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PENSE NISSO:

PENSE NISSO:

quinta-feira, 4 de abril de 2013

SINAIS DE PONTUAÇÃO:




Os sinais de pontuação são sinais gráficos empregados na língua escrita para tentar recuperar recursos específicos da língua falada, tais como: entonação, jogo de silêncio, pausas, etc...
Divisão e emprego dos sinais de pontuação:

PONTO ( . )

a) indicar o final de uma frase declarativa. Ex.: Lembro-me muito bem dele.
b) separar períodos entre si. Ex.: Fica comigo. Não vá embora.
c) nas abreviaturas Ex.: Av.; V. Ex.ª

DOIS-PONTOS ( : )

a) iniciar a fala dos personagens: Ex.: Então o padre respondeu: - Parta agora.
b) antes de apostos ou orações apositivas, enumerações ou seqüência de palavras que explicam, resumem idéias anteriores. Ex.:Meus amigos são poucos: Fátima, Rodrigo e Gilberto.
c) antes de citação Ex.: Como já dizia Vinícius de Morais: “Que o amor não seja eterno posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.”

RETICÊNCIAS ( ... )

a) indicar dúvidas ou hesitação do falante. Ex.: Sabe...eu queria te dizer que...esquece.
b) interrupção de uma frase deixada gramaticalmente incompleta Ex.: - Alô! João está? - Agora não se encontra. Quem sabe se ligar mais tarde...
c) ao fim de uma frase gramaticalmente completa com a intenção de sugerir prolongamento de idéia. Ex.: “Sua tez, alva e pura como um foco de algodão, tingia-se nas faces duns longes cor-de-rosa...” (Cecília- José de Alencar)
d) indicar supressão de palavra (s) numa frase transcrita. Ex.: “Quando penso em você (...) menos a felicidade.” (Canteiros- Raimundo Fagner)

PARÊNTESES ( ( ) )

a) isolar palavras, frases intercaladas de caráter explicativo e datas.
Ex.: Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945), ocorreu inúmeras perdas humanas.
"Uma manhã lá no Cajapió ( Joca lembrava-se como se fora na véspera), acordara depois duma grande tormenta no fim do verão. “ (O milagre das chuvas no nordeste- Graça Aranha)

DICAS

Os parênteses também podem substituir a vírgula ou o travessão.

PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! )

a) Após vocativo Ex.: “Parte, Heliel! “ ( As violetas de Nossa Sra.- Humberto de Campos)
b) Após imperativo Ex.: Cale-se!
c) Após interjeição Ex.: Ufa! Ai!
d) Após palavras ou frases que denotem caráter emocional Ex.: Que pena!

PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? )

a) Em perguntas diretas Ex.: Como você se chama?
b) Às vezes, juntamente com o ponto de exclamação Ex.: - Quem ganhou na loteria? - Você. - Eu?!

VÍRGULA ( , )

É usada para marcar uma pausa do enunciado com a finalidade de nos indicar que os termos por ela separados, apesar de participarem da mesma frase ou oração, não formam uma unidade sintática.
Ex.: Lúcia, esposa de João, foi a ganhadora única da Sena.

DICAS

Podemos concluir que, quando há uma relação sintática entre termos da oração, não se pode separá-los por meio de vírgula.

Não se separam por vírgula:

a) predicado de sujeito; b) objeto de verbo; c) adjunto adnominal de nome; d) complemento nominal de nome; e) predicativo do objeto do objeto; f) oração principal da subordinada substantiva (desde que esta não seja apositiva nem apareça na ordem inversa)

A vírgula no interior da oração

É utilizada nas seguintes situações:
a) separar o vocativo. Ex.: Maria, traga-me uma xícara de café. A educação, meus amigos, é fundamental para o progresso do país.
b) separar alguns apostos. Ex.: Valdete, minha antiga empregada, esteve aqui ontem.
c) separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado. Ex.: Chegando de viagem, procurarei por você. As pessoas, muitas vezes, são falsas.
d) separar elementos de uma enumeração. Ex.: Precisa-se de pedreiros, serventes, mestre-de-obras.
e) isolar expressões de caráter explicativo ou corretivo. Ex.: Amanhã, ou melhor, depois de amanhã podemos nos encontrar para acertar a viagem.
f) separar conjunções intercaladas. Ex.: Não havia, porém, motivo para tanta raiva.
g) separar o complemento pleonástico antecipado. Ex.: A mim, nada me importa.
h) isolar o nome de lugar na indicação de datas. Ex.: Belo Horizonte, 26 de janeiro de 2001.
i) separar termos coordenados assindéticos. Ex.: "Lua, lua, lua, lua, por um momento meu canto contigo compactua..." (Caetano Veloso)
j) marcar a omissão de um termo (normalmente o verbo). Ex.: Ela prefere ler jornais e eu, revistas. (omissão do verbo preferir)

DICAS

Termos coordenados ligados pelas conjunções e, ou, nem dispensam o uso da vírgula. Ex.: Conversaram sobre futebol, religião e política.
Não se falavam nem se olhavam./ Ainda não me decidi se viajarei para Bahia ou Ceará.
Entretanto, se essas conjunções aparecerem repetidas, com a finalidade de dar ênfase, o uso da vírgula passa a ser obrigatório.
Ex.: Não fui nem ao velório, nem ao enterro, nem à missa de sétimo dia.

A vírgula entre orações

É utilizada nas seguintes situações:
a) separar as orações subordinadas adjetivas explicativas. Ex.: Meu pai, de quem guardo amargas lembranças, mora no Rio de Janeiro.
b) separar as orações coordenadas sindéticas e assindéticas (exceto as iniciadas pela conjunção e ). Ex.: Acordei, tomei meu banho, comi algo e saí para o trabalho. Estudou muito, mas não foi aprovado no exame.
ATENÇÃO!
Há três casos em que se usa a vírgula antes da conjunção e:
1) quando as orações coordenadas tiverem sujeitos diferentes. Ex.: Os ricos estão cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres.
2) quando a conjunção e vier repetida com a finalidade de dar ênfase (polissíndeto). Ex.: E chora, e ri, e grita, e pula de alegria.
3) quando a conjunção e assumir valores distintos que não seja da adição (adversidade, conseqüência, por exemplo) Ex.: Coitada! Estudou muito, e ainda assim não foi aprovada.
c) separar orações subordinadas adverbiais (desenvolvidas ou reduzidas), principalmente se estiverem antepostas à oração principal.
Ex.: "No momento em que o tigre se lançava, curvou-se ainda mais; e fugindo com o corpo apresentou o gancho."( O selvagem - José de Alencar)
d) separar as orações intercaladas.
Ex.: "- Senhor, disse o velho, tenho grandes contentamentos em a estar plantando..."

DICAS

Essas orações poderão ter suas vírgulas substituídas por duplo travessão. Ex.: "Senhor - disse o velho - tenho grandes contentamentos em a estar plantando..."
e) separar as orações substantivas antepostas à principal. Ex.: Quanto custa viver, realmente não sei

PONTO-E-VÍRGULA ( ; )

a) separar os itens de uma lei, de um decreto, de uma petição, de uma seqüência, etc.
Ex.: Art. 127 – São penalidades disciplinares:
I- advertência; II- suspensão; III- demissão; IV- cassação de aposentadoria ou disponibilidade; V- destituição de cargo em comissão;VI- destituição de função comissionada. ( cap. V das penalidades Direito Administrativo)
b) separar orações coordenadas muito extensas ou orações coordenadas nas quais já tenham tido utilizado a vírgula.
Ex.: “O rosto de tez amarelenta e feições inexpressivas, numa quietude apática, era pronunciadamente vultuoso, o que mais se acentuava no fim da vida, quando a bronquite crônica de que sofria desde moço se foi transformando em opressora asma cardíaca; os lábios grossos, o inferior um tanto tenso (...) " (O visconde de Inhomerim - Visconde de Taunay)

TRAVESSÃO ( - )

a) dar início à fala de um personagem Ex.: O filho perguntou: - Pai, quando começarão as aulas?
b) indicar mudança do interlocutor nos diálogos - Doutor, o que tenho é grave? - Não se preocupe, é uma simples infecção. É só tomar um antibiótico e estará bom
c) unir grupos de palavras que indicam itinerário Ex.: A rodovia Belém-Brasília está em péssimo estado.

DICAS

Também pode ser usado em substituição à virgula em expressões ou frases explicativas Ex.: Xuxa – a rainha dos baixinhos – será mãe.

ASPAS ( “ ” )

a) isolar palavras ou expressões que fogem à norma culta, como gírias, estrangeirismos, palavrões, neologismos, arcaísmos e expressões populares. Ex.: Maria ganhou um apaixonado “ósculo” do seu admirador. A festa na casa de Lúcio estava “chocante”. Conversando com meu superior, dei a ele um “feedback” do serviço a mim requerido.
b) indicar uma citação textual Ex.: “Ia viajar! Viajei. Trinta e quatro vezes, às pressas, bufando, com todo o sangue na face, desfiz e refiz a mala”. ( O prazer de viajar - Eça de Queirós)

DICAS

Se, dentro de um trecho já destacado por aspas, se fizer necessário a utilização de novas aspas, estas serão simples. ( ' ' )
Recursos alternativos para pontuação:
Parágrafo ( § ) Chave ( { } ) Colchete ( [ ] ) Barra ( / )
Fonte: www.portugues.com.br
PONTUAÇÃO


Sinal

Utilização

Ponto (.)

Usa-se no final do período, indicando que o sentido está completo e nas abreviaturas (Dr., Exa., Sr.); marca uma pausa absoluta

Vírgula (,)

Marca uma pequena pausa.
É usada para separar: o aposto; o vocativo; o atributo; os elementos de um sintagma não ligados pelas conjunções e, ou, nem; as coordenadas assindéticas não ligadas por conjunções; as orações relativas; as orações intercaladas; as orações subordinadas e as adversativas introduzidas por mas, contudo, todavia e porém.

Ponto e vírgula (;)

Sinal intermédio entre o ponto e a vírgula que indica que a frase não está finalizada.
Usa-se: em frases constituídas por várias orações, algumas das quais já contêm uma ou mais vírgulas; para separar frases subordinadas dependentes de uma subordinante; como substituição da vírgula na separação da oração coordenada adversativa da oração principal.

Dois pontos (:)

Marcam uma pausa e anunciam: uma citação; uma fala; uma enumeração; um esclarecimento; uma síntese

Ponto de interrogação (?)

Usa-se no final de uma frase interrogativa directa e indica uma pergunta

Ponto de exclamação (!)

Usa-se no final de qualquer frase que exprime sentimentos, emoções, dor, ironia e surpresa

Reticências (...)

Marcam uma interrupção na frase indicando que o sentido da oração ficou incompleto

Aspas ("...")

Usam-se para delimitar citações; para referir títulos de obras; para realçar uma palavra ou expressão

Parênteses (...)

Marcam uma observação ou informação acessória intercalada no texto

Parágrafo (§)

Constitui cada uma das secções de frases de um escrito; começa por letra maiúscula, um pouco além do ponto em que começam as outras linhas.

Travessão (-)

Marca o início e o fim das falas, no diálogo para distinguir cada um dos interlocutores; as orações intercaladas; as sínteses no final de um texto. Substitui os parênteses.
Fonte: www.priberam.pt
PONTUAÇÃO


É o conjunto de sinais gráficos que possui basicamente duas funções: representar, na língua escrita, as pausas e a entoação da língua falada, na tentativa de reconstituir o movimento vivo, recursos rítmicos e melódicos que a oralidade possui e dividir as partes do discurso que não têm entre si uma íntima relação sintática.

EMPREGO DOS SINAIS GRÁFICOS

VÍRGULA (,)
Emprega-se a vírgula nos seguintes casos:
1. para separar termos da mesma função sintática;
Exemplos:
Pedro, João, Mateus e Tiago eram alguns dos apóstolos de Jesus. (Pedro, João, Mateus e Tiago exercem a mesma função sintática nessa oração, ou seja, a de sujeito.)
Ana vendeu um sofá, duas poltronas, uma estante e uma mesinha. (sofá, poltronas, estante e mesinha funcionam, aqui, como objetos diretos da oração.)
Observações: Quando as conjunções "e", "ou" e "nem" vierem repetidas numa enumeração, dando ênfase ao que se diz, costuma-se separar os termos coordenados.
Exemplos:
Abrem-se lírios, e jasmins, e rosas, e cravos... Ou você presta atenção à aula, ou você conversa, ou você sai da sala. Nem eu, nem tu, nem qualquer outra pessoa resolverá este caso.
Quando se usa a conjunção "ou" para indicar equivalência entre dois termos, pode-se ou não empregar-se uma vírgula antes da conjunção e outra depois da palavra que indica equivalência.
Exemplos:
Cláudia, ou sua irmã, deverá ser a oradora da turma. Cláudia ou sua irmã deverá ser a oradora da turma.
Torna-se necessária a vírgula antes da conjunção "e" quando servir para separar orações coordenadas que tenham sujeitos diferentes.
Exemplos:
A primavera despertava as flores, e os coqueiros balançavam preguiçosos ao vento. (Neste exemplo, o "e" não está ligando flores a coqueiros, pois este termo é sujeito da forma verbal balançavam, e flores é objeto direto de DESPERTAva que tem como sujeito a palavra primavera.)
Ele dizia muitas coisas, e sua esposa só ouvia.
2. para isolar o objeto direto anteposto ao verbo nas construções em que ele aparece também com sua forma pleonástica;
Exemplos:
A mesa, nós a empurraremos. (A mesa = objeto direto / pronome a = objeto direto pleonástico)
O homem, fê-lo Deus à sua semelhança. (O homem = objeto direto / lo = objeto direto pleonástico)
Os sapatos, João os comprou na C&A. (Os sapatos = objeto direto / os = objeto direto pleonástico)
3. para isolar o aposto explicativo;
Exemplos:
Alice, a diretora, estava muito feliz. (aposto = a diretora)
Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi enforcado por lutar pela nossa independência. (aposto = o Tiradentes)
4. para isolar o vocativo;
Exemplos:
Maria, porque não respondes? (vocativo = Maria)
Ajuda-me, Senhor, neste trabalho. (vocativo = Senhor)
5. para isolar o adjunto adverbial antecipado;
Exemplos:
No campo, a chuva é sempre bem-vinda. (adjunto adverbial = No campo)
Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste. (adjunto adverbial = com fé e orgulho)
Pela manhã, fui ao sítio de meu avô. (adjunto adverbial = Pela manhã)
No entanto, quando o adjunto for constituído de apenas um advérbio, a vírgula será facultativa.
Exemplos:
Ali várias pessoas discutiam sobre futebol. Ali, várias pessoas discutiam sobre futebol.
Hoje não comprei o jornal. Hoje, não comprei o jornal.
6. para se separar a localidade da data, e nos endereços;
Exemplos:
Rio de Janeiro, 31 de julho de 1957. Rua Barata Ribeiro, 200, ap. 101, Copacabana.
7. para marcar a supressão do verbo numa oração (zeugma);
Exemplos:
Eu fui de ônibus; ela, de avião. Os valorosos levam as feridas; e os venturosos, os prêmios.
8. para separar orações coordenadas assindéticas, isto é, separar orações que não apresentam conjunções que as interliguem;
Exemplos:
Acendeu um cigarro, cruzou as pernas, estalou os dedos. Vim, vi, venci.
9. para separar as orações coordenadas sindéticas adversativas, conclusivas e explicativas;
Exemplos:
Não me disseste nada, mas eu vi tudo. Ana namorava Carlos, entretanto não o amava. Tu és homem, logo és mortal. Estou com o mapa no carro, portanto não errarei o caminho. Venha, que já é tarde. Não fumes aqui, porque é perigoso. Volte amanhã, pois o diretor não o atenderá hoje.
10. para isolar certas expressões exemplificativas e de retificação;
Exemplos:
Além disso, por exemplo, isto é, ou seja, a saber, aliás, digo, minto, ou melhor, ou antes, outrossim, com efeito, a meu ver, por assim dizer, por outra, etc.
11. para isolar o predicativo deslocado;
Exemplos:
A mulher, desesperada, correu em socorro do filho. Desesperada, a mulher correu em socorro do filho.
Cansados, os meninos dormiram mesmo no chão. Os meninos, cansados, dormiram mesmo no chão.
12. para isolar certas conjunções deslocadas;
Exemplos:
Naquele dia, porém, não pude vir. (todavia, contudo, entretanto, No entanto, etc.)
Observação: Quando a conjunção "pois" for conclusiva, virá sempre depois do verbo da oração a que pertence e, portanto, isolada por vírgulas.
Exemplo: As jóias não eram, pois, tão valiosas assim.
13. para isolar as orações intercaladas;
Exemplos:
Amanhã mesmo vou embora, assegurou Rogério, batendo a porta da rua. Ele sabia que, mesmo comprometendo a sua segurança, precisava fazer a denúncia.
Observação: Neste caso, também é possível substituir as vírgulas por travessões.
14. para isolar as orações subordinadas adjetivas explicativas;
Exemplos:
Léa, que tem manias estranhas, entrou na sala agora. O homem, que se considera racional, muitas vezes age animalescamente.
15. para separar as orações subordinadas adverbiais, principalmente quando antepostas à principal (Exceção das comparativas).
Exemplos:
Quando se levantou, os seus olhos tinham uma imensa paz. Se chover muito, não irei à casa de Paula. Apesar de ter ido ao passeio, ela não se alegrou. Ana é tão inteligente como a irmã.
Observações:
- Pode-se separar as orações adjetivas restritivas quando muito extensas no período ou no encontro dos verbos;
Exemplos:
As famílias que se estabeleceram naquela favela de pequenas e sujas vielas, estão preocupadas com os bandidos.
O homem que falou, representou-me na reunião.
- São também separadas por vírgulas as orações reduzidas de infinitivo, de gerúndio e de particípio que se antepõem à oração principal.
Exemplos:
Marchar mais e mais, insistia o sargento. Sendo muitos os problemas, resolva-os sempre um por um. Incentivado, viajou para Londres.
- Quando houver um parêntese no período, no lugar em que já exista uma vírgula, esta se coloca depois do parêntese fechado, uma vez que este sempre esclarece o que ficou antes da vírgula, e não o que vem depois dela.
Exemplo:
Estava Mário em sua casa (nenhum prazer sentia fora dela), quando ouviu gritos na rua.

CASOS EM QUE NÃO SE DEVE EMPREGAR A VÍRGULA

A) Não se deve separar por vírgula o sujeito de seu predicado, os verbos de seus complementos e destes os adjuntos adverbiais se vierem na ordem direta.
Ordem direta = SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTOS + ADJUNTOS ADVERBIAIS
Exemplos:
Pedro, comprou um livro no sebo. (errado) Pedro comprou, um livro no sebo. (errado) Pedro comprou um livro, no sebo. (errado) Pedro comprou um livro no sebo . (certo)
B) Segundo alguns gramáticos mais antigos, não se deve colocar vírgula antes de "etc", pois se trata de letras que abreviam a expressão latina "et cetera", que significa "e outras coisas", "e o resto", "e assim por diante". Nesse sentido, também é condenável o uso da conjunção "e" antes de ETC.
Exemplos:
Sandra comprou blusas, calças, meias e etc. (condenado) Sandra comprou blusas, calças, meias etc. (aceito)
No entanto, o Acordo Ortográfico que está vigindo no Brasil determina que se use, obrigatoriamente, a vírgula antes de etc.
Exemplo:
Acordou, tomou café, tomou banho, etc.
Quando a frase termina com "etc.", basta colocar um ponto, que acaba tendo duplo papel: o de marcar a abreviatura da expressão e o de encerrar o período. É o que se vê nos dicionários e no "Formulário Ortográfico Oficial" em todos os casos em que se emprega essa abreviatura.

PONTO-E-VÍRGULA (;)

Este sinal serve de intermediário entre o ponto e a vírgula, aproximando-se ora mais de um ora mais de outro, segundo os valores pausais e melódicos que representa no texto. Apesar da imprecisão deste sinal, pode-se estabelecer alguns empregos para ele.
1. Serve para separar orações coordenadas com certa extensão e que possuam a mesma estrutura sintática, sobretudo, se possuem partes já divididas por vírgulas;
Exemplos:
Das graças que há no mundo, as mais sedutoras são as da beleza; as mais picantes, as do espírito; as mais comoventes, as do coração.
Nos dias de hoje, é preciso andar com cautela; antigamente, a vida era mais tranqüila.
2. Para separar orações coordenadas assindéticas de sentido contrário;
Exemplos:
Cláudio é ótimo filho; Júlio, ao contrário, preocupa constantemente seus pais.
Uns se esforçam, lutam, criam; outros vegetam, dormem, desistem.
3. Para separar orações coordenadas adversativas e conclusivas quando se deseja (com o alongamento da pausa) acentuar o sentido adversativo ou conclusivo dessas orações;
Exemplos:
Pode a virtude ser perseguida; mas nunca desprezada. Estudei muito; não obtive, porém, resultados satisfatórios. Ele anda muito ocupado; não tem, por isso, respondido às suas cartas.
Observação:
Em certos casos, a ênfase dada a essas orações pode pedir o emprego do ponto em lugar do ponto-e-vírgula.
Exemplo:
O exame de física foi bastante difícil. Entretanto, o de português foi bem melhor.
4. Para separar os diversos itens de uma lei, decreto, portaria, regulamento, exposição de motivos, etc;
Exemplo:
Artigo 187
O processo será iniciado:
I - por auto de infração; II - por petição do contribuinte interessado; III - por notificação, ou representação verbal ou escrita.
5. Para separar itens diferentes de uma enumeração;
Exemplo:
O Brasil produz café, milho, arroz; cachaça, cerveja, vinho. (Separando gêneros alimentícios de bebidas)
6. Para separar os itens de uma explicação.
Exemplo:
A introdução dos computadores pode acarretar duas conseqüências: uma, de natureza econômica, é a redução de custos; a outra, de implicações sociais, é a demissão de funcionários.

PONTO (.)

O ponto assinala a pausa máxima da voz. Serve para indicar o término de uma oração absoluta ou de um período composto. Quando os períodos simples e compostos mantêm entre si uma seqüência do pensamento, serão separados por um ponto chamado de "ponto simples"; e o período seguinte que expressa uma conseqüência ou uma continuação do período anterior será escrito na mesma linha. Porém, se houver um corte, uma interrupção na seqüência do pensamento, o período seguinte se iniciará na outra linha, sendo o ponto do período anterior chamado de "ponto parágrafo".
Finalmente, quando um ponto encerra um enunciado, dá-se o nome de "ponto final".
O ponto serve ainda para abreviar palavras.
Exemplo:
V. S. = Vossa Senhoria; prof. = professor, etc.

DOIS PONTOS (:)

Serve para marcar uma sensível suspensão da voz na melodia de uma frase não concluída. Emprega-se nos seguintes casos:
1. Antes de uma citação;
Exemplos:
Como ele nada dissesse, o pai perguntou: - Queres ou não queres ir?
Disse Machado de Assis: "A solidão é oficina de idéias."
2. Antes de uma enumeração;
Exemplo:
Tínhamos dezenas de amigos: Pedro, João, Carlos, Luís, mas nenhum deles entendeu nosso problema.
3. Antes de uma explicação, uma síntese ou uma conseqüência do que foi enunciado, ou ainda antes de uma complementação.
Exemplos:
A razão é clara: achava sua conversa menos interessante que a dos outros rapazes.
E a felicidade traduz-se por isto: criarem-se bons hábitos durante toda a vida.
No quartel, quem manda é o sargento: só nos cabe ouvir e obedecer.
Aquela mãe preocupava-se com uma coisa só: o futuro dos filhos.
"Não sou alegre nem sou triste: sou poeta." (C. Meireles)
Observação:
Nos vocativos de cartas, ofícios, etc, usa-se vírgula, ponto, dois pontos ou nenhuma pontuação.
Exemplos:
Prezado Senhor, Prezado Senhor. Prezado Senhor: Prezado Senhor

PONTO DE INTERROGAÇÃO (?)

É um sinal que indica uma pausa com entoação ascendente. Emprega-se nos seguintes casos:
1. Nas interrogações diretas;
Exemplos:
Quem vai ao teatro hoje? Que é Deus?
2. Pode-se combinar o ponto de interrogação com o ponto de exclamação quando a pergunta também expressar uma surpresa;
Exemplo:
- Ana desmanchou o noivado de cinco anos. - Por quê?!
3. Quando houver muita dúvida na pergunta, costuma-se colocar reticências após o ponto de interrogação.
Exemplos:
- Então?... Qual o caminho que devemos seguir?... - E você também não sabe?...

PONTO DE EXCLAMAÇÃO (!)

Neste sinal, a pausa e a entoação não são uniformes, já que somente no contexto em que está inserida a frase exclamativa poderemos interpretar a intenção do escritor, pois são várias as possibilidades da inflexão exclamativa como, por exemplo, as frases que exprimem espanto, surpresa, alegria, entusiasmo, cólera, dor, súplica, etc.

Normalmente se emprega nos seguintes casos:

1. Depois de interjeições ou de termos equivalentes como os vocativos intensos, as apóstrofes;
Exemplos:
- Ai! Ui! - gritava o menino.
- Credo em cruz! - gemeu Raimundo.
- Adeus, Senhor!
"Ó Pátria amada, idolatrada, Salve! Salve!"
2. Depois de um imperativo;
Exemplos:
- Não vai! Volta, meu filho!
- Direita, volver!
Não matarás!
Observação:
Para acentuar a inflexão da voz e a duração das pausas pedidas por certas formas exclamativas, pode-se empregar os seguintes recursos:
A) Combinar-se o ponto de exclamação ao de interrogação quando a entoação numa frase interrogativa for sensivelmente mais exclamativa.
Exemplo:
Para que você veio me contar essas histórias a esta hora da noite!?
B) Emprega-se a combinação acima mais reticências para dar à frase mais um matiz: o da incerteza.
Exemplo:
- Coitado! Envolvido com drogas, quem poderá dizer como acabará!?...
C) Repete-se o ponto de exclamação para marcar um reforço especial na duração, na intensidade ou na altura da voz.
Exemplo:
- Canalhas!!! Não escaparão à Justiça Divina!!!
Observação
Deve-se evitar usar este recurso quando se enviar um texto para uma pessoa cega que utilize computador com ledores de tela (como o Virtual Vision e o Sistema DOSVOX), que interpretam estes pontos repetidos apenas como sinais de pontuação, não dando à palavra ou à frase antecedidas por eles nenhuma entoação especial. Torna-se, neste sentido, obviamente desnecessária e mesmo inútil o emprego repetitivo dos pontos de interrogação e exclamação, posto que isto causará somente um extremo incômodo aos ouvidos dos leitores/ouvintes cegos.

RETICÊNCIAS (...)

Serve para marcar a suspensão da melodia na frase. Emprega-se em casos muito variados como:
1. Para interromper uma idéia, um pensamento, a fim de se fazer ou não, logo após, uma consideração;
Exemplo:
- Quanto ao seu pai... às vezes penso... Mas asseguro-lhe que é verdade quase tudo que se contam por aí sobre homens que enriqueceram facilmente.
2. Para marcar suspensões provocadas por hesitação, surpresa, dúvida ou timidez de quem fala. E ainda, certas inflexões de alegria, tristeza, cólera, ironia, etc.
Exemplos:
- Rapaz, veja lá... pensa bem no que vai fazer... - alertou o amigo.
- Você... aí sozinha... não tem medo de ficar na rua a esta hora?
- Eu... eu... queria... um agasalho - respondeu soluçando o mendigo.
- Há quanto tempo não o via... lágrimas vieram-lhe aos olhos... foi um encontro inesquecível.
3. Para indicar que a idéia contida na frase deve ser completada pela imaginação do leitor;
Exemplos:
"Duas horas te esperei. Duas mais te esperaria. Se gostas de mim, não sei... Algum dia há de ser dia." (F. Pessoa)
4. Para indicar uma interrupção brusca da frase;
Exemplos:
(Um personagem corta a fala de outro) - A senhora ia dizer que... - Nada... Esquece tudo isto.
Observações:
A) Se a fala do personagem continua depois da interrupção, costuma-se colocar reticências no início da frase.
Exemplo:
- Eu pedi que fizesse a lição... - Que lição? Não há lição alguma. - ...a lição sobre a vida de Ghandi.
B) As reticências podem formar uma linha inteira de pontos para indicar a supressão de palavras ou de linhas omitidas na cópia ou tradução de uma obra. Podem ainda vir entre parênteses no início e no fim de um trecho selecionado.

PARÊNTESES ()

São empregados para intercalar, num texto, qualquer indicação ou informação acessória de caráter secundário.
Exemplos em que se empregam os parênteses:
1. Numa explicação;
Beto (tinha esse apelido desde criança) não gostava de viajar.
2. Numa reflexão, num comentário à margem do que se afirma;
Jorge mais uma vez (tinha consciência disso) decidiu seu destino ao optar pela mudança de país.
3. Numa manifestação emocional expressa geralmente em forma exclamativa ou interrogativa;
"Havia escola, que era azul, e tinha um mestre mau, de assustador pigarro... (Meu Deus! Que isto? Que emoção a minha quando estas coisas tão singelas narro?)"
4. Nas referências a datas, indicações bibliográficas, etc;
Kardec revela-nos em "O Livro dos Espíritos" (1857) os mistérios do Mundo Invisível.
5. Numa citação na língua de origem;
Como disse alguém: "A natureza não dá saltos" (natura non saltit).
Observações:
A) Os parênteses podem ser usados também para isolar orações intercaladas, sendo mais freqüentes, no entanto, para este fim, as vírgulas e os travessões.
Exemplo:
Mais uma vez (contaram-me) a polícia tinha conseguido deitar a mão naquele perigoso bandido.
B) Os parênteses muito longos devem ser evitados, pois prejudicam a clareza do período. Na leitura, a frase que vem entre parênteses deve ser pronunciada em tom mais baixo. Na escrita, a frase inicia-se por maiúscula somente quando constituir oração à parte, completa, contendo uma consideração ou pensamento independente. Neste caso, é comum se colocar os parênteses depois do ponto final.
Exemplo:
"Existem jovens, por exemplo, que só conseguem crescer se tiverem uma sogra tirana. (É bastante comum Afrodite "surgir" em sogras. A madrasta má é outro exemplo.)"
C) O asterisco entre parênteses chama a atenção do leitor para alguma observação ou nota final da página ou do texto.

ASPAS (")

São empregadas nos seguintes casos:

1. No início e no fim de uma citação ou transcrição literária;
Exemplo:
Fernando Pessoa nos revela em um de seus poemas que Júlio César definiu bem toda a figura da ambição quando disse: "Antes o primeiro na aldeia do que o segundo em Roma".
2. Para fazer sobressair palavra ou expressões que, geralmente, não são comuns à linguagem normal (estrangeirismos, arcaísmos, neologismos, gírias, etc.);
Exemplos:
O Sistema DOSVOX é um "software" especial para cegos. Os escravos chamavam meu bisavô de "sinhô" ou "nhonhô". O diretor daquela escola pública, para todos os alunos, era considerado "sangue bom".
3. Para realçar o significado de qualquer palavra ou expressão, ou para marcar um sentido que não seja o usual;
Exemplos:
O vocábulo "que" pode ser analisado de várias maneiras. Ela deu um "espetáculo" no saguão do prédio. (A palavra ESPETÁCULO aqui tem o sentido de ESCÂNDALO.)
Observação:
As aspas também podem ser empregadas no lugar dos travessões em diálogos quando da mudança de interlocutor.
Exemplos:
"Vamos mudar de assunto", disse eu. "OK, vamos então falar de amor?" replicou Clara. "Boa idéia!" concordei, sorrindo-lhe.
4. Para fazer sobressair o título de uma obra literária, musical, etc.
Exemplos:
Adorei ler "Nosso Lar", de André Luiz. Você gostou do disco "Sozinho", do Caetano Veloso?
Observação:
Quando as aspas abrangem parte do período, o sinal de pontuação é colocado depois delas:
Na política, ainda são bastante numerosos os "partidários do Brizolismo".
Quando, porém, as aspas abrangem todo o período, o sinal de pontuação é colocado antes delas:
"Nem tudo que reluz é ouro."
Quando já existe aspas numa citação ou numa transcrição, devemos usar a "aspa simples" ('), ou negrito, ou ainda letras de outro tipo para destacar o termo ou expressão desejados:
Aquele crítico de arte declarou assim: "Todos admiravam o 'feeling' daquele artista".

TRAVESSÃO (-)

Emprega-se nos seguintes casos:

1. Para indicar, nos diálogos, a mudança de interlocutor;
Exemplo:
- Você tem religião? - Sim, a do Amor.
2. Para isolar, num contexto, palavras ou orações intercaladas;
Exemplo:
O presidente declarou - e nem sabemos quanto lhe custou essa decisão - que estava renunciando.
3. Para dar mais realce a uma expressão ou oração, pode-se empregar o travessão em lugar dos dois pontos;
Exemplo:
Era mesmo o meu quarto - a roupa da escola no prego atrás da porta, o quadro da santa na parede...
4. Para substituir um termo já mencionado (uso comum nos dicionários).
Exemplo:
pé, s. m.: parte inferior do corpo humano; - de-moleque: doce feito de amendoim.

ASTERISCO (*)

Serve para chamar a atenção do leitor para alguma nota ao final da página ou do capítulo.
Fonte: intervox.nce.ufrj.br
Pontuação


Parênteses

Este sinal () é usado em orações intercaladas e incidentes: "Corri ao ilustre ateniense, para levantá-lo, mas (com dor o digo) era tarde: estava morto, morto pela segunda vez." (Machado de Assis, Uma visita de Alcibíades.) O acordo de 1943 diz que o sinal de pontuação deve marcar-se depois dos parênteses, sempre que a pausa coincidir com o início da oração incidente. Mas quando a frase inteira ou qualquer unidade se achar encerrada pelos parênteses, coloca-se dentro destes a pontuação competente. Portanto, não há simultaneamente pontos-finais antes e depois dos parênteses. Havendo um ponto antes, o seguinte virá antes do segundo parêntese.

Pontuação com ETC.

Etc. é abreviatura da expressão latina et cetera (ou caetera) que significa 'e outras coisas', 'e outros', 'e assim por diante': Comprou livros, revistas, etc.

Pontuação nos títulos e cabeçalhos

Todos os cabeçalhos e títulos são encerrados por pontos-finais. Não há uniformidade quando ao uso desta pontuação, mas é de bom tom seguir o que determina a ortografia oficial vigente. Isso embora muita gente considere mais estético não pontuar títulos. Em jornalismo, por exemplo, não se usa a pontuação de titulação.

Ponto de exclamação

Quase sempre desnecessário em texto jornalístico. Só deve ser usado em declarações enfáticas, e sempre entre aspas.

Ponto-e-vírgula

Indica pausa maior que a vírgula e menor que o ponto. Emprega-se nos seguintes casos: A) para separar orações coordenadas não unidas por conjunção, que guardem relação entre si: a represa está poluída; os peixes estão mortos. B) para separar orações coordenadas, quando pelo menos uma delas já tem elementos separados por vírgula: o resultado final foi o seguinte: 20 deputados votaram a favor da emenda; 39, contra. C) para separar os diversos itens de uma enumeração, principalmente quando há vírgulas em seu interior: Compareceram ao evento: Herbert de Souza, o Betinho, cientista social; Paulo Santos, historiador; Marcos Tavares, economista, e Antônio Rocha, cientista político.

Travessão

O travessão (-) não passa de um hífen prolongado e tem os seguintes empregos:
1) liga palavras ou grupos de palavras que formam encadeamentos vocabulares: O percurso Rio - São Paulo. A estrada de ferro Rio Grande do Sul - São Paulo.
2) substitui parênteses, vírgulas e dois pontos em alguns casos: "...vendo naquela paz de claustro católico como um recanto da pátria recuperada - o abrigo e a consolação - rolaram-me das pálpebras duas lágrimas mudas." (Eça de Queiroz, O Mandarim.)
3) indica dialogação, mudança de interlocutor: "Imagino Irene entrando no céu: - Licença, meu branco! E São Pedro bonachão: - Entra, Irene. Você não precisa pedir licença." (Manuel Bandeira, Irene no Céu.)
4) evita a repetição de um termo já mencionado: Assis (Joaquim Maria Machado de -)
5) dá ênfase e realce à palavra ou pensamento que segue: "Só há um caminho para a conquista da natureza, dos homens, de si mesmo: - saber. Não há outro meio de o conseguir: - querer. (Afrânio Peixoto)

Vírgulas

Como as pessoas erram demais neste ponto, vamos repetir aqui as regras gerais já deixadas na redação do GAB-COM. Devemos usar vírgulas para:
1 - Separar palavras da mesma classe.
Exemplo: "A casa tem três quartos, dois banheiros, três salas e um quintal".
2 - Para separar vocativos.
Exemplo: "Minha filha, não seja precipitada."
3 - Para separar apostos.
Exemplo: "Brasília, Capital da República, foi fundada em 1960."
4 - Para separar palavras e expressões explicativas, retificativas ou continuativas.
Exemplos: "Gastamos R$ 1 mil, isto é, tudo o que tínhamos". "Ela não pôde vir, ou melhor, não quis vir". "Quer dizer que você, então, não mais verá o Festival de Monólogos?"
5 - Para separar orações coordenadas assindéticas.
Exemplo: "O tempo não pára no porto, não apita na curva, não espera ninguém."
6 - Antes de todas as conjunções coordenativas, menos e e nem aditivas (o e, quando equivale a mas, exige anteposição de vírgula).
Exemplos: "Eu queria falar, mas não conseguia". "Cumprimos nossa obrigação, logo nada temos a temer" . "Não chore, que será pior."
7 - Depois do elemento coordenativo e correlativo de não só.
Exemplo: "Lars Grael não só pediu, mas exigiu Justiça."
8 - Para separar todas as conjunções adversativas e conclusivas no meio da frase.
Exemplo: "Estou triste; não estou, porém, decepcionado."
9 - Antes da conjunção e, quando os sujeitos forem diferentes.
Exemplo: "O homem vendeu o carro, e a mulher protestou." No caso, "homem" é sujeito de "vendeu", e "mulher" é sujeito de "protestou".
10 - Antes de e e nem repetidos.
Exemplos: "Ele chegou, e gritou, e esbravejou, e esperneou, e morreu." Ela não é lindíssima, nem elegante, nem inteligente, nem educada, mas é a mais nova loura do Tcham."
11 - Para separar o nome da localidade, nas datas.
Exemplo: "Vitória, 5 de junho de 2000."
12 - Depois de qualquer termo da oração que apareça fora do seu lugar normal.
Exemplo: "As laranjas, você chegou a comprar?"
13 - Para separar qualquer oração que venha antes ou no meio da principal.
Exemplos: "Quando o prefeito voltar, avise-nos imediatamente". "O artista que ficou satisfeito com a sua obra, faltou à vocação".
14 - Para separar orações adverbiais explicativas.
Exemplo: "Vitória, que é Capital do Espírito Santo, é conhecida como Cidade Presépio."
15 - Para separar adjuntos adverbiais longos.
Exemplo: " Depois de algumas semanas de trabalho árduo, voltamos para casa."
16 - Para separar todas as palavras repetidas e também indicar omissão de verbos facilmente subentendidos.
Exemplos: "Mulheres, mulheres, mulheres, quantas mulheres?" Ou então: "Carmen ficou alegre; eu, muito triste."
Fonte: www.vitoria.es.gov.br

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Vícios de Linguagem.


BARBARISMO

É o emprego de vocábulos, expressões e constru‡ões alheias ao idioma. Os estrangeirismos que entram no idioma por um processo natural de assimilação de cultura assumem aspecto de sentimento político-patriótico que, aos olhos dos puristas extremados, trazem o selo da subserviência e da degradação do país.
Esquecem-se de que a língua, como produto social, registra, em tais estrangeirismos, os contactos de povos. Este tipo de patriotismo lingüístico (Leo Spitzer lhe dava pejorativamente o nome de "patriotite") é antigo e revela reflexos de antigas dissensões históricas. Bréal lembra que os filólogos gregos que baniam os vocábulos turcos do léxico continuavam, à sua moda, a guerra da independência. Entre nós o repúdio ao francesismo ou galicismo nasceu da repulsa, aliás, justa, dos portugueses aos excessos dos soldados de Juno quando Napoleão ordenou a invasão de Portugal.
O que se deve combater é o excesso de importação de línguas estrangeiras, mormente aquela desnecessária por se encontrarem no vernáculo vocábulos equivalentes.

CACÓFATO

Palavra de origem grega que significa "mau som", RESULTANTE DA aproximação das sílabas finais de uma palavra com as iniciais de outra, formando uma terceira de "som desagradável".

Exemplos:

Durante a Olimpíada de Atlanta, um repórter afirmou com muita ênfase: "Até hoje, o atletismo era o esporte que havia dado mais medalhas para o Brasil."
Na transmissão do jogo Brasil x Coréia, ouviu-se: "Flávio Conceição pediu a bola e Cafu deu."
Cacófatos mais conhecidos:
"Uma prima minha...", "Na boca dela...", "Na vez passada...", "Eu vi ela...", "Teu time nunca ganha", entre outros.
Segundo o gramático e filólogo Napoleão Mendes de Almeida "Só haverá cacofonia quando a palavra produzida for torpe, obscena ou ridícula. É infundado o exagerado escrúpulo de quem diz haver cacófato em 'por cada', 'ela tinha' e 'só linha'." No mesmo caso podemos incluir "uma mão" e "já tinha".
No meio empresarial, corre uma história muito curiosa. Dizem que uma engenheira química, durante visita a uma indústria, recebeu a seguinte pergunta: "Que a senhora faria se este problema ocorresse em sua fábrica?" Ela respondeu secamente: "Eu mandaria um químico meu." A resposta causou constrangimento. Todos disfarçaram e continuaram a reunião. Lá pelas tantas, nova pergunta: "E neste caso?" Nova resposta: "Eu mandaria um outro químico meu." Foram tantos "químico meu" que um diretor mais preocupado perguntou: "Mas...foi a fábrica toda?" Ela deve ter voltado para casa sem saber o porquê de tanto sucesso.

REDUNDÂNCIA

Palavra ou expressão desnecessária, por indicar idéia que já faz parte de outra passagem do texto.

Exemplos:

Você sabe o que significa "elo"? Além de sinônimo de argola, figurativamente elo pode significar "ligação, união". Então "elo de ligação" é outro belíssimo caso de redundância. Basta dizer que alguma coisa funciona como elo, e não que funciona como "elo de ligação".
O mesmo raciocínio se aplica em casos como o de "criar mil novos empregos". Pura redundância. Basta dizer "criar mil empregos".
Se é consenso, é geral. É redundante dizer "Há consenso geral em relação a isso". Basta dizer que há consenso.
Prefiro mais é errado. A força do prefixo (pre) dispensa o advérbio (mais). Diga sempre: prefiro sair sozinha; prefiro comer carne branca. Nada mais!

Outros exemplos de redundância:

"Acabamento final" (O acabamento vem no fim mesmo) "Criar novas teorias" (O que se cria é necessariamente novo) "Derradeira última esperança" (Derradeira é sinônimo de última) "Ele vai escrever a sua própria autobiografia" (Autobiografia é a biografia de si mesmo) "Houve contatos bilaterais entre as duas partes" (Basta: "bilaterais entre as partes") "O nível escolar dos alunos está se degenerando para pior" (É impossível degenerar para melhor) "O concurso foi antecipado para antes da data marcada" (Será que dá para antecipar para depois?) "Ganhe inteiramente grátis" (Se ganhar só pode ser grátis, imagine inteiramente grátis. Parece que alguém pode ganhar alguma coisa parcialmente grátis) "Por decisão unânime de toda a diretoria" (Boa foi a decisão unânime só da metade da diretoria!) "O juiz deferiu favoravelmente" (Se não fosse favoravelmente, o juiz tinha indeferido) "Não perca neste fim de ano, as previsões para o futuro" (Ainda estamos para ver as previsões para o passado!)

SOLECISMO

Colocação inadequada de algum termo, contrariando as regras da norma culta em relação à sintaxe (parte da gramática que trata da disposição das palavras na frase e das frases no período).

Exemplos:

Me esqueci (em lugar de: Esqueci-me).
Não falou-me sobre o assunto (em lugar de: Não me falou sobre o assunto)
Eu lhe abracei (por: Eu o abracei)
A gente vamos (por: A gente vai)
Tu fostes (por: Tu foste)

ALGUMAS MANEIRAS DE FALAR OU ESCREVER ERRADO (TAUTOLOGIA)

A tautologia é um dos vícios de linguagem que consiste em dizer ou escrever a mesma coisa, por formas diversas, meio parecida com pleonasmo ou redundância. O exemplo clássico é o famoso subir para cima ou descer para baixo. Mas há ainda muitos outros.
Observe a lista abaixo. Se vir alguma que já usou, procure não utilizar mais.
- Acabamento final; - Quantia exata; - Nos dias 8, 9 e 10, inclusive; - Superávit positivo; - Todos foram unânimes; - Habitat natural; - Certeza absoluta; - Quantia exata; - Sugiro, conjecturalmente; - Nos dias , e inclusive; - Como prêmio extra; - Juntamente com; - Em caráter esporádico; - Expressamente proibido; - Terminantemente proibido; - Em duas metades iguais; - Destaque excepcional; - Sintomas indicativos; - Há anos atrás; - Vereador da cidade; - Outra alternativa; - Detalhes minuciosos / pequenos detalhes; - A razão é porque; - Interromper de uma vez; - Anexo (a) junto a carta; - De sua livre escolha; - Superávit positivo; - Vandalismo criminoso; - Palavra de honra; - Conviver junto; - Exultar de alegria; - Encarar de frente; - Comprovadamente certo; - Fato real; - Multidão de pessoas; - Amanhecer o dia; - Criar novos empregos; - Retornar de novo; - Freqüentar constantemente; - Empréstimo temporário; - Compartilhar conosco; - Surpresa inesperada; - Completamente vazio; - Colocar algo em seu respectivo lugar; - Escolha opcional; - Continua a permanecer; - Passatempo passageiro; - Atrás da retaguarda; - Planejar antecipadamente; - Repetir outra vez / de novo; - Sentido significativo; - Voltar atrás; - Abertura inaugural; - Pode possivelmente ocorrer; - A partir de agora; - Última versão definitiva; - Obra-prima principal; - Gritar/ Bradar bem alto; - Propriedade característica; - Comparecer em pessoa; - Colaborar com uma ajuda / auxílio; - Matriz cambiante; - Com absoluta correção/ exatidão; - Demasiadamente excessivo; - Individualidade inigualável; - A seu critério pessoal; - Abusar demais; - Preconceito intolerante; - Medidas extremas de último caso; - De comum acordo; - Inovação recente; - Velha tradição; - Beco sem saída; - Discussão tensa; - Imprensa escrita; - Sua autobiografia; - Sorriso nos lábios; - Goteira no teto; - General do Exército; (Só existem generais no Exército) - Brigadeiro da Aeronáutica; (Só existem brigadeiros na Aeronáutica) - Almirante da Marinha; (Só existem almirantes na Marinha) - Manter o mesmo time; - Labaredas de fogo; - Erário público; (Os dicionários ensinam que erário é o tesouro público, por isso, basta dizer somente erário) - Despesas com gastos; - Monopólio exclusivo; - Ganhar grátis; - Países do mundo; - Viúva do falecido; - elo de ligação; - criação nova; - exceder em muito; - Expectativas, planos ou perspectivas para o futuro.
Fonte: intervox.nce.ufrj.br
VÍCIOS DE LINGUAGEM


DEFINIÇÃO

São alterações defeituosas que sofre a língua em sua pronúncia e escrita devidas à ignorância do povo ou ao descaso de alguns escritores. São devidas, em grande parte, à suposta idéia da afinidade de forma ou pensamento.
Os vícios de linguagem são: barbarismo, anfibologia, cacofonia, eco, arcaísmo, vulgarismo, estrangeirismo, solecismo, obscuridade, hiato, colisão, neologismo, preciosismo, pleonasmo.

BARBARISMO

É o vício de linguagem que consiste em usar uma palavra errada quanto à grafia, pronúncia, significação, flexão ou formação. Assim sendo, divide-se em: gráfico, ortoépico, prosódico, semântico, morfológico e mórfico.
Gráficos: hontem, proesa, conssessiva, aza, por: ontem, proeza, concessiva e asa.
Ortoépicos: interesse, carramanchão, subcistir, por: interesse, caramanchão, subsistir.
Prosódicos: pegada, rúbrica, filântropo, por: pegada, rubrica, filantropo.
Semânticos: Tráfico (por tráfego) indígena (como sinônimo de índio, em vez de autóctone).
Morfológicos: cidadões, uma telefonema, proporam, reavi, deteu, por: cidadãos, um telefonema, propuseram, reouve, deteve.
Mórficos: antidiluviano, filmeteca, monolinear, por: antediluviano, filmoteca, unlinear.
OBS.: Diversos autores consideram barbarismo palavras, expressões e construções estrangeiras, mas, nesta apostila, elas serão consideradas "estrangeirismos."

AMBIGÜIDADE OU ANFIBOLOGIA

É o vício de línguagem que consiste em usar diversas palavras na frase de maneira a causar duplo sentido na sua interpretação.
Ex.: Não se convence, enfim, o pai, o filho, amado. O chefe discutiu com o empregado e estragou seu dia. (nos dois casos, não se sabe qual dos dois é autor, ou paciente).

CACOFONIA

Vício de linguagem caracterizado pelo encontro ou repetição de fonemas ou sílabas que produzem efeito desagradável ao ouvido. Constituem cacofonias:

A coli

Ex.: Meu Deus não seja já.

O eco

Ex.: Vicente mente consantemente.

o hia

Ex.: Ela iria à aula hoje, se não chovesse

O cacófato

Ex.: Tem uma mão machucada: A aliteração - Ex.: Pede o Papa paz ao povo. O antônimo é a "eufonia".

ECO:

Espécie de cacofonia que consiste na seqüência de sons vocálicos, idênticos, ou na proximidade de palavras que têm a mesma terminação. Também se chama assonância.
Ex.: É possível a aprovação da transação sem concisão e sem associação.
Na poesia, a "rima" é uma forma normal de eco. São expressivas as repetições vocálicas a curto intervalo que visam à musicalidade ou à imitação de sons da natureza (harmonia imitativa); "Tíbios flautins finíssimos gritavam" (Bilac).

ARCAÍSMO:

Palavras, expressões, construções ou maneira de dizer que deixaram de ser usadas ou passaram a ter emprego diverso.
Na língua viva contemporânea: asinha (por depressa), assi (por assim) entonces (por então), vosmecê (por você), geolho (por joelho), arreio (o qual perdeu a significação antiga de enfeite), catar (perdeu a significação antiga de olhar), faria-te um favor (não se coloca mais o pronome pessoal átono depois de forma verbal do futuro do indicativo), etc.

VULGARISMO:

É o uso lingüístico popular em contraposição às doutrinas da linguagem culta da mesma região.
O vulgarismo pode ser fonético, morfológico e sintático.

Fonético:

A queda dos erres finais: anda, comê, etc. A vocalização do "L" final nas sílabas.
Ex.: mel = meu , sal = saú etc.
A monotongação dos ditongos.
Ex.: estoura = estóra, roubar = robar.
A intercalação de uma vogal para desfazer um grupo consonantal.
Ex.: advogado = adevogado, rítmo = rítimo, psicologia = pissicologia.

Morfológico e sintático:

Temos a simplificação das flexões nominais e verbais. Ex.: Os aluno, dois quilo, os homê brigou.
Também o emprego dos pronomes pessoais do caso reto em lugar do oblíquo. Ex.: vi ela, olha eu, ó gente, etc.

ESTRANGEIRISMO:

Todo e qualquer emprego de palavras, expressões e construções estrangeiras em nosso idioma recebe denominação de estrangeirismo. Classificam-se em: francesismo, italianismo, espanholismo, anglicismo (inglês), germanismo (alemão), eslavismo (russo, polaço, etc.), arabismo, hebraísmo, grecismo, latinismo, tupinismo (tupi-guarani), americanismo (línguas da América) etc...
O estrangeirismo pode ser morfológico ou sintático.
Estrangeirismos morfológicos: Francesismo: abajur, chefe, carnê, matinê etc...
Italianismos: ravioli, pizza, cicerone, minestra, madona etc...
Espanholismos: camarilha, guitarra, quadrilha etc...
Anglicanismos: futebol, telex, bofe, ringue, sanduíche breque.
Germanismos: chope, cerveja, gás, touca etc...
Eslavismos: gravata, estepe etc...
Arabismos: alface, tarimba, açougue, bazar etc...
Hebraísmos: amém, sábado etc...
Grecismos: batismo, farmácia, o limpo, bispo etc...
Latinismos: index, bis, memorandum, quo vadis etc...
Tupinismos: mirim, pipoca, peteca, caipira etc...
Americanismos: canoa, chocolate, mate, mandioca etc...
Orientalismos: chá, xícara, pagode, kamikaze etc...
Africanismos: macumba, fuxicar, cochilar, samba etc...
Estrangeirismos Sintáticos:

Exemplos:

Saltar aos olhos (francesismo);
Pedro é mais velho de mim. (italianismo);
O jogo resultou admirável. (espanholismo);
Porcentagem (anglicanismo), guerra fria (anglicanismo) etc...

SOLECISMOS:

São os erros que atentam contra as normas de concordância, de regência ou de colocação.

Exemplos:

Solecimos de regência:
Ontem assistimos o filme (por: Ontem assistimos ao filme).
Cheguei no Brasil em 1923 (por: Cheguei ao Brasil em 1923).
Pedro visava o posto de chefe (correto: Pedro visava ao posto de chefe).
Solecismo de concordância:
Haviam muitas pessoas na festa (correto: Havia muitas pessoas na festa)
O pessoal já saíram? (correto: O pessoal já saiu?).
Solecismo de colocação:
Foi João quem avisou-me (correto: Foi João quem me avisou).
Me empresta o lápis (Correto: Empresta-me o lápis).

OBSCURIDADE:

Vício de linguagem que consiste em construir a frase de tal modo que o sentido se torne obscuro, embaraçado, ininteligível. Em um texto, as principais causas da obscuridade são: o abuso do arcaísmo e o neologismo, o provincianismo, o estrangeirismo, a elipse, a sínquise (hipérbato vicioso), o parêntese extenso, o acúmulo de orações intercaladas (ou incidentes) as circunlocuções, a extensão exagerada da frase, as palavras rebuscadas, as construções intrincadas e a má pontuação.
Ex.: Foi evitada uma efusão de sangue inútil (Em vez de efusão inútil de sangue).

NEOLOGISMO:

Palavra, expressão ou construção recentemente criadas ou introduzidas na língua. Costumam-se classificar os neologismos em:
Extrínsecos: que compreendem os estrangeirismos.
Intrínsecos: (ou vernáculos), que são formados com os recursos da própria língua. Podem ser de origem culta ou popular. Os neologismos de origem culta subdividem-se em:
Científicos ou técnicos: aeromoça, penicilina, telespectador, taxímetro (redução: táxi), fonemática, televisão, comunista, etc...
Literários ou artísticos: olhicerúleo, sesquiorelhal, paredro (= pessoa importante, prócer), vesperal, festival, recital, concretismo, modernismo etc...
OBS.: Os neologismos populares são constituídos pelos termos de gíria. "Manjar" (entender, saber do assunto), "a pampa", legal (excelente), Zico, biruta, transa, psicodélico etc...

PRECIOSISMO:

Expressão rebuscada. Usa-se com prejuízo da naturalidade do estilo. É o que o povo chama de "falar difícil", "estar gastando".
Ex.: "O fulvo e voluptoso Rajá celeste derramará além os fugitivos esplendores da sua magnificência astral e rendilhara d’alto e de leve as nuvens da delicadeza, arquitetural, decorativa, dos estilos manuelinos."
OBS.: O preciosismo também pode ser chamado de PROLEXIDADE.

PLEONASMO:

Emprego inconsciente ou voluntário de palavras ou expressões involuntárias, desnecessárias, por já estar sua significação contida em outras da mesma frase.
O pleonasmo, como vício de linguagem, contém uma repetição inútil e desnecessária dos elementos.

Exemplos:

Voltou a estudar novamente.
Ele reincidiu na mesma falta de novo.
Primeiro subiu para cima, depois em seguida entrou nas nuvens.
O navio naufragou e foi ao fundo. Neste caso, também se chama perissologia ou tautologia.
Fonte: www.rainhadapaz.g12.br

Vocativo.


Vocativo



É a palavra ou conjunto de palavras, de caráter nominal, que empregamos para expressar uma invocação ou chamado.
O vocativo é um elemento que, embora colocado pelos gramáticos dentre os termos da oração, isola-se dela. Isto é, o vocativo não se integra sintaticamente aos termos essenciais da oração (sujeito e predicado) e pode, sozinho, constituir-se uma frase. Essa propriedade advém do fato de que o vocativo insere, na oração, o interlocutor discursivo, ou seja, aquele a quem o falante se dirige na situação comunicativa.

Exemplos:

Por Deus, Amélia, vamos encerrar essa discussão!
Posso me retirar agora, senhor?
Meninos!
...[vocativo constituindo uma frase]
A entonação melódica da língua falada costuma acentuar os vocativos. Essa forma de expressão é reproduzida, na língua escrita, por meio de sinais de pontuação. Assim, o vocativo é obrigatoriamente acompanhado de uma pausa: curta, através do recurso da vírgula; longa, através do recurso da exclamação ou das reticências. Não há posição definida para o vocativo na sentença, porém, quando se apresenta no interior da oração, deve ser colocado entre vírgulas.
Além disso, é bastante comum encontrarmos o vocativo associado a alguma forma de ênfase. Se não através da pontuação, o recurso mais popular é vê-lo associado a uma interjeição.

Exemplos:

Ah, mãe! Deixe-me ir ao jogo hoje!
Ó, céus, para quê tanto espetáculo em dias tão desastrosos?
Há de atentarmos para uma distinção entre o vocativo e frases constituídas por um único substantivo. Nestas não se verifica qualquer invocação ao interlocutor do discurso, mas, antes, se dirigem a alguém expressando um aviso, um pedido ou um conselho. No vocativo, porém, o interlocutor é chamado a integrar o discurso do falante.

Exemplos:

Perigo!
...[frase constituída por um substantivo]
Rebeca!
...[vocativo]
Fonte: www.nilc.icmc.usp.br