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sábado, 29 de agosto de 2015

INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA E CRÔNICA -- CAUSAS, CONSEQUÊNCIAS E CONTROLE DA INSUFICIÊNCIA RENAL

INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA E CRÔNICA -- 
CAUSAS, CONSEQUÊNCIAS E CONTROLE DA INSUFICIÊNCIA RENAL 

O que leva uma pessoa a sofrer de insuficiência renal? Qual a diferença entre a insuficiência renal crônica e a aguda?
A diferença fundamental está no que se refere ao prognóstico, isto é, ao futuro. A insuficiência renal aguda é uma doença reversível. O paciente pode ficar até dois meses sem urinar, ou urinando cerca de 50 a 60 ml por dia, que é considerado pouco, mas o quadro reverte e os rins voltam a funcionar.

As causas da insuficiência renal aguda são múltiplas. As mais frequentes atualmente no Brasil, são as drogas e os antibióticos nefrotóxicos (tóxicos para os rins) — em sua maioria os aminoglicosídeos (observar na bula dos remédios), utilizados para combater infecções e que estejam sendo administrados de forma inadequada ao paciente.

A insuficiência renal aguda também pode acontecer pela ingestão de drogas na tentativa de suicídio e por picadas de animais peçonhentos. É muito comum a picada de cascavel, de jararaca e até de aranha "viúva negra" provocar uma parada temporária dos rins. Ultimamente, com a importação das abelhas africanas, aumentaram os casos de indivíduos que têm seus rins paralisados por várias semanas em decorrência das picadas dessas abelhas. O rim é um órgão muito sensível e, em certas condições, ele para de urinar.

Outra causa muito frequente hoje em dia é a síndrome do esmagamento. Em geral, ocorre por choque infeccioso e traumatismos graves, como no exemplo da pessoa que em um desastre esmaga uma perna, membro que possui a maior quantidade de músculos. Isso porque existe uma substância nos músculos (a mioglobulina), que em um esmagamento é liberada, e provoca lesões nos rins. Durante a Segunda Guerra Mundial, a insuficiência renal foi um fato muito comum, principalmente no bombardeamento de Londres.

Concluindo, são várias as causas que desencadeiam a insuficiência renal aguda, mas todas são sempre reversíveis, desde que se trate o paciente. Pode até haver a necessidade de um período de diálise, mas depois o rim volta a funcionar normalmente.

Já a insuficiência renal crônica é uma doença evolutiva; ela é lenta, vagarosa. São as glomerulonefrites que vão lesando o rim progressivamente. Depois de 10 ou 15 anos ele para de funcionar caracterizando um processo irreversível. Por isso, o paciente com insuficiência renal crônica evolutiva tem de ser acompanhado desde o início. A doença não tem cura e vai destruindo o rim bem devagar, até chegar ao ponto em que o paciente fica em estado de insuficiência renal terminal.

Outras causas da insuficiência renal crônica são derivadas de doenças congênitas. É o caso, por exemplo, do rim policístico (com múltiplos cistos), que é um defeito genético. O rim se torna grande, cheio de cistos e, geralmente, entre 40 e 45 anos de idade, o paciente já está com seu rim destruído. Não existe tratamento para orim policístico.

Quanto ao paciente que é diabético desde jovem, aparentemente, ele tem uma vida normal. Mas, a partir do momento em que apresenta uma pequena perda de albumina na urina, no prazo de cinco anos ele apresentará quadro de insuficiência renal crônica. Todos os especialistas sabem como será o futuro dessas pessoas com uma grande antecedência.

Quando o paciente entra na fase da insuficiência renal crônica é porque o rim funciona precariamente. Na fase final, chamada pré-dialítica, ele "não tem mais rim". Doentes com esse quadro têm somente duas opções: ahemodiálise, para tentar substituir o rim que não funciona bem, ou o transplante. Caso contrário, o paciente morre.

Existe uma dieta adequada para quem sofre de insuficiência renal?
Existe uma dieta recomendada na fase anterior à terminal, no sentido de diminuir a velocidade da evolução. Fazendo um quadro comparativo, imagine uma mesa e uma bolinha de vidro. A doença renal crônica seria a mesa. Ao se inclinar essa mesa, a bolinha vai correr, e a velocidade em que ela corre depende da inclinação da mesa. Se a mesa estiver em uma inclinação bem pequena, a bolinha correrá devagar. A mesa na horizontal seria o equivalente à cura da doença de base, o que ainda não se tem. É como no caso da hipertensão, que não tem cura, mas pode ser mantida normal pelo controle da pressão arterial.

O controle da insuficiência renal consiste, basicamente, em eliminar toda proteína animal da dieta, porque elas dão muito trabalho para os rins. A dieta apropriada seria a vegetariana, com ingestão de carboidratos, verduras e doces. Devem-se eliminar totalmente ovos, queijos, leite e carne de todos os tipos, inclusive de frango e peixe.

Conheça um pouco mais sobre a especialidade médica que cuida de pacientes com insuficiência renal. 
Nefrologista é o médico com formação clínica, cuja área de atuação envolve todas as doenças do tecido renal, nas quais se incluem as nefrites. É o especialista que cuida dos pacientes com insuficiência renal aguda ou crônica e é responsável pela condução dos processos dialíticos (métodos que filtram o sangue, utilizados em pacientes com insuficiência renal) e dos aspectos clínicos e imunológicos que envolvem o transplantado renal. O nefrologista também está envolvido no diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial, doença que, com frequência, tem origem nos rins ou age sobre eles.

Conteúdo do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel) - Capítulo de Nefrologia. Médico responsável Prof. Dr. Emil Sabbaga. Proibida reprodução total ou parcial sem citar a fonte.

http://www.medicinamitoseverdades.com.br/blog/insuficiencia-renal-aguda-e-cronica

HPV É DOENÇA SÉRIA E TRANSMITIDA TAMBÉM PELO SEXO ORAL -- TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O HPV

HPV É DOENÇA SÉRIA E TRANSMITIDA TAMBÉM PELO SEXO ORAL -- TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O HPV 


A principal forma de transmissão do vírus HPV é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Estimativas indicam que 270 mil mulheres, no mundo, morreram devido ao câncer de colo do útero. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) prevê o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4,8 mil óbitos, em decorrência da doença, apenas neste ano.

ENTENDA TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O HPV E A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO

O que significa "HPV"?
É a sigla em inglês para papilomavírus humano. Os HPV são vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 40 tipos podem infectar o trato ano-genital.

Qual é a relação entre HPV e câncer?
A infecção pelo HPV é muito frequente, mas transitória, regredindo espontaneamente na maioria das vezes. No pequeno número de casos nos quais a infecção persiste é causada por um tipo viral oncogênico (com potencial para causar câncer), podendo ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras, que se não forem identificadas e tratadas podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

Quais são os tipos de HPV que podem causar câncer?
Pelo menos 13 tipos de HPV são considerados oncogênicos, apresentando maior risco ou probabilidade de provocar infecções persistentes e estar associados a lesões precursoras. Dentre os HPV de alto risco oncogênico, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero. 
Já os HPV 6 e 11, encontrados em 90% dos condilomas genitais e papilomas laríngeos, são considerados não oncogênicos.

O que é câncer do colo do útero?
É um tumor que se desenvolve a partir de alterações no colo do útero, que se localiza no fundo da vagina. Essas alterações são chamadas de lesões precursoras, são totalmente curáveis na maioria das vezes e, se não tratadas, podem demorar muitos anos para se transformar em câncer.

As lesões precursoras ou o câncer em estágio inicial não apresentam sinais ou sintomas, mas conforme a doença avança podem aparecer sangramento vaginal, corrimento e dor, nem sempre nessa ordem. Nesses casos, a orientação é sempre procurar um posto de saúde para tirar as dúvidas, investigar os sinais ou sintomas e iniciar um tratamento, se for o caso.

Qual é o risco de uma mulher infectada pelo HPV desenvolver câncer do colo do útero? Aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. Comparando-se esse dado com a incidência anual de aproximadamente 500 mil casos de câncer de colo do útero, conclui-se que o câncer é um desfecho raro, mesmo na presença da infecção pelo HPV. Ou seja, a infecção pelo HPV é um fator necessário, mas não suficiente, para o desenvolvimento do câncer do colo do útero.

Além da infecção pelo HPV, há outros fatores que aumentam o risco de uma mulher desenvolver câncer do colo do útero?
Fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual parecem influenciar os mecanismos ainda incertos que determinam a regressão ou a persistência da infecção pelo HPV e também a progressão para lesões precursoras ou câncer. Desta forma, o tabagismo, o início precoce da vida sexual, o número elevado de parceiros sexuais e de gestações, o uso de pílula anticoncepcional e a imunossupressão (causada por infecção por HIV ou uso de imunossupressores) são considerados fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero.

A idade também interfere nesse processo, sendo que a maioria das infecções por HPV em mulheres com menos de 30 anos regride espontaneamente, ao passo que acima dessa idade a persistência é mais frequente.

Como as mulheres podem se prevenir do câncer do colo do útero?
Fazendo o exame preventivo (Papanicolau ou citopatológico), que pode detectar as lesões precursoras. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas é possível prevenir a doença em 100% dos casos.

O exame deve ser feito preferencialmente pelas mulheres entre 25 e 64 anos, que têm ou já tiveram atividade sexual. Os dois primeiros exames devem ser feitos com intervalo de um ano e, se os resultados forem normais, o exame passará a ser realizado a cada três anos.

Onde é possível fazer os exames preventivos do câncer do colo do útero pelo SUS? 
Postos de coleta de exames preventivos ginecológicos do SUS estão disponíveis em todos os estados do País e os exames são gratuitos. Procure a Secretaria de Saúde de seu município para obter informações.

Uma pessoa infectada pelo vírus necessariamente apresenta sinais ou sintomas?
A maioria das infecções por HPV é assintomática (sem sintomas) ou inaparente (sem lesões) e de caráter transitório, ou seja, regride espontaneamente. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas. Habitualmente as infecções pelo HPV se apresentam como lesões microscópicas ou não produzem lesões, o que chamamos de infecção latente. Quando não vemos lesões não é possível garantir que o HPV não está presente, mas apenas que não está produzindo doença.

Quais são as manifestações da infecção pelo HPV?
Estima-se que somente cerca de 5% das pessoas infectadas pelo HPV desenvolverá alguma forma de manifestação. A infecção pode se manifestar de duas formas: clínica e subclínica.

As lesões clínicas se apresentam como verrugas ou lesões exofíticas, são tecnicamente denominadas condilomas acuminados e popularmente chamadas "crista de galo", "figueira" ou "cavalo de crista". Têm aspecto de couve-flor e tamanho variável. Nas mulheres podem aparecer no colo do útero, vagina, vulva, região pubiana, perineal, perianal e ânus. Em homens podem surgir no pênis (normalmente na glande), bolsa escrotal, região pubiana, perianal e ânus. Essas lesões também podem aparecer na boca e na garganta em ambos os sexos.

As infecções subclínicas (não visíveis ao olho nu) podem ser encontradas nos mesmos locais e não apresentam nenhum sintoma ou sinal. No colo do útero são chamadas de Lesões Intra-epiteliais de Baixo Grau/Neoplasia Intra-epitelial grau I (NIC I), que refletem apenas a presença do vírus, e de Lesões Intra-epiteliais de Alto Grau/Neoplasia Intra-epitelial graus II ou III (NIC II ou III), que são as verdadeiras lesões precursoras do câncer do colo do útero. O desenvolvimento de qualquer tipo de lesão clínica ou subclínica em outras regiões do corpo é raro.

Estou com uma lesão genital que se assemelha à descrição de lesão provocada por HPV. O que devo fazer?
É recomendado procurar um profissional de saúde para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.

Como a infecção pelo HPV é diagnosticada em homens e mulheres?
A investigação diagnóstica da infecção latente pelo HPV (que ocorre na ausência de manifestações clínicas ou subclínicas), só pode atualmente ser realizada por meio de exames de biologia molecular, que mostram a presença do DNA do vírus. Entretanto, não é indicado procurar diagnosticar a presença do HPV, mas sim suas manifestações.

O diagnóstico das verrugas ano-genitais pode ser feito em homens e em mulheres por meio do exame clínico.

As lesões subclínicas podem ser diagnosticadas por meio de exames laboratoriais (citopatológico, histopatológico e de biologia molecular) ou do uso de instrumentos com poder de magnificação (lentes de aumento), após a aplicação de reagentes químicos para contraste (colposcopia, peniscopia, anuscopia).

Qual o tratamento para a infecção pelo HPV?
Não há tratamento específico para eliminar o vírus. O tratamento das lesões clínicas deve ser individualizado, dependendo da extensão, número e localização. Podem ser usados laser, eletrocauterização, ácido tricloroacético (ATA) e medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo.

As lesões de baixo grau não oferecem maiores riscos, tendendo a desaparecer mesmo sem tratamento na maioria das mulheres. A conduta recomendada é a repetição do exame preventivo em seis meses.

O tratamento apropriado das lesões precursoras é imprescindível para a redução da incidência e mortalidade pelo câncer do colo uterino. As diretrizes brasileiras recomendam, após confirmação colposcópica ou histológica, o tratamento excisional das Lesões Intra-epiteliais de Alto Grau, por meio de exérese da zona de transformação (EZT) por eletrocirurgia. Só o médico, após a avaliação de cada caso, pode recomendar a conduta mais adequada.

Após passar por tratamento, a pessoa pode se reinfectar?
Sim. A infecção por HPV pode não induzir imunidade natural e, além disso, pode ocorrer contato com outro tipo viral.

Que tipo de médico deve ser procurado para o tratamento de pacientes com infecção por HPV?
Médicos ginecologistas, urologistas ou proctologistas podem tratar pessoas com infecção por HPV. Outros especialistas podem ser indicados após análise individual de cada caso.

Como os HPV são transmitidos?
A transmissão do vírus se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada. A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Também pode haver transmissão durante o parto.

Não está comprovada a possibilidade de contaminação por meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.

Os HPV são facilmente contraídos?
Estudos no mundo comprovam que 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Essa porcentagem pode ser ainda maior em homens. Estima-se que entre 25% e 50% da população feminina e 50% da população masculina mundial esteja infectada pelo HPV. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, regredindo entre seis meses a dois anos após a exposição, principalmente entre as mulheres mais jovens.

Para haver o contágio com o HPV, a(o) parceira(o) sexual precisa apresentar manifestações da infecção?
Provavelmente a transmissão é facilitada quando as lesões clínicas estão presentes: foi demonstrado que 64% dos parceiros sexuais de indivíduos portadores de condilomas genitais desenvolveram lesões semelhantes. No entanto não é possível afirmar que não há chance de contaminação na ausência de lesões.

Após o contágio com HPV por quanto tempo uma pessoa pode não manifestar a infecção?
Não se sabe por quanto tempo o HPV pode permanecer inaparente e quais são os fatores responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. As manifestações da infecção podem só ocorrer meses ou até anos depois do contato. Por esse motivo não é possível determinar se o contágio foi recente ou antigo.

Na ocorrência de relação sexual com uma pessoa infectada pelo HPV, como saber se houve contaminação?
O fato de ter mantido relação sexual com uma pessoa infectada pelo HPV não significa que obrigatoriamente ocorrerá transmissão da infecção, mas não sabemos qual é o risco por não conhecermos a contagiosidade do HPV. Apesar da ansiedade ocasionada pela possibilidade de contaminação, não é indicado procurar diagnosticar a presença do HPV.

As pessoas expostas ao vírus devem ficar atentas para o surgimento de alguma lesão, mas não adianta procurar o médico no dia seguinte, pois isto pode levar semanas a meses para ocorrer. As mulheres devem obedecer à periodicidade de realização do exame preventivo(Papanicolau).

Existe risco de má formação do feto para mulheres grávidas infectadas com HPV? 
A ocorrência de infecção pelo HPV durante a gravidez não implica em má formação do feto.

Como homens e mulheres, independente na orientação sexual, podem se prevenir dos HPV?
Apesar de sempre recomendado, o uso de preservativo (camisinha) durante todo contato sexual, com ou sem penetração, não protege totalmente da infecção pelo HPV, pois não cobre todas as áreas passíveis de ser infectadas. Na presença de infecção na vulva, na região pubiana, perineal e perianal ou na bolsa escrotal, o HPV poderá ser transmitido apesar do uso do preservativo. A camisinha feminina, que cobre também a vulva, evita mais eficazmente o contágio se utilizada desde o início da relação sexual.

Existe vacina contra o HPV?
Sim. Existem duas vacinas profiláticas contra HPV aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e que estão comercialmente disponíveis: a vacina quadrivalente, da empresa Merck Sharp & Dohme (nome comercial Gardasil), que confere proteção contra HPV 6, 11, 16 e 18; e a vacina bivalente, da empresa GlaxoSmithKline (nome comercial Cervarix), que confere proteção contra HPV 16 e 18.

Para que servem as vacinas contra o HPV?
As vacinas são preventivas, tendo como objetivo evitar a infecção pelos tipos de HPV nelas contidos. A vacina quadrivalente está aprovada no Brasil para prevenção de lesões genitais pré-cancerosas de colo do útero, vulva e vagina e câncer do colo do útero em mulheres e verrugas genitais em mulheres e homens, relacionados ao HPV 6, 11, 16 e 18.

A vacina bivalente está aprovada para prevenção de lesões genitais pré-cancerosas do colo do útero e câncer do colo do útero em mulheres, relacionados ao HPV 16 e 18.

Nenhuma das vacinas é terapêutica, ou seja, não há eficácia contra infecções ou lesões já existentes.

Quem pode ser vacinado?
De acordo com o registro na ANVISA, a vacina quadrivalente é indicada para mulheres e homens entre 9 e 26 anos de idade e vacina bivalente é indicada para mulheres entre 10 e 25 anos de idade.

Novos estudos mostraram que as vacinas também são seguras para mulheres com mais de 26 anos e os fabricantes já iniciaram os procedimentos para que a ANVISA aprove seus produtos para faixas etárias mais avançadas. No momento as clínicas de vacinação ainda não estão autorizadas a aplicar as vacinas em faixas etárias superiores às estabelecidas pela ANVISA.

Ambas as vacinas possuem maior indicação para meninas que ainda não iniciaram a vida sexual, uma vez que apresentam maior eficácia na proteção de indivíduos não expostos aos tipos virais presentes nas vacinas. Países que adotam a vacinação em programas nacionais de imunização utilizam a faixa etária de 9 a 13 anos.

Vale a pena vacinar mulheres que já iniciaram a atividade sexual?
Após o início da atividade sexual a possibilidade de contato com o HPV aumenta progressivamente: 25% das adolescentes apresentam infecção pelo HPV durante o primeiro ano após iniciação sexual e três anos depois esse percentual sobe para 70%.

Não há, até o momento, evidência científica de benefício estatisticamente significativo em vacinar mulheres previamente expostas ao HPV. Isso quer dizer que algumas mulheres podem se beneficiar e outras não. Nesses casos a decisão sobre a vacinação deve ser individualizada, levando em conta as expectativas e a relação custo-benefício pessoal. Não existe risco à saúde caso uma pessoa que já tenha tido contato com o HPV for vacinada.

Vale a pena vacinar mulheres já tratadas para lesões no colo do útero, vagina ou vulva?
Existe evidência científica de pequeno benefício em vacinar mulheres previamente tratadas, que poderiam apresentar menos recidivas. Também nesses casos a decisão sobre a vacinação deve ser individualizada.

Vale a pena vacinar homens?
A eficácia da vacina contra HPV foi comprovada em homens para prevenção de condilomas genitais e lesões precursoras de câncer no pênis e ânus. Teoricamente, se os homens forem vacinados contra HPV, as mulheres estariam protegidas através de imunidade indireta ou de rebanho, pois o vírus é sexualmente transmissível. Entretanto, estudos que avaliaram a custo-efetividade das vacinas para a prevenção do câncer do colo do útero através de modelos matemáticos mostraram que um programa de vacinação de homens e mulheres não é custo-efetivo quando comparado com a vacinação exclusiva de mulheres.

Por quanto tempo a vacina é eficaz?
A duração da eficácia foi comprovada até 8-9 anos, mas ainda existem lacunas de conhecimento relacionadas à duração da imunidade em longo prazo (por quanto tempo as três doses recomendadas protegem contra o contágio pelo HPV) e a necessidade de dose de reforço (aplicação de novas doses da vacina no futuro na população já vacinada).

As vacinas são seguras?
Sim, seguras e bem toleradas. Os eventos adversos mais observados incluem dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção e dor de cabeça de intensidade leve a moderada.

Existem contraindicações para a vacinação?
A vacina está contraindicada para gestantes, indivíduos acometidos por doenças agudas e com hipersensibilidade aos componentes (princípios ativos ou excipientes) de imunobiológicos. Há pouca informação disponível quanto à segurança e imunogenicidade em indivíduos imunocomprometidos.

Como as vacinas são administradas?
Ambas são recomendadas em três doses, por via intramuscular. A vacina quadrivalente tem esquema vacinal 0, 2 e 6 meses e, caso seja necessário um esquema alternativo, a segunda dose pode ser administrada pelo menos um mês após a primeira dose e a terceira dose pelo menos quatro meses após a primeira dose.

A vacina bivalente tem esquema 0, 1 e 6 meses, podendo ter a segunda dose administrada entre um mês e dois meses e meio após a primeira dose e a terceira dose entre cinco e 12 meses após a primeira dose.

As meninas ou mulheres vacinadas podem dispensar a realização do exame preventivo?
Não. É imprescindível manter a realização do exame preventivo, pois as vacinas protegem apenas contra dois tipos oncogênicos de HPV, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Ou seja, 30% dos casos de câncer causados pelos outros tipos oncogênicos de HPV vão continuar ocorrendo se não for realizada a prevenção secundária.

A vacina contra o HPV está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS)?
Está deste este ano de 2014. A vacina passou a ser ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 11 a 13 anos, em 10 de março. O esquema de vacinação é composto por três doses: a segunda será aplicada com intervalo de seis meses e a terceira, de reforço, cinco anos após a primeira dose. Em 2015, serão vacinadas as adolescentes de 9 a 11 anos e, em 2016, começam a ser imunizadas as meninas que completam 9 anos.

Neste ano, mais de 3, 4 milhões de meninas tomaram a vacina contra o HPV. O número representou 83% da meta do Ministério da Saúde de vacinar 4,1 milhões de meninas de 11 a 13 anos. A vacina estará disponível nos postos de saúde durante todo o ano.

Quem está fora da faixa etária que se beneficia com a vacinação gratuita, onde é possível ser vacinado contra o HPV?
Atualmente as vacinas profiláticas contra o HPV estão disponíveis em clínicas de vacinação particulares. Consultórios geralmente não são fiscalizados pela ANVISA e as vacinas podem ser mal conservadas, comprometendo sua eficácia.

A forma como as informações sobre o uso e a eficácia da vacina têm chegado à população brasileira é adequada?
Não. É preciso que fabricantes, imprensa, profissionais e autoridades de saúde estejam conscientes de sua responsabilidade. É imprescindível esclarecer sob quais condições a vacina pode se tornar um mecanismo eficaz de prevenção para não gerar uma expectativa irreal de solução do problema e desmobilizar a sociedade e seus agentes com relação às políticas de promoção e prevenção realizadas. Deve-se informar que, segundo as pesquisas, as principais beneficiadas são as meninas que ainda não fizeram sexo; que as mulheres deverão manter a rotina de realização do exame Papanicolau e de diagnóstico de DST; e que, mesmo que a aplicação da vacina ocorra em larga escala, uma redução significativa dos indicadores da doença pode demorar algumas décadas.

Segundo o ginecologista Prof. Dr. Thomaz Gollop, autor do capítulo de ginecologia do livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel) sobre a polêmica quanto a determinação do Ministério da Saúde de indicar a vacinação em mulheres apenas na faixa etária entre os 9 e 26 anos de idade é porque é nelas que há maior risco de agressão do vírus. Acima de 26 anos, as células do colo do útero e da vagina sofrem uma modificação que as tornam menos vulneráveis ao vírus HPV. “Mas, a idade para a vacinação, pode ser estendida até 46 anos de idade”, diz o médico. “Como a vacina é cara, as autoridades sanitárias fazem um cálculo criterioso de custo/benefício para delimitar a população que se beneficia desta vacinação”, explica o médico.

http://www.medicinamitoseverdades.com.br/blog/hpv-e-doenca-seria-e-transmitida-tambem-pelo-sexo-oral

QUEM TEM HERPES LABIAL, TEM O GENITAL TAMBÉM? MITOS E VERDADES SOBRE O HERPES

QUEM TEM HERPES LABIAL, TEM O GENITAL TAMBÉM?
MITOS E VERDADES SOBRE O HERPES 

O herpes é uma doença causada por um vírus, que se apresenta como pequenas bolhas transparentes, principalmente na pele, lábios ou nos órgãos genitais. O herpes tipo 1 (HSV-1) causa lesão oral, geralmente lábios ou na parte interna da boca. O herpes tipo 2 (HSV-2) é o principal responsável pelo quadro de herpes genital. Uma vez adquirido o vírus do herpes, este permanece em nosso organismo em sua forma latente nos gânglios nervosos, podendo ser reativado. É uma doença contagiosa e benigna, mas que costuma se manifestar por diversas vezes.

O herpes representa a doença viral mais comum no homem moderno, excluindo-se as infecções respiratórias. Talvez o herpes simples seja tão frequente (40 e 75% dos adultos apresentam lesões herpéticas recorrentes) não só pela falta de diagnóstico correto em todos os casos, mas, provavelmente, porque não é tratado de forma adequada em todos os pacientes e em todos os episódios da doença, independentemente da especialidade médica e odontológica em que o paciente se apresente para ser atendido. Quanto mais vírus e recorrências frequentes sem tratamento, maior o potencial de contaminação.

A contaminação é através do contato direto com a lesão. A recidiva do herpes pode se dar após um período de estresse, exposição prolongada ao sol, infecções ou em períodos de depressão ou baixa imunidade do organismo. De acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), só no Brasil, mais de 640 mil pessoas entre 15 e 49 anos, estão contaminadas com o vírus Herpesviridae, causador do herpes. A prevalência aumenta com a idade, uma vez que a infecção é adquirida ao longo da vida. Apesar do grande número de infectados, estima-se que uma margem de 70% deles já manifestou ou irá manifestar a doença em alguma fase da vida. Os cerca de 30% já entraram em contato com o vírus e criaram anticorpos contra o herpes. Entre as DST, o herpes genital está em quinto lugar das infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa. 
• Clamídia: 1.967.200
• Gonorreia: 1.541.800
• Sífilis: 937.000
• HPV: 685.400
• Herpes genital: 640.900

MITOS E VERDADES SOBRE O HERPES

Há diferença entre o vírus que provoca herpes labial e o herpes genital? 
Ambos pertencem à mesma família, mas são subtipos diferentes. O HSV-1 provoca herpes labial e o HSV-2, o herpes genital.

Quem tem herpes labial, tem o genital também?
Não. Para possuir os dois tipos, é necessário que haja contaminação em cada local específico para a manifestação das lesões.

Mas uma pessoa portadora do herpes labial pode contrair o genital ou vice-versa? 
Sim. Um mesmo indivíduo pode ter vírus dos dois tipos. No entanto, o indivíduo com herpes labial que adquire herpes genital geralmente desenvolve uma infecção mais branda.

Como ocorre a transmissão do herpes genital?
A maneira habitual de contágio do herpes, na sua forma genital, é pelo relacionamento sexual (oral, anal ou vaginal). A transmissão ocorre quando as pequenas bolhas, que se formam durante a manifestação dos sintomas, se rompem, ocasionando uma ferida e eliminando o líquido do seu interior. Esse líquido, ao entrar em contato com mucosas da boca ou da região ano-genital do parceiro, pode transmitir o vírus. Enquanto persistirem as bolhas e feridas, a pessoa infectada estará transmitindo a doença. Na presença dessas lesões, a pessoa deve abster-se de relações sexuais, até que o médico as autorize.

E a transmissão pelo herpes labial?
A transmissão do vírus do herpes pode ser através da pele, saliva e utensílios. Ou seja, tanto pelo contato direto como beijo, ou indireto com o compartilhamento de objetos como copo, talheres, guardanapos, lençol, lâminas de barbear, travesseiros, batom etc. Evite também falar muito próximo de outras pessoas, principalmente de crianças. Portadores de herpes labial devem tomar cuidado para não se autocontaminar na fase das bolhas: não fure as bolhas, lave sempre bem as mãos após manipular as feridas pois a virose pode ser transmitida para outros locais de seu próprio corpo, especialmente as mucosas oculares e bucal.

O portador do herpes tem algum sintoma antes de surgir as bolhas?
O portador de herpes pode sim, prever com antecedência de até 24 horas horas o aparecimento das vesículas e bolhas, pois existem sintomas que antecedem o aparecimento das mesmas: o local fica dolorido nas primeiras 12 horas, com prurido ou ardência. Quase sempre, junto com estes sintomas, o local apresenta-se inchado e quente. Pode-se afirmar que o paciente herpético recorrente sabe hoje, que amanhã terá lesões recorrentes, ou seja, “no dia seguinte haverá as primeiras vesículas e bolhas”.

Quem tem herpes labial pode transmitir o vírus por sexo oral?
Sim. O sexo oral deve ser evitado durante a fase ativa do herpes.

O vírus do herpes pode ser transmitido pelo sangue? 
Não. O vírus do herpes não é transmitido pelo sangue, esperma ou secreção vaginal.

Herpes genital é sinônimo de infidelidade?
Não. A contaminação com o vírus pode ter ocorrido há muitos anos sem que tenha havido alguma lesão (bolha). Pode ser que em algum momento da vida, com a exposição a algum fator desencadeante da virose, como baixa imunidade e estresse, as lesões características do herpes se desenvolvam. Contudo, a contaminação foi anos atrás, o que não significa que seu parceiro seja o responsável pela sua contaminação ou doença atual.

O tratamento é o mesmo para os dois tipos de vírus?
Sim. Tanto o tempo de tratamento quanto a substância utilizada. Alguns médicos preferem mudar um pouco a dosagem, mas a medicação é basicamente a mesma.

Quando deve-se iniciar o tratamento?
O tratamento deve ser iniciado tão logo comecem os primeiros sintomas, assim o surto deverá ser de menor intensidade e duração. Não se automedique. Procure sempre um médico quando do surgimento do herpes. O tratamento é feito com antivirais orais. Os antivirais tópicos são questionáveis, pois apenas diminuem a eliminação do vírus, mas não influenciam na evolução do surto.

Em que fase é transmitido o vírus?
Na existência das bolhas é o período mais crítico e de maior transmissão. O herpes dá sinais de seu surgimento com coceira e ardência no local onde surgirão as lesões. A seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas sobre área avermelhada e inchada. Quando as bolhas se rompem liberam um líquido repleto de vírus e formam-se crostas. Esta é a fase de maior perigo de transmissão. Todo o processo dura de 5 a 10 dias e não deixa cicatrizes.

Quais são os cuidados na gestação no caso de herpes labial ou genital?
Mesmo que a mulher não tenha lesões visíveis, deve informar o médico de que é portadora do vírus do herpes genital, se pretende engravidar. Na gravidez, herpes genital pode representar uma preocupação. Segundo o ginecologista Prof. Dr. Thomaz Gollop, o vírus do herpes, em poucos casos, pode provocar malformações, além de perturbar o desenvolvimento do feto. Caso o herpes seja genital e ocorra no fim da gestação, a gestante não deve ser submetida ao parto normal, pois o vírus pode contaminar os olhos do recém-nascido e trazer graves problemas, como lesões oculares. 

Para as pessoas já infectadas pelo vírus do herpes, em que condições ele costuma se manifestar? 
Uma vez adquirido o vírus, este permanece em nosso organismo em sua forma latente nos gânglios nervosos, podendo ser reativado. Determinados fatores podem favorecer a sua aparição, estes podem ser: 
• o raios do sol, principalmente os UVB, mas também os raios UV artificiais (câmaras de bronzeamento artificial). O sol seria responsável por 25% das recorrências de herpes labial. Esses raios fragilizam o sistema imunológico e favorece a reativação do vírus.
• doenças infecciosas com gripe, resfriados; 
• febre (muitas vezes ocasionada devido a uma fragilização do sistema imunológico); 
• problemas psíquicos ou nervosos como, por exemplo, o estresse (sobrecarga de trabalho, etc) ou uma sobrecarga de emoções. 
• fadiga: após uma mudança de fuso horário, jet-lag após o retorno das férias, etc.
• o frio;
• ferimentos na boca ou genital (depilação); 
• uso de calças apertadas;
• enfraquecimento do sistema imunológico, por exemplo, devido a uma grande fadiga ou a doenças do sistema imunológico; 
• menstruação (variações hormonais).

O herpes é considerado uma doença grave?
O herpes localizado nos lábios e genitais não é grave. No entanto, incomodam e o infectado está sujeito a muitas recaídas. Existem formas graves da doença como, por exemplo, a infecção disseminada pelo organismo, a meningoencefalite (inflamação da meninge e do encéfalo) e a estomatite herpética (que provoca lesão na boca).

Portadores de herpes devem se vacinar? Existem vacinas para evitar recaídas? 
Não existem vacinas eficazes para evitar a primoinfecção herpética (infecção inicial), nem as recaídas do herpes labial ou genital. Ainda está em pesquisa uma vacina que se aplique antes de contrair o herpes, que seja realmente preventiva e que evite o contágio.

Existe algum tratamento que previna o herpes em pessoas que costumam manifestá-lo com grande frequência? 
Sim. Quem tem herpes com muita frequência pode tomar medicamentos antivirais. As crises são desconfortáveis e afeta psicologicamente a vida do indivíduo. No caso do herpes genital, o maior incômodo é o que diz respeito ao relacionamento sexual. Já o herpes labial é a questão estética. Uma modelo profissional ou uma cantora não podem ter herpes labial frequentemente. Portanto, ele deve ser evitado, porque quando a lesão já está presente não há mais o que fazer além de usar a medicação e esperar alguns dias, tempo necessário para o remédio agir e determinar o desaparecimento da lesão.

Hoje, os melhores resultados para quem já contraiu o herpes e que apresentam recaídas em curto espaço de tempo, são conseguidos pela administração continuada de medicamentos antivirais como o aciclovir (Zovirax®), famciclovir(Fanvir®) ou valaciclovir (Valtrex®) em doses pequenas, por tempo prolongado (1 a 2 anos). Esta condição necessita de orientação médica especializada, para avaliar caso a caso.

Fonte: Sociedade Brasileira de Infectologia, Ministério da Saúde, Fonte: Scielo (Alberto Consolaro e Maria Fernanda M-O. Consolaro), Associação Proteste, Livro Medicina Mitos e Verdades (Carla Leonel).

http://www.medicinamitoseverdades.com.br/blog/quem-tem-herpes-labial--tem-o-genital-tambem

SANGUE NAS FEZES É GRAVE? COMO IDENTIFICÁ-LO E QUAIS AS POSSÍVEIS CAUSAS

SANGUE NAS FEZES É GRAVE?
COMO IDENTIFICÁ-LO E QUAIS AS POSSÍVEIS CAUSAS 

Todo indivíduo, ao evacuar, deve inspecionar as fezes para avaliar as suas características (cor, formato, presença de alimentos, sangue ou muco), bem como estar atento às mudanças do hábito intestinal (número e frequência de evacuações, surgimento de qualquer desconforto, como dor ou insatisfação com o ato). São sinais de alarme: 
• febre; 
• emagrecimento ou perda de peso não intencional;
• anemia (descoramento, fraqueza);
• dor abdominal; 
• qualquer alteração ao exame físico (inclusive ao toque ou exame digital do reto);
• sono prejudicado pela queixa (desconforto desperta o paciente). 
Qualquer um deles é preocupante e deve fazer com que o médico seja procurado para que proceda à investigação diagnóstica.

Como identificar sangue nas fezes? Qual o aspecto do sangue nas fezes? 
O sangue pode estar misturado às fezes ou exclusivamente ao redor delas. Pode ser vermelho vivo ou escuro. É importante saber também se notou a presença do sangue apenas no fim da evacuação ou ao fazer a higiene no papel higiênico. Mas nem sempre o sangue é visível. Quando não é detectado pela visão é chamado de sangue oculto. Normalmente a pessoa sente fraqueza e indisposição geral, apresenta quadro de anemia por consequência de perda de sangue oculto nas fezes. Nessas condições, o paciente tem, até prova em contrário, tumor de cólon proximal. O sangue oculto somente é detectado por meio de exame laboratorial, que deve ser realizado rotineiramente após os 50 anos de idade e depois de ter sido feita a colonoscopia (exame endoscópico dos cólons, a partir do ânus).

Qual a causa de fezes escuras ou pretas?
Eliminar fezes pretas com aspecto de “piche” ou “borra de café” é denominado melena (sangue escuro digerido nas fezes). As fezes são pastosas ou líquidas, eliminadas em várias evacuações, têm odor desagradável e característico. Nesta situação, o sangue nas fezes provém de regiões do tubo digestivo mais alto (esôfago, estômago e intestino delgado).

Quando ocorre hemorragia oriunda do trato digestivo alto com considerável volume de perda, o sangue pode ser eliminado pelo ânus sem digestão prévia, é vermelho vivo, dada a aceleração do trânsito intestinal (rápida progressão fecal ao longo do trato digestivo). Nesta condição caracteriza-se a enterorragia. O paciente tem sinais de anemia aguda ou da falta repentina de sangue (uma vez que não houve tempo para se acostumar à nova condição deficitária). Pode ocorrer tontura, desmaio, palidez, sudorese, taquicardia ou batedeira, queda de pressão, etc. Nos casos de enterorragia (sangue eliminado pelo ânus) ou melena (fezes pastosas de cor escura e cheiro fétido), é imprescindível a realização da endoscopia digestiva alta para se fazer o diagnóstico, definir o local de sangramento, bem como instituir o tratamento adequado.

Sangue vivo ao redor das fezes ou que pinga no vaso sanitário é grave?
Sangue vivo e ao redor das fezes, que pinga no vaso ou suja o papel higiênico é próprio de doenças orificiais (próximas do ânus), normalmente hemorroidas. Se a eliminação fecal for acompanhada por dor, esta é causada, normalmente, por fissura anal. Para a confirmação de diagnóstico de problemas orificiais, deverá ser feito exame do ânus e reto (inspeção e toque retal) e da parte terminal do intestino (retossigmoidoscopia).

E se o sangue estiver misturado nas fezes?
Eliminação de sangue vivo misturado às fezes e, geralmente, em pequena quantidade deve remeter à suspeita de:
• Presença de pólipos (pequenos tumores); 
• Inflamação da mucosa por efeito adverso de anti-inflamatório ou radioterapia;
• Alteração vascular do intestino grosso (angiodisplasia ou isquemia).
Qualquer um que observe sangue nas fezes deve procurar com rapidez assistência médica, para ter um diagnóstico preciso e possibilidade de tratamento curativo.

Quais as principais doenças que causam perda de sangue nas fezes? 
O sangue nas fezes podem ser causado por doenças que se originam não só no intestino como até mesmo no estômago ou esôfago. Veja quais são elas.
Doenças do intestino grosso
• Doença diverticular dos cólons;
• Pólipos dos cólons;
• Colite isquêmica (falta de irrigação por sangue no cólon);
• Doença inflamatória intestinal (retocolite ulcerativa inespecífica, doença
de Crohn);
• Colite (inflamação) por bactéria, protozoário, radiação ou anti-inflamatório;
• Angiodisplasia (alteração de vasos sanguíneos).

Doenças do intestino delgado:
• Divertículos;
• Angiodisplasia;
• Doença de Crohn;
• Tumores.

Doenças do esôfago, estômago e duodeno:
• Cânceres;
• Ruptura de varizes do esôfago;
• Esofagite por refluxo e úlceras;
• Lesões agudas por anti-inflamatório, outras drogas ou agentes infecciosos.

http://www.medicinamitoseverdades.com.br/blog/sangue-nas-fezes-e-grave

Curiosidades estranhas sobre o sexo e sexualidade

Conheça neste artigo algumas curiosidades estranhas e bizarras sobre o sexo e a sexualidade.
Adolescentes obesas

Na cidade de Calabar, na Nigéria e nas ilhas Marquesas no Taiti, os homens preferem mulheres obesas. Para que estas tenham sucesso com os futuros pretendentes, as adolescentes permanecem vários meses em cabanas para engordar, para ganharem peso antes das suas famílias as oferecerem para casamento.


Umbigo e Joelhos

Enquanto muitos homens preferem os seios ou o traseiro de uma mulher, isso não é igual em todo o mundo! O umbigo é a parte mais excitante do corpo para os povos do arquipélago de Samoa (no Pacífico Sul), provavelmente porque esta é uma das poucas partes do corpo que está sempre coberta. Nas ilhas Célebes (na Indonésia) a parte mais estimulante para os homens são os joelhos!


Meninos sem incisivos

Quando os meninos da comunidade dos Nilotes (no Kenya) atingem a puberdade, arrancam pelo menos dois dentes incisivos de forma a ficar mais sedutores para as futuras esposas.





Esquimós oferecem mulheres

Como sinal de hospitalidade, os esquimós das tribos Copper e Netsilik, oferecem as suas esposas. No sul da Rússia, os Akhvakh oferecem uma adolescente ao convidado, com quem pode fazer qualquer tipo de jogo sexual, desde que o hímen permaneça intacto.


Pais masturbam os filhos

Os Cossacos, um antigo povo do Sul da Rússia, os Sakha (da Sibéria) e os Hopei (da China), tinham por hábito masturbarem os filhos de forma a que estes ficassem mais calmos.


Sogra a assistir

Em Cali, na Colômbia, na primeira relação sexual que as mulheres têm com o seu marido, elas são obrigadas a ter a sua mãe a assistir todo o ato sexual, de forma a testemunhar o acontecimento.


O Rei manda

No passado, qualquer pessoa que pretendesse ter relações sexuais (com exceção dos membros da família Real), teria que pedir permissão para o Rei, o qual entregava uma placa que era colocada na porta do quarto, enquanto estes tinham relações. Na placa estava inscrito “Fornication Under Consent of the King“, daí o surgimento da palavra “fuck”!



Cumprimentar com o pénis

É estranho mas é verdade: os homens da tribo dos Walibri, cumprimentam-se uns aos outros com o pénis e não com as mãos.


Pénis sempre ereto

Os homens aborígenes do deserto Kalahari, no Sul de África, permanecem com o pénis semi-ereto durante todo o dia!





Velocidade do esperma

Durante a ejaculação masculina, o esperma atinge uma velocidade superior a 10 km/h e sai a uma temperatura de 36 graus centígrados. Os batimentos cardíacos durante o orgasmo chegam a atingir o dobro do normal, mais de 150 batimentos por minuto.


Espermatozoides para todo o Planeta

Apenas dez ejaculações seriam o suficiente para produzir espermatozoides capazes de povoar todo o Planeta.


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Mulheres mais ativas à noite

Acredita-se que 30% das mulheres ficam sexualmente mais ativas durante a lua cheia. Apesar do estrógeno e a testosterona atingirem os seus valores máximos no final da tarde, as americanas preferem ter relações sexuais por volta das 23 horas.


Homens hétero?

Mais de 75% dos homens que assinam revistas gay, são casados e pais de família.


Maior pénis e menor pénis

De acordo com o Instituto Kinsey, o maior pénis ereto medido atinge os 35,75 centímetros, enquanto que o menor pénis mede 4,81 centímetros.

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A história e várias curiosidades sobre a anestesia

A história e várias curiosidades sobre a anestesia

Sem dúvida, a anestesia, tanto local como geral, foram grandes descobrimentos para medicina. Esta permite que o paciente possa aguentar pequenas e grandes cirurgias sem sentir qualquer dor durante o procedimento. Acompanhe como tudo começou, tipos de anestesias e saiba ainda do que é feito esta famosa substância, capaz de fazer pessoas dormirem por horas enquanto são operados.
História da anestesia

De forma geral, a anestesia significa ausência de sensações. Ela altera os sentidos da consciência através de medicamentos. É um estado em que o paciente não sente qualquer tipo de dor. A anestesia é um conceito bem antigo, porém, empregado de forma completamente diferente. Em 5.000 a.C. até ao século XI d.C., os egípcios descobriram algumas plantas que ofereciam esse efeito sedativo. Mas a partir do século XVI até ao século XVIII, a forma de diminuir as dores e sensações durante as cirurgias era através do álcool. Claro está que a ingestão do álcool não era tão eficaz como são as anestesias dos dias de hoje. Por essa razão o paciente acabava sempre por sentir dores.

Já no ano de 1773 foi descoberta a existência de um gás que possuía propriedades capaz de deixar um paciente inconsciente, mas por pouco tempo, método aplicado por inalação. Este gás ficou conhecido como dióxido de nitrogênio.

Após muitos anos de estudos, pesquisas e experimentos, em 1846, aconteceu a primeira cirurgia feita a partir de uma anestesia que fez o paciente sair do seu estado normal, levando-o a dormir profundamente, permitindo assim o trabalho dos médicos cirúrgicos, sem prejudicar o paciente. E esta anestesia era nada mais do que o éter, que ao ser inalado, causa a perda dos sentidos e faz com que a pessoa adormeça, voltando horas depois do efeito acabado.

No entanto, no período de 1930 a 1970, e com os avanços da medicina, foram criadas as anestesias injetáveis, incomparavelmente mais segura e eficaz. Nos dias de hoje, com a ajuda da tecnologia, foram inventados sistemas informáticos para acompanhar os pacientes nas salas de cirurgia, as suas funções cardíacas e monitorar cada segundo do estado corporal do paciente. Tudo isso foi um grande passo para a história da anestesia.



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Tipos de anestesia

Segundo os especialistas na área, as anestesias da atualidade são feitas a partir de várias substâncias químicas. Na verdade, as anestesias podem ser divididas em três grupos. O primeiro é direcionado à anestesia local, aplicado diretamente no corte cirúrgico ou na incisão, geralmente para pequenas e simples cirurgias. A segunda, a anestesia geral, bloqueia a memória e a dor, os músculos ficam relaxados e o sono profundo é induzido. E por último, anestesia regional, que bloqueia os nervos em um só membro ou em partes diferentes.


De que são feitas as anestesias?

As substâncias que envolvem as anestesias são óxido nitroso (gás inorgânico), éter, isoflurano, desflurasno, sevoflurano, substâncias consideradas hidro carbonetos. Segundo os médicos, estas substâncias atuam na membrana dos neurónios, impedindo a transmissão de impulsos ao sistema nervoso, evitando assim que o paciente sinta dor ou qualquer tipo de incómodo.

Espero que o artigo tenha saciado a sua curiosidade. De qualquer forma, deixe o seu comentário sobre o assunto. Você já foi anestesiado? Que tipo de anestesia levou?

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Como é feito o marcador de tinta permanente

Pelo menos uma vez na vida você já deve ter usado um marcador permanente, seja na escola ou no trabalho. Porém, se alguém perguntasse do que é feito o marcador, provavelmente você não saberia responder, não é?

Então para saciar sua curiosidade saiba que um marcador permanente é uma espécie de tubo de plástico fechado com uma pequena e única abertura na ponta. Esta abertura reveste um bastão esponjoso, completamente saturado com tinta. Conforme a tinta vai evaporando pela ponta, um efeito puxa a tinha de dentro para a ponta do tubo.


Três ingredientes principais:


Resina - A resina é uma substância muito parecida com a cola. Porém, ela tem forma de tinta e a sua função é fazer com que a tinta que sai do tubo fique de forma permanente no papel. Se a tinta fosse composta apenas de solvente e corante viraria pó e não marcaria o papel. Por isso a resina ajuda a manter a mistura dentro do tubo de plástico do marcador.

Solvente - O solvente é a substância mais importante da mistura. Sem ele, o marcador não funciona. A partir do momento em que marca um papel com o marcador, o solvente se evapora no ar, deixando apenas a resina e o corante.

Corante - Já o corante é uma substância também conhecida como pigmento ou tintura, responsável por dar a cor ao marcador. Porém, há uma certa diferença entre pigmento e tinturas. Os pigmentos são insolúveis ou solventes apolares, e as tinturas são solúveis em água. Por conta dessa diferença, os pigmentos são preferidos para a fabricação de marcadores.


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Tipos de marcadores

Existem vários tipos de marcadores no mercado. Muitos, inclusive, dizem ser permanentes e outros não. A grande diferença de um permanente ou não é a resina. Nos marcadores permanentes, a resina está mais propícia em ser apolar, ou seja, não se dissolve na água. Em contra-partida, os marcadores que não são permanentes são feitos por um tipo de resina que é dissolvida em água.

Quando inventaram o marcador permanente, os fabricantes usaram uma substância tóxica chamada xileno, mas a partir dos anos 90 alteraram o fabrico, substituindo o xileno pelo isopropanol e etanol (álcool), já que quase todas as escolas começaram a usar marcadores nas salas de aula e houve a necessidade de substituir o xileno, devido à sua toxicidade. Sendo assim, este deu lugar ao álcool, bem mais inofensivo para a saúde.

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População brasileira supera os 204 milhões

A população brasileira superou a marca dos 204 milhões de habitantes neste ano. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas hoje (28) no Diário Oficial da União, o país tinha em 1° de julho deste ano, 204.450.649 habitantes. No ano passado a população estimada era 202.768.562.

O IBGE também divulgou as populações estimadas das 27 unidades da federação e dos municípios brasileiros.

O maior estado do país, São Paulo, tem 44,4 milhões de pessoas. Outros cinco estados têm populações que superam os 10 milhões de habitantes: Minas Gerais (20,87 milhões), Rio de Janeiro (16,55 milhões), Bahia (15,2 milhões), Rio Grande do Sul (11,25 milhões) e Paraná (11,16 milhões).

Três estados têm populações menores do que 1 milhão: Roraima (505,7 mil), Amapá (766,7 mil) e Acre (803,5 mil).

As demais unidades da federação têm as seguintes populações: 
Pernambuco (9,34 milhões), 
Ceará (8,9 milhões), 
Pará (8,17 milhões), 
Maranhão (6,9 milhões), 
Santa Catarina (6,82 milhões), 
Goiás (6,61 milhões), 
Paraíba (3,97 milhões), 
Amazonas (3,94 milhões), 
Espírito Santo (3,93 milhões), 
Rio Grande do Norte (3,44 milhões), 
Alagoas (3,34 milhões), 
Mato Grosso (3,26 milhões), 
Piauí (3,2 milhões), 
Distrito Federal (2,91 milhões), 
Mato Grosso do Sul (2,65 milhões), 
Sergipe (2,24 milhões), 
Rondônia (1,77 milhão)
e Tocantins (1,51 milhão).


Vitor Abdala

Por que você não precisa beber oito copos de água por dia -- Médico americano contesta reportagens que alertam sobre desidratação

Médico americano contesta reportagens que alertam sobre desidratação



Foto: stock photos / stock photos


Se há um mito sobre saúde que não morre, é este: você deve beber oito copos de água por dia.

Não é verdade. Não há nenhuma ciência por trás disso.

E, apesar disso, em todo verão americano (ou de qualquer país) somos inundados por reportagens alertando que a desidratação é perigosa e onipresente.

Essas reportagens fomentam um medo de que adultos e crianças, sadios sob qualquer outro ângulo, andam desidratados, ou, até mesmo, que a desidratação chegou a proporções epidêmicas.

Vamos escrutinizar essas alegações.

Eu fui coautor de um artigo em 2007 no British Medical Journal (BMJ) sobre mitos da medicina. O primeiro era o de que as pessoas deveriam beber pelo menos oito copos d'água de 200ml por dia. Esse artigo ganhou mais atenção midiática (até mesmo no New York Times) do que praticamente quaisquer outras pesquisas minhas.

Não fez diferença. Quando, dois anos depois, publicamos um livro sobre mitos da medicina que, mais uma vez, refutou a ideia de que precisamos de oito copos d'água por dia, eu achava que isso iria persuadir o público a não se preocupar. Eu estava novamente enganado.

Muitos creem que a fonte desse mito foi uma recomendação do Food and Nutrition Board (Conselho de Alimentos e Nutrição) de 1945, que dizia que era preciso ingerir 2,5 litros de água por dia. Porém, ignorou-se a continuação, que dizia: "a maioria desta quantidade encontra-se em comidas preparadas".

A água está presente em frutas e vegetais. Está no suco; está na cerveja; está inclusive no chá e no café. Antes que alguém me escreva dizendo que café desidrata, pesquisas mostram que isso também não é verdade.

Embora eu recomende água como a melhor bebida para consumo, não é, certamente, a única fonte de hidratação. Você não precisa consumir toda a água de que precisa por meio de bebidas. Você também não precisa se preocupar tanto sobre nunca ter sede. O corpo humano é ajustado para avisá-lo para beber muito antes que esteja realmente desidratado.

Não há evidências científicas de que, para pessoas sadias, beber mais água traz qualquer benefício em termos de saúde. Estudos não encontraram prova alguma de que beber mais água deixa a pele hidratada e a faz parecer mais saudável ou sem rugas. É verdade que alguns estudos encontraram associações entre maior consumo de água e resultados melhores, mas esses estudos estão sujeitos aos problemas de metodologia comuns, como uma incapacidade de provar relações causais. Além disso, eles definiram "alto" consumo de água como uma quantidade bem menor do que oito copos.

Estudos prospectivos não encontram melhoras em função renal ou mortalidade em geral quando pessoas sadias aumentam seu consumo de água. Testes aleatórios controlados também não encontram vantagens, com exceção de casos específicos — por exemplo, prevenir a recorrência de certos tipos de cálculo renal. Desidratação de verdade, quando o seu corpo perde uma quantidade significativa de água devido a doenças, exercício excessivo ou suor, ou incapacidade de beber, é um caso sério. Porém, pessoas com desidratação clínica quase sempre têm alguma espécie de sintoma.

Um número significativo de publicitários e reportagens estão tentando convencê-lo do contrário. O número de pessoas que carregam água consigo todo dia parece aumentar a cada ano. Vendas de água engarrafada continuam a aumentar.

A explosão de histórias neste verão foi inspirada por um estudo recente no American Journal of Public Health. Pesquisadores utilizaram dados da National Health and Nutrition Examination Survey (Pesquisa de Exame da Saúde e Nutrição Nacional) de 2009 até 2012 para examinar 4.134 crianças com idades de seis a 19 anos. Especificamente, foi calculada a osmolaridade média da concentração da urina das mesmas. Quanto maior o valor, mais concentrada a urina.

Foi descoberto que mais da metade das crianças tinham uma osmolaridade de urina de 800 ou mais mOsm/kg. Também foi descoberto que crianças que bebiam 200 ou mais ml por dia tinham, em média, uma osmolaridade de urina aproximadamente mOsm menor do que as que não bebiam.

Então, se você define "desidratação" como uma osmolaridade de urina de 800 ou mais mOsm/kg, os resultados desse estudo são relevantes. Esse artigo assim a definiu. O problema é que a maioria dos clínicos não o faria.

Eu sou um pediatra, e posso dizer que eu raramente, se isso, usei osmolaridade de urina como meio de decidir se uma criança está desidratada. Quanto perguntei a colegas meus, nenhum deles achou que 800 mOsm/kg seria o valor a partir do qual eles ficariam preocupados. Ao pesquisar a web, a maioria das fontes que encontrei pensou que valores até 1,2 mil mOsm/kg ainda encontravam-se dentro da normalidade fisiológica e que crianças tinham variação maior do que adultos. Nenhuma fonte declarou que 800 mOsm/kg seria quando se começa a considerar crianças desidratadas.

Em outras palavras, há muito pouca razão para crer que crianças com uma média de 800 mOsm/kg em sua urina deveriam se preocupar. De fato, em 2002, um estudo foi publicado no Journal of Pediatrics, mais exploratório do que uma busca por incidências de desidratação, e ele descobriu que meninos na Alemanha tinham uma osmolaridade de urina média de 844 mOsm/kg. O antepenúltimo parágrafo no estudo referiu um grande número de estudos feitos pelo mundo afora que encontravam osmolaridades médias em urina de crianças desde 392 mOsm/kg no Quênia até 964 na Suécia.

Isso não impediu estudos mais recentes de continuar a usar o padrão 800 mOsm/kg para declarar que números enormes de crianças sofrem de desidratação. Um estudo publicado em 2012 no Annals of Nutrition and Metabolism usou esse padrão para alegar que quase dois terços das crianças francesas não consumiam água suficiente. Outro, na publicação Public Health Nutrition, usou o padrão para declarar que quase dois terços das crianças em Los Angeles e Nova York não consumiam água suficiente. O primeiro estudo foi financiado pela Nestlé Waters; o segundo, pela Nestec, uma subsidiária da Nestlé.

É possível que haja crianças que precisam ser hidratadas melhor. Porém, a partir de certo ponto, corremos o risco de tachar uma condição saudável e normal de doença. Quando dois terços das crianças sadias, ano após ano, têm um valor obtido em laboratório que se considera "anormal", talvez seja a definição, e não a saúde delas, que precise de ajustes.

Nada disso retardou a demanda descomunal por mais água. Virou até parte da campanha de Michelle Obama, "Drink Up" (Beba). Em 2013, Sam Kass, então um conselheiro de políticas nutricionais da Casa Branca, declarou que "40% dos norte-americanos consumem menos do que a metade da dose diária recomendada de água".

Não há nenhuma recomendação formal quanto à quantidade diária de água de que as pessoas necessitem. Essa quantidade, é óbvio, difere de acordo com o que as pessoas comem, onde elas vivem, quão grandes elas são e o que elas fazem. Porém, com a população deste país vivendo mais anos do que jamais viveram, talvez inclusive com acesso menos limitado a bebidas do que em qualquer outra época da história da humanidade, simplesmente não é verdade que estamos desidratados.





Aaron E. Carroll é professor de Pediatria na Indiana University School of Medicine.




ZERO HORA

Crise econômica tira dinheiro dos municípios catarinenses


Prefeituras com menos dinheiro para realizar investimentos. 

A crise econômica bateu forte nos cofres das prefeituras de Santa Catarina. Levantamento da Federação Catarinense dos Municípios (Fecam) a que este Visor teve acesso mostra que entre janeiro e agosto deste ano, as 295 cidades deixaram de receber um acumulado de R$ 188 milhões entre os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), ICMS, IPVA e Fundeb. 

Como são todos percentuais vinculados diretamente aos impostos, se a arrecadação do Estado cai, o Tesouro das prefeituras também é afetado. No comparativo com os primeiros oito meses de 2014, a maior perda foi na transferência do ICMS, já descontada a inflação, com retração de 3,6% ou R$ 82 milhões. Para o presidente da Fecam que também é prefeito de Chapecó, José Caramori, a luz amarela já acendeu faz tempo. Somente a média do gasto com folha de pagamento das prefeituras catarinenses está em 48,91%, sendo que o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal é 51%. Se bater em 54% o município perde o direito a crédito. 

Outro fator que tem preocupado, e muito, os chefes de Executivo é o pagamento do 13º salário aos servidores. A Fecam não possui levantamento sobre quais cidades anteciparam a primeira parcela, mas há quem garanta que se a crise econômica seguir neste ritmo, pelo menos metade dos municípios catarinenses terá dificuldades em honrar o pagamento do salário extra até novembro.

Fonte: Radio Belos Montes

Bandeira vermelha da conta de luz será 18% menor a partir de setembro


Novo valor foi aprovado nesta sexta-feira pela Aneel. Mudança foi possível após o desligamento das térmicas de maior custo. 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta sexta-feira (28), em reunião extraordinária, a alteração da cobrança da bandeira vermelha, hoje em R$ 5,50 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos, para R$ 4,50 a cada 100 kWh. A redução de 18% começa em setembro e valerá até dezembro deste ano. 

No caso da tarifa paga pelos consumidores residenciais, a Aneel calcula que redução média na conta de luz deverá ser de 2%. 

A mudança é resultado da melhora do regime de chuvas e da redução do consumo de energia, devido à desaceleração econômica. Esse cenário mais favorável teve como consequência o desligamento das térmicas de maior custo. 
O sistema de bandeiras tarifárias, em vigor desde o início do ano, permite o repasse mensal aos consumidores de parte do gasto extra das distribuidoras com o aumento do custo da eletricidade. 
A cor da bandeira é impressa nos boletos das contas de luz e sinaliza o real custo de produção da energia no país. Se a cor é verde, a situação está normal e não há cobrança de taxa. Amarela, cobra-se R$ 2,50 para cada 100 kWh de energia consumidos. Desde o início do ano é a bandeira vermelha – com cobrança maior – que vigora no país. 

No dia 11 de agosto, durante o lançamento do Plano de Investimento em Energia Elétrica, a presidente Dilma Rousseff já havia sinalizado que o governo iria reduzir o valor da bandeira vermelha. Depois disso, a Aneel abriu uma audiência pública para recolher contribuições sobre o tema, pelo prazo de dez dias. Nesta sexta, a agência tomou a decisão final sobre o novo valor da bandeira vermelha. 

Térmicas 
No início de agosto, o governo anunciou o desligamento de 21 usinas térmicas de maior custo, o que deve gerar uma economia mensal nas operações da ordem de R$ 5,5 bilhões. Por conta da escassez de chuvas, que prejudicou o armazenamento nas represas das principais hidrelétricas do país, o governo vinha mantendo ligadas todas as térmicas disponíveis desde o final de 2012. Como essa energia é mais cara, a medida contribuiu para a elevação do valor das contas de luz. 

Conta mais cara 
Também ajudou a aumentar os custos no setor elétrico o plano anunciado pelo governo no final de 2012 e que levou à redução das contas de luz em 20%. É que, para chegar a esse resultado, o governo antecipou a renovação das concessões de geradoras (usinas hidrelétricas) e transmissoras de energia que, por conta disso, precisaram receber indenização por investimentos feitos e que não haviam sido totalmente pagos. Essas indenizações ainda estão sendo pagas, e o custo tem sido repassado ao consumidor final por meio da elevação das tarifas. 

O ajuste fiscal feito pelo governo Dilma Rousseff com o objetivo de reequilibrar suas contas também contribui para os aumentos mais fortes nas contas de luz em 2015. Isso porque o governo decidiu repassar aos consumidores todos os custos com os programas e ações no setor elétrico, entre eles o subsídio à conta de luz de famílias de baixa renda e o pagamento de indenizações a empresas. Em anos anteriores, o Tesouro assumiu parte dessa fatura, o que contribuiu para alivias as altas nas tarifas.

Fonte: WH3

Morre o médico Luiz Eduardo Caminha, ex-secretário de Saúde de Blumenau


Médico morreu em decorrência de complicações de uma cirurgia de desobstrução de intestino 
Morreu na manhã deste sábado, aos 63 anos, o médico, escritor, apresentador e ex-Secretário de Saúde de Blumenau, Luiz Eduardo Caminha. 

O médico estava internado no Hospital Isabel desde o Dia dos Pais em função de complicações de uma cirurgia de desobstrução de intestino. Há 10 anos, usava uma bolsa de colostomia por causa de um tumor no reto. Durante este período também foi submetido a um transplante de fígado. 

Natural de Florianópolis, Caminha formou-se na UFSC e mudou-se para o município do Vale do Itajaí em 1982, onde se tornou uma figura ilustre pelo trabalho na área de gestão pública da saúde e por ser um dos maiores entusiastas da Stammtisch, festa de origem alemã tradicional na cidade que se popularizou a partir de um programa que apresentava na TV Galega. 

Lembrado como uma pessoa amada pela família e pelos amigos, Caminha é definido como modelo pelo filho mais velho, Alexandre Caminha: 

— Ele era um guerreiro, lutou muito, muito. É meu modelo de gestão, meu ídolo, para sempre. — 
Casado desde 1976, Caminha deixa uma esposa, Seluta Marlei Pereira Caminha e três filhos. O corpo será conduzido até Florianópolis, onde o enterro está marcado para às 10h deste domingo, no cemitério Jardim da Paz.

Fonte: DIÁRIO CATARINENSE