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PENSE NISSO:

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Para que servem a meia-lua e a pequena área?


Mesmo a gente não entendendo muito bem para que servem essas marcações, já nos acostumamos tanto que um campo de futebol sem elas fica meio capenga. Por isso, Placar e Mundo Estranho explicam a utilidade desses dois desenhos e da bandeirinha de escanteio.
1. MEIA-LUA
É a parte visível de um círculo que tem como centro a marca do pênalti. A principal função dela é na hora da cobrança de uma penalidade máxima. Antes de o cobrador chutar a bola, os demais jogadores devem estar atrás das linhas da grande área e da meia-lua
2. PEQUENA ÁREA
Tem duas funções. Na cobrança do tiro de meta, a bola não pode estar fora da pequena área. Já quando há uma falta em dois lances (um "pé alto", por exemplo) na pequena área, a bola deve ser colocada sobre a linha dela e a barreira na linha do gol. Para o ex-árbitro e hoje comentarista José Roberto Wright, há ainda uma terceira função: "Dentro da pequena área, o goleiro não pode ser tocado no ar". Outro ex-árbitro, Emídio Marques de Mesquita, discorda: "O goleiro só não pode ser acossado quando estiver com a bola". Na regra, não há menção a esse suposto "território de proteção ao goleiro".
3. BANDEIRA DE ESCANTEIO
É só uma referência visual que orienta todos em relação à linha lateral e à linha de fundo. A bandeirinha deve ter altura mínima de 1,50 metro. A colocação desse referencial no meio do campo é opcional. Vale lembrar que a bandeirinha não pode ser removida na hora de bater o escanteio. O jogador também não deve se apoiar nela durante a disputa de um lance. Se isso ocorrer, é falta.




FONTE
MUNDO ESTRANHO
FOTOS ILUSTRATIVAS


terça-feira, 28 de agosto de 2012

PROFESSORA - CARLA LANG - ORIENTADORA DO TRABALHO: A LENDA DA ORIGEM DAS ESTRELAS.

PARABÉNS PROFESSORA CARLA 
LANG PELO EXCELENTE TRABALHO REALIZADO COM OS ALUNOS DA EEF GUSTAVO BARROSO.

TEMA:  A LENDA DA ORIGEM DAS ESTRELAS.



















segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A busca dos portugueses por especiarias no século XVI.

Aventuras na História
No século 16, os portugueses buscaram e conquistaram as terras que alimentavam a Europa com especiarias
Fábio Marton | 13/06/2012 19h25

Em 10 de agosto de 1511, em uma península no meio do oceano Índico, a mais de 20 mil quilômetros de sua terra natal, marinheiros portugueses prenderam um junco chinês no meio de uma ponte. De lá, atiravam para as duas margens. Eram 1,2 mil, contra 20 mil nativos. E os defensores locais não eram como os que espanhóis e portugueses enfrentavam nas Américas: estavam armados de canhões e mosquetes - e contavam com elefantes de guerra.
A ponte cruzava o rio que divide a cidade de Malaca, na atual Malásia, um sultanato muçulmano comandado por Mahmud Shah (1488-1528). A cidade, um dos portos mais ricos da Ásia, recebia navios persas, árabes, chineses e japoneses. Por ali passava o comércio vindo das chamadas Ilhas das Especiarias (veja na pág. 56), que chegava ao Oriente Médio e de lá rumava para a Europa pelas mãos dos venezianos, os rivais comerciais da emergente potência portuguesa.


O ato era uma dupla vingança. Dois anos antes, os portugueses haviam tentado estabelecer relações comerciais com o sultão por meio de uma expedição saída da Índia sob o comando de Diogo Lopes de Sequeira. O sultão tentou assassiná-los, mas eles descobriram o plano e fugiram a tempo. A outra vingança era parte de uma grande estratégia contra os muçulmanos em geral, uma antipatia que remontava ao tempo da Reconquista Ibérica, no século 14. "Os portugueses vinham com a ideia de uma cruzada, acabar com o poder muçulmano não só ali c omo também na Indonésia -, afirma Geraldo Affonso Muzzi, ex-embaixador brasileiro na Malásia, autor de Os Portugueses na Malásia. "A mentalidade hispano-portuguesa era a mesma. Era, de certa forma, uma vingança.




Mapa holandês das Ilhas das Especiarias do começo do século 17: riqueza e cobiça
A má recepção malaia não era fruto apenas de diferenças religiosas. Ela dizia respeito à fama dos portugueses: com frequência, seus pedidos por contatos comerciais terminavam em desastre. Calicute, na Índia, foi contatada por Vasco da Gama em 1498. Em 1500, a esquadra de Pedro Álvares Cabral estacionou por lá como o destino final de sua viagem, que, de passagem, descobriu o Brasil.


Alegando privilégio comercial pelos acordos firmados com Vasco da Gama, Cabral tomou um navio dos comerciantes árabes, que responderam com uma revolta da população, massacrando 70 portugueses, inclusive o autor da Carta do Descobrimento do Brasil, Pero Vaz de Caminha. Cabral respondeu com um bombardeio de 24 horas, matando 600 pessoas e arruinando a cidade, ao que se seguiu uma guerra que ainda continuava quando os 1,2 mil portugueses atiravam do meio do rio naquele 11 de agosto. Outras cidades, como Mascate (Omã, 1507), Ormuz (Irã, 1507) e Goa (Índia, 1510), tiveram destino diferente. Não houve nem tentativa de diplomacia. Caíram pelo pesado braço armado da marinha portuguesa, a frota do "leão do mar - Alfonso de Albuquerque.


Era Albuquerque quem estava no meio do rio, em sua nau Frol de la Mar, com mais 17 navios. A reação dos malaios foi mandar os elefantes de guerra. Os portugueses usaram lanças para repeli-los, atingindo-os nos olhos. Os elefantes, desesperados, voltaram em estouro na direção do próprio exército, causando o caos. Os portugueses asseguraram sua posição na ponte e passariam as duas semanas seguintes estacionados lá, trocando fogo dos canhões de seus navios com os 2 mil canhões malaios nas margens do rio.


"Uma das chaves do sucesso da implantação portuguesa na Ásia foi a superioridade militar, verificável nos domínios da construção naval, das táticas de guerra marítima, qualidade da artilharia e até do recurso a armaduras pessoais -, diz a historiadora Alexandra Pelúcia, da Universidade de Lisboa. Os malaios tinham mais canhões e mosquetes, mas eram armas ultrapassadas, algumas atirando projéteis de pedra, obsoletos na Europa havia 200 anos.


Acreditando na derrota, os comerciantes de Malaca - que eram, compreensivelmente, a classe mais influente do lugar - começaram a pressionar o sultão a render-se. O soberano resistiu, mas as tropas, desmoralizadas e desorganizadas, ofereceram pouca resistência quando os portugueses partiram da ponte para os dois lados da cidade, em 24 de agosto. O sultão fugiu e a corte continuou no exílio, juntando aliados para ataques periódicos (e frustrados) aos portugueses pelo século que se seguiu.


Malaca foi saqueada. Ouro, especiarias e até um elefante branco foram embarcados para a Europa. O elefante, chamado Hanno, foi dado de presente ao papa Leão 10 em sua posse, em 1514 - o papa e os italianos adoraram o presente, mas o bicho só viveu dois anos. O saque de Malaca não foi total. A coroa portuguesa tinha planos para a cidade, e esses planos dependiam de ela não estar em ruínas. O primeiro ato dos portugueses foi construir um forte, cujo portão ainda hoje é atração turística. A seguir, enviaram uma missão diplomática ao reino de Sião (na atual Tailândia), com o que conseguiram iniciar seu projeto mais ambicioso: Sião deu aos portugueses as coordenadas e a permissão para aportarem nas Ilhas das Especiarias. Com manobras diplomáticas e militares, conquistaram ou transformaram em vassalos Ternate, Maçácar e Timor - a última permaneceu como colônia até a independência, em 2002.


As ilhas, conhecidas como "das especiarias" tanto por portugueses quanto por chineses, são o arquipélago das Molucas, situadas na atual Indonésia, a cerca de 1 000 km a leste da península malaia. Eram a única fonte mundial de noz-moscada e cravo, as especiarias mais caras entre todas.


Meio quilo de noz-moscada era capaz de comprar 7 bois na Europa. Os cravos valiam mais ou menos seu peso em ouro. Com o controle de Mascate, Ormuz, Goa, Malaca e das Ilhas das Especiarias, os portugueses esperavam dominar todo o comércio no oceano Índico, mas o plano começou a fazer água pouco depois da conquista de Malaca. O sultanato era protegido da dinastia Ming, da China. E os chineses responderam com hostilidade - mais ainda por causa de relatos de portugueses atuando como piratas ou sequestrando crianças chinesas para torná-las escravas em Malaca. Missões diplomáticas e caravanas comerciais portuguesas foram aprisionadas, torturadas e mortas. Em 1521 e 1522, nas batalhas de Tamão, juncos chineses botaram para correr as caravelas portuguesas, que haviam estabelecido um forte na região (hoje Tuen Mun, em Hong Kong). Os capturados foram usados como reféns, exigindo a reinstalação do sultão Mahmud Shah. Diante da recusa portuguesa, foram esquartejados.


Na Europa, outras más notícias: em 1522, a expedição do português Fernão de Magalhães voltou ao continente, após dar a volta ao mundo, passando pelas Ilhas das Especiarias. Magalhães, um veterano da conquista de Malaca que caiu em desgraça com os nobres portugueses, estava a serviço dos espanhóis. Sua expedição foi um desastre. Apenas 18 dos 237 homens que saíram chegaram vivos à Espanha, baixas que incluíam o próprio Magalhães, morto em combate em 27 de abril de 1521, nas Filipinas. Mas os espanhóis perceberam uma oportunidade: o Tratado de Tordesilhas (1494), pelo qual Espanha e Portugal dividiram o mundo entre si, tinha um defeito grave: não levava em conta que o mundo é redondo.


Os espanhóis clamaram para si as Molucas. Se o mundo fosse dividido em dois hemisférios a partir da linha de Tordesilhas, as ilhas estariam à leste da área portuguesa. No mesmo ano de 1522, os espanhóis instalaram um forte em Tidore. Os portugueses enviaram forças contra eles e tomaram Tidore no ano seguinte. Seguiu-se uma década de conflitos, só resolvidos no Tratado de Saragoça, de 1529, que entregou as Filipinas aos espanhóis e as Molucas à Lisboa.


Portugal conquistaria a paz com os chineses na década de 1540, ajudando-os a vencer piratas japoneses na região, o que resultou na cessão de Macau em 1557. A paz foi bem-vinda, mas as guerras e os embargos fizeram seu estrago: os árabes passaram a usar outras rotas, evitando Malaca, para levar especiarias aos parceiros venezianos. Os produtos da China, como seda e canela, ficavam vedados aos portugueses.


O plano do monopólio foi um fracasso. E o grande ardor militar português acabaria enterrado no deserto do Saara, em 1578, com o desaparecimento do rei dom Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir, que levou o país a perder sua independência para a Espanha entre 1580 e 1640. Em 1641, as combalidas forças portuguesas perderam Malaca para tropas combinadas de holandeses e do sultanato de Johor, da Malásia. Em 1824, a região passaria para os ingleses por meio de um acordo - e conquistaria sua independência, com o resto da Malásia, em 1946.

Resta uma curiosa colônia na Malásia, em um bairro português que mantém seu orgulho étnico na cidade. Os malaio-portugueses (que também têm holandeses e ingleses na mistura) são católicos, falam entre si um estranho dialeto chamado kristang, tocam músicas parecidas com o fado e sua cozinha inclui porco, proibido aos muçulmanos, o grupo dominante no país. Os malaio-portugueses já sobreviveram como pescadores pobres, mas hoje estão integrados à economia emergente do país: o CEO da Air Asia, maior companhia aérea da Malásia, chama-se Anthony Francis Fernandes.

O que eram as especiarias?


Especiarias são temperos secos, que podiam ser transportados de navio ou caravana por meses sem perder o sabor. Algumas eram conhecidas desde a Antiguidade, através de rotas comerciais que ligavam Egito, Grécia e Roma aos impérios da Índia e China. Com a queda do Império Romano, os europeus tiveram que se conformar com as ervas locais. Além da culinária e perfumaria, as especiarias eram usadas na medicina - durante a epidemia de peste bubônica (1340-1400), médicos acreditavam que uma máscara com flores, perfumes e especiarias tornaria o usuário imune à doença. A partir do século 8, as conquistas islâmicas na península Ibérica e também na Sicília reintroduziram as especiarias na Europa. Quando Jerusalém foi capturada na 1ª Cruzada (1099), nobres europeus de países do norte, que lutavam nos exércitos cristãos, acabaram tomando contato com os temperos, bem conhecidos no mundo islâmico. A partir de então, rotas comerciais começaram a suprir a Europa - mercadores asiáticos levavam as especiarias de navio, da Índia, até suas terras, pelo mar Vermelho, ou por terra, em caravanas cruzando o centro da Ásia até o mar Negro. Mercadores venezianos e genoveses compravam as especiarias em portos árabes, gregos ou turcos e as distribuíam pela Europa. Em 1453, Constantinopla foi capturada pelos turcos do Império Otomano, que continuaram a se expandir ao sul, tomando terras árabes, e tornando-se, assim, um intermediário monopolista para as rotas. Os turcos cobravam impostos exorbitantes sobre as especiarias, levando seu preço às alturas. Isso incentivou portugueses e espanhóis a buscar uma rota alternativa para o Oriente.

Pimenta-do-reino

Especiaria conhecida desde os tempos greco-romanos, perdeu importância com a descoberta da pimenta americana (Capsicum annuum), com a qual não tem parentesco
Nome científico Piper nigrum
Região Índia
Canela
Conhecida desde o Egito antigo e citada na Bíblia, era a especiaria mais comum e barata
Nomes científicos Cinnamomum zeylanicun, Cinnamomum aromaticus
Região Sri Lanka (zeylanicum), China (aromaticus)

Cravo
Extremamente valorizado, o cravo era usado em temperos, incensos, perfumes e até para o tratamento da dor de dente (para o que, de fato, funciona).

Nome científico Syzygium aromaticum
Região Molucas
Noz-moscada
A noz-moscada é a semente de uma fruta parecida com o pêssego. Duas especiarias derivam dela: a noz em si e o macis, tempero vermelho da casca da noz.
Nome científico Myristica fragrans
Região Molucas
Saiba mais
Livro
Os Portugueses na Malásia, Geraldo Affonso Muzzi, Edições Vercial, 2002


FONTE
REVISTA SADOL
FOTOS ILUSTRATIVAS


FONTE
www.superinteressante.com/
FOTOS ILUSTRATIVAS

LITERATURA - A CRIANÇA e o PERCADOR.

Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe:
Que tamanho tem o universo?
Acariciando a cabeça da criança,ele olhou para o infinito e respondeu:
O universo tem o tamanho do seu mundo.
Perturbada, ela novamente indagou:
Que tamanho tem meu mundo?
O pensador respondeu:
Tem o tamanho dos seus sonhos. Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita,sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.
Os sonhos regam a existência com sentido.
Se seus sonhos são frágeis, sua comida não terá sabor, suas primaveras não terão flores, suas manhãs não terão orvalho, sua emoção não terá romances.
A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, faz dos idosos, jovens, e a ausência deles transforma milionários em mendigos faz dos jovens idosos.
Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.
Sonhe!
É por isso que há pessoas...
Que querem ser bonitas para chamar a atenção...
Outras desejam a inteligência para serem admiradas...
Mas há algumas que procuram cultivar a Alma e os Sentimentos.
Essas alcançam a admiração de todos, porque além de belas e inteligentes tornam-se realmente
PESSOAS!



FONTE
FOTOS ILUSTRATIVAS

domingo, 26 de agosto de 2012

ACERTAR e ERRAR.


Na vida não precisamos acertar sempre, Mas a cada dia errar menos.
E é necessário que a cada erro, Aprendamos o máximo possível.
Para que esses erros tornem-se experiências aproveitáveis,
Das quais precisaremos no futuro, para não cometer os mesmo erros.
Mesmo sabendo que muitas dessas experiências machucam,
Nos trazem lembranças que fazem sofrer,
E que preferimos esquecer.
Ainda assim, temos que ter consciência que devemos aproveitá-las
Para a cada dia errarmos menos e acertamos mais.
Porque a vida é assim, cheia de surpresa
E precisamos aprender a conviver com ela.
Caso contrário, não conseguiremos ser alguém,
E certamente não estamos aqui por acaso,
Sem razão, á toa, sem um objetivo à conquistar.
Estamos em busca de um espaço,
Para deixarmos de ser mais um neste mundo.
Por isso temos obrigação de aprender
A viver e conviver com a realidade.
Tendo consciência de que em nossas mãos
Está o nosso futuro.
Dependendo principalmente do que somos no presente,
O que seremos neste futuro bem próximo.
Precisamos ter em mente algo muito importante:
Que devemos ser sempre nós mesmos,
Respeitando ao nosso próximo como a si próprio.
Quando vermos que isto está acontecendo,
Então sentiremos que nossos erros tornaram-se experiências.
E que isso, é como um sinal de nosso amadurecimento.
Ou seja, que deixamos de ser crianças
E passamos a ser adultos,
Não no físico e sim no mental.



FONTE
FOTOS ILUSTRATIVAS


Saiba quem foi que espalhou a primeira pandemia de peste bubônica na Europa.

O imperador bizantino Justiniano sonhou reviver o período clássico ao reconquistar Roma, mas seus exércitos podem ter espalhado uma praga que matou metade dos europeus

Texto Lidiane Aires | 25/07/2012 17h08
A Europa andava mal das pernas em 540. Ainda era o início da Alta Idade Média, também chamada de Idade das Trevas, que havia começado em 476, com a queda do Império Romano do Ocidente - e duraria até por volta do ano 1000 -, período marcado pelo abandono das cidades, estagnação da economia e miséria da população. A guerra varria o continente por causa da campanha do imperador bizantino, Justiniano, numa tentativa de restaurar o Império Romano do Ocidente (veja quadro). Foi nessa época dura que os europeus tiveram de enfrentar a primeira pandemia da história.


Foi a chamada Praga de Justiniano, a primeira epidemia de peste bubônica, que voltaria a assolar a Europa séculos depois, entre 1346 e 1352. Transmitida por pulgas de ratos infectados, vindos dos navios, a praga surgiu no Egito, passou pelo Oriente Médio e chegou à capital do Império Bizantino, Constantinopla, em 540, matando 5 mil moradores por dia, e eliminando metade da população (estimada entre 500 mil e 1 milhão de pessoas) da cidade. A doença se espalhou também pela Síria, Europa e Ásia Menor (atual Turquia). Meio século depois, haviam morrido em decorrência da doença entre 25 e 100 milhões de pessoas. "É difícil precisar dados estatísticos, mas é possível afirmar que 40% da população de toda a área mediterrânea foi dizimada por volta do ano 600", afirma Celso Taveira, doutor em história bizantina e professor da Universidade Federal de Ouro Preto. A peste bubônica, que mais tarde ficou conhecida como peste negra, ataca os nódulos linfáticos, localizados em axilas, virilhas e pescoço, que incham e formam enormes bolhas de pus. As extremidades do corpo são atacadas por necrose, o que dava aos infectados uma aparência aterradora, algo como mortos-vivos.
Soldado invisível

Devido à sua mobilidade, as tropas justinianas podem ter ajudado a propagar a doença, mas foram também extremamente afetadas por ela. O exército foi assolado pela praga e até o próprio imperador contraiu a doença, mas sobreviveu. O impacto na população europeia e, consequentemente, nas guerras travadas por Justiniano se deu de várias formas. Constantinopla chegou a ser fechada e a entrada de navios foi proibida, fazendo com que as pessoas passassem a morrer de fome. Em questões militares, com a falta de pessoal para as batalhas, a situação foi de estagnação e derrotas.

A praga afetou também os persas, que contraíram a doença durante a guerra contra os bizantinos, em 543. Com o enfraquecimento do exército, Justiniano viu-se incapaz de dar continuidade aos combates e foi forçado a firmar um acordo de paz com o rei persa, Cosroes, em 545. Alguns historiadores acreditam que os danos causados aos persas e bizantinos os tornaram vulneráveis às conquistas muçulmanas no século seguinte. Estima-se que a pandemia tenha durado mais de 200 anos. "Não se pode falar de uma epidemia que durou de um período a outro, mas que ela mudava de lugar", afirma Silvia Waisse, professora de história da ciência da PUC-SP. Na pandemia do século 6, nem a imperatriz Teodora escapou. Alguns a culparam, dizendo que a praga era uma punição divina por sua promiscuidade. Não passava pela cabeça dos médicos que pulgas, ratos e organismos invisíveis pudessem causar o mal. "A noção de que havia alguma coisa que se transmitia só se estabeleceu no final do século 15", diz Silvia.

O (quase) retorno do Império Romano
Em 285, tentando organizar o caos administrativo do decadente Estado romano, o imperador Diocleciano dividiu o Império em duas partes, Ocidente e Oriente. Roma - e, com isso, o Império Romano do Ocidente - caiu nas mãos dos bárbaros em 476, mas a parte oriental sobreviveu. A capital, na cidade de Constantinopla, foi chamada de Bizâncio até 330 - daí o nome Império Bizantino, que, aliás, não era usado pelos bizantinos. Para eles era Império Romano e ponto, mesmo depois de mudarem a língua oficial para o grego, em 620.

A peste foi um imenso revés na campanha de Justiniano para restaurar o Império Romano às suas antigas fronteiras. Iniciada em 527, e contando com generais legendários, como Belisário e Narses, Justiniano retomaria dos bárbaros toda a Itália, norte da África e parte da península Ibérica. No entanto, pelo impacto brutal da doença, e problemas políticos e econômicos, a reunificação de Roma seria efêmera. A Itália seria perdida para os lombardos em 568, meros 3 anos após a morte de Justiniano, e o Império Romano do Oriente sofreria grandes derrotas para os povos islâmicos a partir do século 8, até a queda de Constantinopla para os turcos otomanos, em 1453. Os gregos viveram sob domínio otomano até 1822, quando declararam independência e iniciaram uma guerra contra os turcos com o apoio de países europeus.


FONTE:

Saiba mais

LIVRO 

The Secret History of the Court of Justinian & The Persian War, Procopius, www.gutenberg.org/ebooks/12916

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O Aquecimento Global!


Ondas de calor inéditas. Furacões avassaladores. Secas intermináveis onde antes havia água em abundância. Enchentes devastadoras. Extinção de espécies de animais e plantas. Incêndios florestais. Derretimento dos pólos. E todo o azar de desastres naturais que fogem do controle humano. Estamos falando nada mais, nada menos, que do aquecimento global.
Um dos principais fatores para tal aquecimento é o efeito estufa.O efeito estufa ou efeito de estufa é um processo que ocorre quando uma parte da radiação solar refletida pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera. Como consequência disso, o calor fica retido, não sendo libertado para o espaço. O efeito estufa dentro de uma determinada faixa é de vital importância pois, sem ele, a vida como a conhecemos não poderia existir. Serve para manter o planeta aquecido, e assim, garantir a manutenção da vida. O aumento do efeito estufa, os aerossóis e os buracos na camada de ozônio provocam o aquecimento de todo o globo. Nos últimos dez anos tem aumentado 0,6ºC a temperatura média e tem previsão de aumentar 1ºC a cada 10 anos. A disposição dos aerossóis, fazem diminuir ao extremo as temperaturas da Europa e norte da América e esquentar exageradamente nos pólos.
Não há dúvidas sobre a crescente subida da temperatura média global,diversas pesquisas confirmam. Conforme cientistas do Painel Intergovernamental em Mudança do Clima (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), o século XX foi o mais quente dos últimos cinco, com aumento de temperatura média entre 0,3°C e 0,6°.
Os sinais do aquecimento do planeta não são produtos de modelos de computador, mas de medições por instrumentos precisos. Entre as mais concretas estão as medições feitas por satélites e por sondas flutuantes nos oceanos, que fornecem dados em tempo real, segundo a segundo. São consideradas também as medições menos diretas, como a que detecta a espessura e a extensão do chamado "permafrost", o terreno eternamente congelado no Círculo Polar Ártico. Até as flutuações de cores nas auroras boreais fornecem dados sobre a temperatura da Terra. O interessante é que todas as medições, diretas e indiretas, apontam para o aquecimento, sem discrepâncias.
Uma das conseqüências desse aquecimento e o derretimento da camada de gelo no ártico, no sul e as geleiras das cordilheiras geladas. Os pólos já diminuíram consideravelmente suas áreas, prejudicando a sobrevivência das espécies, diminuindo o resfriamento das correntes marinhas e provocando a acidificação do oceano. O descolamento de enormes blocos de gelo tem prejudicado inclusive a navegação, pois sendo o gelo mais denso a maior parte fica submersa, podendo provocar acidentes de navegação. A acidificação do oceano está prejudicando a cristalização da carapaça dos moluscos das encostas geladas e com isso facilitando a eliminação das espécies pelos predadores. Quebrando a primeira fase da cadeia alimentar da região o que já esta prejudicando inclusive a sobrevivência dos ursos polares.
É bom lembrar que a disponibilidade hídrica do planeta não mudará. A distribuição das chuvas pelo globo é que será alterada. Aumentará a disponibilidade de água em alguns lugares, principalmente nas latitudes médias e nas regiões tropicais úmidas. Quanto às regiões equatoriais, existe muita incerteza. Mas pode-se dizer que haverá mais seca nas regiões áridas e semi-áridas. O fim da água potável pode ocorrer, mas não somente por causa do aquecimento. Está relacionado também à poluição provocada pelo homem e ao aumento de demanda por água, principalmente para a agricultura irrigada.
A preocupação em relação ao Brasil é quanto às queimadas e aos desmatamentos. Esses dois fatores respondem por 75% das emissões de CO2 no país. Se forem consideradas apenas as emissões de CO2 decorrentes da queima de combustíveis fósseis, o Brasil é o 16º maior poluidor do mundo. Mas, se for levada em conta a devastação ambiental, o país salta para a quarta posição.
O que devemos fazer pra tentar salvar nosso planeta?
Primeiramente, nos reeducar, quanto ao consumo de: água, energia, produto que necessitam de muita água para sua geração, consumo de papel e principalmente do consumo de combustível fóssil. Sensibilizar e reeducar outras pessoas, esclarecendo do que está acontecendo com o planeta. Temos que gerenciar melhor o lixo tanto doméstico quanto o urbano, industrial, para diminuirmos a emissão do gás metano. Projetarmos e executarmos ações de preservação das matas nativas e reflorestar, principalmente as nascentes e mata ciliar, para garantirmos água e preservar os corredores da fauna. Reclamamos quando vemos o desmatamento da Amazônia, mas somos 190.000.000 de brasileiros e poucos se lembram de plantar novas árvores, seja num bosque ou nos fundos de nossas casas. Realmente precisamos reeducar quanto a preservação, adotando em todas as nossas atividades um modo sustentável.
CURIOSIDADES!
· 750 bilhões de toneladas. É o total de CO2 na atmosfera hoje.
· 2050. Cientistas calculam que, quando chegarmos a esse ano, milhões de pessoas que vivam em deltas de rios serão removidas, caso seja mantido o ritmo atual de aquecimento.
· A calota polar irá desaparecer por completo dentro de 100 anos, de acordo com estudos publicados pela National Sachetimes de Nova Iorque em julho de 2005, isso irá provocar o fim das correntes marítimas no oceano atlântico, o que fará que o clima fique mais frio, é a grande contradição de aquecendo esfria.
· O clima ficará mais frio apenas no hemisfério norte, quanto ao resto do mundo a temperatura média subirá e os padrões de secas e chuvas serão alterados em todo o planeta.








FONTE
www.superinteressante.com/
FOTOS ILUSTRATIVAS


BELAS IMAGENS. VEJA:




















FONTE:
GOOGLE.COM