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PENSE NISSO:

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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Atividades de Letramento para Imprimir. Atividades de Letramento para Imprimir - Sequência de atividades para alunos do 1º ano do ensino fundamental I.

Atividades de Letramento para Imprimir.
Atividades de Letramento para Imprimir - Sequência de atividades para alunos do 1º ano do ensino fundamental I.
Olá, amigas e amigos.
Para o post Atividades de Letramento para Imprimir trouxe uma sequência de atividades para serem usadas com alunos do primeiro ano do ensino fundamental I. São atividades de alfabetização e letramento prontas para imprimir e com desenhos para ilustrar.



Atividades de Letramento para Imprimir com nomes
1. Compare os nomes:
Pinte:
• de amarelo os nomes que começam com a mesma letra.
• de verde o nome com menor número de letras.
• de azul o nome com maior número de letras.
Atividades de Letramento para Imprimir com alfabeto
2. Marque no alfabeto:
a) De vermelho a primeira letra do nome Mônica.
b) De amarelo a última letra do nome Bidu.
Atividades de Letramento para Imprimir - Atividade oral e escrita
1. Leia os nomes com a ajuda da professora.
a) Conte quantas letras há em cada nome.
2. Pinte de: 
a) Vermelho o nome com menos letras. 
b) Azul o nome com maior número de letras A.


Poderá gostar: Atividades em Libras
Atividades de Alfabetização e Letramento
Interpretação de texto oral
1. Observe o desenho na capa. O que você vê? 
2. Pelo desenho, o que você acha que aconteceu com Alice?
3. Acompanhe a leitura do que está escrito na capa.
Atividades de Alfabetização e Letramento - Chapeuzinho Vermelho
1. Leve Chapeuzinho Vermelho até a vovó. 
Cuidado com o lobo!

http://www.atividadeeduca.com/2014/05/atividades-de-letramento-para-imprimir.html

Atividades de Alfabetização para Imprimir

Atividades de Alfabetização para Imprimir para alunos do 1º ano do ensino fundamental I. Atividades com trava-língua prontas para usar.
Olá, amigas e amigos
Para o post Atividades de Alfabetização para Imprimir trouxe uma sequência feita em quatro folhas. Na primeira folha está o trava-língua "O rato roeu a roupa do rei de Roma", em seguida estão as atividades que se desenvolvem a partir do texto inicial.
Os exercícios são para alunos que estão no 1º ano do ensino fundamental I no processo de alfabetização.
Atividades de Alfabetização para Imprimir - O rato roeu a roupa do rei de Roma
Soltando a língua
Fale em voz alta e bem depressa qualquer uma destas frases.
Atividades de Alfabetização para Imprimir - Troque a primeira letra
1. Troque a primeira letra da palavra rato pelas letras que estão no quadro abaixo.
2. Faça o que se pede nos quadros a seguir e forme novas palavras.

Atividades de Alfabetização para Imprimir - Trava-língua
3. Leia este trava-língua em voz alta, o mais rápido que você conseguir. Depois, responda ao que se pede.
A. Qual é o som que mais aparece no texto?
B. Encontre outras duas palavras dentro de cada palavra a seguir.

Atividades para Imprimir Alfabetização
Crie um trava-língua com base em cada expressão a seguir.
http://www.atividadeeduca.com/2014/05/atividades-para-alfabetizacao-para-imprimir.html

MOLÉCULAS COM NOMES ESTRANHOS E CURIOSOS.

Você já deve ter ouvido de seu professore nomes de alguns compostos químicos como Furano, Cumeno, Butano, Fulerenos, Benzeno, Clitoriacetol, Vaginol, Anol, Pagodano, Pagodano, Nonanona, Luciferase, Kunzita, Ácido Traumático, Ácido Erótico, Bis(pinacolato)diboro, Ácido Periódico, Psicose, Arsole, Bastardano, Megafone, Putrescina, Cadaverina e Esperminidina. Na verdade se trata de nomes engraçados e até mesmo ridículos de moléculas .... E aí, de qual nome você gostou mais?


Furano - Furano é um composto orgânico heterocíclico e aromático, produzido quando madeira, como a do pinheiro, é destilada. O composto é transparente e muito inflamável, evaporando facilmente como o éter comum.


Cumeno - Cumeno é o nome comum para o composto orgânico isopropilbenzeno, um hidrocarboneto aromático de fórmula C9H12. É um constituinte do óleo bruto e de combustíveis refinados. É um líquido incolor inflamável cujo ponto de ebulição é de 152 °C.


Butano - O butano é um derivado do gás. É um gás incolor, inodoro e altamente inflamável. É um hidrocarboneto gasoso, obtido do aquecimento lento do petróleo.


Fulerenos - Os fulerenos são uma forma alotrópica do Carbono, a terceira mais estável após o diamante e o grafite. Tornaram-se populares entre os químicos, tanto pela sua beleza estrutural quanto pela sua versatilidade para a síntese de novos compostos químicos.


Benzeno - Benzeno é um hidrocarboneto classificado como hidrocarboneto aromático, e é a base para esta classe de hidrocarbonetos: todos os aromáticos possuem um anel benzênico (benzeno), que, por isso, é também chamado de anel aromático, possui a fórmula C6H6.


Clitoriacetol - Acetal de... clitóris??? O que este composto tem de parecido com tão delicada parte do corpo feminino? Nada, é óbvio: o nome vem da planta de onde é obtido, a Clitoria macrophylla. Impressionante...


Vaginol - Não há como negar: o nome lembra, de fato, um das mais importantes órgãos humanos. Entrento, dificilmente você encontrará esta substância neste órgão... e sim na planta Selinum vaginatum, de onde é obtido.



Anol - Anol é um outro nome para o composto 4-(1-propenil)-fenol. 
Mais estranho que seu nome é o seu uso: como flavorizante na indústria de alimentos...



Pagodano - É, graças a Deus a moda do pagode, no Brasil, parece ter chegado ao fim... mas o que veio no seu lugar? Tigrão??? Ainda bem que o pagodano, na verdade, se refere ao templo budista...


Ácido Cômico - Qual é a graça? Nenhuma... o nome deste composto vem da planta de onde é obtido:Commiphora pyracanthoides, a planta de onde é extraído o óleo de mirra.
Nonanona - Se você não tem ascendência italiana não sacou a o verdadeiro significado deste nome IUPAC... É uma cetona, com nove carbonos, certo?!


Luciferase - Se você está pensando que esta molécula tem algum parentesco com Lúcifer, está quase certo: esta enzima é a responsável pela clivagem da luciferina, seu substrato. Esta reação é a responsável pela luz dos vagalumes e de certos peixes - daí o nome.


Kunzita - Kunzita não é uma molécula: é um minério que leva este nome após o gemologista G.F. Kuntz tê-lo descrito em 190.


Ácido Traumático - O nome deste composto vem do auto poder cicatrizante que o mesmo possui. É um hormônio vegetal, e há muito vem sendo utilizado devido à capacidade de acelerar a divisão celular das células injuriadas e reparar traumas.


Ácido Erótico - Não! Esta molécula não tem propriedades afrodisíacas!!! O nome vem de uma derivação de seu nome original: ácido orótico. Após sucessivos "enganos" na literatura química, este nome foi adotado como válido também! Para quem não sacou... é a vitamina B13!


Bis(pinacolato)diboro - Está servido? Embora pareça, este não é um ingrediente da pinacolada. Este cocktail é preparado com suco de abacaxi, leite de coco e rum. Já o composto ao lado é um versátil reagente para a preparação de ésteres borônicos, diboração de olefinas e acoplamento de Suzuki.


Psicose - Lembra da cena... a moça no chuveiro, a faca, o Bates Motel... nenhuma relação com o composto ao lado: o nome deste açúcar vem do antibiótico (de onde pode ser obtido) psicofurania. Outro nome é ribo-hexulose.


Arsole - Não, não é um palavrão em inglês... o palavrão é Ass hole, enquanto que o nome da molécula é Arsole. É o equivalente arsênico do pirrol. E, ao contrário da crença popular, Ass, ops, Arsoles não são aromáticos!


Bastardano - Uma molécula bastarda? Na verdade, sim... a incomum ponte etânica que a diferencia do noradamantano acabou lhe conferindo este nome: Bastardano, a criança indesejada...


Megafone - Embora tenha um nome muito estranho, a molécula é relativamente ordinária. O nome deriva de sua origem: as raizes da planta Aniba megaphylla. Como ela é uma cetona (percebeu?), virou megafona, ou megaphone, em inglês.


Putrescina, Cadaverina e Esperminidina - O cheiro da morte... uma boa definição para estas duas aminas: cadaverina e putrescina, que são produtos de decomposição de alguns amino ácidos encontrados em animais. São tóxicas e possuem um odor delicioso - para os urubus! O odor do sêmen se deve à presença de outra amina - a espermidina!


O QUE É O FOGO? QUAL A IMPORTÂNCIA DO FOGO PARA A HUMANIDADE?

O QUE É O FOGO? QUAL A IMPORTÂNCIA DO FOGO PARA A HUMANIDADE?
Aprender a produzir e a controlar o fogo foi uma das grandes conquistas da humanidade. Com o fogo, o ser humano conseguiu afugentar os animais que o ameaçavam e não temer mais o frio ou a escuridão. Alimentos cozidos ou assados passaram a fazer parte de dieta humana. O fogo também colaborou com o desenvolvimento da várias técnicas, como a produção de utensílios de cerâmica a partir do barro e a obtenção dos metais a partir dos minérios. O vidro, as ligas metálicas, a porcelana, o cimento armando e muitos outros materiais extremamente importantes no nosso cotidiano são produzidos pela ação do fogo.

O que é o Fogo?
O fogo é uma manifestação de combustão rápida com emissão de luz e calor. O fogo é constituído por três entidades distintas, que compõem o chamado "Triângulo do Fogo". São eles o combustível (aquilo que queima, como a madeira), o comburente (entidade que permite a queima, como o oxigênio) e o calor. Sem uma ou mais dessas entidades, não pode haver fogo.


O fogo foi a maior conquista do ser humano na pré-história. A partir desta conquista o homem aprendeu a utilizar a força do fogo em seu proveito, extraindo a energia dos materiais da natureza ou moldando a natureza em seu benefício. O fogo serviu como proteção aos primeiros hominídeos, afastando os predadores. Depois, o fogo começou a ser empregado na caça, usando tochas rudimentares para assustar a presa, encurralando-a. Foram inventados vários tipos de tochas, utilizando diversas madeiras e vários óleos vegetais e animais. No inverno e em épocas gélidas, o fogo protegeu o ser humano do frio mortal. O ser humano pré-histórico também aprendeu a cozinhar os alimentos em fogueiras, tornando-os mais saborosos e saudáveis, pois o calor matava muitas bactérias existentes na carne.

A descoberta do Fogo
O fogo também foi o maior responsável pela sobrevivência do ser humano e pelo grau de desenvolvimento da humanidade, apesar de que, durante muitos períodos da história, o fogo foi usado no desenvolvimento e criação de armas e como força destrutiva.

Na antiguidade o fogo era visto como uma das partes fundamentais que formariam a matéria. Na Idade Média, os alquimistas acreditavam que o fogo tinha propriedades de transformação da matéria alterando determinadas propriedades químicas das substâncias, como a transformação de um minério sem valor em ouro.

Veja como é simples fazer fogo, kkkk
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http://www.marquecomx.com.br/2014/02/o-que-e-o-fogo-qual-importancia-do-fogo.html

AS MELHORES CHARADAS DE QUÍMICA:

Momento de descontração!


Qual é o hidrocarboneto mais presente nos vegetais?

R: É o butano, porque a ciência que estuda eles é a butânica.


Qual é o principal hidrocarboneto do gás de cozinha?
R: É o decano, porque ele vem decano.


Como se faz água destilada no laboratório?

R: Colocando água no béquer e trazendo-o para o outro lado da bancada.


Como se mede a entalpia de uma reação no laboratório?

R: Misturam-se os reagentes e derrama-se entalpia.


Qual é o elemento químico mais bem informado?

R: É o frâncio, porque está do lado do rádio.


Qual é a fórmula da cal?

R: CaO

Qual o nome da fórmula In(Cu)?
R: Cupreto de Índio.


O que um átomo de cloro respondeu para outro quando este perguntou se a eletrólise ígnea do cloreto de sódio produz gás cloro?
R: Cloro que sim


Qual é a composição do ar?

R: N O Ar tem CO2 (N2, O2, Ar e CO2)


Qual é o elemento químico padrão para medição de grandezas?

R: É o Si.


Qual é o elemento químico mais violento de todos?
R: O Césio, Cs.


Qual elemento não ri das piadas do PC?

R: O Cério, Ce.


Qual é o aldeído mais formal?
R: É o metanal.


Qual a aplicação do Metanal ou Formol?
R: Conservar Presunto, não da Sadia, mas que já foi Sadio um dia...


Qual é a única função orgânica presente no espaço?

R: É o éter.


Achei uma lâmpada dentro d'água quando a esfreguei o que saiu de dentro?

R: O hidrogênio!


O que o químico pirangueiro disse para o outro?

R: É nox mano!


Num álcool de 2 Carbonos, o que o 1° disse para o 2°?

R: êtanóis!


Qual é a diferença entre o pântano e o pantanal?
R: O pantanal tem oxigênio.


Qual é o ácido cuja ionização é reversível e cíclica?
R: É o ácido periódico.


Qual é o melhor composto para neutralizar os compostos de amônio?
R: É o óxido de antimônio.


Por que, quando o Aladin esfregou a lâmpada, saiu gás cloro dela?
R: Porque ele disse: alô gênio.


O que acontece quando o elétron fica excitado?
R: Ele fica com o spin pra cima (procure por spin)


Qual o barulho de um químico caindo de um edifício?
R: IUUU PAC...


Para quem recorrer quando se tem problemas com cálculos químicos?
R: Chame o Avogadro em 602-1023


Como a política científica define "radical livre" num exame de química?
R: Um manifestante selvagem


Por que o potássio é um elemento racista? 
R: Porque, quando você coloca três deles juntos, você obtém KKK. 


Qual é a formula da água benta?
R: H DEUS O


O que é um dente num recipiente com água?
R: É uma Solução Molar!


Por que quando o hexano foi preso ele fugiu da cadeia?
R: Porque a cadeia era aberta.


Qual a mistura de Ba+Na²+Ag?
R: Banana prata.


Porque o martelo e a tesoura são hidrocarbonetos?
R: Porque o martelo é propino e a tesoura é propano!


Qual o barulho q o átomo faz ao arrotar?
R: Böööööhrrrr!


Qual a idade do Metal do Homem?

R: Prata no Cabelo, Ouro no dente e Chumbo no bilau...


Ocê sabe porrr que não se pode tomar NaOH?

R: Porque faz 'mar' (NaOH + HCl = H2O + NaCl)


O que é um gás nobre?

R: O Peido do Rei!


Pra quem o hidrogênio ligou quando foi preso?
R: Pra ninguém, ele não tem família.



Quem é o advogado do hidrogênio? 

R: O Avogadro


Qual é o ácido mais engraçado de todos?

R: É o ácido crômico.


Qual o melhor papel higiênico do mundo? 

R: Ácido acético, porque ácido fraco limpa o Cu.


Qual é o ácido mais dogmático?
R: É o ácido acético.


O que um átomo de cromo disse para outro?

R: Cromossomos Bonitos.


Como o elétron se suicida?
R: Ele pula da ponte de hidrogênio.


Por que não se pode falar alto nos laboratórios?
R: Para não perturbar a concentração dos reagentes.


Por que as hemácias não se perdem na corrente sanguínea?
R: Porque elas seguem as plaquetas.


Como um químico atende o telefone?
R: Por que ele disse alô gênio.


Por que quando Aladin esfregou a lâmpada, saiu gás cloro dela?
R: Próton.


Por que os químicos são os profissionais mais higiênicos?
R: Porque eles lavam as mãos antes e depois de irem ao banheiro.


Qual dos dois dissolve em água: o pinguim ou o urso branco?
R: O urso branco, porque ele é polar.

Qual o lanche favorito do átomo?
R: Pé-de-moléculas.


Qual o elemento químico que está sempre na sombra?
R: O Índio. Ele está embaixo do Gálio.


Qual é o cúmulo da química?
R: 1 Meteno e 2 Benzeno


Autor desconecido

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OS ELEMENTOS QUÍMICOS MAIS ABUNDANTES NO CORPO HUMANO, NA TERRA E NO UNIVERSO.

Denomina-se elemento químico um conjunto de átomos que têm o mesmo número de prótons em seu núcleo, ou seja, o mesmo número atômico (Z). Todos os elementos possuem massa atômica, número atômico, ponto de fusão e ebulição. Atualmente são conhecidos 114 elementos, sendo estes encontrados na natureza (elementos naturais) ou sintéticos (elementos químicos cujos átomos são produzidos artificialmente).

Qual é o elemento químico mais abundante no Universo?

O elemento mais abundante no universo é o hidrogênio, H, que representa cerca de 3/4 de toda a matéria! Hélio, He, compõe a maior parte dos 25% restantes. O oxigênio, O, é o terceiro elemento mais abundante no universo. Todos os outros elementos são relativamente raros.

Qual é o elemento químico mais abundante na composição da Terra?
A composição química da Terra é um pouco diferente daquela do universo. O elemento mais abundante na crosta da Terra é oxigênio, tornando-se 46,6% da massa da Terra. O silício, Si, é o segundo elemento mais abundante (27,7%), seguido de alumínio, Al, (8,1%), ferro, Fe, (5,0%), cálcio, Ca, (3,6%), de sódio, Na, (2,8%), potássio, K, (2,6%). e de magnésio, Mg, (2,1%). Estes oito elementos são responsáveis ​​por aproximadamente 98,5% da massa total da crosta terrestre. Claro, a crosta terrestre é apenas a porção exterior da Terra. Pesquisas futuras vão nos dizer sobre a composição do manto e núcleo.

Qual é o elemento químico mais abundante na composição do corpo humano?

A mais abundante elemento no corpo humano é o oxigênio, fazendo-se cerca de 65% do peso de cada pessoa. O carbono, C, é o segundo elemento mais abundante, constituindo 18% do corpo. Apesar de ter vários átomos de hidrogênio do que qualquer outro tipo de elemento, a massa de um átomo de hidrogênio é muito menor do que a dos outros elementos que a sua abundância vem em terceiro lugar, com 10% em massa.


Outra visão: a composição química elementar do corpo humano adulto médio. A água é o composto químico mais abundante em células humanas vivas, correspondendo a 65-90% de cada célula. Cada molécula de água é constituída por dois átomos de hidrogênio ligados a um átomo de oxigênio, mas a massa de cada um átomo de oxigênio é muito maior do que a massa combinada do hidrogênio. Todos os compostos orgânicos contêm carbono, que é por isso que o carbono é o segundo elemento mais abundante no corpo. Seis elementos responsáveis ​​por 99% da massa do corpo humano: oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio (N), cálcio, e fósforo (P). Apesar de alumínio e silício serem abundantes na crosta terrestre, eles são encontrados em pequenas quantidades no corpo humano.
Referência: Chang, Raymond (2007). Química, Nona Edição. McGraw-Hill. 52 pp.
Referência: http://ww2.wpunj.edu/cos/envsci-geo/distrib_resource.htm

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Por que alguns líquidos são vendidos por massa e outros por volume?

Não sei se você, amigo leitor, já reparou ou até mesmo se perguntou, por que têm produtos que são vendidos por massa, como o creme dental; e outros são vendidos por volume, como o óleo de cozinha!? A razão para isto é bastante simples de compreender, e ela está ligada diretamente a densidade desses produtos. Então, vamos relembrar o que é densidade:Densidade é o quociente da massa pelo volume do material a uma dada temperatura. Ela pode ser representada matematicamente como d = m/v. Agora, vamos à explicação para a pergunta acima.
Por exemplo, o clorofórmio (d = 1,4 g/cm3) é vendido, em lojas de produtos químicos, por massa; já o éter comum (d = 0,8 g/cm3) é vendido por volume.
Se ambos são líquidos, por que um é comprado por massa e o outro por volume?
Sendo a densidade da água igual a 1,0 g/cm3, isso significa que a cada 1,0 g de água ocupa um volume de 1,0 cm, ou cada 1,0 Kg de água ocupa um volume de 1,0 litro. Utilizando esse raciocínio, cada litro de clorofórmio possui uma massa de 1,4 Kg; já 1,0 litro de éter possui uma massa de 0,8 Kg. Líquidos mas densos que a água costumam ser vendidos por volume.

Abrindo um parêntese para falar um pouco sobre o clorofórmio e o éter:

O clorofórmio, conhecido também por triclorometano, é um líquido incolor e volátil que produz efeito anestésico, por ser muito volátil absorve calor da pele. O que ocorre é que com a temperatura reduzida, os nervos sensitivos não exercem suas funções e a sensação de dor também é diminuída. O que fez com que os médicos o abandonassem como anestésico em cirurgias e partos foi a comprovação de que esta droga poderia ocasionar morte súbita por depressão circulatória. Ele é utilizado como: Lavagens a seco para remoção de manchas; Condutor de calor em extintores de incêndio; Produção de corantes e pesticidas; Constituinte de alguns cosméticos e medicamentos e Agente fumigante (produto químico gasoso usado como desinfetante ou exterminante de pragas) na armazenagem de cereais.
Éter é todo composto orgânico onde a cadeia carbônica apresenta – O – entre dois carbonos. O oxigênio deve estar ligado diretamente a dois radicais orgânicos. O éter mais conhecido é o éter comum, ou etóxietano ou ainda éter dietílico. Ele é encontrado em farmácia e hospitais. É um líquido muito volátil, com ponto de ebulição em torno de 35°C, muito inflamável, incolor e com odor característico. Pode ser utilizado como solvente de graxas, óleos, resinas e tintas. Passou a ser usado, como anestésico por inalação, em 1842. Provocava grande mal estar nos pacientes após a anestesia e foi então substituído por outros anestésicos.
Leia também:



Fato interessante: Ao bater creme de leite em uma batedeira este se transforma em chantilly. Nesse processo, ar é incorporado ao creme de leite, causando um aumento de volume. A massa antes (creme de leite) e depois (chantilly) é praticamente a mesma, pois somente ar foi acrescentado.
Asssim, o creme de leite, por ter mais massa em um certo volume (mais denso), é vendido por massa; já o chantilly, com menos massa em um certo volume (menos denso), é vendido por volume.

Espero que você tenha gostado de saber mais uma curiosidade, abraços a todos vocês.

http://www.marquecomx.com.br/2014/04/por-que-alguns-liquidos-sao-vendidos.html

Vontade: um exemplo de explicação fictícia para o comportar-se.

Por: Bruno Alvarenga Ribeiro.
A professora perguntou ao Joãozinho: "Por que você bateu no Pedrinho?". Joãozinho respondeu: "porque me deu vontade". Fica difícil conjecturar sobre as causas do comportamento de Joãozinho apenas com a resposta fornecida por ele. Deveríamos ficar satisfeitos com a resposta, afinal o ser humano é um ser de vontades, um ser que age a partir daquilo que sente. Mas, as coisas não são bem assim, e em outros textos já tivemos a oportunidade de analisar que emoções não são causas de comportamentos. Emoções são também comportamentos, e antes de explicarem qualquer coisa, elas também precisam ser explicadas à luz das contingências de reforço. Para entender um pouco mais sobre as emoções clique aqui.

Supondo que a professora tivesse a oportunidade de observar o comportamento de Joãozinho, algumas pistas poderiam surgir e fornecer indicações dos motivos que levaram-no a agredir Pedrinho. Talvez Pedrinho tenha arrancado das mãos de Joãozinho um brinquedo. Então, alguém poderia dizer: "Joãozinho agiu com base em um impulso de agressividade". A explicação ainda não seria suficiente, pois além de explicar o impulso, teríamos também que explicar como este é acionado, e por sua vez restaria esclarecer como ele age provocando comportamentos agressivos, ou seja, como se transformaria no fim das contas em um comportamento que tem como meta a agressão de outrem. O impulso não fornece uma saída mais interessante do que a explicação que passa pelos estados emocionais agrupados sobre o termo "vontade".

"Joãozinho agiu com agressividade porque perdeu o brinquedo". A explicação ainda não é suficiente, mas já fornece pistas mais concretas a respeito do comportamento agressivo de Joãozinho. Perder o brinquedo significa a suspensão de um reforço positivo importante. Se for possível observar os comportamentos de Joãozinho em situações semelhantes, situações de perda de reforçamento positivo, e isso nos levar a constatar que ele age agressivamente na maior parte das vezes, teríamos dados que permitiriam conjecturas sobre a capacidade de lidar com frustrações de nosso jovenzinho. Incapacidade de lidar com frustrações pode significar uma história de vida em que os comportamentos de Joãozinho quase sempre eram reforçados em esquema de reforçamento contínuo. Joãozinho não foi treinado para aquelas situações em que o reforço era atrasado com relação ao comportamento reforçado.

Se no passado quando Joãozinho agrediu seus pares ele obteve algum reforçamento, aprendeu, assim, que o comportamento de agredir é uma potencial fonte geradora de reforços. Onde fica a vontade de Joãozinho em agredir? Ela se reduz aos estados emocionais sentidos quando Joãozinho enfrenta situações de frustrações. Tanto o comportamento de agredir quanto o que é sentido quando se é frustrado têm relação com aquilo que está ocorrendo no ambiente, e o que está ocorrendo no ambiente presente tem relação com o que ocorreu no passado quando houve a exposição a certas contingências de reforço.

Todo o raciocínio construído até aqui poderia ser objetado, e os mais obtusos diriam que há uma intencionalidade no comportamento de Joãozinho, pois ele é dirigido para um alvo, neste caso Pedrinho. O comportamento não pode ser causado por aquilo que não aconteceu. Explico-me. Eventos futuros não podem ter qualquer efeito sobre eventos presentes, pois por definição o futuro ainda não aconteceu. Qualquer dicionário que o leitor consultar vai definir vontade como a capacidade da pessoa agir com uma intencionalidade definida. Neste sentido, a vontade dá ao comportamento uma direção bastante definida, como se este fosse uma flecha atirada contra um alvo. No entanto, a meta de atingir o alvo não é a explicação para o comportamento de voar da flecha. A meta enquanto um evento futuro não pode causar um evento presente.

Se a flecha voa até o alvo é porque houve quem a disparasse. Houve um evento no presente que permitiu o lançamento da flecha, neste caso o arqueiro com suas habilidades de atirar. Estas habilidades foram modeladas por exposições a contingências de reforço no passado. No passado essa exposição permitiu que se estabelecesse relações de dependência entre eventos comportamentais e eventos ambientais. Os eventos comportamentais seriam os comportamentos de praticar tiro ao alvo. Os ambientais seriam as instruções sobre como atirar e as consequências proporcionadas pelo seguimento das mesmas.

Normalmente o comportamento dotado de intencionalidade é chamado de voluntário. O termo só faz obscurecer as variáveis envolvidas na determinação do comportar-se, pois a rigor não existem comportamentos voluntários, ou seja, comportamentos livres de determinação, produtos explícitos do livre arbítrio. Isso não quer dizer que não sejamos capazes de escolhermos entre alternativas diferentes. Sim, nós somos, mas, mesmo o comportamento de escolher não está livre de determinação.

Vontades e impulsos pouco explicam. Vontade é um estado emocional, uma tendência para agir de uma determinada forma. Mas, tanto o que é sentido como emoção quanto a tendência em agir de uma determinada maneira são produtos das contingências de reforço. Alguém que diz que está com vontade de comer chocolates, está dizendo que chocolate é um reforço positivo. Está também dizendo que o chocolate enquanto reforço positivo proporciona estados corporais agradáveis (emoções). Mas, sobretudo, a pessoa está sinalizando que não come chocolate há algum tempo, portanto, está privada do reforço chocolate, o que aumenta a probabilidade de sair em busca da obtenção deste reforço.

Contudo, a ideia de comer chocolate não surge no vácuo. Houveram contingências de reforço que aumentaram a probabilidade de ocorrência desta. A pessoa ouviu alguém falar sobre chocolate. Viu na TV um comercial sobre chocolates. Talvez a páscoa esteja próxima, e ela sempre compra ovos de chocolate nesta ocasião. Ou quem sabe seja um sábado, e nos sábados ela come chocolate como sobremesa após o almoço, de modo que opera sobre o seu comportamento um esquema de reforçamento em intervalo fixo. Enfim, muitas são as variáveis que podem explicar a vontade de comer chocolate. Antes de ser uma explicação, a vontade é um produto a ser explicado, fruto de incontáveis operações comportamentais.

Portanto, vontade é mais um exemplo de explicação fictícia para o comportar-se. O termo no máximo pode indicar o tipo de controle que está operando sobre o comportamento que se supõe ser um produto da vontade, mas mesmo assim precisa ser contextualizado de modo que se identifique que condições foram responsáveis pelo aparecimento daquilo que se sente. Não se trata de desprezar o que é sentido, afinal, o que se sente, fornece pistas sobre as contingências de reforço responsáveis tanto pelo sentir quanto pelo agir. Todavia, sempre é bom salientar que o agir nunca é um produto do sentir.

http://cafe-com-ciencia.blogspot.com.br/2013/09/vontade-um-exemplo-de-explicacao.html

Galvão tenta ser otimista após 0 a 0 da Seleção, mas Ronaldo corta “barato” de narrador

Galvão esbanja otimismo após mau resultado, mas não empolga colegas de transmissão (Reprodução: TV Globo)Mesmo após o medíocre futebol da Seleção Brasileira no empate por 0 a 0 com o México, nesta terça-feira, em Fortaleza, Galvão Bueno esforçou-se para ver algo de positivo, até forçando a barra. No entanto, Ronaldo, comentarista da Globo ao lado de Casagrande, cortou toda a empolgação do narrador.

"Você é supersticioso?", perguntou à dupla de analistas. Todos disseram ser um pouco, incluindo ele, Galvão, que continuou com seu raciocínio otimista: "então pra quem é supersticioso, em 1958 quando o Brasil ganhou seu primeiro título, o segundo jogo foi 0 a 0. Um jogo com a Inglaterra. Quando o Brasil foi bicampeão do Mundo, em 1962, o segundo jogo também foi 0 a 0. Contra a então Tchecoslováquia. Por que não? Tomara que seja um sinal positivo", sugeriu.

"Acho que é a única coisa boa que a gente pode tirar hoje aqui", jogou uma ducha de água fria, o Fenômeno.

Ainda assim, Galvão insistiu na história e foi atrás de seu colega Arnaldo Cezar Cezar, comentarista de arbitragem. "Venha cá, Arnaldo, venha cá, Arnaldo. Você, que tem mais experiência que todos nós, lembra bem do empate 0 a 0 com a Inglaterra e em 1962?", questionou.

"Lembro, foi 0 a 0", respondeu, nada animado, Arnaldo, e completou: "mas o Brasil acabou lá". Ou seja, lá ganhou, o que nada garante que a história irá se repetir.

"Tem que manter o espírito elevado. O Brasil é líder do grupo", continuou o narrador, sempre vendo tudo bem, esquecendo-se, possivelmente de propósito, que a Seleção só está em primeiro por ter vantagem no saldo de gols, muito pelos dois gols legais mal anulados dos mexicanos na vitória por 1 a 0 sobre Camarões, sem contar o pênalti inexistente marcado para o Brasil contra a Croácia.

"O México tá em segundo lugar e os outros não têm nada", prosseguiu, otimista, sendo que esses outros, Croácia e Camarões, jogam amanhã e, em caso de alguém vencer, estará a um pontinho da Seleção Brasileira, assim como a mexicana, ambos com quatro.

"Se houver um empate, estará praticamente classificado. Tem que manter o moral elevado, ir pra cima, Copa do Mundo é assim, por isso citei os exemplos", justificou.

Convenhamos, exemplos escolhidos a dedo por ele que, aliás, passou boa parte do jogo, principalmente no segundo tempo, enaltecendo o goleiro mexicano, Ochoa, que, sim, evitou gols brasileiros nas poucas chances criadas, só que Julio Cesar também salvou a Seleção em alguns momentos, porém não foi mencionado pelo narrador da Globo na sua análise otimista da situação do Brasil na Copa do Mundo. Típico dele.


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Reflexões Sobre o Tempo e o Controle de Estímulos.

Por: Bruno Alvarenga Ribeiro.
Não quero entrar nos detalhes epistemológicos envolvidos na definição da categoria "tempo". Deixo esta tarefa para os filósofos da ciência. Minha pretensão é mais modesta. Concordando com Caetano Veloso, eternizado na doce voz de Maria Gadu, aceito poeticamente que o tempo é o "tambor de todos os ritmos". Isso quer dizer que eu aceito que todos aqueles aspectos relacionados ao tempo exercem sobre o comportamento de descrevê-lo ou quantificá-lo um controle discriminativo, e que esse controle vai se alterando na medida em que nossos repertórios comportamentais vão sendo modificados pela ação imperiosa das contingências de reforçamento, ou para ser mais poético, que nossas experiências vão se alargando a partir de nossas vivências concretas ditadas pelos ritmos dos tambores do tempo.

Disso resulta uma conclusão imediata: a forma de "percebermos" a passagem do tempo modifica-se na medida em que mudamos a nossa forma de relacionarmos com o mundo. Basta uma pequena observação para constatar tal façanha, que não é obra do tempo e nem do acaso, e sim das contingências de reforçamento. Pare e pense: como é para mim a passagem do tempo? Depois de responder a essa questão, tente responder a uma outra: eu tenho a impressão de que o tempo tem passado cada vez mais rápido? Uma última: as coisas sempre foram assim, ou seja, sempre tive essa impressão de que o tempo é um senhor severo que passa tão rápido sem que eu tenha algum controle sobre ele?

As coisas nem sempre foram assim... Na medida em que envelhecemos, e eis aí a ação imperiosa do tempo e das contingências filogenéticas, nosso comportamento de contar a passagem do tempo produz a impressão de que ele passa tão rápido que não é possível frear a sua ação sobre nossos corpos. Surgem as rugas, mas com elas a experiência. Mas, também com elas é alterado o controle discriminativo do comportamento de contar a passagem do tempo. O controle discriminativo é alterado porque mudam as referências que servem como parâmetros para se fazer a contagem do tempo.

Retrocedamos um pouco na infância para entender como é modelado o comportamento de fazer a contagem do tempo. Para as crianças o brincar e os brinquedos são os reforços mais importantes, e toda contagem de tempo se faz quase que exclusivamente em função destes reforços. Quanto éramos crianças ficávamos a espera da hora de brincar e dos momentos em que recebíamos os nossos reforços mais importantes: os brinquedos. Geralmente isso acontecia em três oportunidades: aniversários, dia das crianças e natal.

O tempo parecia demorar a passar, pois os marcadores de tempo eram eventos que ocorriam anualmente. Talvez vocês estejam questionando que minha análise seja um tanto etnocêntrica, que ela não se aplicaria a crianças oriundas de classes menos favorecidas e que não tiveram a oportunidade de fazer uma contagem de tempo baseada no recebimento dos reforços brinquedos. Vocês estão certo! Estas crianças certamente tem uma parâmetro de contagem de tempo completamente distinto. Muito cedo começam a vender balas nos faróis das grandes cidades, e precisam aprender a contar o tempo de forma mais acurada, pois ele pode ser um aliado ou um inimigo na obtenção da sobrevivência. Para elas o sol não pode se esconder no poente sem que tenham produzido o necessário para a própria sobrevivência e para a sobrevivência da família. Acredito até que este é um excelente objeto de estudos: a contagem do tempo em crianças submetidas à lógica perversa do capital...

Depois de um tempo, mais precisamente quando entramos no universo escolar, mudam-se os parâmetros da contagem de tempo. A criança aprende que todos os dias num determinado horário ela deve tomar banho, fazer a refeição e se aprontar para ir para a escola. Ela aprende que alguns dias da semana ela vai para a escola e que em outros ela fica em casa com os pais. Começa, então, a aprender a diferença entre dia e noite, que o nascer do sol significa um novo dia que se inicia, e que o cair da noite sinaliza discriminativamente o fim de mais uma jornada diária. Começa a se estabelecer o controle discriminativo para a contagem do tempo em termos de dias e semanas. Levará algum tempo para aprender a fazer a contagem do tempo em termos de horas, dias, semanas e meses.

No entanto, haverá uma ocasião em que a criança será submetida ao controle do relógio, ou seja, ela aprenderá que os ponteiros num determinado local é sinal de uma determinada hora do dia. Com isso ela aprende que o dia se divide em algumas partes: manhã, tarde e noite. Ela aprende que existe 8:00 da manhã e 8:00 da noite, que existe 5:00 da manhã e 5:00 da tarde. A partir, de então, o tempo começa a ser contado em termos de horas. Se antes ele era contado anualmente a espera da data do aniversário, agora passa a ser contado de hora em hora.

Com isso a criança aprende a discriminar que em determinadas horas do dia ela deve se entregar a algumas tarefas. Deve tomar banho para ir para a escola, deve sentar-se à mesa para fazer a refeição, deve realizar as tarefas escolares, deve cuidar de outros afazeres etc. Assim ela aprende que determinadas atividades devem ser feitas num determinado momento do dia. A partir daí ela conta o tempo em função destas atividades e a partir do posicionamento dos ponteiros do relógio. Ela aprende também que se as atividades forem realizadas no momento correto do dia, receberá por isso um reconhecimento, e se não forem, talvez seja punida de alguma forma. Dessa maneira, o tempo se torna um parâmetro para recebimento de reforços positivos ou para a esquiva de punições. 

Mais tarde na vida adulta, esse controle discriminativo da contagem de tempo será essencial para a esquiva do controle coercitivo ou para o recebimento de benefícios. Outras variáveis envolverão a contagem do tempo na vida adulta. E ressaltamos aqui as variáveis econômicas. Dia do pagamento do boleto do cartão, da mensalidade do colégio dos filhos, do recebimento do salário etc. Hora de ir para o trabalho, hora de almoçar, hora de levar e buscar as crianças na escola, hora de sair do trabalho, hora de descansar etc. Há tantas atividades a serem feitas e uma boa contagem do tempo é essencial para o sucesso em todas elas, que passamos a viver em função destas atividades e do tempo correto para realização de cada uma delas. Assim, se faz necessária uma contagem acurada da passagem do tempo. Daí surge a impressão de que o tempo passa muito rápido!

Em outras palavras, quanto mais acurada é a contagem do tempo, maior será a impressão de que ele passa rápido. Se alguém não sabe contar o tempo, pouca probabilidade tem de perceber que ele está passando, a não ser pelo sinais inevitáveis do envelhecimento do corpo.Sendo assim, não há um controle natural do tempo sobre os nossos comportamentos. Contar o tempo é um comportamento que se aprende, e quanto melhor é a discriminação de contingências que envolvem essa contagem, mais o tempo se torna importante. Em alguns casos, talvez na maior parte deles, ele exerce um controle discriminativo sobre muitos de nossos comportamentos, em outros ele é um reforçador importante. Fato importante é que saber contar bem o tempo é essencial para relacionarmos com o mundo de forma mais efetiva, principalmente numa sociedade em que os atrasos são consequenciados com punição.

Para terminar, deixo vocês com Maria Gadu:
http://cafe-com-ciencia.blogspot.com.br/2013/12/reflexoes-sobre-o-tempo-controle-de-estimulos.html

Somos Todos Macacos? "Somos todos macacos" foi mais uma das polêmicas produzidas dentro de um campo de futebol. Tudo começou quando o jogador Daniel Alves, atleta do time espanhol Barcelona, comeu uma banana atirada no campo pela torcida do time adversário.

Por: Bruno Alvarenga Ribeiro.
"Somos todos macacos" foi mais uma das polêmicas produzidas dentro de um campo de futebol. Tudo começou quando o jogador Daniel Alves, atleta do time espanhol Barcelona, comeu uma banana atirada no campo pela torcida do time adversário. A imprensa oportunista, incluindo a equipe de publicidade do jogador Neymar, colega de time de Daniel Alves, lançou a campanha "Somos Todos Macacos". Muitos embarcaram na campanha, inclusive um certo apresentador de TV, que sendo dono de uma loja virtual, lançou uma camisa com o slogan "Somos Todos Macacos" junto a imagem de uma banana. Não precisa dizer que o dito cujo faturou muito com a polêmica...

Eis aí as contingências do capitalismo transformando um debate tão importante, como é o caso deste que gira entorno do racismo, em uma mercadoria. De quebra a transformação do debate em mercadoria acaba contribuindo para o seu esvaziamento. O seu esvaziamento é funcional aos anseios daqueles que administram as contingências do capital, pois assim podem continuar usando estas contingências para explorarem os que estão às margens da sociedade, inclusive e principalmente os negros. Desta forma vai sendo feita a manutenção das contingências coercitivas, aquelas cujo os resultados nefastos nós conhecemos, que vão desde a desumanização do homem até a sua completa aniquilação.

No entanto, não é este o foco deste texto. Tecnicamente, que resposta pode ser dada para a pergunta que intitula este post? Afinal, somo todos macacos ou não? Definitivamente não! Não somos todos macacos, ainda que guardemos com os chimpanzés uma semelhança genética de 98%. Desde o polegar opositor ao neocórtex mais desenvolvido, há muitas diferenças que nos distanciam dos macacos. E não se trata apenas de diferenças estruturais, mas também de diferenças que surgem a partir de nossa inserção no mundo da linguagem, da nossa capacidade de ampliarmos os efeitos das contingências ontogenéticas através das descrições que delas fazemos, o que é indicativo de que o comportamento verbal inaugura um novo tipo de seleção que supera e complementa os outros níveis que operam na filogenia e na ontogenia. 

A filogenia prepara a espécie para um ambiente semelhante ao que ela se desenvolveu. A ontogenia seleciona comportamentos que permitem uma melhor adaptação a um mundo em constante mudança. E não venham os críticos da noção de adaptação igualarem-na à ideia de submissão. Uma coisa nada tem a ver com a outra. Adaptar-se é comportar-se com o repertório comportamental que se tem dada as circunstâncias que selecionaram este repertório e as contingências que no presente continuam fazendo a sua manutenção.

Um indivíduo pode ter como alternativa para lidar com determinados problemas o escape proporcionado por entorpecentes. Dada a sua história de vida e as contingências que fazem a manutenção dos comportamentos que levam ao uso de drogas, a utilização destas substâncias pode ter sido a alternativa construída como saída para lidar com os problemas que se vive. Esta é uma forma de adaptação. Já um outro indivíduo com uma outra história de reforçamento, pode encontrar na arte, nos estudos, no trabalho ou numa vida de ativista político a sua forma de adaptação. Adaptar-se não é submeter-se. Adaptar-se é comportar-se com o repertório que se tem, modelado e mantido por contingências filogenéticas, ontogenéticas e culturais. 

Com relação a sociogenia, o nível em que operam as contingências culturais, contingências que selecionam práticas culturais que mantêm a forma de funcionar de uma cultura, o que se tem a dizer é que elas nos distanciam de qualquer possibilidade de sermos macacos. Mas não nos entusiasmemos muito, pois não podemos ignorar que compartilhamos com as outras espécies, inclusive com os macacos, aquilo que nos torna tão humanos: as leis que regem os nossos comportamentos, e é isto que possibilita a generalização dos resultados de estudos feitos a partir da análise das contingências envolvidas na determinação do comportamento animal para o entendimento do comportamento humano. 

Não somos assim tão especiais quanto pensamos. Querendo ou não, compartilhamos com os macacos, e não somente com eles, uma história evolutiva em comum. Tanto eles como nós temos comportamentos selecionados por causa do seu valor de sobrevivência: comportamentos respondentes. Tanto eles como nós temos comportamentos que são afetados pelas consequências que produzem, e o que torna isso possível para humanos e não humanos é a susceptibilidade ao reforçamento. A susceptibilidade ao reforçamento, ou seja, a sensibilidade de certa classes de comportamentos às consequências que produzem, é um produto da evolução. 

Depois de Galileu ter retirado a Terra do centro do universo, a segunda grande decepção da humanidade foi constatar que ela não era a obra prima da criação. Este foi o grande golpe desferido por Charles Darwin contra a vaidade humana, vaidade tão anticientífica. Mais do que anticientífica, ela perpetua a crença no criacionismo, que diga-se de passagem é uma prática cultural muito comum em círculos religiosos que se protegem dos avanços da ciência criando entorno de si uma blindagem metafísica.

O terceiro e definitivo golpe é aquele produzido a partir dos estudos da Análise Experimental do Comportamento, que revela-nos que não só compartilhamos uma história evolutiva em comum com as outras espécies, como também compartilhamos as leis que regem o funcionamento do nosso comportamento, ou seja, as contingências envolvidas na determinação do comportamento animal são as mesmas envolvidas na determinação do comportamento humano, e isso se aplica ao comportamento verbal, que é um exemplo de comportamento operante, de comportamento afetado pelas consequências que produz. 

Não somos macacos, mas nada nos autoriza a ignorarmos as descobertas que já foram produzidas a partir do estudo do comportamento animal!

http://cafe-com-ciencia.blogspot.com.br/2014/05/somos-todos-macacos.html