteça, siga os passos seguintes:
  1. Utilize sempre o cinto de segurança. Na condução, a colocação do cinto de segurança é obrigatória por lei e reflete um dever moral de cada automobilista. Na ausência do cinto de segurança, o airbag perde toda a sua eficácia e isso pode ser muito perigoso, pois o corpo do condutor não se encontra num local fixo e o embate pode acontecer em qualquer lado. Independentemente da velocidade a que o veículo circula, sem o cinto de segurança não existe uma força de tração que controla o corpo do condutor e as consequencias que daí advêm poderão ser fatais. O cinto de segurança é sempre sinónimo de proteção adicional para todos os condutores e passageiros.
  2. Não viaje com menores de 12 anos no banco da frente do veículo. Numa viagem de automóvel é obrigatório que uma criança com menos de 12 anos viaje no banco traseiro do veículo. Esta é uma regra muito importante porque se as crianças viajarem nos bancos da frente e na eventualidade de acontecer um acidente, o airbag será acionado e a criança poderá sofrer ferimentos graves. Verifique sempre se as crianças estão bem amarradas, pois é a segurança delas e a sua responsabilidade que estão em causa.
  3. Não coloque a cadeirinha da criança no banco da frente e virada para o para-brisas. Numa viagem de automóvel, as crianças menores de 12 anos devem ficar sempre no banco traseiro e se tiver menos de 7 anos e meio é obrigatório o uso de cadeirinhas ou assentos infantis de forma a aumentar os índices de segurança e de proteção. Dessa forma, o condutor nunca deve transportar as crianças no banco da frente, pois o acionamento do airbag em caso de acidente poderá ser fatal. Por outro, se o seu automóvel é de dois lugares, o condutor nunca deve virar a criança de frente para o para-brisas, pois a criança pode ser ferida pelo airbag mas também, por exemplo, pelo estilhaçamento de vidros.
  4. Não se sente a curta distância do painel de instrumentos. Todos os condutores devem manter uma distância de segurança em relação ao painel de instrumentos do automóvel, pois assim conseguem proteger-se atempadamente do acionamento do airbag. O ideal será que o condutor se sente o mais afastado possível do painel de instrumentos, desde que essa posição não afete a sua condução e conforto.
  5. Nunca coloque objetos entre si e o airbag. Numa viagem de automóvel, o condutor deve ter especial atenção se algum objeto está entre ele e o seu airbag. A existir algum objeto, o mesmo poderá ser mortal numa eventual colisão. Dessa forma, e por questões de segurança, é impreterível que o espaço entre o condutor e o tablier esteja vazio, pois, em caso de acidente, o airbag apresentará a sua máxima eficácia de proteção.
amolgadelas.com
Airbag
Airbag, também conhecido por bolsa de ar ou almofada de ar, é um componente de segurança dos carros, que pode ser usado em algumas máquinas industriais e em robôs de pesquisa, que funciona de forma simples: quando o carro sofre um grande impacto, vários sensores dispostos em partes estratégicas do veículo (frontal, traseiro, lateral direito, lateral esquerdo, atrás dos bancos do passageiro e motorista, tipo cortina no forro interno da cabina) são acionados emitindo sinais para uma unidade de controle que por sua vez checa qual sensor foi atingido e assim aciona o airbag mais adequado.

Este dispositivo é constituído de pastilhas de nitrogênio que são acionadas por uma descarga elétrica pela central eletrônica dentro de um balão de ar muito resistente, que é o próprio Airbag, este por sua vez se enche rapidamente amortecendo assim o choque e evitando que motorista e passageiros sofra danos físicos principalmente no rosto, peito e coluna. Para evitar o sufocamento o Airbagvai perdendo pressão após o acionamento.

Atualmente existem modelos que calculam a severidade do impacto e calculam a intensidade que o Airbag deve inflar.
Airbag
Um airbag automotivo infla e desinfla em uma fração de segundo (cerca de 0,8 segundos).

Benefícios

Os airbags são um adicional ao cinto de segurança em reduzir a chance de que a cabeça e a parte superior do corpo de um ocupante bata em alguma parte no interior do veículo. Eles também ajudam a reduzir o risco de lesões graves distribuindo as forças da batida mais uniformemente ao longo do corpo do ocupante.
"Um estudo recente concluiu que cerca de 6.000 vidas já foram salvas graças aos airbags."
Entretanto, o número exato de vidas salvas é quase impossível de se calcular.

Lesões e mortes causadas por airbags

Os airbags podem ser perigosos pois envolvem uma inflação extremamente rápida de uma grande almofada. Da mesma forma que alguns airbags podem proteger a pessoa em circunstâncias corretas, eles também podem lesar ou até mesmo matá-la.

Para proteger os ocupantes que não estão usando o cinto de segurança, o airbag projetado nos Estados Unidos se expande muito mais rapidamente do que os airbags projetados em outros países. Como o uso do cinto de segurança nos Estados Unidos cresceu no final dos anos 1980s e início dos 1990s, os fabricantes de automóveis americanos tiveram que ajustar o design de seus airbags.

Os novos airbags se expandem em uma velocidade menor. No entanto, os passageiros devem permanecer em uma distância de no mínimo 25 centímetros do airbag para impedir que ocorra uma lesão causada pela bolsa de ar em uma colisão de automóvel.

Diversas lesões podem ocorrer devido aos airbags.
As mais comuns são: abrasão da pele, dano à audição (devido ao barulho da expansão), lesões na cabeça, dano aos olhos em pessoas que utilizam óculos e quebra dos ossos do nariz, dedos, mãos e braços.

Em 1990, foi noticiada a primeira morte automotiva causada por um airbag, e o pico de mortes anuais causadas por airbags nos Estados Unidos foi de 53 em 1997. A TRW produziu o primeiro airbag inflado por gás em 1994, com sensores e airbags com força de inflação baixa se tornando mais comuns logo em seguida. Em 2005 surgiram os airbags de profundidade dupla para carros de passeio. Nesta época, as mortes relacionadas aos airbags tiveram um declínio, com nenhuma morte de adultos e 2 mortes de crianças atribuídas aos airbags naquele ano. Até os dias atuais são comuns lesões nos passageiros que possuem um carro equipado com airbag.

Deve-se evitar fumar enquanto se está dirigindo. Se o airbag inflar e atingir o cigarro enquanto ele estiver na boca, a pessoa poderá correr risco de morte, mesmo se o impacto for moderado.

O aumento do uso de airbags de fato tornou mais perigoso o trabalho de bombeiros, equipes médicas e policiais.
Os airbags podem detonar um longo período depois da colisão inicial, lesando ou até mesmo matando as equipes de resgate que estão dentro do carro.
A adição de airbags de impacto lateral nos carros reduziu o número de locais nos quais as equipes de resgate podem utilizar o alicate hidráulico ou outra ferramenta de corte semelhante para remover o teto ou portas do carro com segurança. Cada socorrista deve ser treinado corretamente para desativar os airbags com segurança ou estar consciente dos riscos em potencial. Remover a bateria do carro pode ser uma boa precaução.

Design do Airbag

O sistema de airbag consiste em três partes básicas - um módulo de airbag, sensores de batida e uma unidade de diagnóstico. Alguns sistemas podem apresentar também uma chave liga/desliga, que permite a desativação do airbag.

O módulo de airbag contém a unidade infladora e o airbag de fábrica. O módulo de airbag do motorista está localizado no eixo da direção do carro, e o módulo de airbag do passageiro está localizado no painel de instrumentos. Quando completamente inflado, oairbag do motorista tem um diâmetro similar ao de uma bola de praia grande.
airbag do passageiro pode ser pode ser duas a três vezes maior já que a distância entre o passageiro e o painel de instrumento é muito maior do que a entre o motorista e a direção do veículo.
Os sensores de batida estão localizados na frente do veículo e/ou no compartimento de passageiros. Os veículos podem ter um ou mais sensores de batida. Os sensores são geralmente ativados pelas forças geradas em uma colisão frontal (ou próximo da frente do carro) significativa. Os sensores medem a desaceleração, que é a taxa em que o veículo diminui a velocidade. Por causa disso, a velocidade do veículo na qual os sensores ativam os airbags variam de acordo com a natureza da batida.
Os airbags não são projetados para se ativarem durante uma frenagem brusca ou quando se está dirigindo em superfícies irregulares. Na verdade, a desaceleração máxima gerada na frenagem mais brusca é somente uma pequena fração da que é necessária para ativar o sistema de airbag.

A unidade de diagnóstico monitora a prontidão do sistema de airbag.
A unidade é ativada quando a ignição do veículo é ligada. Se esta unidade identifica algum problema, uma luz de alerta pisca no painel avisando o motorista que deve examinar o sistema de airbag.
A maioria das unidades de diagnóstico contém um dispositivo que armazena uma quantidade suficiente de energia elétrica para ativar o airbag, no caso de a bateria do veículo ser destruída no início da colisão.

Alguns veículos sem bancos traseiros, como os caminhões pick-up e carros conversíveis, ou com bancos traseiros muito pequenos para acomodar cintos de segurança para crianças, tem uma chave liga/desliga para o airbag do passageiro que vem instalado de fábrica.
A chave liga/desliga para os airbags do motorista ou passageiro pode também ser instalada por um servido qualificado.
Uma chave para desligar o airbag pode ser usada quando um ocupante está em risco, por exemplo: com crianças usando cinto de seguranças para criança no passageiro da frente; crianças com idade entre 1 a 12 anos no banco do passageiro da frente; motoristas que não conseguem manter uma distância de 25 centímetros entre o centro da direção e o seu osso esterno (osso do peito); e pessoal com problemas de saúde em particular.

Inicialmente, a maioria dos veículos apresentava somente um airbag, instalado na direção do automóvel e protegendo o motorista do carro (que é a pessoa com maior risco de lesões). Durante os anos 1990s, tornaram-se comuns os airbags para os passageiros no banco da frente e os airbags entre as portas e os ocupantes do veículo, para colisões laterais.

Como enche o airbag

Para que condutor e passageiros embatam nos airbags é necessário que estes se encham muito depressa: 25 milésimos de um segundo, cinco vezes mais rápido que um piscar de olho. A reação química escolhida para encher o airbag tão rapidamente foi a decomposição de azida de sódio.

A azida de sódio é um composto químico muito instável e tóxico, constituído por átomos de sódio e de nitrogênio (NaN3).
No sistema de airbag a azida de sódio encontra-se num pequeno contentor, juntamente com nitrato de potássio (KNO3) e óxido de sílicio ( SiO2). Quando acontece a ativação do airbag, ocorre uma ignição eletrônica que aquece a azida de sódio a mais de 300 °C. Esta temperatura desencadeia a reação química de decomposição da azida de sódio em sódio metálico (Na) e em nitrogênio molecular (N2).

O nitrogênio molecular é libertado como um gás, que rapidamente enche o airbag.
É no entanto necessário ter cuidado com o sódio, que é um metal muito reativo. Este reage rapidamente com nitrato de potássio, libertando mais nitrogênio molecular, óxido de sódio e óxido de potássio. Finalmente estes óxidos reagem com o óxido de silício formando-se vidro em pó.

O vidro formado é filtrado de forma a não entrar na almofada. O nitrogênio molecular é um gás inerte e não combustível. Em caso de colisão o nitrogênio não reage, pelo que não é um perigo para o condutor e passageiros. Quase ao mesmo tempo que a almofada se enche começa a esvaziar de forma controlada, outra forma de amortecer o choque.
Fonte: pt.wikipedia.org

VULCÕES: Tipos de erupções.


As erupções vulcânicas variam de acordo com o tipo de magma, sua temperatura e composição química.
Com base nestas características, podemos afirmar que existem pelo menos dois tipos de erupções:

Explosivas

Nas quais as lavas são muito viscosas, com origem em magmas ácidos (ricos em sílica).Como são muito viscosas, estas lavas não formam escoadas e solidificam na cratera, formando as agulhas (acumulações de lava com formas alongadas e pontiagudas que consolidaram no interior da chaminé) e os domos ou cúpulas (acumulações de lava consolidaram na cratera, com formas arredondadas) são erupções muito violentas, devido à acumulação de gases, acompanhadas por grandes explosões, com a emissão de piroclastos e formação de nuvens de cinzas (poeiras e gases incandescentes).
Vulcões

Efusivas

Nas quais as lavas são fluídas, sendo a sua emissão lenta, com a formação de escoadas. Estas podem percorrer centenas de quilômetros com uma velocidade reduzida. Os magmas que originam estas lavas são básicos (pobres em sílica).
Vulcões

Tipos de Lava

Magma Ácido

Percentagem de sílica: > 70%
Composição: Riolítica
Viscosidade: Grande
Manifestação externa: Formação de piroclastos

Densidade e ponto de fusão sem escoadas

Quanto maior é a percentagem de sílica, maior é a sua viscosidade, mais baixa é a temperatura menor é a tendência para formar lavas e maior para formar piroclastos.
Quanto menor for a percentagem de sílica, menor é a sua viscosidade, mais alta é a temperatura, maior é a tendência para formar lavas e menor para formar piroclastos.

Lavas básicas

São compostas á base de basalto daí a sua semelhança com o mesmo, são pouco viscosas, atingem temperaturas entre 1100ºC a 1200ºC.
Cerca de 80% das lavas expelidas por vulcões são básicas, percorrem grandes distâncias movendo-se lentamente.
A fração volátil, além de ser relativamente reduzida, liberta-se facilmente. É nas erupções efusivas que, de moda geral, se liberta este tipo de lava.

Lavas ácidas

Apresentam temperaturas compreendidas entre 800ºC e 1000ºC, possuem alta viscosidade, fluem mais lentamente e solidificam dentro da própria cratera ou muito perto da mesma.
Devido à sua viscosidade os gases têm dificuldade em libertar-se originando grandes tensões e conseqüentes explosões extremamente violentas.
A violência dessas explosões pode originar a destruição parcial ou total do aparelho vulcânico e pulverizar a lava, solidificada ou ainda pastosa, que se acumula na cratera.
Os fragmentos são projetados, solidificando os que ainda estão pastosos, no seu trajeto pelo ar e acabando por cair devido ao próprio peso. Estes fragmentos sólidos são designados por piroclastos e entre eles podem estar presentes fragmentos da rocha encaixante da chaminé. Quanto mais violenta for a explosão, menores são as dimensões dos piroclastos. Estes podem classificar-se de acordo com as dimensões dos fragmentos.

O magma à superfície

Lava encordoada

Quando a superfície externa da lava é relativamente lisa mas contorcida em pregas ou dobras lembrando cordas.

Lava escoriácea

A superfície externa da lava rompe-se durante o arrefecimento, tornando-se extremamente rugosa, irregular e formada por fragmentos porosos.

Lava em almofada (Pilow Lavas)

Formam-se nas erupções subaquáticas marinhas. A lava solidifica em contato com a água adquirindo um aspecto característico em forma de massas arredondadas revestidas por uma película de vidro vulcânico devido ao rápido arrefecimento.
Durante o arrefecimento, a contração da lava basáltica pode ocasionar o aparecimento de fendas de retração designadas por diácleses. Em certas condições, essas diácleses dispõem-se de tal forma que determinam um conjunto de estruturas prismáticas regulares conhecidas por tubos de órgão.

Vulcanismo Atenuado

Chamamos por vulcanismo atenuado às manifestações que aparecem antes ou depois de uma erupção, sem que seja libertado magma, e que funcionem como um possível alerta.
Alguns dos exemplos de vulcanismo atenuado são:
As fumarolas têm temperaturas muito elevadas, que têm tendência a ir baixando ao longo do tempo. Algumas somente libertam vapor de água, mas outras, podem também libertar outros compostos químicos. São atribuídos nomes consoante o tipo de gases que são libertados. Às fumarolas em que abundam os compostos de enxofre atribui-se o nome de sulfataras, e aquelas em que predomina o dióxido de carbono denominamos por mofetas.
As águas termais são águas subterrâneas que são aquecidas devido ao calor dissipado nas regiões vulcânicas ou simplesmente devido ao aumento de temperatura com a profundidade. Quando estas águas quentes brotam à superfície constituem as nascentes termais. Se as águas têm origem magmática, designam-se por águas juvenis.
As águas termais possuem um grande poder dissolvente, por isso, algumas delas são ricas em sais minerais. É por esta razão que as águas termais têm um valor medicinal tão elevado, sendo assim procuradas principalmente por pessoas idosas.
Em Portugal existem bastantes fontes termais situadas em várias regiões do país.
Os géiseres são jatos intermitentes e periódicos de água e vapor de água, a elevadas temperaturas típicos de algumas regiõesvulcânicas.
A água expelida tem origem nas camadas freáticas, que se localizam próximo da bolsada magmática. Depois de aquecidas, forma-se vapor de água, que ascende à superfície através das fissuras (fendas das rochas encaixantes).
Vulcões

Crateras, caldeiras e fissuras vulcânicas

A parte superior da chaminé vulcânica termina, muitas vezes, numa depressão afunilada, no topo do cone vulcânico, chamada cratera, por onde os materiais são ejetados.
Por vezes acontece que, na parte superior de muitos vulcões, se formam de pressões de dimensões muito maiores que as das crateras, às quais chamamos caldeiras.
As caldeiras têm forma grosseiramente vários quilômetros de diâmetro. Formam-se devido a afundamentos da parte central dovulcão, após forte erupções em que grande quantidade de magma e piroclastos são rapidamente expelidos, esvaziando a câmara magmática. O colapso do teto e o seu conseqüente afundamento são provocados não só pelo peso das camadas superiores, mas também pela existência de fraturas circulares.
Muitas das vezes o afundamento é mais acentuado, devido a fenômenos de reajustamento isostático com descida da parte central e elevação dos flancos centrais.
Após as erupções vulcânicas, quando os vulcões deixam de estar em atividade, é freqüente que, as crateras ou as caldeiras sejam preenchidas por água das chuvas, do degelo ou do solo, formando lagos ou lagoas que muito embelezam a paisagem.
Existem também situações em que a lava é expulsa não através de uma chaminé cilíndrica, mas sim, através de fendas alongadas que por vezes atingem quilômetros de comprimento.
Estas erupções fissurais estão caracteristicamente associadas a magmas basálticos. A nível dos continentes a lava espalha-se formando mantos basálticos com enormes extensões, como os típicos mantos de lava do Decão, na Índia.
Os mais extensos sistemas de erupções fissurais verificam-se nos fundos oceânicos, a nível dos riftes. Por essas fissuras são expelidas grandes quantidades de magma que, solidificando, geram fundos oceânicos.

Os vulcões no Mundo

Vulcões
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Distribuição Geográfica dos Centros Vulcânicos no Mundo
Durante o último milênio forma observadas erupções em cerca de 520 vulcões terrestres.
distribuição dos vulcões á superfície do Globo não é uniforme. Como se pode observar no mapa, há zonas de grande atividade, que contrastam com outras onde, na atualidade, não há manifestações vulcânicas.
No globo terrestre a distribuição da atividade vulcânica relaciona-se mutuamente com as zonas de atividade sísmica.
Atualmente, as principais concentrações de vulcões ativos são:

Ao longo das margens do Pacífico

É a zona do mundo com mais vulcões. É de tal forma concentrada em atividade vulcânica que é conhecida por “anel de fogo”.
Coincide também com uma zona fortemente sísmica.
Destacam – se no lado americano os vulcões do Alasca e Aleutas, a cordilheira das Cascatas, onde fica o vulcão de Sta. Helena e mais para o Sul, no México o célebre Paricutin. A partir do México, a faixa vulcânica desdobra-se, formando a Cordilheira da América Central e o arco das Antilhas, onde se destaca o vulcão da montanha Pelada.
Do lado asiático encontram-se os vulcões da Camechatca e das Curilhas, seguindo-se o Japão onde há uma bifurcação que dá o arco das Marianas e o arco das Filipinas. Seguem-se os vulcões da Nova Guiné, que se estendem pelos vulcões de numerosas ilhas até à Nova Zelândia, prolongando-se para a Antarctica.
Os vulcões circumpacíficos são muito explosivos.

Sistemas de cristas montanhosas do Atlântico e Pacífico

Nesta zona dá-se o derramamento de lavas e conseqüentemente a formação de crosta oceânica. Aqui destacam-se os vulcões da Islândia, Açores, Canárias, Cabo Verde e Tristão da Cunha.

Cintura Mediterrânea e África Oriental

A cintura mediterrânea abrange o Sul de Itália, as ilhas do mar Egeu, o Cáucaso meridional, e segue até aos Himalaias (onde na atualidade não vulcanismo ativo).
Há ainda a destacar a Indonésia onde existe vulcanismo muito intenso e, quase sempre, exclusivamente explosivo, sendo uma das regiões da Terra com atividade mais violenta. O Krakatoa, o Merapi e Tambora são entre outros, vulcões importantes na Indonésia.
Em Portugal atualmente a zona de maior atividade vulcânica é no arquipélago dos Açores. A última erupção ocorreu em Serreta no mês de Dezembro de 1999.
Furnas, Água de Pau e Sete Cidades são três dos mais importantes vulcões da ilha de São Miguel. As manifestações mais frequentes são a emissão de fumarolas e nascentes de água ebuliente. São Jorge é um vulcão linear.
Na ilha Terceira destaca-se o vulcão de Santa Bárbara na parte ocidental. Embora o arquipélago da Madeira seja de origem vulcânica, o vulcanismo é considerado extinto nestas ilhas. Admite-se que as erupções se verificaram há 1,7 milhões de anos.
Na parte central da ilha da Madeira existe um maciço montanhoso onde se situam os grandes os grandes centros vulcânicos que foram fundamentais para a formação da ilha.
Em Portugal Continental existem rochas vulcânicas na Estremadura, Alentejo e Algarve o que denuncia a existência de vulcanismo ativo no passado.

Cinturas escaldantes

Cadeia Aleutana

Os vulcões expelem cinza a grande altura regularmente.

Monte de Santa Helena (E.U.A)

Fez 60 mortos quando, em 1981, entrou em erupção.

Vesúvio (Itália)

Vulcão ativo, embora adormecido desde de 4 de Abril de 1994.

Etna (Sicília)

Vulcão ativo. Entrou em erupção pela última vez a 4 de Fevereiro de 1999.

Alasca e Rússia

As cinzas emitidas pelos vulcões das cadeias montanhosas de Kamchatka afetaram os motores dos aviões que os sobrevoavam.

Kilauea (Havai)

A última vez que entrou em erupção foi a 17 de Março de 1999.

Popocatepetl (México)

A última vez que entrou em erupção, a Março de 1999, projetou cinza até cinco quilómetros de altura.

América Central

Cordilheira vulcânica de mil quilómetros (80 vulcões) que vai desde a Guatemala até ao Panamá.

Serreta (Açores)

Vulcão submarino em atividade desde Dezembro de 1998.

Capelinhos (Faial-Açores)

Esteve em erupção de 1957 a 1958. Metade dos emigrantes da ilha emigrou.

Cadeia Indonésia

Há 127 vulcões ativos. Só a ilha de Java tem 35.

Correntes de Convexão

As diferenças dos fluxos térmicos, por exemplo no fundo dos oceanos, são explicadas pelas correntes de convecção. Dá-se a transferência do calor vindo do manto, porque o material aquecido das zonas mais profundas é menos denso e sobe, enquanto que o material da superfície é mais frio e desce pois é mais denso. Os materiais estão no estado sólido, embora as altas temperaturas os façam ter um aspecto viscoso e assim ocorrem os movimentos de convecção que têm origem no manto (Astenosfera) e funcionam como a «força» que faz deslocar a litosfera.
Cada circuito regular de subida de fluido quente e descida de fluido mais frio constitui uma célula de convecção. Estas células são contínuas e contornam circuitos fechados. As zonas de ascensão e de descida são respectivamente, as dorsais ou cristas médio-oceânicas (zonas de divergência de placas) e as fossas oceânicas, nas zonas de subducção (zonas de Benioff ou de convergência de placas).
A origem das correntes de convecção no manto superior é ainda desconhecida, embora tudo indique que haja uma inter-relação entre estas correntes de convecção mais superficiais e outras que se desenvolvem ao nível do manto inferior e do próprio núcleo externo, que é líquido.
O fenômeno de convecção é muito freqüente e explica, por exemplo, a subida de gases quentes através das chaminés, a subida do fumo do tabaco ou a subida do vapor de água na atmosfera num dia quente. Em determinadas condições, as correntes de convecção podem também ocorrer em sólidos, só que serão muito mais lentas.

Vulcões como Fonte de Riqueza

Alguns dos solos mais férteis do nosso planeta existem devido à presença de materiais vulcânicos recentemente libertados (com condições atmosféricas favoráveis). A sua cultivação produziu alimentos em abundância e conseqüente desenvolvimento das civilizações que habitavam essas terras.
Os vulcões podem evidentemente causar o caos e a destruição mas, por outro lado, têm beneficiado a humanidade. Há milhares de milhões de anos a desintegração física dos vulcões, e o consequente contato das rochas vulcânicas (cuja composição química é rica em minerais) com os solos, tornou-os mais férteis.
Nas regiões tropicais e chuvosas como o noroeste da ilha do Hawai, a formação de solo fértil e o crescimento de vegetação pode demorar apenas umas centenas de anos. Algumas das primeiras civilizações (por exemplo, a Grega, Etruscana e a Romana) instalaram-se nos ricos e férteis solos vulcânicos da região de Aegean-Mediterrâneo. Algumas das melhores culturas de arroz da Indonésia estão na periferia de vulcões ativos.
Á semelhança, muitos dos melhores solos no Western dos Estados Unidos são de origem vulcânica.
A crosta terrestre, na qual vivemos e da qual dependemos, é na sua maioria, o resultado de milhões de vulcões, antes ativos, e de enormes quantidades de lava que não emergiu á superfície e acabou por solidificar por baixo da superfície.
Muitos dos mais valiosos recursos naturais no mundo deve-se ao vulcanismo persistente e extenso.
cinza vulcânica espalha-se sobre milhares de quilômetros quadrados de solos adicionando-lhe nutrientes e atuando como se fosse estrume, aumentando o seu nível de fertilidade.
Numa zona chuvosa, as áreas subterradas por lava recuperam rapidamente: A revegetação pode começar num espaço de tempo inferior a um ano depois da erupção. A erosão e desmoronamento dos vulcões fertilizam solos durante dezenas a milhares de anos. Esses solos ricos aumentam o desenvolvimento da agricultura que nalgumas zonas é crucial para a sobrevivência.

Energia Geotérmica

A água subterrânea aquecida pelo magma pode ser aproveitada para produzir energia - energia geotérmica.
O calor do interior da Terra associado com vulcões ativos ou recentemente inativos, mas que ainda produzem calor, vêm sendo aproveitados para produzir energia geotérmica.
O vapor de fluídos geotérmicos a alta temperatura são usados para mover turbinas e gerar eletricidade, enquanto que os fluídos a menores temperaturas são utilizados no aquecimento de água para fins de aquecimento-espacial, calor para as estufas e uso industrial. Além de serem um recurso energético, algumas águas geotermais também contém sulfúreo, ouro, prata e mercúrio que podem ser aproveitados como um acessório na produção de energia.
O parque geotermal The Geysers perto de Santa Rosa, no Norte de Califórnia produz eletricidade suficiente para fornecer São Francisco. The Geysers é a maior área geotermal do mundo.

Recursos Minerais

A maior parte dos minerais metálicos, como o cobre, o ouro, a prata, o chumbo e o zinco, estão associados com magmas encontradas perto de vulcões extintos localizados por cima das zonas de subducção.
O magma encandescente nem sempre atinge a superfície, pode arrefecer lentamente debaixo do vulcão formando uma enorme variedade de rochas cristalinas às quais chamamos rochas plutônicas ou graníticas. Alguns dos melhores exemplos de rochas graníticas, estão magnificamente expostas no California's Yosemite National Park. Normalmente os minérios depositam-se á volta dos corpos de magma presentes no vulcão.
Os metais, no princípio disseminados em percursos amontoados de magma ou á volta das rochas, concentram-se em fluídos e podem ser redepositados se encontrarem temperaturas e condições de pressão favoráveis, formando veias de minerais.
As fissuras de um vulcão ativo ao longo do extenso meio-oceano criam o ambiente ideal para a circulação de fluídos ricos em minerais e para o depósito de minério. Água á temperatura de 380º C transborda das fontes geotermais. A água foi aquecida durante a circulação por contato com as rochas vulcânicas a alta temperatura formando uma cordilheira.
O fundo da fontes geotermais é abundante em minérios negro-coloridos (sulfitos) de ferro, cobre, zinco, níquel e outros metais chamados "black smokers". Em raras ocasiões esses depósitos de minérios são mais tarde expostos na restante crosta oceânica que foi “despedaçada” e transportada para a crosta continental durante os processos de subducção.
O Massif de Troodos na Ilha do Chipre é talvez melhor exemplo que se conhece desta crosta oceânica anciã.

Exploração turística

Todavia não há dúvida de que os vulcões podem representar um pólo de interesse turístico, acarretando, neste caso, a fixação humana.
Um caso flagrante é a cidade de Nápoles (Itália) que vive “à sombra” do Vesúvio, vulcão que já foi responsável pela destruição de Pompeia e de mais duas ou três localidades, mas cuja região se reveste de interesse turístico, de tal forma que é intensamente habitada. O Vesúvio mantém-se em repouso desde 1944 mas não está extinto, podendo, de um dia para o outro, entrar em atividade.

Produtos Industriais

Os materiais vulcânicos são usados por pessoas na construção de edifícios ou estradas, nomeadamente transformados para o efeito de abrasivos e agentes de limpeza. O material bruto é usado para fins químicos e industriais.
A pedra-pomes é um exemplo de um material pouco denso, resultante da consolidação de um magma ácido.

Conclusão

Os vulcões são a prova da existência das forças turbulentas que se agitam no interior da Terra.
Quando há erupções vulcânicas, é ejetada a rocha em fusão, chamada magma, que se forma a grandes profundidades. À superfície, o magma pode explodir no ar em fragmentos, que vão desde poeira fina e quente, até grandes pedras chamadas bombas vulcânicas, ou poderá derramar-se sob a forma de torrentes de lava.
A maior parte dos vulcões está perto do rebordo de placas. Alguns encontram-se sobre cordilheiras oceânicas, enquanto outros se situam ao longo de fossas oceânicas, quando uma placa é forçada a passar por baixo de outra. A placa descendente é fundida e o magma resultante pode elevar-se à superfície sob pressão.
Alguns vulcões, no entanto, encontram-se longe dos rebordos das placas.
O magma para estes vulcões é provavelmente provocado pelo calor radioativo no manto.
Os vulcões podem ser um bem para a humanidade se o Homem souber aproveitar as suas «riquezas».
Contudo também pode ser uma enorme catástrofe. Desse modo, o trabalho dos vulcanólogos é muito importante para que possa ser feita a previsão de uma erupção vulcânica e assim que aconteça uma catástrofe e que, além dos prejuízos materiais, muitas vidas se possam perder.
Fonte: www.geocities.com