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PENSE NISSO:

PENSE NISSO:

quarta-feira, 20 de março de 2013

ALCA E O BRASIL.


Introdução
Recentemente, tem-se intensificado o debate a respeito da adesão ou não do Brasil à Área de Livre Comércio das Américas (Alca).
Muitas questões são levantadas, principalmente aquelas relativas aos interesses dos EUA e, em especial, aos interesses da classe empresarial brasileira. Será a Alca positiva ou negativa para o Brasil? As opiniões são muitas e divergentes.
Com efeito, o objetivo deste trabalho é apresentar os princípios, objetivos e um breve histórico do que já foi debatido sobre a Alca, dando ênfase às potenciais vantagens e desvantagens para a economia brasileira.
Alca: Histórico, Estrutura Organizacional e Principais Objetivos
Em dezembro de 1994, foi firmada a proposta dos Estados Unidos da América para formar uma área de livre comércio entre as Américas. Isto ocorreu na Reunião da 1ª Cúpula das Américas, em Miami – EUA, a que compareceram representantes dos 34 países-membros.
Nessa reunião foram assinados a Declaração de Princípios e o Plano de Ação das Negociações, além de serem traçados os principais objetivos do acordo, que são:
Eliminar, gradativamente, todas as barreiras alfandegárias (barreiras: tarifárias, não-tarifárias, fitossanitárias, etc.)
Gerar a oportunidade de integração econômica entre os povos das Américas
Propiciar maior abertura dos mercados exportadores e, assim, gerar maior competitividade.
Em 2005, acontecerá a 4ª Reunião de Cúpula das Américas , na Argentina, na qual Brasil e EUA, presidindo conjuntamente a Alca nesse período, apresentarão as propostas finais e formalizarão o acordo final das negociações entre os 34 países-membros.
Estrutura Organizacional da Alca
Existe uma série de órgãos que administram, controlam e medeiam as negociações, porém serão apresentados os três mais importantes:
I. Presidência – É exercida por um país a cada 18 meses. Tem a função de mediar as negociações comerciais entre os países. Ao final desse período, acontece a Reunião Ministerial do Comércio, em que o país presidente apresenta as metas concluídas e passa o cargo a outro país.
O rodízio de presidência, do local das negociações e da responsabilidade dos vários grupos de negociações serve para assegurar ampla representação geográfica dos países participantes. Os países designados para a presidência da Alca, escolhidos durante a 1ª Cúpula, foram Canadá, Argentina, Equador e Brasil / EUA 4.
II. Comitê de Negociações Comerciais – É o responsável pela supervisão dos diversos grupos de negociações (GNs) existentes. Esses grupos também são modificados a cada 18 meses.
III. Comitê Tripartite – Proporciona assistência técnica aos grupos de negociações, atende aos GNs através de consultas específicas, prepara estudos, seminários e palestras e financia a secretaria administrativa da Alca, que fornece apoio logístico às negociações.
O comitê é formado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL) e pela Organização dos Estados Americanos (OEA).
Antecedentes do Processo
Embora o acordo inicial da Alca tenha sido firmado em 1994, George Bush anunciou publicamente, em junho de 1990, novo tipo de acordo para as Américas, centrado no comércio de investimentos, para formar uma zona de livre comércio continental, a partir das transformações econômicas e políticas que ocorriam na região, com base no Consenso de Washington.
Princípios Gerais da Alca
Os princípios gerais que guiam as negociações são os seguintes:
As decisões no processo negociador da Alca serão tomadas por consenso.
As negociações serão conduzidas de forma transparente para assegurar vantagens mútuas e maiores benefícios para todos os participantes da Alca.
O acordo da Alca será congruente com as regras e disciplinas da OMC. Para tanto, os países participantes reiteram seu compromisso com as regras e disciplinas multilaterais, em particular com o Artigo XXIV do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT) de 1994 e seu entendimento da Rodada Uruguai e com o Artigo V do Acordo Geral Comércio de Serviços (GATS).
A Alca deverá incorporar melhorias às regras e disciplinas da OMC, quando possível e apropriado, tomando em conta todas as implicações dos direitos e obrigações dos países como membros da OMC.
As negociações iniciar-se-ão simultaneamente em todas as áreas temáticas. O início, a condução e o resultado das negociações da Alca deverão ser tratados como partes de um empreendimento único (single undertaking) que incorporará os direitos e obrigações mutuamente acordados.
A Alca poderá coexistir com acordos bilaterais e sub-regionais, desde que os direitos e obrigações assumidos ao amparo destes não estejam cobertos pelos direitos e obrigações da Alca, ou os ultrapassem.
Os países poderão negociar e aceitar as obrigações da Alca individualmente ou como um grupo de integração sub-regional que negocie como uma unidade.
Deve-se dar atenção especial às necessidades, condições econômicas e oportunidades das economias menores, com o objetivo de garantir sua plena participação no processo da Alca.
Os direitos e obrigações da Alca deverão ser comuns a todos os países. Na negociação das várias áreas temáticas, pode-se incluir, numa base de caso, medidas como assistência técnica em áreas específicas e períodos mais longos para a implementação das obrigações, a fim de facilitar o ajuste das economias menores e a plena participação de todos os países-membros.
As medidas que se acordem para facilitar a participação das economias menores no processo da Alca deverão ser transparentes, simples e de fácil aplicação, reconhecendo-se o grau de heterogeneidade daquelas economias.
Todos os países devem assegurar que as leis, regulamentos e procedimentos administrativos estão em conformidade com suas obrigações assumidas no acordo da Alca.
Objetivos Gerais
Para assegurar a plena participação de todos os países-membros, seus diferentes níveis de desenvolvimento devem ser levados em conta.
Os objetivos gerais das negociações são:
Promover a prosperidade mediante crescente integração econômica e livre comércio entre os países do hemisfério como fatores-chave para elevar o nível de vida, melhorar as condições de trabalho dos povos das Américas e melhor proteger o meio ambiente.
Estabelecer uma área de livre comércio em que serão progressivamente eliminadas as barreiras ao comércio de bens de serviço e ao investimento, concluindo as negociações em 2005 e alcançando progressos concretos para realizar esse objetivo.
Maximizar a abertura de mercados mediante altos níveis de disciplina por meio de um acordo equilibrado e abrangente.
Propiciar oportunidades para facilitar a integração das economias menores no processo da Alca, de maneira a concretizar suas oportunidades e aumentar seu nível de desenvolvimento.
Buscar fazer com que nossas políticas de liberalização comercial e ambiental se oponham mutuamente, tomando em conta o trabalho empreendido pela OMC e outras organizações internacionais.
Assegurar, conforme as nossas respectivas leis e regulamentos, a observância e a promoção dos direitos trabalhistas, renovando nosso compromisso de respeitar as normas trabalhistas fundamentais e tomando em conta que a Organização Internacional do Trabalho é a entidade competente para estabelecer essas normas e delas ocupar-se.
Alca como Extensão do Nafta: O Problema das Assimetrias
A Alca pretende colocar em igualdade, em suas negociações, 34 países de economias absolutamente assimétricas. Enquanto os Estados Unidos respondem por 76,2% do PIB da área, o Brasil, por sua vez, apenas por 7,4%, ou seja, dez vezes menos. Isso sem falar nas diferenças de níveis educacionais e técnico-científicas entre EUA e Canadá e os demais países, bem como de renda e, consequentemente, de alimentação e saúde, que impedem o desenvolvimento de qualquer competitividade justa.
Se a Alca vier a ser implementada, será um processo avassalador, com o risco de ser apenas uma extensão do Nafta ao restante do continente. A assimetria nas negociações da Alca fica evidente quando se compara o PIB, o PIB per capita, as taxas de juros, a participação, no comércio do continente, dos Estados Unidos e do Nafta com os países do hemisfério.
Um balanço dos rascunhos do acordo da Alca, divulgado após a campanha liderada pela Aliança Social Continental, mostra que, mais uma vez, as corporações multinacionais estão sendo atendidas. Embora boa parte dos textos esteja entre colchetes, indicando que ainda há um considerável desacordo entre as partes, já se percebe que a Alca poderá vir a ser uma cópia do Nafta não apenas nos investimentos mas também em vários outros temas.
Tabela 1 – Alca: Indicadores Gerais dos Países e Regiões em 1998
País/RegiãoPopulação (Mil)PIB (US$ bilhões)Partic. PIB total (%)PIB Per capta (U$)Exportações (U$ bilhões)Part. Exportação (%)
Nafta407.1948.852,0085,321.739,001.014,8086,9
EUA275.5637.903,0076,229.240,00683,0058,5
A. Latina381.5471.398,8013,53.587,00255,0021,8
Mercosul218.7351.087,1010,54.969,0080,006,8
Brasil172.860767,607,44.630,0051,004,4
A Alca é favorável para o Brasil?
O próximo gráfico – elaborado a partir de dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) – apresenta o resultado do questionamento à classe empresarial se a Alca será favorável para o Brasil 5. Trata-se de uma sondagem sobre a Alca realizada entre os 45 conselheiros (diretores executivos de grandes indústrias nacionais) do instituto, nos meses março e abril do ano de 2002.
Alca
Perspectivas da Alca para a Economia Brasileira
Como se pode observar, a grande maioria dos conselheiros acredita que a Alca venha a favorecer o Brasil, fato revelado no percentual de apenas 9% de respostas “não” à indagação: “A Alca favorecerá o Brasil?”. Por outro lado, podemos analisar que o baixo percentual de respostas “sim” (19%) e a elevada proporção de respostas” sim com restrições” (72%) revelam que esse favorecimento é condicionado ao desenvolvimento das negociações.
Segundo os conselheiros que votaram “sim com restrições”, o acordo da Alca deve incluir a remoção de subsídios à produção local e a remoção das barreiras tarifárias e não-tarifárias às importações / exportações, porque esses dois fatores juntos impedem a entrada de grande parte dos produtos brasileiros em mercados internacionais, como é o caso dos EUA, que criaram uma medida de barreira não-tarifária para impedir a entrada de aço brasileiro em seu território, pois sabem que a nossa produção de aço é de superior qualidade e competitividade.
Vantagens e Desvantagens
Vantagens:
Efetivo acesso dos produtos brasileiros aos mercados dos países-membros da ALCA.
Propiciação de um mecanismo adequado para resolução de conflitos com os países dessas regiões.
Negociação de um consciente cronograma de liberalização das importações e uma lista de produtos sensíveis, além de adequadas regras de origem e salvaguardas por perdas de margens de preferência dos produtos brasileiros em mercados sul-americanos.
Desvantagens:
Existência dos condicionantes internos, como defeitos de funcionamento de mercados domésticos e estruturas internas que retiram a competitividade do produto de fabricação nacional. (A remoção desses condicionantes também é condição básica para que a Alca favoreça o País).
Falta de competitividade devido às barreiras alfandegárias, como as tarifárias, não-tarifárias, fitossanitárias impostas pelos EUA.
Análise dos Setores
As observações do gráfico a seguir não levam em conta as diferenças setoriais, que devem ser consideradas em um processo de negociação. A sondagem também indagou sobre características dos setores das empresas às quais pertencem os conselheiros do IEDI. Em geral, eles têm amplo conhecimento dos setores de suas empresas e muitos deles foram ou são dirigentes de associações setoriais ou federações industriais, de forma que se trata de opiniões capazes de refletir e resumir as tendências setoriais.
Alca
Prazo para a liberação das importações
Análise de Mercados: A Avaliação da Competividade
A avaliação dos empresários sobre a competitividade da economia brasileira não é boa: para 70%, a economia é pouco competitiva; para 10%, não é competitiva; para 17%, é competitiva e para 3%, é muito competitiva.
Cabe notar que é oposta a avaliação dos empresários sobre a sua própria empresa. Aqui, 84% deles as consideram competitivas ? 77% competitivas e 7% muito competitivas.
Esse resultado comporta duas interpretações: primeiro, o fato de que atribuem a principal fonte de não-competitividade da economia a fatores externos à empresa, ou seja, fora do “chão de fábrica” e da organização empresarial, como as já assinaladas distorções em certos mercados e estruturas.
Em outras palavras, os mais importantes fatores que diminuem a competitividade na economia brasileira são de ordem “sistêmica” e não produtiva ou empresarial.
Trata-se do “custo Brasil”. Segundo, o resultado reflete a avaliação de que a empresa industrial nacional de maior porte, que predomina entre as empresas às quais pertencem os Conselheiros do IEDI, obteve níveis elevados de competitividade ao longo dos anos 90, níveis esses que não foram acompanhados por correspondente progressão em outros segmentos da economia (microempresas, ramos do setor serviços e infra-estrutura, por exemplo), nem encontram correspondência em certos sistemas (como o sistema tributário).
Competitividade das Empresas frente a ALCA
Alca
As principais conclusões podem ser assim resumidas:
O único setor (dentre os setores representados no IEDI) considerado “muito competitivo” é agronegócio. Diversos outros setores foram considerados “competitivos”.
Os setores “não-competitivos” são bens de capital e componentes eletrônicos, sendo que 9 outros setores foram considerados “pouco competitivos”.
A maioria dos setores (15 em um total de 23) apresenta capacidade de ampliar exportações no caso da abertura de mercados a partir da ALCA.
Os setores que não teriam essa capacitação são: alimentos, bens de capital, brinquedos, cosméticos, material de construção, móveis de escritório, química, software e Informática.
Onze setores não estão preparados para a concorrência de importações no caso de a negociação da ALCA resultar em imediata queda de tarifas de importação.
Esses seriam os setores “sensíveis”: armamento, bens de capital, brinquedos, componentes eletrônicos, construção civil, eletrônica de consumo, móveis de escritório, papel e celulose, química, software , informática e têxtil.
Bens de capital, brinquedos, componentes eletrônicos, eletrônica de consumo, papel e celulose e química necessitam de prazo mais longo (mais de 5 anos) para a completa abertura de importações.
Prazos curtos seriam suficientes para: cervejas, refrigerantes, siderurgia (menos de 1 ano), agronegócio, autopeças, embalagem, metalurgia e vestuário (1 a 2 anos).
Mudanças na Política Interna
Na hipótese de uma favorável negociação que amplie o acesso a mercados de produtos brasileiros e estabeleça um cronograma de liberalização das importações adequado às características setoriais já assinaladas, ainda assim existem condições de ordem interna ou doméstica que devem ser respeitadas para que a ALCA favoreça o país. Os conselheiros do IEDI foram indagados sobre o que seria “muito importante” fazer internamente, tendo em vista a perspectiva da ALCA.
Por tudo o que já foi comentado, o item mais destacado nas respostas foi reforma tributária, mas muitos outros foram assinalados com percentuais superiores a 70%, como mostra o gráfico a seguir. Cabe chamar a atenção para essa lista de ações que pode servir como uma primeira agenda ou um roteiro preliminar de ações dos setores público e privado como medidas internas preparatórias para a ALCA.
Por ordem de prioridade, deveriam ser executadas as seguintes políticas: reforma tributária, competitividade, cujo instrumento fundamental seria a redução do custo de capital, educação, harmonização na regulação, infra-estrutura e adequação dos mercados financeiros.
As políticas abaixo deveriam ser complementadas por outras, vinculadas estritamente a ações empresariais, internas ou externas, que também se fazem necessárias para que as empresas brasileiras mantenham ou ampliem seus mercados externos e tenham capacidade de defender sua participação no mercado local diante da concorrência de importações.
A questão central é negociar o melhor acordo, fazendo valer o peso relevante da economia brasileira, obtendo concessões que, sem a ALCA, nunca acontecerão. Pois se acredita que a ALCA fará o Brasil reformar suas instituições, distribuir melhor a renda e melhorar a educação.
Ética e responsabilidade social corporativa
Deve ser melhorada a política de ética e responsabilidade social corporativa.
Adequação dos mercados financeiros
Os mercados financeiros tem de ser regidos por normas que levem a uma adequação da competitividade brasileira em relação aos países participantes da ALCA.
Infra-estrutura
Para reduzir o custo de logística.
Harmonização na Regulamentação
Normas técnicas e regulação dos mercados.
Educação
Com efeitos amplos e relevantes na produtividade, nos salários e na capacitação tecnológica.
Políticas de competitividade
O instrumento geral é a redução do custo de capital, mas se deve atentar para as características e necessidade dos diversos setores da economia.
Harmonização / Reforma Tributária
Para desonerar o investimento e a exportação, e assegurar isonomia tributária à produção nacional relativamente ao produto importado.
Conclusão
As visões sobre as perspectivas do Brasil na Alca são distintas.
Para o ex-Chanceler Luiz Felipe Lampréia, responsável pela política externa brasileira em boa parte do governo Fernando Henrique Cardoso, o Brasil tem melhores condições de se inserir na Alca, porque alguns setores prepararam-se adequadamente para a competitividade, tais como brinquedos, calçados e outros, enquanto a modernização de portos e rodovias contribuiria para reduzir desvantagens que os empreendimentos nacionais apresentam na concorrência.
Já o Embaixador Samuel Guimarães defende a tese de que a Alca irá eliminar qualquer possibilidade de se criar uma estratégia desenvolvimentista nacional. Considera que não é possível a eliminação da rede protecionista do mercado norte-americano a partir da Alca, pois há um encadeamento entre interesses políticos e atividade econômica que torna quase impossível romper com a relação entre os setores da economia dos EUA e a sua representatividade no congresso.
Os empresários, representados pela pesquisa do IEDI, conforme visto, têm uma visão otimista do impacto da ALCA para as empresas brasileiras, porém com restrições, pois dependerá do desenvolvimento das negociações.
A despeito das preferências, é essencial que o Brasil especifique suas prioridades internas, estabeleça estratégia externa, amplie ocupação de espaços e, mais do que tudo, implemente estratégias exeqüíveis. A Alca deve ser internalizada nesse ambiente político, porque, certamente, guiará o caminho à frente de quantos estejam interessados em projetar o futuro da América Latina.
Alexsander James
Eldrin Santos
Francisco Fernandes
Lidiane Guedes
Marcelle Rosadas
Sérgio Andrade
BIBLIOGRAFIA
GARCIA, Armando Álvares Júnior – ALCA;
GONÇALVES, Reinaldo. Alca e Mercosul – Fatos e Visões. Estudos em Comércio Exterior, vol. II nº 1 – jul/dez 1999 (ISSN: 1413-7976);
GUIMARÃES, Samuel Pinheiro. ALCA e Mercosul: riscos e oportunidades para o Brasil. Brasília, D.F. IPRI, 1999.
GURGEL, A Costa, Bitencourt, Mayra B. e Teixeira, Erly C. Impactos dos Acordos de Liberalização Comercial da Alca e Mercoeuro sobre os Países Membros. Revista Brasileira de Economia (FGV): abr. /jun. 2002;
IEDI – Sondagem entre os Conselheiros do IEDI – Trabalho conjunto da Consultoria AT Kearney e Amcham – SP, FTAA/ALCA Survey Results – 2002;
INTERNET – http://www.ftaa-Alca.org acesso em 23/10/2002 às 20h 43min
INTERNET - http://www.iedi.org.br acesso em 15/10/2001 às 14h00
INTERNET– http://www.geocities.com/waldonbz/Alca.html acesso em 24/10/2002 às 20h 50min
JAKOBSEN, Kjeld, MARTINS, Renato. ALCA;
Jornal Gazeta Mercantil – cad. Comércio Exterior (07/10/2002);
Jornal Gazeta Mercantil. O Brasil fora da Alca? 11 de dez. de 2001;
RIOS, Sandra Maria C. Polônia. Impacto da ALCA na agenda externa brasileira. IPEA - Diretoria de Estudos Macroeconômicos, Rio de Janeiro: 2001.
Fonte: www.mackenzie.br
Alca


Acordo de Livre Comércio das Américas

Alca
Inttrodução
O trabalho possui alguns esclarecimentos sobre a ALCA, por exemplo o lado positivo e o lado negativo da união das Américas, as conseqüências que o Brasil sofrerá, tanto positivas, quanto negativas e também o conflito Brasil X EUA, mostrando que o Brasil estava com um pé atrás, quando surgiu a proposta para a criação da ALCA.
Conteúdo
O processo de criação da Alca foi desencadeado na Cúpula das Américas realizada em Miami em 1994. A Alca será um bloco econômico que deverá estar organizado até o ano de 2005, e terá a participação de 34 países das Américas do Sul, Central e Norte, com exceção apenas de Cuba, o que engloba uma população estimada em 758 milhões de habitantes e tem a expectativa de um PIB de 9,3 trilhões de dólares, formando assim o maior e mais importante bloco econômico, A exclusão de Cuba das articulações, revela a força desproporcional dos Estados Unidos no grupo, motivo de preocupações de outros parceiros.
A Alca é idéia de Washington e representa uma reação norte-americana á constituição de outros blocos econômicos de dimensões gigantescas, como a União Européia. Através deste novo bloco econômico, as barreiras que formam o continente americano serão derrubadas, produtos e serviços fluirão pelo continente sem restrições e sem impostos, fazendo com que haja uma redução nos preços destes produtos e serviços.
Lado positivo e negativo da criação da Alca
Positivo:
A criação da Alca pode abrir para as micro e pequenas empresas um mercado cujo PIB é nada menos do que USS 9,3 trilhões.
A Alca favorecerá parcerias internacionais que facilitarão a incorporação de novas tecnologias e, conseqüentemente, o acesso das micro e pequenas empresas a novos mercados.
A queda das barreiras no continente representará também a liberdade para circulação de fatores de produção.
Negativo:
As diferenças existentes entre as economias do continente são um grande obstáculo ao aprofundamento das relações comerciais. Se a Alca fosse criada hoje, provavelmente poucas empresas, sobretudo as menores, seriam capazes de sobreviver à concorrência de gigantes como os EUA e Canadá.
O tamanho das empresas nos países industrialmente mais adiantados e os diferentes padrões de qualidade e produtividade frustram as possibilidades de acesso das pequenas empresas brasileiras ao mercado internacional.
Os empresários do setor das pequenas empresas têm pouca experiência com comércio externo, ainda não estão prontos para as rápidas mudanças tecnológicas e desconhecem as normas a acordos internacionais de comercio.
Conseqüências para o Brasil
Vão ganhar com a criação da Alca as dezenas de produtos brasileiros que hoje enfrentam pesadas sobretaxas tarifárias nas suas exportações para os Estados Unidos. O maior beneficiado será o setor agropecuário, cujos principais itens são duramente afetados por sobretaxas cobradas pelos EUA, como o fumo, o café, a soja, a carne bovina e de frango, e principalmente o suco de laranja, que paga um imposto de US$ 477 por tonelada. As negociações da Alca provavelmente incluirão a redução dos subsídios concedidos pelos EUA a seus produtos agrícolas, o que favorecerá ainda mais as exportações brasileiras para mercados dominados pelos americanos.
Os consumidores serão beneficiados principalmente em relação á queda dos preços dos equipamentos eletro-eletrônicos, que pagam até 60% de impostos para entrar no Brasil e em inúmeros produtos made in USA ou Canadá.
Por sua vez, a Alca poderá provocar um efeito terrível para boa parte da população: a queda do emprego provocada pelo fechamento ou encolhimento de indústrias brasileiras despreparadas para enfrentar a concorrência internacional.
Conflitos Brasil X EUA
De inicial, a proposta da Alca foi encarada com desconfiança em Brasília. O governo brasileiro acabou se convencendo de que a integração continental é irreversível e agora se empenha para retardar o inicio da Alca. Esta é uma das principais divergências na implantação do bloco. Outra divergência é em relação ao destino dos atuais blocos sub-regionais. Os países do Mercosul, que decidiram negociar sua participação em conjunto, rejeitam a proposta americana de extinção desses blocos após a Alca.
Conclusão
A integração das Américas pode vir a ser muito positivo para o Brasil, desde que ocorra gradativamente, com a devida preparação da indústria nacional para a eliminação das tarifas alfandegárias e que se faça de maneira compatível com o fortalecimento e a estabilidade de nossa economia.
O Brasil, assim como os demais países do Mercosul devem manter o propósito de negociar em bloco, o que aumenta o seu poder de barganha principalmente em relação aos EUA que vem tentando impor seu poder nas negociações.
Bibliografia
http://www.ftaa.alca.org - Site oficial da ALCA.
Jornal do Brasil
Revista Crea RJ
Fonte: sebastiaoe.dominiotemporario.com

terça-feira, 19 de março de 2013

PÁSCOA É ÉPOCA DE RENASCIMENTO E DE PRESENTEAR COM CHOCOLATE.


O SENTIDO DA PÁSCOA

Páscoa, História, Origem Significado, Símbolos
Páscoa, História, Origem Significado, Símbolos
Páscoa, a mais importante das datas Cristãs, é comemorada em todo o mundo simbolizando o perdão, a alegria, o recomeço, a redenção, a nova vida e o sentido do sacrifício. Para os cristãos, há mais de dois mil anos a Páscoa celebra a Ressurreição de Jesus Cristo. Festeja a passagem de Cristo da morte para a vida e das trevas para a luz.
Como muitos outros rituais do Cristianismo, o período pascal incorpora outro mais antigo: do hebreu Pessach, a Páscoa Judaica é uma comemoração judaica que recorda a passagem dos judeus do Egito até a Terra Prometida - marcada pela travessia do Mar Vermelho – e significa a passagem da escravidão para a liberdade.

CURIOSIDADES

Páscoa, História, Origem Significado, Símbolos
Buona Pasqua, Fouai Hwo Gie Quai Le, Joyeuses Pâques, Kalo Pask, Happy Easter, Vrolyk Pasen e Feliz Pascua são apenas algumas formas de dizer Feliz Páscoa, festa que é sinônimo de feriado, coelho e principalmente chocolate, muito chocolate.
Páscoa é uma das datas móveis do nosso calendário e ocorre 47 dias depois do Carnaval. O dia da Páscoa é o primeiro domingo que ocorre depois da Lua Cheia ou do dia de 21 março (a data do Equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. A Igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 D.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica".
A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e, portanto, a Terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da Quaresma, que começa na Quarta-Feira de Cinzas.
Com essa definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômico. Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa "móvel". De fato, a seqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente a cada 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.

Os símbolos da Páscoa

Páscoa, História, Origem Significado, Símbolos
Os símbolos da Páscoa no mundo são:
1. Cordeiro
Representa o sacrifício do cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo
2. Luzes, velas e fogueiras
Marcas da chama da luz e da esperança
3. Ovos
Simbolizam a nova vida que retorna à natureza
4. Coelhos
Representam a fertilidade, o nascimento e a nova vida.

Páscoa no mundo

China
O “Ching-Ming” é uma festividade que ocorre na mesma época da Páscoa, onde são visitados os túmulos dos ancestrais e feitas oferendas em forma de refeições e doces, para deixá-los satisfeitos com os seus descendentes.
Europa
A tradição é decorar ovos cozidos e fazer brincadeiras como rolá-los ladeira abaixo, onde será o vencedor aquele ovo que rolar mais longe sem quebrar. Nos países da Europa Oriental, as crianças que forem bem comportadas na noite anterior ao Domingo de Páscoa e deixarem um boné em um lugar escondido, ganham do coelho doces e ovos coloridos.
Estados Unidos
As crianças brincam de caça ao ovo. Os ovos cozidos e decorados com tintas são escondidos pelos pais para serem descobertos na manhã de Páscoa. Em algumas cidades, a brincadeira é feita em praça pública.
Brasil e América Latina
O mais comum é as crianças montarem seus próprios ninhos e enchê-los de palha ou papel picado. Os ninhos são deixados para o coelhinho colocar doces e ovinhos na madrugada de Páscoa. A caça ao ovo também é utilizada.
Bélgica e França
Os sinos da igreja não tocam entre a Sexta-feira da Paixão e o Domingo de Páscoa. Uma lenda local diz que os sinos voam para Roma e, quando voltam, deixam cair ovos para todos encontrarem. As crianças fazem ninhos para que o coelho os encham de ovos.
Bulgária
Os ovos cozidos são coloridos após a missa na Quinta-feira Santa e são feitos pães pascais, os kolache ou kozunak. Um pão, decorado com um número ímpar de ovos vermelhos, é levado à igreja na madrugada de sábado para ser abençoado e, depois, presenteado à família. Cada pessoa da família pega um ovo e todos começam a batê-los uns contra os outros. Quem ficar com o ovo inteiro terá um ano de sorte.
Suécia
É semelhante ao Halloween americano. Na Quinta-feira Santa ou na véspera da páscoa, as crianças vestem-se de bruxos, visitam sues vizinhos e deixam um cartão decorado para conseguir doce ou dinheiro.

OVO DE PÁSCOA: PRESENTE DESDE A ANTIGUIDADE

Ao que tudo indica, a comemoração da Páscoa foi inspirada na Antiguidade. No período do paganismo, a primavera era saudada com uma festa para o renascimento da terra, acompanhada de promessas de esperança, saúde e prosperidade.
Calcula-se, ainda, que por volta do século 13 a.C. os chineses celebravam o início dessa mesma estação oferecendo ovos de pata pintados em cores fortes aos parentes e vizinhos. Era a celebração da volta à vida, após o inverno e os longos meses em que a natureza ficava coberta de neve.
Mais tarde este hábito foi adotado por egípcios e persas, que costumavam tingir ovos com cores alegres para presentear os amigos. Os cristãos primitivos da Mesopotâmia foram os primeiros a usar ovos coloridos na Páscoa para representar a alegria da ressurreição e o reconhecimento do sacrifício.
Na época dos czares da Rússia – período anterior à revolução bolchevique –, eles ganharam outro valor. Os imperadores encomendavam ao mais famoso joalheiro da corte, Peter Carl Fabergé, esses objetos que eram feitos de ouro e cunhados com pedras preciosas. A equipe de Fabergé, a mais importante empresa joalheira da Rússia, no começo do século 20, trabalhava ao longo de um ano cada peça que era única.
O surgimento do ovo de chocolate na Páscoa se deu a partir do Séc. XVIII, em meados de 1828, com o desenvolvimento da indústria chocolateira na Inglaterra e a substituição aos ovos duros e pintados que eram escondidos nas ruas e nos jardins para serem caçados.
Foram os confeiteiros franceses que inventaram esse modo atraente de apresentar o chocolate. No início os ovos eram apenas chocolate ao leite. Depois, começaram a surgir os ovos crocantes. Castanhas de caju, amêndoas e avelãs davam um toque especial aos chocolates, deixando-os ainda mais gostosos. Não demorou muito e a iguaria conquistou toda a população européia. De lá, o hábito ganhou o mundo.
O costume de usar estes ovos e bombons como forma de presentear na Páscoa é, entretanto, uma criação do Século XX, como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro como um presente recheado de significados, que é não só gostoso, como altamente nutritivo, um rico complemento e repositor de energia.
Nos países da Europa Oriental, a tradição mais forte ainda segue os costumes da Antiguidade, e os ovos decorados se transformam em presentes para amigos e parentes. Lá a tradição diz que se as crianças forem bem comportadas na noite anterior ao domingo de Páscoa, e deixarem um boné de tecido em um lugar escondido, o coelho deixará doces e ovos coloridos nesses "ninhos".
Nos Estados Unidos, a brincadeira mais tradicional é a "caça ao ovo": ovos de chocolates são escondidos pelo quintal ou pela casa para serem descobertos pelas crianças na manhã de Páscoa. Em algumas cidades, a "caça ao ovo" é um evento da comunidade, e os ovinhos são escondidos em uma praça pública.
A comemoração no Brasil veio com os imigrantes italianos, alemães e poloneses. Aqui, principalmente na região Sul, onde estas influências são mais fortes, as crianças montam seus próprios "cestinhos de Páscoa", cheios de palha ou papel e esperam o coelho deixar os ovinhos durante a madrugada.

COELHINHO DA PÁSCOA

Páscoa, História, Origem Significado, Símbolos
A crença de que o coelho é que traz os ovos de Páscoa pode ter sido originado na Alemanha. Uma lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho trouxera os ovos.
A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.
No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.
Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertilidade que os coelhos possuem e sua facilidade de gerar grandes ninhadas.

BRINCADEIRAS DE PÁSCOA

Além de comprar os ovos que mais chamam a atenção dos filhos, os pais se preocupam em cultivar o encantamento da criança com o espírito da época. Por isso, se sacrificam acordando cedo para esconder os ovinhos, fazem “pegadas” de coelho que acabam sujando a casa toda, tudo para ver o sorriso estampado em seus rostos.
A tradicional caça ao ovo é a brincadeira mais comum. As crianças seguem as patinhas do coelhinho, geralmente feitas com farinha, até o local onde estão os ovos que o coelho da Páscoa trouxe. Outra opção é espalhar pela casa ovos pequenos de chocolate e cenouras para indicar o caminho. Mas, existem outras brincadeiras que os pais podem fazer. Listamos algumas.

Brincadeiras individuais

Jogo da memória
Cortar cartões com desenhos de ovos e coelhos diferentes e brincar de jogo de memória com as crianças.
Fantasia
Vestir as crianças com fantasia de coelhinho. Um detalhe divertido é fazer uma pintura com tinta vermelha específica para pele (de preferência anti-alérgica) para o nariz, lápis preto de maquiagem para os bigodes (três fios de cada lado saindo da boca até o meio do rosto), dente de coelho de plástico e batom vermelho na boca. Orelhas de cartolina ou papel ondulado nas cores branco e rosa, com uma tira fixá-las ao redor da cabeça, completam a fantasia.
Armadilha para o coelhinho
Na noite do Sábado de Aleluia, a criança pode fazer uma "armadilha" para o coelhinho deixando algumas cenouras ao lado de um pote com farinha de trigo. No dia seguinte, ela encontrará as pegadas de farinha do coelho e buscará o esconderijo dos ovos. Para fazer as pegadas é só juntar os dedos da mão, encostar na farinha de trigo e depois no chão, formando as marcas. É bom não esquecer de deixar algumas cenouras mordidas para caracterizar a visita de um coelho faminto durante a noite e mostrar que ele caiu na armadilha preparada.
Ovo de bexiga
A criança pode encher uma bexiga e embrulhá-la em papel celofane para dar a impressão de um ovão de Páscoa e usar para decorar a casa, colocar no ninho do coelhinho ou até mesmo pregar uma peça em alguém.

Brincadeiras em turma

Pintura
As crianças podem expressar sua própria idéia de como é um coelhinho da Páscoa decorando um desenho do animal.
Brincadeira do quantos ovos?
A criança pode imaginar quantos ovos pequenos de chocolate tem uma cesta. Quem acertar ganha todos os ovos.
Ache seu ovo correspondente
Desenhos de ovos e coelhos, cortados pela metade podem ser distribuídos entre as crianças para que encontrem sua metade. Quem encontrar pode partir para uma nova brincadeira.
Corrida com o ovo
As crianças têm que equilibrar ovos em cima de colheres, e correr sem deixar o ovo cair até a chegada para ganhar um prêmio.
Decoração de ovos
As crianças podem pintar ovos de galinha cozidos.
Aula de culinária
A criança poderá ajudar a fazer bombons em formato de coelhinhos, cenouras, e até um bolo de cenoura com cobertura de chocolate.

Músicas do coelhinho da Páscoa

Páscoa, História, Origem Significado, Símbolos

Coelhinho da Páscoa (Letra e música de O. B. Pohlmann )

Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?
Um ovo, dois ovos, três ovos assim!
Um ovo, dois ovos, três ovos assim!
Coelhinho da Páscoa, que cor eles têm?
Azul, amarelo e vermelho também!
Azul, amarelo e vermelho também!
Coelhinho da Páscoa, com quem vais dançar?
Com esta menina que sabe cantar!
Com esta menina que sabe cantar!
Coelhinho maroto, porque vais fugir?
Em todas as casas eu tenho que ir!
Em todas as casas eu tenho que ir!

Coelhinho (Letra e música de Duhilia Madeira)

De olhos vermelhos
De pêlos branquinhos
De pulo bem leve
Eu sou o coelhinho.
Sou muito assustado
Porém sou guloso
Por uma cenoura
Já fico manhoso.
Eu pulo pra frente
Eu pulo pra trás
Dou mil cambalhotas
Sou forte demais.
Comi uma cenoura
Com casca e tudo.
Tão grande ela era...
Fiquei barrigudo!
Fonte: www.abicab.org.br

TRABALHO DOS ALUNOS DA EEF GUSTAVO BARROSO:




Páscoa: PARTE III.


Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
Ainda que todos os domingos do ano sejam destinados pelas igrejas cristãs de todo o mundo à celebração da ressurreição de Cristo (o que é feito por meio da eucaristia), no domingo de Páscoa, esse acontecimento ganha destaque, já que se festeja uma espécie de aniversário da ressurreição.
Páscoa, História, Origem Significado, Símbolos
Animalzinho simpático, se converteu no principal símbolo da Páscoa na América por imigrantes alemães, em 1699. Contava a lenda que o coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa. Hoje, o coelho é considerado pela Igreja Católica como símbolo da fertilidade.
A palavra “Páscoa” vem do hebraico, Pessach.
Páscoa, conhecida também como Passover, é uma das mais importantes festas judaicas, celebrado durante oito dias. Os judeus comemoram o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Esse é um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
Páscoa é uma data móvel, que acontece anualmente entre 22 de março e 25 de abril. Como no Hemisfério Norte esse período coincide com a chegada da primavera, o Pessach também é a festa do início da colheita dos cereais e da chegada da nova estação. Ela é comemorada no primeiro domingo após a lua cheia do equinócio de março. O equinócio é o ponto da órbita da Terra em que se registra uma igual duração do dia e da noite.
Há um modo mais fácil de saber quando é o domingo de Páscoa.
Basta contar 46 dias a partir da quarta-feira de cinzas.
Páscoa cristã é antecedida pela Quaresma, período que dura 40 dias entre a quarta-feira de cinzas e o domingo de Ramos, que acontece uma semana antes da Páscoa.
Os católicos destinam a Quaresma para fazer penitência, como o jejum, com o objetivo de libertar as pessoas dos pecados.
Páscoa, História, Origem Significado, Símbolos
O ovo de chocolate virou tradição no domingo de Páscoa. A foto mostra um ovo gigante feito pelos belgas, um dos maiores já feitos no mundo. Com 8,32 metros de altura, 26 pessoas trabalharam arduamente para transformar 50 mil barras de chocolate nesse ovo de 1.950 kg.
De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther - em inglês, Easter quer dizer Páscoa.
Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.
Estes antigos povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos.
O próprio costume de decorá-los para dar de presente na Páscoa surgiu na Inglaterra, no século X, durante o reinado de Eduardo I (900-924), o qual tinha o hábito de banhar ovos em ouro e ofertá-los para os seus amigos e aliados.
Páscoa, História, Origem Significado, Símbolos
Ovos pintados à mão, antiga tradição da Ucrânia e de outros países europeus
Pintar ovos à mão também é uma tradição que acompanha os ucranianos durante quase toda a sua história. Para eles, receber ovos pintados traz boa sorte, fertilidade, amor e fortuna. Geralmente esses ovos são de galinha, ganso ou codorna e requerem um trabalho artesanal minucioso.
Para saber mais sobre os símbolos e a história da Páscoa, consulte os links e os arquivos para download disponíveis nessa página, no menu ao lado.

Significado dos principais símbolos da Páscoa:

Ovo
Representa vida e a origem do mundo para muitas culturas
Coelhinho da Páscoa
Para os cristãos, o coelho significa a fertilidade
Colomba Pascal
Paz, mas simboliza também a vinda do Espírito Santo
Cruz
Traduz, ao mesmo tempo, sofrimento e ressurreição
Cordeiro
Simboliza Jesus Cristo e representa a aliança entre Deus e o povo
Peixe
Indica renovação e purificação
Círio
Uma grande vela que se acende na "Aleluia" e quer dizer "Cristo, a luz dos Povos"

Como se calcula a data da Páscoa?

Páscoa, por definição, é comemorada no primeiro Domingo após a lua cheia que ocorre após o equinócio vernal (primeiro dia da primavera no Hemisfério Norte), e pode cair entre 22 de março e 25 de abril. As fórmulas exeistentes calculam o que se convencionou chamar de "Cálculo Eclesiático", definido pelo Concílio de Nicea no ano 325 d.C.
O Carnaval acontece 47 dias antes da Páscoa.
Portanto, o Carnaval pode acontecer de 4 de fevereiro a 9 de março.
Já o feriado de Corpus Christi acontece 60 dias depois da Páscoa, ou seja, entre 21 de maio a 24 de junho.
Fonte: www.bibliotecavirtual.sp.gov.br
Páscoa

SIGNIFICADO DA PÁSCOA

Páscoa, História, Origem Significado, Símbolos
Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera.
Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica.
É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.
No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach.
Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.
Nossos amigos de Kidlink nos contaram como se escreve "Feliz Páscoa" em diferentes idiomas.
Assim:
Páscoa, História, Origem Significado, Símbolos
A festa tradicional associa a imagem do coelho, um símbolo de fertilidade, e ovos pintados com cores brilhantes, representando a luz solar, dados como presentes.
A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução.
Como a Páscoa é ressurreição, é renascimento, nada melhor do que coelhos, para simbolizar a fertilidade!

Vamos ver agora como surgiu o chocolate...

Quem sabe o que é "Theobroma"?
Pois este é o nome dado pelos gregos ao "alimento dos deuses", o chocolate. "Theobroma cacao" é o nome científico dessa gostosura chamada chocolate. Quem o batizou assim foi o botânico sueco Linneu, em 1753.
Mas foi com os Maias e os Astecas que essa história toda começou.
O chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal qual o ouro.
Na Europa chegou por volta do século XVI, tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. Vale lembrar que o chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.
Em meados do século XVI, acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, o chocolate dava poder e vigor aos que o bebiam. Por isso, era reservado apenas aos governantes e soldados.
Aliás, além de afrodisíaco, o chocolate já foi considerado um pecado, remédio, ora sagrado, ora alimento profano. Os astecas chegaram a usá-lo como moeda, tal o valor que o alimento possuía.
Chega o século XX, e os bombons e os ovos de Páscoa são criados, como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro. É tradicionalmente um presente recheado de significados. E não é só gostoso, como altamente nutritivo, um rico complemento e repositor de energia. Não é aconselhável, porém, consumí-lo isoladamente. Mas é um rico complemento e repositor de energia.

E o coelho?

Páscoa, História, Origem Significado, Símbolos
A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700.
coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.
Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?
No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.
Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas!

Mas por que a Páscoa nunca cai no mesmo dia todo ano?

O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data daPáscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica").
A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.
Esse é o período da quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas.
Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômico.
Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando aPáscoa numa festa "móvel".
De fato, a seqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.
Para os curiosos, olha aí as datas da Páscoa até o ano de 2010:
2000 - 23 de abril
2001 - 15 de abril
2002 - 31 de março
2003 - 20 de abril
2004 - 11 de abril
2005 - 27 de março
2006 - 16 de abril
2007 - 08 de abril
2008 - 23 de março
2009 - 12 de abril
2010 - 04 de abril
2011 - 24 de abril

O Ovo, afinal

Páscoa, História, Origem Significado, Símbolos
Bem, o ovo também simboliza o nascimento, a vida que retorna. O costume de presentear as pessoas na época da Páscoa com ovos ornamentados e coloridos começou na antigüidade. Eram verdadeiras obras de arte!
Os egípcios e persas costumavam tingir ovos com as cores primaveris e os davam a seus amigos. Os persas acreditavam que a Terra saíra de um ovo gigante.
Os cristãos primitivos da Mesopotâmia foram os primeiros a usar ovos coloridos na Páscoa.
Em alguns países europeus, os ovos são coloridos para representar a alegria da ressurreição. Na Grã-Bretanha, costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos dados aos amigos. Na Alemanha, os ovos eram dados às crianças junto de outros presentes na Páscoa.
Na Armênia decoravam ovos ocos com retratos de Cristo, da Virgem Maria e de outras imagens religiosas.
No século XIX, ovos de confeito decorados com uma janela em uma ponta e pequenas cenas dentro eram presentes populares.
Mas os ovos ainda não eram comestíveis. Pelo menos como a gente conhece hoje, com todo aquele chocolate. Atualmente, as crianças encontram ovos de chocolate ou "ninhos" cheios de doces nas mesas na manhã de Páscoa.
No Brasil, as crianças montam seus próprios "cestinhos de Páscoa", enchem-no de palha ou papel, esperando o coelhinho deixar os ovinhos durante a madrugada.
Nos Estados Unidos e outros países as crianças saem na manhã de Páscoa pela casa ou pelo quintal em busca dos ovinhos escondidos. Em alguns lugares os ovos são escondidos em lugares públicos e as crianças da comunidade são convidadas a encontrá-los, celebrando uma festa comunitária.
Mas depois de falar tanto em ovinhos deu vontade de comer um. Mas só se for de chocolate!
Fonte: venus.rdc.puc-rio.br