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PENSE NISSO:

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sábado, 18 de outubro de 2014

VEJA ISSO:

https://plus.google.com/u/0/+muccashop/posts

Uma verdadeira obra de arte feita de frutas e verduras :)

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A DANÇA DAS ABELHAS


Materiais necessários:
• Flores de cartolina: vermelhas, azuis e amarelas.
• Um cesto.
• Duas caixas.

Na comunidade da colmeia, as abelhas operárias são as encarregadas de saírem para buscar alimentos nas flores vizinhas. E quando voltam, “contam” para suas companheiras onde estão as flores com pólen e néctar através de uma complexa e fascinante dança. (Nesta atividade as crianças representarão as abelhas que procuram as flores e se comunicarão entre elas utilizando uma linguagem que simula a dança das abelhas). A atividade começa com uma conversa sobre a vida das abelhas e suas diferentes funções na colmeia. Introduza o tema da coleta de néctar em diferentes flores, que logo servirá de alimento para toda a comunidade da colmeia e o da dança das abelhas como uma linguagem que elas utilizam para comunicarem onde estão as flores com alimentos. Antes da atividade, a professora preparará pequenas flores de cartolina de três cores diferentes, que serão colocadas em um cesto em um canto da sala, que representará o campo de flores no qual as abelhas irão coletar o néctar.

O jogo consiste em duas fileiras onde as crianças se dividirão em duas equipes. Cada grupo representará uma comunidade de abelhas, que deverá trazer a sua colmeia (caixas verdes) a maior quantidade possível de flores.

O primeiro participante da fila deverá chegar até o cesto, pegar uma flor de cartolina e guardá-la na caixa de papelão sem que seja visto pelos demais.

Em seguida, deve voltar à sua equipe e através de uma dança, comunicar ao seguinte participante qual é a cor que escolheu: se for vermelha, balançará a cauda, se for azul, movimentará as duas mão e se for amarela, balançará a cabeça.


O participante seguinte terá que adivinhar observando a sua dança, qual é a cor da flor que a abelhinha anterior recolheu. Se acertar, a equipe ficará com a flor, caso contrário a flor será devolvida ao cesto.
O jogo prossegue até que passem todos os participantes. A equipe que colheu o maior número de flores (quer dizer, que conseguiu melhor se comunicar) será a vencedora.

Dependendo da faixa etária, o mesmo jogo poderá ser realizado com somente duas cores de flores.

Informação teórica para a professora:
Uma colônia de abelhas consiste em uma abelha rainha, responsável pela colocação dos ovos e toda a sua cria. As crias machos são os zangões, cuja função na colmeia é a de unir-se com a abelha rainha e fecundar seus ovos.


As crias fêmeas são as abelhas operárias, estéreis, que exercem o resto das funções da colmeia. Nas primeiras semanas de vida adulta as abelhas operárias vigiam a colmeia evitando a entrada de inimigos como as formigas ou vespas. Após esse período começa sua etapa de levar néctar e pólen, que utilizam como fonte de alimento. Durante o processo de colheita, as abelhas levam o pólen grudado nos pelos de seu corpos de uma flor a outra e desse modo exercem um papel fundamental na reprodução das flores.


Quando uma abelha coletora regressa à colmeia entrega amostras de néctar a suas companheiras e realiza uma elaborada dança que lhes indicará a localização da fonte de alimento. Se a flor estiver relativamente longe da colmeia, as abelhas dançam em forma de oito e quanto mais rica for essa fonte de comida mais vigorosa será a dança. Nesta dança que se repete várias vezes, a coletora movimenta seu abdômen de lado a lado enquanto se move em linha reta em seguida voa para a direita e volta ao centro, movimentando-se novamente em linha reta e vira para a esquerda. A duração do movimento da abelha em linha reta indica qual a distância da flor em relação à colmeia enquanto que o ângulo desse movimento em relação à colmeia indica a localização da flor em relação ao sol. Por exemplo se a flor estiver a 45° à direita do sol, a abelha dançará 45° à direita da colmeia.

Na colônia. as abelhas operárias transformam o néctar coletado em mel utilizando sua saliva. O mel obtido junto ao pólen é armazenado nas câmaras de cera da colmeia.


Adaptação dos conteúdos disciplinares para a Educação infantil:
A maioria dos alunos da educação infantil já viu abelhas e conhece algumas de suas características. É importante começar a explicação sobre a vida na colmeia e os diferentes tipos de abelhas e suas funções na colônia partindo do conhecimento das crianças. A dança das abelhas pode ser explicada como uma linguagem, semelhante a que utilizam as pessoas quando querem contar alguma coisa, e as abelhas utilizam para dizer às outras onde está a comida. Neste sentido, é suficiente apresentar uma dança simplificada para que as crianças utilizem no jogo (movendo a cauda ou dando um giro), indicando a cor da flor.


Para evitar confusões ou ideias errôneas, vale ressaltar que na realidade as abelhas não “contam” às suas companheiras qual é a cor da flor que encontraram e sim sua localização e que as abelhas não trazem flores para a colmeia e sim o néctar que encontram dentro delas.

Finalmente, esta atividade exemplifica a colaboração entre os membros de uma sociedade para alcançar um objetivo comum, e é muito importante enfatizar este tema durante o jogo e nos trabalhos posteriores com as crianças.


http://dani-alfabetizacaodivertida.blogspot.com.br/2014/02/a-danca-das-abelhas.html

DESMATAMENTO: Metade das florestas tropicais do planeta já desapareceram, diz estudo.

DESMATAMENTO:

Metade das florestas tropicais do planeta já desapareceram, diz estudo.

State of the Rainforest 2014, relatório divulgado na Noruega, alerta para a crescente degradação dos ecossistemas nos trópicos. Além da perda da biodiversidade, a destruição da floresta é responsável pela emissão de milhares de toneladas de CO2 na atmosfera

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Scott Kuo/Creative Commons
A humanidade conquistou um progresso impressionante nas últimas gerações: as pessoas vivem mais, menos crianças morrem, a extrema pobreza está dimuindo e o ensino e a educação estão pouco a pouco, se tornando direitos universais. 

Todavia, na área ambiental, não há motivo para celebração. Estamos emitindo cada vez mais gases de efeito estufa e com isso o planeta está mais e mais quente. O resultado direto deste comportamento é a perda irreparável de espécies da fauna e da flora e da degradação de diversos biomas. 

O texto acima está no prefácio do relatório State of the Rainforest 2014, divulgado agora em setembro, na Noruega. Esta é a terceira edição do documento, publicado pela Rainforest Foundation Norway, e que utiliza informações de organizações e comunidades locais do mundo todo para analisar as condições das florestas tropicais do planeta. 

O relatório norueguês aponta, entretanto, divergências entre os números calculados por suas duas principais fontes, que utilizaram diferentes metodologias e tecnologias: o Global Forest Resources Assessment, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), de 2010, e o levantamento da Universidade de Maryland, de 2013. De acordo com o primeiro, 130 mil km2 de florestas são perdidas por ano no planeta, a maior parte delas nos trópicos. Já a universidade americana afirma que seriam 92 mil km2.

Mesmo não havendo consenso sobre o número exato, ambas instituições concordam que a destruição atingiu um nível alarmante. Segundo os pesquisadores de Maryland, somente 1,1 milhão de km2 desapareceu entre os anos de 2000 e 2012. Para efeito de comparação, seria o mesmo que três Noruegas tivessem simplesmente sumido do mapa.

Apesar de ocuparem apenas 6% da superfície terrrestre, em regiões equatoriais da América, África, Sudeste da Ásia e Oceania, as florestas tropicais têm papel importantíssimo para a regulação do clima, o equilíbrio ambiental de biomas e a sobrevivência de muitas comunidades. Mas a crescente destruição destas áreas continua, apesar do tema ter se tornado foco principal em várias discussões e encontros globais, e da ciência já ter provado a importância destes ecossistemas para a mitigação do aquecimento global. 

No passado, as florestas tropicais cobriram cerca de 18 milhões de km2 da superfície terrestre. Atualmente, esta extensão foi reduzida à metade. Estes biomas são como um termômetro da saúde do planeta.

Estima-se que mais de 50% das plantas e animais terrestres vivam nestas regiões, ou seja, quase 1 milhão de espécies identificadas que têm as florestas tropicais comohabitat. Mas os cientistas acreditam que este número possa chegar a 5 ou 10 milhões -só na Amazônia foram descobertos 441 novos animais e plantas desde 2010. "É a biblioteca biológica da Terra. A maior parte da informação dela ainda nem é conhecida pela ciência", afirmou Dag Hareide, diretor executivo da Rainforest Foundation Norway. "Estamos queimando esta biblioteca".

Além da perda de biodiversidade, as florestas contêm uma quantidade enorme decarbono armazenada. A destruição delas gera emissões de CO2 iguais àquelas provocadas por todos os automóveis do mundo.

O relatório europeu afirma ainda que, a maior parte das perdas das florestas tropicais ocorreu nos últimos 50 e 60 anos. O Brasil recebeu elogios, por ter sido o único areduzir o desmatamento de forma significativa globalmente. Nosso país e a Indonésia têm as duas maiores áreas de florestas tropicais do planeta, mas também aparecem entre os principais emissores de gases de efeito estufa no mundo. 

Fazem parte do State of the Rainforest 2014 artigos de especialistas internacionais, entre eles, um assinado pelo engenheiro florestal brasileiro Tasso de Azevedo, curador doBlog do Clima, aqui no site Planeta Sustentável. "Herói florestal, mas ainda campeão em desmatamento" é o título do texto de Azevedo, que afirma que a atual redução na taxa de destruição das florestas brasileiras se deve, entre outros fatores, ao retrocesso provocado pela aprovação do novo Código Florestal. Segundo ele, há necessidade de demarcar mais áreas e reservas de proteção ambiental e incrementar políticas inovadoras, como foi feito no início dos anos 2000. 

Por fim, o documento internacional enfatiza a urgência na redução dos indíces de desmatamento. Entre as ações sugeridas estão fazer da proteção florestal uma das prioridades dos novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) a serem estabelecidos pelas Nações Unidas, em 2015, e proporcionar recompensas e estímulos reais aos países com florestas tropicais que investirem na proteção destes ecossistemas.

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/metade-florestas-tropicais-planeta-ja-desapareceram-diz-estudo-801248.shtml

RECEBENDO OS ALUNOS COM ALEGRIA



Durante todo período de adaptação escolar, a professora não deve se preocupar com uma rígida execução do planejamento das atividades. Qualquer programação poderá ser alterada quando se fizer necessário, tanto em relação ao tempo, quanto ao conteúdo, desde que se note dificuldade ou desinteresse das crianças.

Embora os papéis sociais das pessoas tenham sofrido transformações nas últimas décadas, ainda permanece a ideia de que a família é responsável pelo cuidado e pela educação das crianças pequenas. Muitos pais ainda transmitem insegurança aos filhos ao decidirem colocá-los na escola. Mas, quando eles entendem que só a companhia dos adultos Já não satisfaz todas as necessidades de descobertas dos filhos; quando sentem que é preciso que eles tenham contato com outras crianças de sua idade; e quando o espaço já não é mais suficiente para novas brincadeiras, está na hora de se conscientizarem que chegou o momento para o ingresso na escola.

A adaptação escolar é um processo contínuo de mudança, crescimento, desenvolvimento e amadurecimento. É um momento em que os pequenos se deparam com duas situações delicadas: o ambiente desconhecido e a sua separação dos pais. Para muitas, essa é a primeira vez que se separam de seus entes queridos. É nesse momento também que acontecem as primeiras sensações de culpa, apreensão e alegria dos pais, influenciando de maneira significativa na maneira como eles se comportam frente á mesma.

Organize a escola no período de adaptação

Desde o primeiro contato com pais, a escola terá o conhecimento sobre a criança, começando, então, o momento da construção desse vínculo de compromisso entre eles em relação à criança. Nessa fase da adaptação, a escola deve conhecer o contexto devida de cada criança por meio de entrevistas e reuniões previamente estabelecidas com os pais para ajudar tanto na adaptação quanto no desenvolvimento dos pequenos. Para que a adaptação ocorra sem muitos traumas para pais e filhos, a escola deve se organizar mostrar-se que tem capacidade para inspirar confiança, para dar aos alunos diversas experiências. 


Nessa hora, a figura da professora deve ter destaque para que ela possa ajudar a criança por meio de suas próprias ações, construindo sua relação com o mundo, estimulando suas atividades criadoras e fazendo com que a adaptação à vida escolar seja um momento positivo em todos os aspectos da vida desta criança.


Os primeiros dias de aula


Os alunos antigos também podem ter problemas nos primeiros dias de aula. Afinal, eles irão passar por novas experiências como outra professora, sala diferente e colegas que não conhecem. Essa passagem precisa ser o menos dolorosa possível para a criança, explicando aos pais que devem conversar com seus filhos sobre as mudanças. Nos primeiros dias, a professora ainda precisa promover condições de um convívio agradável entre os alunos antigos e novos, desenvolvendo atividades de conhecimento a respeito do ambiente escolar, identificando os colegas, com atitudes de polidez e respeito. Assim que as crianças entrem em sala, o educador deve estabelecer um diálogo para se apresentar e identificar os demais colegas, mostrando o material escolar, mobiliário, hábitos de higiene, a hora do lanche etc Ela pode, inclusive, levar as crianças para uma “excursão” pela escola.

Atividades para o período de adaptação


Nesse primeiro momento, as atividades devem ser lúdicas e prazerosas, suprindo o processo de separação vividos pela criança e estimulando a individualidade e sociabilização por meio de músicas, danças, jogos e brincadeiras que possibilitem a interação dos alunos novos com os antigos.


Expressão Corporal - Trabalhe em grupos, com ênfase na linguagem corporal, fazendo jogos e canções conhecidas das crianças. Objetivos: desenvolvimento do ritmo, controle muscular, conhecimento do próprio corpo, capacidade de autoexpressão e exploração do espaço em que se movimenta.

Orientação espacial - Coloque tolhas de papel kraft estendidas no chão e deixe as crianças desenharem livremente com gizão de cera, respeitando o espaço de cada colega. Objetivo: desenvolver os grandes movimentos, desinibindo os mais tímidos e incentivando o trabalho em grupo.

Artes com jogos cooperativos - Proponha a confecção de uma peteca feita com papel jornal. Separe algumas folhas de jornal e peça para as crianças amassarem. Providencie pouco de serragem e recheie, dando o formato de uma bola achatada. Elas devem encapar essa “ e pintar com tinta plástica. Em seguida, amarre com barbante algumas penas no topo da peteca. A brincadeira deve ter a participação de todas as crianças. Objetivo: desenvolver a criatividade, o senso de cooperação e a interação grupal.


Esquema Corporal - Separe um arco ou bambolê e prenda nele um sino ou outro objeto que faça barulho. Segure o arco ou bambolê e peça para as crianças passarem através dele sem deixar tocar o sino. Objetivo: desenvolvimento muscular, equilíbrio, orientação espacial.

Expressão Musical - Coloque um música para tocar e use a linguagem gestual para acompanhá-la. As atividades musicais estimulam a capacidade auditiva, dando alegria ao ambiente escolar, combatendo a agressividade, canalizando o excesso de energia, dando meio para enfrentar o isolamento comum na fase de adaptação. Objetivos: desenvolver a expressão criadora (não verbal), a percepção auditiva, o gosto pela música, o senso rítmico e a capacidade de expressão.

Jogos de construção - Pode ser de armar, de encaixar, quebra-cabeças, etc. Escolha um local amplo e distribua os jogos para que as crianças possam observá-los e trabalharem com os mesmos. Programe jogos interativos que envolvem a participação da professora e das crianças. Objetivos: desenvolver a capacidade de atenção e concentração, a observação de raciocínio e percepção; trabalharem grupo; lidar com conceitos matemáticos; comparação de tamanhos e quantidades.

Oficina de brinquedos recicláveis - Faça com as crianças uma oficina de brinquedos com materiais recicláveis e confeccione brinquedos como carrinhos, bonecas, bichos, etc. Objetivos: treinamento motor, criatividade, liberdade de expressão, concentração e socialização. Nessa fase de adaptação escolar, a criança desenvolve também, habilidades de expressar as vivências emocionais.

Modelagem - Distribua massa de modelar para as crianças e deixe que elas experimentem as transformações e a textura desse material. Converse com elas sobre as diferenças de cores e texturas. Objetivos: nesse período de adaptação, a criança, por meio da modelagem, expressa livremente o seu pensamento e suas habilidades, ajudando a descarregar suas tensões emocionais e dando- lhe calma e segurança.

Dobraduras - Faça com as crianças as dobraduras mais simples (dobrar o papel ao meio) - cabana; depois, comece a ensinar outras maneiras, dobrando novamente ao meio etc. Ex. barquinho, casinha, cachorrinho etc. Objetivos: adquirir habilidades e formas próprias construindo e modelando; expressar vivências emocionais, habilidades na execução de trabalhos de expressão plástica.


Fonte: Revista Educação Infantil ( www.edminuano.com.br)

RECEBENDO OS ALUNOS COM ALEGRIA



Durante todo período de adaptação escolar, a professora não deve se preocupar com uma rígida execução do planejamento das atividades. Qualquer programação poderá ser alterada quando se fizer necessário, tanto em relação ao tempo, quanto ao conteúdo, desde que se note dificuldade ou desinteresse das crianças.

Embora os papéis sociais das pessoas tenham sofrido transformações nas últimas décadas, ainda permanece a ideia de que a família é responsável pelo cuidado e pela educação das crianças pequenas. Muitos pais ainda transmitem insegurança aos filhos ao decidirem colocá-los na escola. Mas, quando eles entendem que só a companhia dos adultos Já não satisfaz todas as necessidades de descobertas dos filhos; quando sentem que é preciso que eles tenham contato com outras crianças de sua idade; e quando o espaço já não é mais suficiente para novas brincadeiras, está na hora de se conscientizarem que chegou o momento para o ingresso na escola.

A adaptação escolar é um processo contínuo de mudança, crescimento, desenvolvimento e amadurecimento. É um momento em que os pequenos se deparam com duas situações delicadas: o ambiente desconhecido e a sua separação dos pais. Para muitas, essa é a primeira vez que se separam de seus entes queridos. É nesse momento também que acontecem as primeiras sensações de culpa, apreensão e alegria dos pais, influenciando de maneira significativa na maneira como eles se comportam frente á mesma.

Organize a escola no período de adaptação

Desde o primeiro contato com pais, a escola terá o conhecimento sobre a criança, começando, então, o momento da construção desse vínculo de compromisso entre eles em relação à criança. Nessa fase da adaptação, a escola deve conhecer o contexto devida de cada criança por meio de entrevistas e reuniões previamente estabelecidas com os pais para ajudar tanto na adaptação quanto no desenvolvimento dos pequenos. Para que a adaptação ocorra sem muitos traumas para pais e filhos, a escola deve se organizar mostrar-se que tem capacidade para inspirar confiança, para dar aos alunos diversas experiências. 


Nessa hora, a figura da professora deve ter destaque para que ela possa ajudar a criança por meio de suas próprias ações, construindo sua relação com o mundo, estimulando suas atividades criadoras e fazendo com que a adaptação à vida escolar seja um momento positivo em todos os aspectos da vida desta criança.


Os primeiros dias de aula


Os alunos antigos também podem ter problemas nos primeiros dias de aula. Afinal, eles irão passar por novas experiências como outra professora, sala diferente e colegas que não conhecem. Essa passagem precisa ser o menos dolorosa possível para a criança, explicando aos pais que devem conversar com seus filhos sobre as mudanças. Nos primeiros dias, a professora ainda precisa promover condições de um convívio agradável entre os alunos antigos e novos, desenvolvendo atividades de conhecimento a respeito do ambiente escolar, identificando os colegas, com atitudes de polidez e respeito. Assim que as crianças entrem em sala, o educador deve estabelecer um diálogo para se apresentar e identificar os demais colegas, mostrando o material escolar, mobiliário, hábitos de higiene, a hora do lanche etc Ela pode, inclusive, levar as crianças para uma “excursão” pela escola.

Atividades para o período de adaptação


Nesse primeiro momento, as atividades devem ser lúdicas e prazerosas, suprindo o processo de separação vividos pela criança e estimulando a individualidade e sociabilização por meio de músicas, danças, jogos e brincadeiras que possibilitem a interação dos alunos novos com os antigos.


Expressão Corporal - Trabalhe em grupos, com ênfase na linguagem corporal, fazendo jogos e canções conhecidas das crianças. Objetivos: desenvolvimento do ritmo, controle muscular, conhecimento do próprio corpo, capacidade de autoexpressão e exploração do espaço em que se movimenta.

Orientação espacial - Coloque tolhas de papel kraft estendidas no chão e deixe as crianças desenharem livremente com gizão de cera, respeitando o espaço de cada colega. Objetivo: desenvolver os grandes movimentos, desinibindo os mais tímidos e incentivando o trabalho em grupo.

Artes com jogos cooperativos - Proponha a confecção de uma peteca feita com papel jornal. Separe algumas folhas de jornal e peça para as crianças amassarem. Providencie pouco de serragem e recheie, dando o formato de uma bola achatada. Elas devem encapar essa “ e pintar com tinta plástica. Em seguida, amarre com barbante algumas penas no topo da peteca. A brincadeira deve ter a participação de todas as crianças. Objetivo: desenvolver a criatividade, o senso de cooperação e a interação grupal.


Esquema Corporal - Separe um arco ou bambolê e prenda nele um sino ou outro objeto que faça barulho. Segure o arco ou bambolê e peça para as crianças passarem através dele sem deixar tocar o sino. Objetivo: desenvolvimento muscular, equilíbrio, orientação espacial.

Expressão Musical - Coloque um música para tocar e use a linguagem gestual para acompanhá-la. As atividades musicais estimulam a capacidade auditiva, dando alegria ao ambiente escolar, combatendo a agressividade, canalizando o excesso de energia, dando meio para enfrentar o isolamento comum na fase de adaptação. Objetivos: desenvolver a expressão criadora (não verbal), a percepção auditiva, o gosto pela música, o senso rítmico e a capacidade de expressão.

Jogos de construção - Pode ser de armar, de encaixar, quebra-cabeças, etc. Escolha um local amplo e distribua os jogos para que as crianças possam observá-los e trabalharem com os mesmos. Programe jogos interativos que envolvem a participação da professora e das crianças. Objetivos: desenvolver a capacidade de atenção e concentração, a observação de raciocínio e percepção; trabalharem grupo; lidar com conceitos matemáticos; comparação de tamanhos e quantidades.

Oficina de brinquedos recicláveis - Faça com as crianças uma oficina de brinquedos com materiais recicláveis e confeccione brinquedos como carrinhos, bonecas, bichos, etc. Objetivos: treinamento motor, criatividade, liberdade de expressão, concentração e socialização. Nessa fase de adaptação escolar, a criança desenvolve também, habilidades de expressar as vivências emocionais.

Modelagem - Distribua massa de modelar para as crianças e deixe que elas experimentem as transformações e a textura desse material. Converse com elas sobre as diferenças de cores e texturas. Objetivos: nesse período de adaptação, a criança, por meio da modelagem, expressa livremente o seu pensamento e suas habilidades, ajudando a descarregar suas tensões emocionais e dando- lhe calma e segurança.

Dobraduras - Faça com as crianças as dobraduras mais simples (dobrar o papel ao meio) - cabana; depois, comece a ensinar outras maneiras, dobrando novamente ao meio etc. Ex. barquinho, casinha, cachorrinho etc. Objetivos: adquirir habilidades e formas próprias construindo e modelando; expressar vivências emocionais, habilidades na execução de trabalhos de expressão plástica.


Fonte: Revista Educação Infantil ( www.edminuano.com.br)

O passado remoto do rio Amazonas

GEOLOGIA

O passado remoto do rio Amazonas

Erosão nos Andes pode ter unido antigas bacias hidrográficas e formado o Amazonas

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Igor Zolnerkevic

Wikimedia Commons
O debate sobre a origem do rio Amazonas continua tão vasto quanto o próprio rio, o maior do mundo, com 7 mil km de extensão e 20 km de largura na altura de Manaus. 

Depois de uma equipe do Rio de Janeiro ter concluído, com base em fósseis de peixes, que há 2,5 milhões de anos um esboço do rio Amazonas corria para oeste e desaguava em uma área hoje árida do Caribe, um geofísico de São Paulo apresenta uma nova possível explicação para a formação do rio e da bacia Amazônica, sugerindo que suas águas já fluíam para leste há muito mais tempo, há cerca de 10 milhões de anos.

De acordo com essa proposta, obtida por meio de uma simulação matemática da evolução do terreno e do depósito de sedimentos na região, o rio Amazonas teria tomado seu sentido atual, de oeste para leste, não só em consequência de alterações no interior da Terra que desencadearam um soerguimento da porção oeste da Amazônia, de acordo com a abordagem tradicional, mas também como resultado da movimentação da própria superfície terrestre. Um aumento na erosão das cordilheiras andinas pelas intempéries teria criado o declive que se estende dos Andes à Ilha de Marajó e por onde hoje escorre um quinto das águas fluviais do planeta. 

"Mostrei que a própria dinâmica da erosão e sedimentação teria sido capaz de modificar a drenagem da região", afirma o geofísico Victor Sacek, professor da Universidade de São Paulo (USP), que detalhou essa hipótese em um artigo publicado on-line em julho na revista Earth and Planetary Science Letters. Suas conclusões convergem com as do geólogo Paulo Roberto Martini, cuja equipe estabeleceu em 2008 o rio Amazonas como o mais extenso do mundo. 

"A rapidez com que os Andes crescem e a erosão que o Amazonas provoca na cordilheira são monumentais", diz Martini. "O rio transporta para o mar o equivalente a mais de um Pão de Açúcar inteiro de sedimentos por mês." 

Para entender essa hipótese, é preciso rever a evolução da paisagem na região. Há 24 milhões de anos, no início do período geológico conhecido como Mioceno, as nascentes dos rios do norte da América do Sul não ficavam nos Andes, como hoje, mas em relevos bem menos expressivos a oeste, que dividiam as águas da região em duas bacias hidrográficas distintas. 

A leste do divisor de águas, os rios desciam em direção à atual foz do Amazonas. A oeste, os rios seguiam na direção oposta, rumo a bacias aos pés dos Andes, e alimentavam imensos lagos e pântanos, que formavam uma área alagada 20 vezes maior que o atual pantanal mato-grossense, conhecido como Sistema Pebas. 

A geóloga Carina Hoorn, da Universidade de Amsterdã (Holanda), com base em rochas e fósseis colhidos à margem de rios, argumenta que as bacias separadas pelo Arco Purus teriam começado a se fundir há 16 milhões de anos. Desse modo, o rio Amazonas e sua bacia teriam ganho sua extensão atual durante os 6 milhões de anos seguintes, quando a inclinação do relevo do norte do continente fez a água dos lagos entre os Andes e o Arco Purus começar a fluir por rios preferencialmente para leste. 

A equipe do geólogo Jorge de Jesus Figueiredo, da Petrobras, depois de coletar e analisar amostras de rochas em poços de sondagem no fundo do mar próximo à foz do Amazonas, chegou a conclusões que reforçaram a hipótese de Carina. 

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/passado-remoto-rio-amazonas-802399.shtml

ARTES: DE OLHO NA NATUREZA: ARARA


Sabendo da importância das Ciências Naturais na Educação Infantil e Anos Iniciais, bem como de um trabalho contínuo de Educação Ambiental, propõe-se a confecção de uma arara em E.V.A., a partir da pesquisa sobre a espécie .


Objetivos:

Apresentar às crianças o conceito de extinção e preservação de florestas, em paralelo à conscientização ambiental, como reciclagem do lixo e aquecimento global.
Mostrar às crianças a importância da diversidade da flora e da fauna e os riscos da extinção de algumas espécie de animais e plantas.
Material:


- E.V.A nas cores azul, verde, amarelo e laranja.
- cola para E.V.A
- tesoura
- caneta hidrocor preta


Moldes:


Sugestão: Pode ser utilizado também papelão e pintá-lo nas cores sugeridas para a montagem da arara, já que um dos objetivos é enfatizar a reciclagem, além de ser um material mais barato. Ou até mesmo papel color-set. 


Com palitos de picolé ou churrasquinho pode-se fazer o "poleiro" para a arara.

http://dani-alfabetizacaodivertida.blogspot.com.br/2014/03/de-olho-na-natureza-arara.html

ARTIGO: Tráfico de vida silvestre: grito ignorado. O tráfico internacional de animais e plantas silvestres é uma das principais ameaças à biodiversidade mundial.

ARTIGO

Tráfico de vida silvestre: grito ignorado.

O tráfico internacional de animais e plantas silvestres é uma das principais ameaças à biodiversidade mundial. Já passou da hora de a humanidade rever o uso que faz dela!

-  A  A  +
Juliana Machado Ferreira

Juliana Machado Ferreira é bióloga, diretora executiva da Freeland Brasil e colaboradora da SOS Fauna*
Quando pensamos em atividades lucrativas e ilegais, automaticamente vêm à mente drogas, armas, produtos falsificados. Poucos se lembram da atividade criminosa que é apontada como uma das cinco mais relevantes do mundo: ocomércio ilegal de plantas e animais silvestres e seus subprodutos. 


Assim como toda atividade ilícita, é muito difícil quantificar valores movimentados e número de animais e plantas traficados. Contudo, as estimativas são assustadoras: o comércio ilegal de vida silvestre movimentaria, por ano, de 5 a 20 bilhões de dólares e configura, junto com a perda e degradação de habitats, amaior ameaça à biodiversidade global.



O tráfico de vida silvestre pode ser dividido em quatro categorias principais:



Leia também

1. A primeira é a demanda por partes e produtos de plantas e animais, que envolve suvenires, amuletos, troféus, artigos de medicina tradicional, afrodisíacos, iguarias, joias, bolsas, cintos, sapatos, casacos, instrumentos musicais, móveis, entre muitos outros. Esses produtos são confeccionados com diferentes partes de diversas espécies - cascos e carne de tartarugas, patas e cabeças de ursos, cervídeos e felinos, corais, madeiras de lei, órgãos genitais de tigres e botos, chifres de rinocerontes, marfim de elefantes, penas de aves, peles de felinos, couro de répteis, vesículas biliares de ursos - a lista é gigantesca, e o mau gosto maior ainda.


A demanda por esses produtos é imensa e está distribuída ao redor do globo, envolvendo pessoas de diferentes nacionalidades, culturas e níveis sociais. Atualmente, o maior mercado é o asiático, devido à conjunção de três fatores: a relevância da medicina tradicional para a maior parte das pessoas da região, o número populacional elevado e o consistente aumento do poder aquisitivo local. 



2. Em seguida, figura o tráfico para suprir a demanda por animais de estimação silvestres. Mais uma vez, o mercado é global e muito variado social e culturalmente. No topo da lista figuram peixes para aquário, aves, répteis, mamíferos e anfíbios. Praticamente nenhum grupo animal escapa. E é também quase impossível tentar realizar estimativas de números de animais traficados globalmente; 



3. Esta categoria vem suprir a demanda de colecionadores e zoológicos desonestos por animais raros, caros e, muitas vezes, de espécies ameaçadas. Em geral, quanto mais raro o animal, maior o seu valor no mercado negro e é justamente aí que mora a característica mais maligna desta categoria. O mercado consumidor também é global.



4. Por fim, pode ser citada também a biopirataria, atividade que tem como principais alvos animais que contém algum tipo de veneno (principalmente insetos, répteis, anfíbios e alguns animais marinhos), além de plantas diversas, e a exploração do conhecimento tradicional de uso dessas espécies para a confecção de produtos para venda no mercado global.



O comércio ilegal de vida silvestre tem graves consequências em três frentes principais: 
- o sofrimento dos animais,
- a saúde pública e 
- a conservação ambiental.



Por um lado, o impacto mais aparente dessa atividade é o enorme sofrimento a que os animais são submetidos: técnicas de coleta violentas, retirada de animais com apenas alguns dias de vida, transporte em espaços muito pequenos e confinados, levando a lesões em patas, pernas, bicos ou penas, à livre dispersão de doenças, a níveis de estresse altíssimos, além de maus tratos como desidratação, falta de alimento, manutenção em caixas de transporte sujas, em temperaturas muito altas ou muito baixas. Tudo isso para serem vendidos e, então, mantidos em jaulas ou gaiolas para o resto de suas vidas. 



Por outro lado, esta situação configura também um problema de saúde pública, já que animais silvestres são reservatórios naturais de zoonoses, podendo infectar pessoas com diversas doenças como febre amarela, tuberculose, toxoplasmose, gripe aviária, raiva, ornitose, etc.

Por fim, o tráfico de vida silvestre traz impactos relevantes, e muitas vezes pouco percebidos pelas pessoas, para a conservação ambiental. Os animais - e, em alguns casos, plantas - transportados e vendidos fora de suas áreas de ocorrência podem acabar escapando (ou serem liberados propositadamente) para o ambiente e se tornaremespécies invasoras, com grande impacto nas populações naturais locais, competindo por recursos e mesmo causando extinções locais das populações residentes. Além disso, quando inúmeros indivíduos de uma espécie são retirados de forma regular do ambiente, deixarão de cumprir suas funções ecológicas como reprodutores, presas, predadores, dispersores de sementes, polinizadores, entre outras. Com isso, pode ocorrer não apenas a extinção local da população da espécie explorada, como sua extinção total, ou mesmo, um colapso do ecossistema envolvido, até com impactos econômicos para a sociedade. 


E ainda há outra questão importante que envolve o tráfico de vida silvestre: areintegração de animais apreendidos e reabilitados de volta à natureza - como forma de mitigação dos impactos gerados por sua retirada - que é um processo na maioria das vezes lento, caro e complicado. Apesar de ser possível realizar solturas responsáveis, o ideal é que os animais não sejam retirados da natureza, nem transportados por longas distâncias e vendidos a inúmeros consumidores para, então, serem apreendidos, reabilitados e soltos. 



O desequilíbrio nos ecossistemas pode levar ao desequilíbrio de espécies (animais e vegetais) das quais necessitamos como fontes de recursos naturais, como polinizadoras de nossas culturas, protetoras do solo contra erosão, das fontes de água, da transpiração que envia umidade de volta à atmosfera, entre muitas outras funções. É muito importante ressaltar que estes desequilíbrios afetam a qualidade de vida e as finanças de nossa sociedade, por mais distante que isso possa parecer.



O combate ao tráfico de vida silvestre será eficaz apenas se um tripé de ações de curto, médio e longo prazo for realizado de forma paralela, todas com igual importância. A redução da demanda se dará com a conscientização do público em relação à origem dos animais e produtos, a atividade criminosa será desestimulada através do apoio a forças policiais e fiscalizadoras e a mitigação dos impactos será mais relevante com a realização de mais estudos das espécies envolvidas, além de um trabalho sério e duradouro de apoio a comunidades vulneráveis com inclusão social e criação de fontes de renda estáveis. 



As culturas são entidades dinâmicas e precisam evoluir. O conhecimento dos impactos e consequências de nossas atividades nos faz capazes de reflexão e aprendizado. Já passou da hora de a humanidade rever o uso que faz da biodiversidade. 



FONTES
Os sites das ONGs Freeland e Traffic e as publicações:
- Barber-Meyer, S.M. 2010. Dealing with the clandestine nature of wildlife market surveys. Conservation Biology (24): 918-923; 
- Regueira, R.F.S. & Bernard, E. 2012. Wildlife sinks: quantifying the impact of illegal bird trade in street markets in Brazil. Biological Conservation (149): 16-22; 
- RENCTAS, 2001. 1º Relatório Nacional sobre o tráfico de Fauna Silvestre. 107p.

*Juliana Machado Ferreira é bióloga, com mestrado e doutorado em Genética, Diretora Executiva da Freeland Brasil e colaboradora da SOS Fauna. Nutre uma admiração profunda pela biodiversidade global e um otimismo incorrigível em relação ao futuro da humanidade e de todas as formas de vida. Seu e-mail: juliana@freelandbrasil.org.br