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PENSE NISSO:

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terça-feira, 17 de julho de 2012

Como nasce um rio?

Na maioria das vezes, a "gestação" de um rio começa com as chuvas em regiões montanhosas. As águas podem correr pela superfície ou infiltrar-se no solo. Outra possibilidade é ele nascer após o degelo da neve do cume de montanhas. As águas penetram perpendicularmente no solo, através de espaços vazios entre as rochas, até encontrar um extrato de rocha impermeável. Aí se forma o lençol freático, espécie de rio subterrâneo que pode estar a dezenas de metros de profundidade. O lençol freático flui subterraneamente, acompanhando o desenho do relevo, do local mais alto para o mais baixo. Com o tempo, porém, alguns pontos da superfície ficam tão desgastados pela erosão que acabam permitindo o brotamento das águas subterrâneas. É quando surge a nascente do rio. Acidentes geológicos, como terremotos, também podem fazer o lençol aflorar na superfície, dando origem a um manancial, o chamado olho d’água. No percurso rumo ao mar, o curso d’água encontra todo tipo de terreno. Quando passa por áreas mais íngremes, torna-se uma baita corredeira e segue cavando suas margens ao desgastar o solo ao redor. Nesses trechos, ele é chamado de rio juvenil. Em solos menos inclinados, o "bicho amansa" e flui ao longo de meandros, que o rio vai formando enquanto erode uma margem e deposita sedimentos na outra. Quando erosão e sedimentação se equilibram, o rio é chamado de maduro. Se não quiser ficar pelo caminho - como no caso dos riachos temporários, que têm o leito completamente seco em algumas épocas do ano -, um rio de respeito também precisa se hidratar. Isso ocorre nos vários momentos em que ele recebe as águas de rios menores, que se tornam seus afluentes. Também rolam as horas de calmaria total, em que o rio quase não desgasta suas bordas, fluindo preguiçosamente enquanto deposita sedimentos por onde passa. Nessas áreas, ele acaba formando vales largos e extensas planícies, sendo chamado de senil. Apesar do nome - juvenil, maduro e senil -, as fases do rio não têm a ver com idade, mas com o modo de fluir. Por exemplo, se ele vem na boa, num planalto, e encontra um degrau, passa de senil a juvenil de uma vez, despencando numa cachoeira. Seja como for, vencidos os obstáculos, o rio finalmente desemboca no mar, doce mar.



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MUNDO ESTRANHO
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O que é um paraíso fiscal?

por Bruno Lazaretti
É uma região que libera os bancos para fazer transações financeiras sem identificar envolvidos e com taxas reduzidas ou até nulas de impostos. Isso atrai investidores que não querem ter contas vinculadas a seu nome, assim como empresas querendo pagar menos impostos. Infelizmente, a confidencialidade das contas, o forte sigilo bancário e o controle fiscal mínimo também atraem dinheiro “sujo”, vindo de lavagem de dinheiro, corrupção e crime organizado. A ilegalidade, porém, está na origem da grana, e não no ato de guardá-la num paraíso fiscal. Mesmo assim, após a crise financeira mundial, em 2008, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apertou o cerco aos paraísos fiscais, exigindo uma política de impostos transparente e o acesso de autoridades estrangeiras a dados de clientes. Na prática, contudo, pouco mudou.
Delaware tem o menor imposto corporativo dos EUA, exige pouca informação para abrir contas empresariais e não cobra nada de estrangeiros
WELCOME TO PARADISE
Conheça os maiores paraísos fiscais do mundo.
1º Delaware (estado americano)
2º Luxemburgo
3º Suíça
4º Ilhas Cayman
5º Reino Unido
6º Irlanda
7º Bermuda
8º Cingapura
9º Bélgica
10º Hong Kong




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MUNDO ESTRANHO
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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Os pôneis são cavalos anões?


ponei-cavalo-bicho-animal
Não, na verdade é o contrário. "Os outros cavalos é que são supercrescidos", afirma o veterinário Reuel Luiz Gonçalves, membro da Federação Eqüestre Internacional. Para entender melhor essa questão sobre o tamanho dos cavalos, é preciso voltar no tempo. O antepassado comum de todos os eqüídeos, chamado de hyracoterium, tinha o tamanho de uma raposa. A evolução desse ancestral, levando em conta a disponibilidade de alimento, é que deu origem aos mais diferentes tipos de cavalo. Os do tipo sela, ideais para montaria, desenvolveram-se em regiões com predominância de gramíneas e poucos arbustos para se esconder. Com isso, se por um lado tinham à disposição alimento de média qualidade, do outro precisavam ser rápidos e ágeis para escapar de predadores.
Já os cavalos do tipo tração, usados para o trabalho pesado, viviam em regiões de floresta, com predominância de plantas leguminosas, ricas em proteína. Assim, eles tinha alimento de alta qualidade (o que ajudou a desenvolver sua força) e facilidade para se esconder (o que não exigiu um aprimoramento da velocidade). Já os eqüinos que deram origem aos pôneis viviam em regiões de clima inóspito, como o norte da Europa e da Ásia, e tinham uma alimentação muito deficiente, o que barrou o seu crescimento. "Por um processo de seleção natural, só sobreviviam os menores. Esse grupo deu origem a todas as raças de pônei do mundo", diz Reuel. De acordo com a definição mais usual, pôneis são eqüinos que medem menos de 1,47 metro. Mas muitos deles não atingem nem 1 metro, uma diferença e tanto em relação aos cavalos comuns, que, dependendo da raça, podem chegar a até 1,90 metro.
Tudo parenteCavalos, asnos, zebras e pôneis são da mesma família
Família
Equidae
Pertencente à ordem dos perissodátilos (herbívoros com dedos em forma de casco), essa família tem como peculiaridade o fato de possuir só um gênero
Gênero
Equus
É dividido em várias espécies que podem cruzar entre si. Mas esses cruzamentos podem gerar crias estéreis, como as mulas, resultantes da união entre uma égua e um asno
Espécies
Zebras
Existem duas diferentes espécies de zebras, espalhadas principalmente pelo continente africano: a Equus zebra e a Equus grevyi
Asnos
Chamados no Brasil popularmente de jumentos ou burros, os asnos também são divididos em espécies diferentes, como Equus asinus e Equus hemionus
Cavalos
Todos pertencem a uma só espécie, Equus caballus, que tem várias subespécies (ou raças), em que aparecem os diferentes tipos do animal, dos pôneis aos cavalos selvagens


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domingo, 15 de julho de 2012

Mensagem da Semana para Reflexão: três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes...



 

Imaginemos três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes.

A primeira queria ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros;

A segunda queria ser um grande navio para transportar reis e rainhas.

A terceira árvore queria ficar no alto de uma montanha e crescer tanto que as pessoas quando olhassem para ela, levantassem seus olhos e pensassem em Deus.

Mas, a primeira árvore acabou sendo transformada num cocho de animais coberto de feno, a segunda virou um simples barco de pesca carregando pessoas e peixes todos os dias e a terceira árvore mesmo sonhando em ficar no alto de uma montanha, acabou cortada em grossas vigas e colocada de lado num depósito.

Mas numa certa noite, uma jovem mulher colocou seu neném nascido naquele cocho de animais e de repente a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo.

A segunda árvore anos mais tarde acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o pequeno barco o homem levantou-se e disse ao mar revolto: -"Sossega"; e entendeu que estava carregando o Rei dos Céus e da Terra.

Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela, pois fora condenado a morte mesmo sendo inocente.

Logo sentiu-se horrível e cruel, mas no Domingo o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para a salvação da humanidade e que as pessoas se lembrariam de Deus e de seu filho Jesus Cristo ao olharem para ela.

"O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa vem do Senhor." Pense nisto.






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GRAMÁTICA - SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS...










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REVISTA SADOL
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MUNDO ESTRANHO
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DIÁRIO CATARINENSE
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www.r7.com/
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CARTÕES PESSOAIS DE BRUNO DALMOLIN
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http://www.tpa.com.br
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Mural para o dia dos pais - 2012.

Olá pessoal!
Separei mais uma coletânea de murais para o dia dos pais (material da Internet). Os créditos estão no final da postagem
04cdd5cd6be1d3a9844503f2cd3d4175ATgAAACfQv4kQklyc7MM_sJp9bO0HsDrjSFBPOe2Uw3kxJi7WsUYJLBWjDdke5jDPxVkLjUoYaIru98Oh7ySgWmanihaAJtU9VC65ZX0ApdArdH6MfGuco4qL5hMuwDSC04858DSCF1105fazer um mural ou entregar para os paisImagem 020mural dia dos paismural paroquial 108P7200013

Onde encontrei:
Picasa: Regina Maccari

AS DIMENSÕES DA LINGUAGEM ESCRITA.

por Claudia Mara
 Quando não acontece a aprendizagem da escrita, identifica-se como um dos motivos mais freqüentes: a atividade pedagógica de ensino restrita a dimensão fonológica da escrita: e à concepção de que é possível dominar a escrita sem ensino claro e intencional das várias dimensões  que compõem a linguagem escrita.

Para escrever é necessário dominar várias dimensões da linguagem, isto é, os vários componentes do sistema de linguagem escrita. As várias dimensões são:
 Ø  Fonológica ortográfica: é o ramo da linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma, a maneira como os sons se organizam e ortografia trata da representação gráfica dos fonemas.
 Ø  Léxica: o acervo de palavras de  um determinado idioma, conjunto de palavras que as pessoas de uma determinada língua tem a sua disposição para expressar-se oralmente ou por escrito.
 Ø  Sintática: é a parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no texto, bem como a relação lógica das frases entre si.
 Ø  Semântica: estuda o significado e a interpretação do significado de uma palavra.
 Ø  Prosódia: é o estudo do ritmo, entonação  e demais atributos correlatos na fala (pronúncia da fala).
 Independente do “método” de alfabetização que se adote, há aquisições que a pessoa precisa fazer para adquirir a escrita e poder utiliza-la na vida cotidiana e na escola. Estas dimensões da escrita se relacionam entre si, deficiências no ensino e na aprendizagem de uma delas tem implicações nas outras.
"Quando a criança não aprende a ler e escrever."
(Elvira Souza LIma)

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REVISTA SADOL
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MEMÓRIA CATARINENSE:













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DIÁRIO CATARINENSE
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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Verdade ou mito? João-de-barro.

 João-de-barro prende a parceira se descobre que foi traído

por Fábio Paschoal em 6 de julho de 2012
     
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João e Maria em seu ninho de barro - Foto: Fábio Paschoal


O que você faria se descobrisse uma traição? O joão-de-barro fecharia a parceira dentro do ninho, aprisionando-a ali para sempre. Essa história, que ouvi durante uma roda de tereré no Pantanal, me deixou intrigado e resolvi investigar a origem da crença.


O joão-de-barro constrói seu ninho junto com a fêmea. Eles são excelentes arquitetos e utilizam lama para fazer uma estrutura complexa, semelhante a um forno de pizza. Para entrar na casa é preciso passar por um corredor em forma de “L”, que leva a uma câmara onde a fêmea irá colocar seus ovos. Lá eles estarão protegidos do bico do tucano, que não consegue fazer a curva.


Depois de muito tempo olhando para esses ninhos encontrei um exemplar fechado, o que dava sustentação à crença. Sentei na pedra mais próxima e comecei a observar. Reparei que havia insetos entrando e saindo por um pequeno orifício. Seriam moscas colocando seus ovos na carcaça da “maria-de-barro”? Resolvi chegar mais perto para averiguar.


Quando consegui identificar os animais tudo fez sentido. Eram abelhas.


Algumas espécies de abelhas utilizam ocos de árvore para construir a colmeia. Se a entrada for muito grande, as operárias irão diminuir a abertura com cera. Um ninho de joão-de-barro abandonado é uma ótima cavidade para os insetos, e eles irão aproveitá-la se não acharem um lugar melhor para se estabelecer.


Para mim, essa era uma explicação muito mais convincente do que a história da traição. Porém, já vi tanta coisa surpreendente na natureza que fico inseguro em afirmar que a crença não é verdadeira. Prefiro colocar de outra forma: até hoje não há registros confiáveis que sustentem essa teoria de crime passionaldo joão-de-barro.

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Um dia no Sesc Pantanal...

por Zé Edu Camargo em 26 de junho de 2012

Nascer do sol no rio Cuiabá

Acho que ninguém pensou ainda em uma lista dos melhores lugares para o birding no Brasil. Mas em nenhuma delas deveria faltar o Pantanal. A alta concentração de fauna em geral (e da avifauna em particular), os espaços amplos e abertos, a possibilidade de encontrar espécies de diferentes biomas (como Amazônia, Cerrado e até Mata Atlântica) são atrativos irresistíveis.
Para gente de boa parte do país, no entanto, Pantanal remete a um lugar longe e inacessível. Nada mais falso. A duas horas de carro de Cuiabá, a capital de Mato Grosso, o hotel Sesc Pantanal permite desfrutar as belezas dessa região sem abrir mão de conforto e segurança. E fica numa excelente região para a observação de aves. O Sesc mantém uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) que conserva uma enorme área. Este ano, durante uma viagem a trabalho para Cuiabá, tirei um dia para passarinhar no hotel. Saí da capital no meio da tarde e cheguei ao hotel no entardecer. A rodovia (asfaltada) que liga Poconé ao Sesc, na região de Porto Cercado, não leva o nome de estrada-parque à toa. Nas margens já é possível observar, do carro mesmo, diversas aves que procuram os campos e plantações: marrecas, tapicurus, gaviões.
 Um dia de birding por lá começa antes do sol nascer. Ainda de madrugada, saí com o guia do hotel e mais alguns turistas para um passeio de barco pelo rio Cuiabá. Com um farolete, o guia procura por aves noturnas, como bacuraus e urutaus. Já no alvorecer, encontramos tachãs, garças-reais e um bando de jacutingas-de-garganta azul.
Depois do café (e de uma chuva que apareceu do nada), parti para um dia de birding solo. Na verdade, o entorno do hotel é tão rico que, mesmo para quem não tem muita experiência, encontrar as aves não se mostra uma tarefa difícil. Passei a manhã percorrendo a pé a estrada asfaltada ao lado do hotel, que atravessa áreas de vegetação baixa e alagada. Usando o playback, consegui boas fotos do bentevizinho-do-brejo, de caturritas, graveteiro, sabiá-gongá e do coleiro-do-brejo.
À tarde, depois do almoço, explorei (também a pé) a estrada de terra que leva à Baía das Pedras, uma outra unidade do Sesc. Ao longo da estrada há um cerradão alto, com alguns trechos de mata alagável. Fiz um grand-slam de martins-pescadores (a expressão é minha), com o martim-pescador-grande, o martim-pescador-verde, o martim-pescador-pequeno e o (mais raro) martinho. Na estrada também encontrei um casal de curiós, comprovando que a área é muito bem-preservada.
No final, a conta era fantástica: mais de 30 lifers, fora aqueles que escutei e não consegui avistar, como o arapaçu-de-garganta-amarela e o saci. Isso em apenas um dia. O que você está esperando?

Cavalaria, ave muito comum na região

Martim-pescador-pequeno


Sabiá-gongá


Bentevizinho-do-brejo


Jacutinga-de-garganta-azul

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Flamingos: aves gregárias...

Toda a graça e exuberância do flamingo-americano nas salinas e manguezais no litoral mexicano.


                Flamingos interagindo em cortejo na panínsula de Yucatán, no México
Um flamingo mais parece uma ave desenhada por excitadas crianças de três ou quatro anos – as pernas absurdamente compridas, os tornozelos protuberantes (que lembram joelhos), o pescoço sinuoso e o bico exagerado – que usam os crayons mais berrantes que tem à mão. Mas é exatamente esse conjunto de características físicas inusitadas que permite ao flamingo-americano (Phoenicopterus ruber) sobreviver e prosperar em salinas, várzeas lamacentas, lagunas e manguezais. Com os bicos curvos ele revolve pedaços de lama para fazer um ninho. E no interior do bico, cerdas rijas filtram a água e retêm pequenos crustáceos, moluscos, insetos e suas larvas, assim como a vegetação submersa.


                Bando de flamingos voa durante a noite 
               
E as penas tão deslumbrantes? Elas parecem existir apenas para o nosso deleite, mas na realidade nem começam sendo rosadas. Quando saem dos ovos, os filhotes têm penas brancas que logo se tornam acinzentadas – e só mais tarde adquirem o tom rosado, devido a bactérias aquáticas e ao betacaroteno ingerido com os alimentos.
Embora tenham virado um clichê visual, imortalizado em baratos ornamentos plásticos de jardim, os flamingos ainda são estranhamente misteriosos. “Por mais reconhecíveis que sejam, o fato é que não sabemos grande coisa a respeito deles”, comenta Chris Brown, o responsável pelas aves no zoológico e aquário infantil de Dallas, que estuda os flamingos-americanos da península de Yucatán, no México. Os cientistas não têm certeza nem mesmo a respeito dos comportamentos mais corriqueiros, como a propensão a se apoiarem apenas em uma perna. (Alguns avançam a hipótese de que isto está relacionado com o modo como essas aves repousam.) Além disso, como os flamingos vivem em áreas remotas e se mudam à medida que as áreas de alimentação são inundadas ou ficam secas, não é fácil para os pesquisadores sequer fazer a contagem e acompanhar a movimentação das populações – e muito menos entender como elas são afetadas por secas, furacões e variações no nível das águas em função de mudanças climáticas ou da ocupação humana dos litorais.
O que de fato sabemos sobre os grandes bandos de flamingos em condições naturais é que eles são extremamente sociáveis e dedicados uns aos outros. E que realizam danças de acasalamento em grupo. Os pais são muito ciosos de seus filhotes, reunindo-os em berçários enquanto machos e fêmeas saem em busca de comida. E quando surge alguma ameaça, milhares deles se movem em perfeita sincronia – um balé que talvez aumente a probabilidade de sobrevivência em um mundo repleto de perigos. – Nancy Shute.


                Flamingos se alimentando de pequenos crustáceos




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