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domingo, 7 de dezembro de 2014

Os 18 Benefícios do Aipo Para saúde

Os 18 Benefícios do Aipo Para saúde


O Aipo é uma planta. A fruta e as sementes que são secas ou prensadas em óleo para uso em forma de medicamento. Às vezes, o óleo do aipo é comercializado em forma de cápsula. Algumas pessoas também tomar suco de aipo como medicamento. Os antigos gregos usavam o aipo para fazer o vinho, que foi servido como um prêmio em jogos esportivos. aipo é usado para tratar a dor nas articulações (reumatismo), gota, histeria, nervosismo, dor de cabeça, perda de peso devido à desnutrição, perda de apetite e cansaço .


O aipo é também promover relaxamento e sono, para matar as bactérias no trato urinário, como uma ajuda digestiva e para regular os movimentos do intestino, para iniciar a menstruação, para controlar os gases intestinais ( flatulência ), para aumentar o desejo sexual, para reduzir o fluxo de mama leite, para estimular as glândulas, tratamento de desconforto menstrual, e para “purificação do sangue”.


Os Benefícios do Aipo Para saúde:

Nervosismo.
Dor de cabeça.
Estimulação do apetite.
Exaustão.
A retenção de líquidos.
Regulação evacuações.
Use como um sedativo para dormir.
Gases.
Estimular a menstruação.
Redução leite materno.
Auxiliando na digestão.
Maior proteção contra infecções bacterianas e virais
Aumento da função imune
Redução do Risco de Câncer
Redução do Risco de cancro do cólon
Alívio da Doença Cardiovascular
Alívio da Hipertensão (Alta Pressão Sanguínea)
Proteção Osteoporose

O aipo é pensado para ser benéfico no tratamento da dor e também é um excelente nutriente para suas dietas, pois é baixa em calorias e rica em fibras.


Como escolher Aipo: Procure talos nítidas sem sinais de descoloração, e que não tenha murcha nas folhas. Aipo Velho vai se tornar frágil, e enquanto estes talos ainda são utilizáveis, eles não são ideais.


Sabor: O aipo tem um sabor picante e ligeiramente ácido, uma textura muito nítido, e muitos fios fibrosos. Quando cozido, aipo tem uma textura mais suave que ainda é um pouco crocante.


Informação diversa: formas selvagens de aipo ainda existem e são geralmente encontradas crescendo em águas. A forma selvagem é muito amargo em comparação com a forma hibridizada doce que comumente encontramos hoje.


Fonte: saudedica

LANÇAMENTO - RENAULT FLUENCE 2015

LANÇAMENTO - RENAULT FLUENCE 2015

TEXTO: GUSTAVO DO CARMO | FOTOS: DIVULGAÇÃO
DADOS DE TESTE: REVISTA CARRO

Mesmo desenhado pela sul-coreana Samsung, o sedã médio Fluence é um derivado da terceira geração do hatch Mégane europeu. Assim, ele pode ser considerado o único Renault autêntico moderno vendido no Brasil.

Porém, o Fluence é um incompreendido. Apesar do estilo atraente, acabamento de ótima qualidade, espaço interno (distância entre-eixos de 2,70m) e porta-malas (de 530 litros) amplos e de ter vencido dois comparativos aqui no Guscar, ele não vende bem. Foi apenas o sexto mais comercializado no seu segmento com 6.955 unidades emplacadas de janeiro a novembro. O terceiro da categoria mais vendido, o Chevrolet Cruze, teve pouco mais de 21 mil unidades no mesmo período. Aliás, é um mal que atinge os modeloa franceses. O Peugeot 408 e o Citroën C4 Lounge também nunca convenceram.


Para tentar uma guinada no mercado, a Renault, enfim, trouxe para o Brasil a nova frente padrão da marca francesa para o Fluence. É a mesma usada no jurássico Clio de segunda geração, só que agora no carro certo, condizente com a sua modernidade.


A grade entre os faróis, que ficaram mais ovalados e com fundo escuro, emoldura o amplo losango no centro. Os para-choques também são novos, com a grade maior em forma de trapézio e a área dos faróis de neblina separada. As luzes diurnas de LED estão disponíveis em todas as versões, mas o acabamento cromado é exclusivo da versão top Privilège. Na traseira, a única mudança foi nas lentes das lanternas que ficaram mais salientes. Internamente elas ganharam luzes de LED, mas só na Privilège também. O desenho delas, da tampa do porta-malas e da lateral do modelo continua o mesmo.


Assim como o interior caprichado, com painel emborrachado, que manteve o desenho. Só ganhou novos apliques em alumínio e costuras do revestimento em couro dos bancos. As novidades mais importantes são o velocímetro digital (igual ao da versão esportiva GT Turbo, que ainda não recebeu o novo visual e foi temporariamente suspenso) e o sistema multimídia R Link com tela fixa, mas sensível ao toque e reconhecimento de voz de 7 polegadas no alto do painel, que inclui navegador GPS e câmera de ré.



O motor continua o mesmo Hi-Flex 2.0 16v, com duplo comando de válvulas no cabeçote. Rende 140 cavalos com gasolina e 143 cv com álcool. O câmbio também permanece com as opções manual de seis marchas e o automático CVT (relações continuamente variáveis), que agora é X-Tronic e permite trocas manuais sequenciais. 

Não houve mudanças significativas no desempenho, mas a frenagem de 22,3 metros a 80 km/h testada pela revista Carro é excelente. Por outro lado, o consumo de combustível é alto, na faixa de 5,4 km/l na cidade e 9,5 km/l na estrada, segundo a mesma publicação.



Na distribuição de versões de equipamento, a básica continua sendo a Dynamique, que custa R$ 66.890 com o câmbio manual e R$ 71.890 com o CVT. Vem de série com ar-condicionado automático dual zone com saída para o banco traseiro, cartão hands free com função walk away closing (onde basta se afastar do carro, por cinco metros, de posse da chave, para ocorrer o travamento das portas e o recolhimento automático dos retrovisores), piloto automático, sensores de estacionamento traseiro, chuva e faróis, trio elétrico, rádio com CD, MP3 e entradas auxiliares, antena de teto, retrovisores externos com luzes de direção, desembaçador do vidro traseiro, cintos de segurança de 3 pontos e apoio de cabeça para todos, faróis de neblina, apoio central de braço para o motorista e os passageiros de trás, quatro airbags (dianteiros e laterais), freios ABS com EBD e assistente de frenagem de urgência, sistema Isofix, para fixação de cadeirinhas infantis no banco traseiro e novo luzes diurnas LED no para-choque dianteiro. 


A novidade é a intermediária Dynamique Plus, que só usa o câmbio CVT, custa R$ 74.890 e acrescenta o sistema R Link e bancos em couro (parte natural e parte sintético).


A versão de topo continua sendo a Privilège, por R$ 82.990, que agora traz faróis de xênon com lavador e regulagem de altura, teto solar, luzes de LED nas setas integradas dos retrovisores que também se rebatem, airbags de cortina, controles de estabilidade e tração, acabamento cromado no para-choque e rodas aro 17 polegadas.

Para o consumidor, o novo Fluence é a atualização de um modelo confortável, bem equipado, espaçoso e barato (o preço é menor que a maioria dos concorrentes listados abaixo). Para a Renault pode ser a última chance do seu sedã médio despontar no mercado e não continuar com o carma do velho Mégane, cujo hatch está prestes a ganhar a sua quarta geração, o que deixaria o Fluence já desatualizado e ainda mais inexpressivo no mercado.


Concorrentes 

Chevrolet Cruze - R$ 73.100 (LT 1.8) a R$ 86.900 (LTZ 1.8)
Citroën C4 Lounge - R$ 63.390 (Origine 2.0) a R$ 82.790 (Exclusive 1.6 THP)
Ford Focus Sedan - R$ 72.400 (S 2.0 Powershift) a R$ 92.400 (Titanium Plus 2.0)
Honda Civic - R$ 68.400 (LXS 1.8) a R$ 75.900 (LXR 2.0 - intermediária)
Nissan Sentra - R$ 64.090 (S 2.0) a R$ 74.690 (SL 2.0)
Toyota Corolla - R$ 68.290 (GLi 1.8) a R$ 94.390 (Altis 2.0)


Pontos Fortes 

+ Estilo
+ Acabamento
+ Espaço interno
+ Porta-malas
+ Frenagem

Pontos Fracos 
- Consumo
- Inexpressivo no mercado

FICHA TÉCNICA 


Motor: Quatro cilindros, transversal, 16 válvulas, flex, 1.997 cm³
Potência: 140 cavalos com gasolina e 143 cavalos com álcool
Torque: 19,9 kgfm (G) e 20,3 kgfm (A) a 3.750 rpm
Câmbio: manual de seis velocidades (Dynamique) ou CVT
Aceleração de 0 a 100 km/h: 10,4 segundos (revista Carro, com álcool) 
Velocidade máxima: 195 km/h
Consumo: 5,4 km/l na cidade e 9,5 km/l (Carro)
Comprimento/largura/altura/entre-eixos: 4,62/1,81/1,47/2,70 m
Porta-malas: 530 litros
Tanque: 60 litros
Preço: R$ 66.890 (Dynamique manual) / R$ 71.890 (Dynamique CVT) / R$ 74.890 (Dynamique Plus CVT) / R$ 82.990 (Privilège)

http://novoguscar.blogspot.com.br/2014/12/lancamento-renault-fluence-2015.html

Contos de Natal - O Pinheiro de Natal

Contos de Natal - O Pinheiro de Natal


O Pinheiro de Natal


Na noite de natal, junto ao presépio, se encontravam três árvores: Uma tamareira, uma oliveira e um pinheiro.
As três árvores ao verem Jesus nascer, quiseram oferecer-lhe um presente.
A oliveira foi a primeira a oferecer, dando ao menino Jesus as suas azeitonas.
A tamareira, logo a seguir, ofereceu-lhe as suas doces tâmaras.
Mas o pinheiro como não tinha nada para oferecer, ficou muito infeliz.
As estrelas do céu, vendo a tristeza do pinheiro, que nada tinha para dar ao menino Jesus, decidiram descer e pousar sobre os seus galhos, iluminando e adornando o pinheiro que assim se ofereceu ao menino Jesus.


http://cantoseseusencantos.blogspot.com.br/2013/12/contos-de-natal-o-pinheiro-de-natal.html

Canção de Natal - O Homem de Nazareth.

Canção de Natal - O Homem de Nazareth


O Homem de Nazareth



Ei, está chegando o ano dois mil
Tanto tempo faz que ele morreu
O mundo se modificou
Mas ninguém jamais o esqueceu 

E eu sou ligado no que ele falou
Sou parado no que ele deixou
O mundo só será feliz
Se a gente cultivar o amor


Ei, irmão, vamos seguir com fé
Tudo o que ensinou
O Homem de Nazareth


Ei, irmão, vamos seguir com fé
Tudo o que ensinou
O Homem de Nazareth


Reis e rainhas que este mundo viu 
Todo povo sempre dirigiu
Caminhando em busca de uma luz
Sob o símbolo de sua cruz


Ele era o rei
Mas foi humilde o tempo inteiro
Ele foi filho de carpinteiro
E nasceu em uma manjedoura


Não saiu jamais
Muito longe de sua cidade 
Não cursou nenhuma faculdade
Mas na vida Ele foi doutor


Ele modificou o mundo inteiro
Ele modificou o mundo inteiro
Ele modificou o mundo inteiro
Ele revolucionou o mundo inteiro 

Ei irmão, vamos seguir com fé
Tudo o que ensinou 
O Homem de Nazareth 

Ei irmão, vamos seguir com fé
Tudo o que ensinou 
O Homem de Nazareth


Ei, irmão...



http://cantoseseusencantos.blogspot.com.br/2013/12/cancao-de-natal-o-homem-de-nazareth.html

8/12 - Dia do Cronista Esportivo

8 de Dezembro

CRÔNICA ESPORTIVA BRASILEIRA

Histórico

A crônica há muito tempo tem sido utilizada nos meios de comunicação, sobretudo no jornalístico. Na área esportiva brasileira, a crônica aborda as diferentes modalidades, principalmente o futebol, que servirá como referência para a discussão do nascimento da crônica na França, da sua construção como gênero literário, da chegada no Brasil e seu desenvolvimento como gênero nacional e do papel do cronista na sua transformação. Faz uma revisão de literatura para construir o histórico da crônica no Brasil, associando o futebol à"nacionalização" e difusão desse gênero narrativo.
A crônica hoje se enquadra como gênero literário de assunto livre, de registro de pequenos fatos do cotidiano sobre política, arte, esporte e variados temas. Por se tratar de assuntos considerados menos importantes e por ser um texto limitado espacialmente nas edições dos jornais nas colunas ou em artigos opinativos, a crônica é tida como um gênero menor, o que, talvez, seja essa característica que permita ao cronista analisar "[...] as pequenas coisas que as grandes vistas não percebem" (LUCENA, 2003, p. 162).
A crônica conhecida nos dias de hoje no Brasil, nasceu nos folhetins franceses (século XIX), nos rodapés dos jornais, para entreter os leitores, aparecendo em 1799, no Journal Dibats, em Paris, com Julien-Louis Geoffrou [...] fazendo crítica diária da atividade dramática (MOISÉS, 1982, p. 245).
Nos espaços de rodapé, começaram a aparecer textos de ficção, nascendo, assim, o folhetim romance e o folhetim variedades. O folhetim romance era desenvolvido em capítulos, o que permitia que o leitor acompanhasse a história dia a dia pelos jornais. Já o folhetim que deu origem ao gênero crônica foi o folhetim variedades. Lucena (2003, p. 164) descreve as transformações operadas nesse gênero de jornalismo: [...] de onde ela emerge, a crônica vai instaurar rupturas tanto do ponto de vista lingüístico quanto, e principalmente, do ponto de vista temático .
O argumento central é que a crônica pode ser não ficcional, na medida em que deriva de fatos do cotidiano, ao mesmo tempo em que pode possuir uma dimensão ficcional, quando possibilita ao autor construir diálogos e acrescentar personagens, além das características poéticas também pertinentes à crônica. Mas esse sentimento [...] não pode ser a simples expressão de uma dor de cotovelo, mas acima de tudo um repensar constante pelas vias da emoção aliada à razão [...] papel [que] se resume no que chamamos de lirismo reflexivo (SÁ, 2002, p. 13).
Dessa forma, o presente artigo objetiva estabelecer a relação entre a crônica esportiva e o futebol no Brasil: a crônica como objeto que busca seu espaço nos meios de comunicação e o futebol se desenvolvendo como esporte popular.
O jornal se apresenta para nós como um veículo de [...] manutenção e 'construção' de um passado que assume significados no presente da notícia [...] no caso do futebol, as narrativas jornalísticas apresentam sua memória resgatando fatos, imagens, ídolos, êxitos e fracassos anteriores, no sentido de construir uma tradição, como um elo entre as gerações dos aficionados pelo esporte (SALVADOR et al., 2005).

A crônica no Brasil

Chegando ao Brasil, a crônica ganhou nova roupagem, a ponto de exclamarem que esse gênero seria tipicamente brasileiro:
[...] a crônica assumiu entre nós caráter sui generis. Em outros termos, estamos criando uma nova forma de crônica (ou dando erradamente esse rótulo a um gênero novo) que nunca medrou na França. Crônica é para nós hoje, na maioria dos casos, prosa poemática, humor lírico, fantasia, etc., afastando-se do sentido de história, de documentário que lhe emprestam os franceses (MOISÉS, 1982, p. 246).
Para alguns, a crônica foi naturalizada brasileiro-carioca:
[...] se gaulesa na origem, a crônica naturalizou-se brasileira, ou melhor, carioca: é certo que há cronistas, e de mérito, em vários Estados onde a atividade jornalística manifesta vibração algo mais do que noticiosa, - mas também é certo que, pela quantidade, constância e qualidade de seus cultores, a crônica semelha em produto genuinamente carioca (MOISÉS, 1982, p. 246).
Naturalização essa que, para Moisés (1982), foi conseguida pelas profundas transformações promovidas pelos escritores brasileiros, sobretudo os cariocas, não só pela qualidade dos cronistas, mas também pela quantidade e pela constância com que publicavam.
O Rio de Janeiro, quando a crônica ganha força no início do Séc. XX, era a capital da República e um palco central de acontecimentos. Teria sido Mario Filho que, trazendo uma nova forma de escrita,1 um estilo mais simples, sepultou a escrita de fraque dos antigos cronistas esportivos.
Seria ele a referência do nascimento da crônica esportiva, incorporando ao gênero, além da nova linguagem, respeitabilidade ao ofício da crônica:
Mario Filho inventou uma nova distância entre o futebol e o público.
Graças a ele, o leitor tornou-se tão próximo, tão íntimo do fato. E, nas reportagens seguintes, iria enriquecer o vocabulário da crônica de uma gíria irresistível. E, então, o futebol invadiu o recinto sagrado da primeira página [...]. Tudo mudou, tudo: títulos, subtítulos, legendas, clichês [...]. O cronista esportivo começou a mudar até fisicamente. Por outro lado, seus ternos, gravatas e sapatos acompanharam a fulminante ascensão social e econômica.
Sim, fomos profissionalizados por Mario Filho. (RODRIGUES, 1987, p. 137-138).
Foi no Rio de Janeiro que se iniciou a atividade folhetinesca. Durante a década de 1930, tido como o ano da aceitação da crônica, após duas décadas de divulgação, a nação passava por momento político delicado. Tratava-se de um período da história do Brasil que se caracteriza pelo reformismo. A substituição, pura e simples, de um segmento das classes políticas dominantes por outro, sem que isso significasse qualquer transformação de base no país (CALDAS, 1990, p. 179).
Esse quadro político nacional estimularia a publicação de material crítico daqueles que estavam inseridos no processo, contra ou a favor do regime instaurado. O contexto em que se dava essa produção é que apresentava uma novidade: a correlação entre artista e intelectual de um lado, e Estado e sociedade de outro (CALDAS, 1990, p. 181). Nesse contexto de efervescência cultural, a crônica já estava legitimada como gênero, mas, desde a década de 1910, o futebol, em conjunto com outros assuntos, já estava presente nas penas de cronistas famosos: os grandes responsáveis por essa aceitação da crônica no Brasil foram João do Rio (1900 - 1920) iniciando o processo de divulgação desse gênero; depois com Rubem Braga, na década de 1930, seguido de vários outros, como Fernando Sabino, Drummond de Andrade, Paulo Mendes Campos (MOISÉS, 1982).
Esse mesmo contexto contribui também para mudanças literárias no País. Com a Academia Brasileira de Letras perdendo prestígio no cenário instituído, bem como a literatura de estilo rebuscado, caracterizada pelos escritos de Rui Barbosa, a chegada dos modernistas influenciou a entrada de uma nova perspectiva literária.
Pensamos que a crônica, nascida nos folhetins franceses e construída ao estilo francês, chega ao Brasil e sofre adaptações lingüísticas e temáticas, de maneira tão profunda que passa a ser considerada um gênero brasileiro. Moisés (1982) afirma que adaptação do gênero à realidade brasileira ou a apropriação do termo acabou por constituir-se num novo estilo de retratar o cotidiano. Nos termos de Burke (2003, p. 32) poder-se-ia pensar que estamos diante do processo de circularidade cultural, isto é, "[...] cada imitação é também uma adaptação".
Esse processo de adaptação criou a marca do uso metafórico das palavras e os processos lingüísticos2 trabalhados na crônica brasileira, sobretudo, na esportiva. Esses usos teriam sido peças fundamentais para a constituição da crônica no Brasil e caracterização do gênero como brasileiro e carioca. Um cronista que trabalha de maneira diferenciada a linguagem é Armando Nogueira:
Sua crônica reveste-se, assim, dos efeitos catárticos, por transmudar em palavra poética, pelo viés da subjetividade, os sentimentos que subjazem à representação das coisas e objetos e por evocar as imagens mítico-simbólicas que ressoam no imaginário do futebol [...]. Desta forma, Nogueira redefine a crônica de futebol, ao reorientar para o poético, em função de uma linguagem mítico-metafórica, um percurso supostamente referencial e, ao inserir nele as aspirações humanas dos aficcionados por esse esport [...] sua crônica, pelas implicações lingüísticas da subjetividade do narrador, contribui para a classificação da crônica de futebol como um subgênero (RAMADAN, 1997a, p. 26).
No jornalismo esportivo brasileiro, Armando Nogueira é um exemplo da construção da crônica poética, ficcional. Esse cronista usa [...] adjetivações valorativas, ritmo, jogo de imagens, subterfúgio da metáfora (RAMADAN, 1997a, p. 29) Em outra direção, Tostão situa sua narrativa na dimensão não ficcional (real) enfatizando as análises táticas e técnicas do futebol.
Essas formas diferentes de escrever nos levam a crer que a crônica pode ser construída no campo poético e no campo jornalístico. A crônica poética , atemporal, ficcional tem suas características próximas do conto, mas se diferenciam quanto ao tamanho e, principalmente, quanto à intensidade poética. Já a crônica jornalística, temporal, tem a coluna como sua semelhante. Porém, a coluna procura relatar e à crônica é permitida a opinião.
A quantidade de cronistas e a qualidade apresentada nos textos mais o uso da metáfora em grande escala transformaram um gênero estrangeiro na terra que configuraria o "país do futebol". A crônica no Brasil acompanhou as modificações ocorridas no esporte e, em relação ao futebol, pode-se perceber que os assuntos são buscados também pela evolução desse esporte contando os feitos dos craques nas décadas de 1930, 1940 e 1950; nas décadas de 1960 e 1970 com a inclusão da discussão das táticas desenvolvidas; e atualmente temos o planejamento físico e as jogadas ensaiadas em destaque (MARQUES, 2000).
Trouche (2002) considera as décadas de 1920, 1930 e 1940 como sedimentadoras da prática do futebol, massificando e "[...] transformando o futebol, mais do que em esporte nacional, numa verdadeira paixão popular mobilizando um contingente de centenas de milhares de praticantes e torcedores a cada final de semana".
Uma breve observação nos periódicos nas primeiras décadas do século XX nos permite dizer que a imprensa do Rio de Janeiro ampliou o espaço dedicado aos esportes. Esta ampliação se dá no momento em que a imprensa se direciona para o amplo público que se formava em torno do futebol, tomando como alicerce o caráter empresarial que caracterizava os grandes jornais (BOTELHO, 2006, p. 328).
O desenvolvimento do esporte fez a imprensa mudar o olhar e a maneira de trabalhar a formação profissional da área. A editoria de esportes, antes considerada um ofício para iniciantes, uma escola para os novos profissionais da imprensa, com a evolução do esporte e a especialização5 profissional, mudou o conceito acerca do esporte e reescreveu o perfil do jornalista esportivo: além de saber regras, devia conhecer "[...] história, personagens, fatos, evolução nos tempos, implicação cultural e social" (COSTA, 2001, p. 31).
A caracterização de que o esporte seria, dentro dos jornais, uma editoria que acolhe profissionais com pouca experiência/conhecimento teria contribuído, também, para que a crônica esportiva fosse tratada como gênero menor. Para Trouche (2002) os anos de 1960 e 1970 [...] representam indiscutivelmente o apogeu do futebol brasileiro em todos os sentidos e é neste contexto que a crônica esportiva conquista espaço definitivo nos principais órgãos de imprensa do país e, principalmente, se profissionaliza definitivamente, adquirindo contornos poéticos próprios, e redesenhando novas fronteiras para o universo do literário.
Reforça essa idéia o discurso abaixo, que inclui outros segmentos da cultura social envolvidos na difusão do esporte:
[...] o futebol, a literatura, a imprensa e a música popular constituíram no Brasil um poderoso tripé para a implementação e principalmente a popularização do esporte nas grandes cidades do país. Escritores, jornalistas e músicos assumiram através de seus trabalhos um diálogo constante com seus pares e com os torcedores. Ao mesmo tempo, participaram ativamente do cotidiano do esporte, atuando não só como agentes culturais, mas também como cronistas,
narradores esportivos, diretores de clubes, compositores de hinos e até mesmo como jogadores. As relações entre futebol, literatura, imprensa a música popular brasileira são, portanto, mais do que uma relação estética ou de inspiração temática, constituindo um novo espaço popular na sociedade (COELHO, 2006, p. 231).

Apesar disso, Lucena (2003) aponta que, com o passar dos dias, a crônica sofre com a perda do seu vigor. Com sua fase áurea, entre as décadas de 1950 e 1970, a crônica teria perdido sua força, talvez por dois motivos: o surgimento da televisão e a inexpressividade dos cronistas que surgiam. Porém, Ramadan (1997a, p. 18) nos remete ao fato de que, ao contrário do que se pensa, a crônica conquistava mais espaços:
Estas previsões pessimistas caem por terra se examinarmos jornais e revistas de grande circulação. Em quase todos [...] há um espaço cada vez maior destinado à voz dos cronistas. E pode-se afirmar que a crônica revitalizou-se de tal forma que, hoje, encontra-se em grau de especialização. Assim se explica a crônica humorística de Jô Soares e Luís Fernando Verríssimo, publicada em jornais e revistas da atualidade, ou a futebolística de Armando Nogueira.
Em outro momento, o jornalismo esportivo perdeu força com o profissionalismo do futebol. Enquanto o futebol seguia amador, a Associação de Cronistas Desportivos (ACD) promovia o Torneio Initium, no Rio de Janeiro. Iniciado em 1916, durou até 1977, com o objetivo de incentivar torcedores a acompanhar suas equipes no campeonato estadual.
Esta imprensa escrita tem grande importância no que diz respeito ao desenvolvimento do futebol como objeto de consumo, a partir do momento em que o esporte ocupa, de maneira ampliada, o universo temático dos jornais. Assim o futebol passa a ser considerado um elemento que vai ajudar a ampliar as vendas de determinado periódico, à medida que este aumento ao espaço de atuação dos cronistas esportivos.
A ACD começa a perder sua força à medida que o futebol e o jornalismo começam efetivamente a profissionalizar-se. Com o enfraquecimento do amadorismo, a partir de 1923, o futebol começa lentamente a deixar de ser organizado pelos jornalistas. E finalmente, em 1933, passa a girar inteiramente numa órbita profissional (BOTELHO, 2006, p. 330).
Para Normando (2003), o desinteresse6 relacionado com o futebol estava presente na área acadêmica, e a produção acerca da temática "futebol" estava fortemente associada aos cronistas esportivos:
O futebol, por volta da segunda metade do século XX, deixou de freqüentar a pauta de interesse acadêmico ou, pelo menos, teve drasticamente diminuído as pesquisas e a divulgação do trabalho intelectual sobre a temática. À exceção mais notória de um punhado de cronistas esportivos - dos quais o maior exemplo talvez tenha sido Nelson Rodrigues -, poucos se dignaram a olhar o jogo de bola com uma perspectiva investigativa mais profunda.
A fase de crescimento da crônica se relaciona com o aumento dos interessados em esporte, e isso, conseqüentemente, se deve ao desenvolvimento do esporte.
O futebol, que aos poucos caía no gosto popular e passava a movimentar os populares, deixando o turfe e as regatas em segundo plano, formou cronistas e público. Em 1900, Olavo Bilac já escrevia crônicas descrevendo o cotidiano da cidade; em 1878, Machado de Assis já discorria sobre turfe; em 1884, havia crônica sobre regatas (LUCENA, 2001).
Assim, o cotidiano metropolitano ganhava mais um acontecimento a ser contado: o esporte. Com seu desenvolvimento, ganhava cada vez mais espaço e se inseria no cotidiano da cidade e no gosto popular. Aqueles que escreviam sobre o dia-a-dia da cidade passaram a observar essa nova realidade. As crônicas sobre o esporte e, sobretudo o futebol ganhavam a alcunha de crônica esportiva, [...] num exemplo da relação que se aprofundava entre a linguagem jornalística e a crônica, que vai passo a passo se constituindo num gênero-síntese (LUCENA, 2003, 167). É o que argumenta Marques (2000, p. 4):
O papel da simplicidade, brevidade e graça, próprias da crônica deixa de ser comentário argumentativo e expositivo, para colocar de lado a seriedade nos problemas e transformar-se em aparente conversa fiada . Seu amadurecimento se dá numa composição de um fato miúdo, analisado com um toque humorístico e mais um quantum satis de poesia.
A relação com o Rio de Janeiro pode ter se estabelecido em conseqüência de esta cidade ser o pólo esportivo do País na época e ainda contar com grandes escritores. Além disso, a rápida propagação do esporte nos subúrbios da cidade, inclusive com fundação de clubes que agregavam os moradores de bairros-sede dessas associações que, estatutariamente não excluíam a participação de sócios por raça, credo, posição social, formava grande público praticante e leitor de cônicas esportivas (PEREIRA, 2000).
Tentando compreender a difusão das práticas esportivas no Rio de Janeiro do século XIX e no período de transição para o século XX, Melo (1999), vai apelar também às crônicas como uma forma de melhor visualizar o contexto em que estavam crescendo as ações nos diferentes esportes. Para Melo, era também importante assumir que a crônica, da forma como ela se constrói entre nós e em especial no Rio de Janeiro, que tem uma forte ligação com esse gênero, torna-se uma fonte relevante que nos permite ter acesso aos pequenos fatos do cotidiano (LUCENA, 2003, p. 162).
Como já foi visto, da mesma forma que a crônica transita entre o ficcional e o não ficcional, ela também o faz entre o literário e o jornalístico. Pensamos que a crônica esportiva pese mais para o lado jornalístico, analisando os fatos recorrentes, porém com o adicional da liberdade do cronista em transformar a notícia.
Costa (2001) argumenta a favor de uma análise esportiva mais próxima do cotidiano, quando diz que [...] o escritor esportivo se apóia no real, se compromete de alguma forma, com a realidade de um fato (p. 53).
Neste ponto entre ficcional e histórico/real, percebemos que o ficcional existe, mas a essência da crônica esportiva no Brasil, publicada em jornais, não tende a ficcionar os fatos, que são contados pelo olhar e experiência de quem vê, e seu discurso é elaborado pelo fato em si. Tentando buscar uma maneira de classificar sem qualificar as estruturas temáticas das crônicas esportivas, teríamos, então, os poetas, que, segundo Trouche (2002), numa explicação de fácil entendimento, sem entrar nos méritos lingüísticos, resume estas crônicas como "[...] uma conversa que promove um evidente processo de ficcionalização, capaz de transformar uma partida numa batalha épica, e jogadores em personagens e heróis e/ou vilões"; os críticos/opinativos, que seriam os mais numerosos, que atuam "[...] no propósito imediato de comentar e analisar temas de eventos do cotidiano da prática do futebol [...] praticado por um grupo bastante heterogêneo incluindo aí alguns ex-jogadores como Paulo Roberto Falcão e Tostão [...]".

O Cronista

O cronista faz uso de citações de personalidades e fatos históricos. Inserido em um contexto que possibilita o uso do recurso "ficção", busca soluções criativas na sua imaginação, sem comunicar agressividade.
Usa de uma densidade característica, pois é essa densidade a linha tênue entre crônica e conto. No conto o autor mergulha no universo do personagem, do tempo, do espaço e da atmosfera que darão força ao fato exemplar , o cronista age de maneira mais solta, dando a impressão de que pretende apenas ficar na superfície de seus próprios comentários [...] (SÁ, 2002, p. 9).
É importante que o cronista não ultrapasse a fronteira existente entre crônica e conto, sendo a poesia uma das mediadoras dessa passagem: Não estranha, por isso, que a poesia seja uma de suas fronteiras, limite do espaço em que se movimenta livremente; e o conto, a fronteira de um território que não lhe pertence (MOISÉS, 1982, p. 255).
Ludicamente o cronista percorre a cidade. Ouve conversas, recolhe frases interessantes, observa as pessoas, registra situações [...] através do olhar de quem brinca e, pelo jogo da brincadeira, reúne forças para superar a realidade sufocante. É nesse contexto que o fato em si ganha mais importância do que os personagens (SÁ, 2002, p. 45).
Ainda sobre a percepção do cronista, Moisés (1982, p. 255) trata da impessoalidade destinada à crônica:
A impessoalidade é não só desconhecida como rejeitada pelos cronistas: é a sua visão das coisas que lhes importa e ao leitor; a veracidade positiva dos acontecimentos cede lugar à veracidade emotiva com que os cronistas divisam o mundo.
Além das características lingüísticas, impessoalidade é fudamental para a construção da crônica, exatamente para mostrar a opinião do escritor para que o texto seja formado. Tostão nos serve como exemplo para que tratemos de impessoalidade. As concepções táticas e suas evoluções, seleção brasileira, jogadores e conceitos técnicos das posições têm em suas crônicas as experiências pessoais como filtro para a produção do texto. Exatamente este "filtro" suas experiências pessoais direciona a escrita do cronista e o estilo do seu texto, demonstrando claramente a força opinativa da crônica.
Essa "veracidade emotiva" deve ser avaliada pelo cronista para que não tenha como produto final um conto, e a presença de sua opinião no que escreve o diferencia de um escritor de colunas. Somadas às temáticas já citadas, formação de talento e as "escolas" de futebol no Brasil constituem aproximadamente 32% dos assuntos tratados por ele, de 1997 a 2005. A opinião presente nos textos é clara e consistente: trata dos assuntos com a sua experiência de maior jogador mineiro da década de 1960 e com a passagem na seleção brasileira, conquistando o tricampeonato mundial em 1970; após abandonar precocemente o futebol se tornou médico, professor universitário e se afastou do futebol para retornar a esse esporte na condição de cronista esportivo.
O "filtro" que move a sua escrita ainda se constitui de 20 anos afastado do futebol, o esporte que o projetou para o mundo, as críticas por essa postura e sua estréia no mundo jornalístico. Sua escrita técnica, direta e, sobretudo, honesta, é resultado da sua vasta experiência pessoal e profissional que o aproxima da crônica jornalística e o afasta da crônica poética.
Dentro do grupo dos cronistas poéticos, estão, além de Armando Nogueira, o carioca Mario Filho e seu irmão Nelson Rodrigues. O futebol, para esses cronistas, é motivo de poesia, por essa razão eles muitas vezes deslizam seus comentários do campo técnico e tático do futebol para pensar a natureza humana a partir daí. A crônica possibilita ao autor abordar diversos assuntos num mesmo texto que lhe permitam, ao final, amarrar as matérias que escolheu. Bender e Laurito (1993, p. 50) relacionam essa gênese da crônica jornalismo e literatura como uma dificuldade de definir o gênero: Até onde vai o jornalista e termina o escritor? , perguntam.
Por todas as características que permitem uma crônica ser uma crônica, emendam: Logo não vamos esperar que a Academia Brasileira de Letras decida conceituar nossa crônica. É crônica e só. Todos sabem do que estamos falando (p. 44). Esse apelo expressa, entre outras fatos, a simplicidade da crônica e o sentimento de posse do gênero. A fala de discordância por uma definição da crônica demonstra um gênero popular lutando contra uma possível dominação de instâncias superiores.
A liberdade de escrita na construção da crônica é tão grande que também a falta de assunto pode levar à transformação do autor em personagem, atitude chamada de persona literária (POLETTO, 2003). Assim, experiências pessoais se transformam em mote para que uma crônica tenha início: "[...] há a importância dos estereótipos ou esquemas culturais na estruturação e na interpretação do mundo" (BURKE, 2003, p. 26).
Considerações Finais
Como se pode perceber, o entendimento da crônica não se mostra tão simples. A crônica se torna um gênero ambíguo em sua criação, transitando entre o literário e o jornalístico, o que influencia diretamente sua escrita e permite ao cronista opções únicas de construção de texto. Fatores como linguagem, ora poética ora coloquial, fatos reais sendo ficcionados e outras crônicas podendo ser usadas como fonte, construídas no ou para o jornal, transformando-se em temporal ou atemporal, constituem a riqueza da crônica, ampliando as possibilidades de compreensão e construção.
A partir disso, pode-se pensar o uso errado do termo cronista para definir aquele que escreve sobre o cotidiano e que adiciona ao texto sua opinião, o que poderia caracterizar uma coluna. Por outro lado, o uso demasiado poético na construção da crônica poderia transformá-la em um conto. Porém, a origem da crônica e a liberdade de escrita presente nesse gênero permitem que tenhamos esse contexto quando procuramos definir os limites de sua construção. O esporte, sobretudo o futebol, trouxe uma nova forma de escrita, novos conceitos de construção da crônica no Brasil, massificou o gênero entre os populares e incentivou a profissionalização dos profissionais envolvidos no jornalismo esportivo.
Dessa forma, consideramos que o fato de a crônica esportiva no Brasil se fazer mais jornalística que poética se dá pela da interpretação condicionada pelas experiências do narrador, influenciada pelas estruturas lingüísticas utilizadas que foram incorporadas e desenvolvidas durante o processo de construção da crônica esportiva. Essa característica pessoal influencia sobremaneira a construção opinativa presente na crônica brasileira, caracterizando-a e diferenciando-a de outras formas de escrita.
Considerando a existência de dois estilos de se fazer crônica esportiva no Brasil, a forma noticiosa, mais crítica do cotidiano, de análise do esporte, do jogo, é mais freqüente nos jornais, escrita para os jornais. A crônica esportiva, com tom mais poético, menos realista, com personagens, é uma vertente também utilizada no Brasil, porém o estilo mais utilizado pela crônica esportiva nacional é o informativo, noticioso.
Referências
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TROUCHE, André Luiz Gonçalves. Será este, o país do futebol? Hispanista, v. 3, n. 10, jun./ago., 2002. Disponível em <http.www.hispanista.com.br/revista/rosto.htm>. Acesso em 2 jun. 2006.

Fonte: www.proteoria.org

08 de Dezembro - Dia da Imaculada Conceição.

Dia da Imaculada Conceição
O dogma da Imaculada Conceição, é uma crença de catolicismo que afirma que Maria, mãe de Jesus, ao contrário de todos os outros seres humanos não foi alcançada pelo pecado original , mas desde o primeiro momento da concepção, estava livre de todo pecado.
Não confunda isso com a doutrina da maternidade virginal de Maria, que afirma que Jesus foi concebido sem intervenção humana, e que Maria permaneceu virgem antes, durante e após a gravidez.
No desenvolvimento da doutrina da Imaculada Conceição, a Igreja Católica contempla posição especial de Maria para ser a mãe de Cristo, e sustenta que Deus preservou Maria do pecado e, mais ainda, livre de toda mancha de pecado ou efeito original, para ser transmitida a todos os homens serem descendentes de Adão e Eva, em resposta a isso era para ser a mãe de Jesus, que também é Deus. A doutrina afirmou a expressão "cheia de graça" ( Gratia Plena ) contida na saudação do Arcanjo Gabriel (Lucas 1:28), e incluiu na oração da Ave-Maria , este aspecto de ser livre do pecado pela graça de Deus.
Dia da Imaculada Conceição
A estátua da Imaculada Conceição, em Palencia , Espanha.

Definição dogmática

A definição do dogma, contidas na bula Ineffabilis de 08 de dezembro de 1854, diz o seguinte:
Para homenagear a Santíssima Trindade, para a alegria da Igreja Católica, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, com os Santos Apóstolos Pedro e Paulo e nossa: definir, afirmar e pronunciar que a doutrina que sustenta que a Virgem Maria foi preservada de toda mancha do pecado original desde o primeiro instante de sua concepção, por um privilégio singular e a graça de Deus Todo-Poderoso, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi revelada por Deus e, portanto, deve ser firme e constantemente acreditada por todos os fiéis. Portanto, se alguém tiver a temeridade, que Deus nos livre, a duvidar no seu coração, que foi definido por nós, saber e entender que o seu próprio julgamento condenado, que sua fé tem sido naufrágio e caiu de unidade da Igreja e também se expressar oralmente ou por escrito ou de outra forma qualquer externamente o que seu coração sente-se, portanto, estão sujeitos às penalidades previstas em lei
" Bula Ineffabilis "

O historiador francês e Louis Baunard narra o seguinte:
Pio IX , observando o mar tempestuoso da Gaeta, ouviu e ponderou as palavras do Cardeal Luigi Lambruschini: 'Santo Padre, você não pode curar o mundo, mas com a proclamação do dogma da Imaculada Conceição. Só que desta definição dogmática pode restaurar um senso de verdades cristãs e retrair as mentes dos caminhos do naturalismo em que você perde ".
Dia da Imaculada Conceição
José de Ribera , 1630
Argentina
08 de dezembro é um feriado nacional.
Brasil
08 de dezembro é feriado em várias cidades brasileiras, como Angra dos Reis, Dourados, Itapura, Bragança Paulista, Jacareí e Mogi Guaçu (padroeiro), Recife, Salvador, João Pessoa, Campina Grande, Mundo Novo, Belo Horizonte, Contagem, Conceição dos Ouros, Divinópolis, Porto Franco, Campos dos Goytacazes, Port Colborne, e assim por diante.
Chile
08 de dezembro é um feriado nacional, e na véspera desse dia, todos os anos milhares de peregrinos são movidos principalmente a pé ou de bicicleta para o Santuário de Lo Vásquez, localizado na Rota 68 (que interrompe o tráfego de veículos ), 85 km de Santiago e a 34 milhas de Valparaiso .
Colômbia
É um feriado nacional em que os católicos véspera ou de manhã, crianças e adultos, se reúnem com a família ou amigos para acender velas e lanternas nas calçadas das ruas em honra da Virgem Maria, também conhecida como a festa de dia os Velitas, que tradicionalmente dá início a temporada de férias.
Duas Sicílias
Feriado nacional, com a Virgem da Imaculada Conceição de proteção do seu exército.
EUA
Em 1792, o bispo de Baltimore, John Carroll, dedicado à nação recém-nascida dos Estados Unidos para a proteção da Imaculada Conceição. Em 1847 , o Papa Pio IX formalizado tal patrocínio.
Guatemala
A procissão da Imaculada Conceição pelas ruas a partir do dia 7. Nos tempos antigos, as ruas estavam iluminadas com fogueiras para a passagem da procissão que fez o seu percurso durante a noite. Após a queima dos fogos foi chamado de queima do Diabo, a tradição de purificar o material antes da festa da Imaculada Conceição e começa a festividades populares de Natal no país.
México
Catedral Metropolitana da Cidade do México é dedicado à Imaculada Conceição de Maria. A cidade de Celaya , Guanajuato , desde a sua fundação é mantida com este título que está sendo trazido de Salamanca uma imagem que ainda é considerado hoje como a mais bela da província franciscana de San Pedro e San Pablo. No estado de Tamaulipas Tampico Catedral é dedicada à Imaculada Conceição. No estado de Vera cruz, a cidade de Cosamaloapan na Bacia Papaloapan , é o santo padroeiro para a imagem de "Nossa Senhora da Cosamaloapan " pertencente ao patrocínio da Imaculada Conceição, a figura de madeira esculpida que a tradição veio as pessoas flutuando no rio, em 1546. Na cidade de Chignahuapan no estado de Puebla está a Basílica da Imaculada Conceição, que está sobre o altar uma imagem de 14 metros de altura esculpida em madeira, que é registrado como o maior do mundo. No município de Mazatán (Chiapas) , a Virgem é celebrada sob o nome de Lady Margaret Conceição , a partir de 29 de novembro a 08 de dezembro de cada ano. Atualmente é Rainha da Diocese de Tapachula .
Nicarágua
A partir do final do século XVIII, começou na cidade de Leon party 's " The gritando "na noite de 07 de dezembro de cada ano, na véspera de sua festa. O povo cristão saíram às ruas da cidade visitar os altares preparados nas salas e varandas e torcer "Quem provoca tanta felicidade? Conceição de Maria!" doces são distribuídos. Este feriado nacional é feito a partir de então até hoje. O 08 de dezembro é um feriado nacional.
Panamá
Em 19 de dezembro de 1988 com a Bula "Ad perpetuam rei memoriam" do Papa João Paulo II, que institui a Diocese de Colón-Kuna Yala, Panamá, na costa do Caribe. Ele também é o santo padroeiro da diocese de Cocle e venerado na Basílica de St. James Nata de los Caballeros. É feriado nacional oficial e Dia das Mães.
Paraguai
Em 8 de dezembro é feriado nacional. A Imaculada Conceição é venerada sob o título de "Virgen de Caacupé". Naquele dia, e o anterior, milhares de pessoas fazem a peregrinação à cidade de Caacupé, localizado entre as montanhas da Cordilheira de los Altos, cerca de 54 km a leste da capital paraguaia.
Peru
08 de dezembro é um feriado nacional. Ocorre em várias regiões, incluindo Ancash e Huayao, este dia é comemorado, cantando e dançando a dança tradicional Corrida de fitas , em que celebramos o Ancash Virgem.
Portugal
Nossa Senhora da Conceição é padroeira de Portugal, sendo que o dia festivo.

Referências e Notas

1. "de 8 de Dezembro de 1854 - Pio IX . PP "
2. Carta de Carlos III e touro de Clemente XIII .
3. A edição crítica do texto encontra-se no livro "The Vow da Imaculada de Villalpando" de A.Tomás Osorio Burón
4. A Imaculada Conceição de La Laguna, o prefeito e patrono da Cruz Vermelha Espanhola
5. Ressa, Giuseppe (2003) e l'Unità Il sud (italiano) p. 115.

Fonte: es.wikipedia.org

08 de Dezembro - Dia da Imaculada Conceição.

Dia da Imaculada Conceição

Dia da Imaculada Conceição

Dogma da Imaculada Conceição

Em 8 de dezembro de 1854 o Papa Pio IX declarava o dogma de fé
Há 150 anos em Lourdes, na França, Nossa Senhora apareceu para a menina Bernadette. Era o ano de 1858. Em 1854 o Papa Pio XI tinha proclamado solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria. Então, quatro anos depois, a própria Virgem Maria, em pessoa, quis confirmar este dogma. Foi quando em 25 de março de 1858, na festa da Anunciação, revelou seu Nome a Santa Bernadette nas aparições de Lourdes. Disse-lhe ela:
“Eu sou a Imaculada Conceição”.
A partir daí, o padre Peyramale, que era o Cura de Lourdes, passou a acreditar nas aparições de Maria à pobre Bernadette, e com ele toda a Igreja.
“Na plenitude dos tempos”, diz o Apóstolo, “Deus enviou Seu Filho ao mundo nascido de uma mulher” (Gl 4,4). No ponto central da história da salvação se dá um acontecimento ímpar em que entra em cena a figura de uma Mulher. O mesmo Apóstolo nos lembra: “Não foi Adão o seduzido, mas a mulher” (1Tm 2,14); portanto, devia ser também por meio da mulher que a salvação chegasse à terra.
Para isso foi preciso que Deus preparasse uma nova Mulher, uma nova Virgem, uma nova Eva, que fosse isenta do pecado original, que pudesse trazer em seu seio virginal o autor da salvação. A Mãe de Deus não poderia ter o pecado original.
Como nenhum ser humano era livre do pecado e de Satanás, foi então preciso que Deus preparasse uma mulher livre, para que Seu Filho fosse também isento da culpa original, e pudesse libertar Seus irmãos.
Assim, o Senhor antecipou para Maria, a escolhida entre todas, a graça da Redenção que seu Filho conquistaria com Sua Paixão e Morte. A Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi o primeiro fruto que Jesus conquistou com Sua morte. E Maria foi concebida no seio de sua mãe, Santa Ana, sem o pecado original.
Como disse o cardeal Suenens:
“A santidade do Filho é causa da santificação antecipada da Mãe, como o sol ilumina o céu antes de ele mesmo aparecer no horizonte” .
O cardeal Bérulle explica assim:
“Para tomar a terra digna de trazer e receber seu Deus, o Senhor fez nascer na terra uma pessoa rara e eminente que não tomou parte alguma no pecado do mundo e está dotada de todos os ornamentos e privilégios que o mundo jamais viu e jamais verá, nem na terra e nem no céu” (Con. Vidigal, Temas Marianos, p. 307).
O Anjo Gabriel lhe disse na Anunciação: “Ave, cheia de graça...” (Lc 1,28). Nesse “cheia de graça”, a Igreja entendeu todo o mistério e dogma da Conceição Imaculada de Maria. Se ela é “cheia de graça”, mesmo antes de Jesus ter vindo ao mundo, é porque é desde sempre toda pura, bela, sem mancha alguma; isto é, Imaculada.
Em 8 de dezembro de 1854 o Papa Pio IX declarava dogma de fé a doutrina que ensinava ter sido a Mãe de Deus concebida sem mancha por um especial privilégio divino. Na Bula “Ineffabilis Deus”, o Papa diz:
“Nós declaramos, decretamos e definimos que a doutrina segundo a qual, por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição, foi revelada por Deus e deve, por conseguinte, ser crida firmemente e constantemente por todos os fiéis”.
É de notar que em 1476 a festa da Imaculada foi incluída no Calendário Romano. Em 1570, o papa Pio V publicou o novo Ofício e, em 1708, o papa Clemente XI estendeu a festa a toda a Cristandade tornando-a obrigatória.
Neste seio virginal, diz S. Luiz, Deus preparou o “paraíso do novo Adão” (Tratado da Verdadeira Devoção , n. 18).
Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja e ardoroso defensor de Maria, falecido em 1787, disse:
“Maria tinha de ser medianeira de paz entre Deus e os homens. Logo, absolutamente não podia aparecer como pecadora e inimiga de Deus, mas só como Sua amiga, toda imaculada” (Glórias de Maria, p. 209). E ainda: “Maria devia ser mulher forte, posta no mundo para vencer a Lúcifer, e portanto devia permanecer sempre livre de toda mácula e de toda a sujeição ao inimigo” (idem, p. 209).

S. Bernardino de Sena (†1444), diz a Maria: “Antes de toda criatura fostes, ó Senhora, destinada na mente de Deus para Mãe do Homem Deus. Se não por outro motivo, ao menos pela honra de seu Filho, que é Deus, era necessário que o Pai Eterno a criasse pura de toda mancha” (GM, p. 210).
Diz o livro dos Provérbios: “A glória dos filhos são seus pais” (Pr 17,6); logo, é certo que Deus quis glorificar Seu Filho humanado também pelo nascimento de uma Mãe toda pura.

S. Tomas de Vilanova (†1555), chamado de São Bernardo espanhol, disse em sua teologia sobre Nossa Senhora:
“Nenhuma graça foi concedida aos santos sem que Maria a possuísse desde o começo em sua plenitude” (GM, p. 211).
S. João Damasceno, doutor da Igreja (†749), afirma:
“Há, porém, entre a Mãe de Deus e os servos de Deus uma infinita distância” (GM, p. 211).
E pergunta S. Anselmo, bispo e doutor da Igreja (†1109), e grande defensor da Imaculada

Conceição

“Deus, que pôde conceder a Eva a graça de vir ao mundo imaculada, não teria podido concedê-la também a Maria?”
“A Virgem, a quem Deus resolveu dar Seu Filho Único, tinha de brilhar numa pureza que ofuscasse a de todos os anjos e de todos os homens e fosse a maior imaginável abaixo de Deus” (GM, p. 212).
É importante notar que S. Afonso de Ligório afirma:
“O espírito mal buscou, sem dúvida, infeccionar a alma puríssima da Virgem, como infeccionado já havia com seu veneno a todo o gênero humano. Mas louvado seja Deus! O Senhor a preveniu com tanta graça, que ficou livre de toda mancha do pecado. E dessa maneira pode a Senhora abater e confundir a soberba do inimigo” (GM , p. 210).
Nenhum de nós pode escolher sua Mãe; Jesus o pode. Então pergunta S. Afonso: “Qual seria aquele que, podendo ter por Mãe uma rainha, a quisesse uma escrava? Por conseguinte, deve-se ter por certo que a escolheu tal qual convinha a um Deus” (GM, p. 213).
Quando Deus eleva alguém a uma alta dignidade, também o torna apto para exercê-la, ensina S. Tomás de Aquino. Portanto tendo eleito Maria para Sua Mãe, por Sua graça a tornou digna de ser livre de todo o pecado, mesmo venial, ensinava S. Tomás; caso contrário, a ignomínia da Mãe passaria para o Filho (GM, p. 215).
Nesta mesma linha afirmava S. Agostinho de Hipona, Bispo e doutor da Igreja (†430), já no século V:
“Nem se deve tocar na palavra “pecado” em se tratando de Maria; e isso por respeito Àquele de quem mereceu ser a Mãe, que a preservou de todo pecado por sua graça” (GM, p. 215).
Pergunta S. Cirilo de Alexandria (370-444), bispo e doutor da Igreja: “Que arquiteto, erguendo uma casa de moradia, consentiria que seu inimigo a possuísse inteiramente e habitasse?” (GM, p. 216).

S. Bernardino de Sena ensina que Jesus veio para salvar a todos, inclusive Maria. Contudo, há dois modos de remir: levantando o decaído ou preservando-o da queda. Este último modo Deus aplicou a Maria.
Podendo o Espírito Santo criar Sua Esposa toda bela e pura, é claro que assim o fez. É dela que fala: “És toda formosa minha amiga, em ti não há mancha original” (Ct 4,7). Chama ainda Sua Esposa de “jardim fechado e fonte selada” (Ct 4,12), onde jamais os inimigos entraram para ofendê-la.
“Ave, cheia de graça!” Aos outros santos a graça é dada em parte, contudo a Maria foi dada em sua plenitude. Assim “a graça santificou não só a alma mas também a carne de Maria, a fim de que com ela revestisse depois o Verbo Eterno”, afirma S. Tomás (GM, p. 220).
O´ Maria concebida sem pecado; rogai por nós que recorremos a Vós!

Felipe Aquino
Fonte: www.cancaonova.com