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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O sistema muscular / Tipos de músculos / O trabalho muscular / Músculos e fibras.

O sistema muscular

O sistema muscular é formado pelo conjunto de músculos do nosso corpo. Existem cerca de 600 músculos no corpo humano; juntos eles representam de 40 a 50% do peso total de uma pessoa. Os músculos são capazes de se contrair e de se relaxar, gerando movimentos que nos permitem andar, correr, saltar, nadar, escrever, impulsionar o alimento ao longo do tubo digestório, promover a circulação do sangue no organismo, urinar, defecar, piscar os olhos, rir, respirar...
A nossa capacidade de locomoção depende da ação conjunta de ossos, articulações e músculo, sob a regulação do sistema nervoso.

    

Tipos de músculos
No corpo humano, existem músculos grandes, como os da coxa, e músculos pequenos, como certos músculos da face. Eles podem ser arredondados (os orbiculares dos olhos, por exemplo); planos (os do crânio, entre outros); ou fusiformes (como os do braço).
Mas, de maneira geral, podemos reconhecer três tipos de músculo no corpo humano:
  • Músculo não estriado (músculo liso);
  • Músculo estriado esquelético;
  • Músculo estriado cardíaco.
Os músculos não estriados têm contração lenta e involuntária, isto é, os movimentos por eles gerados ocorrem independentemente da nossa vontade.


Esses músculos são responsáveis, por exemplo, pela ereção dos pêlos na pele (“arrepio”) e pelos movimentos de órgãos como o esôfago, o estômago, o intestino, as veias e as artérias, ou seja, músculos associados aos movimentos peristálticos e ao fluxo de sangue no organismo.
Os músculos estriados esqueléticos fixam-se aos ossos geralmente por meio de cordões fibrosos, chamadostendões. Possuem contração vigorosa e voluntária, isto é, seus movimentos obedecem a nossa vontade. Exemplos: os músculos das pernas, dos pés, dos braços e das mãos. O músculo estriado cardíaco é o miocárdio, o músculo do coração, que promove os batimentos cardíacos. Sua contração é vigorosa e involuntária.

O trabalho muscular
Uma das principais propriedades dos músculos é a capacidade de se contrair; a contratilidade; é ela que torna possíveis os movimentos.
No caso dos músculos estriados esqueléticos, os ossos atuam como alavancas e permitem a efetivação do movimento. Às vezes, o movimento é possível graças ao trabalho antagônico de dois músculos. Por exemplo: quando você dobra um braço, o bíceps braquial se contrai, diminui no comprimento e aumenta na espessura. Ao mesmo tempo, o tríceps braquial relaxa. Ao esticar o braço, a situação se inverte: o bíceps braquial relaxa, voltando ao tamanho normal, e o tríceps braquial se contrai.

 A fadiga muscular
Quando uma pessoa realiza um esforço muscular muito intenso, é comum ela ficar cansada e sentir dores na região muscular mais solicitada. É a fadiga muscular, que ocorre por causa do acúmulo de ácido lático no músculo.
 
Em situação de intensa atividade muscular, os músculos estriados esqueléticos necessitam de muita energia. Essa energia é obtida pela “queima” de alimento com o uso de gás oxigênio. Mas, nesse caso, parte da energia necessária para a atividade muscular é obtida também por um tipo de fermentação, um mecanismo de “queima” de alimento sem utilização gás oxigênio. A fermentação que ocorre no músculo é chamada fermentação láctica, pois gera ácido láctico como produto final.
Após um período de repouso, o ácido láctico presente no músculo da pessoa é “queimado”, e as dores musculares desaparecem.


Músculos e fibras
Ao observar um pedaço de carne crua, percebemos que ela é formada por inúmeros fios paralelos e presos uns aos outros por tecido conjuntivo (parte branca e pelanca). Depois do cozimento, o tecido conjuntivo se altera e já não prende tão bem esses fios. Assim, fica fácil desfiar a carne.
Os fios observados são feixes de fibras musculares. Cada fibra muscular ou miócito é uma célula longa e fina, com muitos núcleos e com o citoplasma ocupado por filamentos microscópicos chamados miofibrilas. As miofibrilas permitem a contração muscular e, portanto, nossos movimentos.
Os músculos estriados são as vezes chamados de “músculos vermelhos”, por causa de uma proteína chamada de mioglobina. Essa proteína é uma espécie de “parente” da hemoglobina das hemácias: tem um quarto do tamanho dela, é vermelha e capaz de se combinar com o gás oxigênio. A mioglobina funciona como um reservatório do gás oxigênio para as atividades musculares.
Nos mamíferos aquáticos, a mioglobina é particularmente abundante. É o caso de animais como as focas, as baleias, os leões-marinhos e os golfinhos. Se comparados com mamíferos terrestres, esses animais aquáticos possuem mais glóbulos vermelhos e alvéolos pulmonares mais desenvolvidos e em maior número. E, nos músculos, a grande presença de mioglobina garante um notável armazenamento de gás oxigênio.
 
Tudo isso contribui para que possam mergulhar e permanecer submersos na água por períodos relativamente longos.

 http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/sistemamuscular2.php

O ato sexual e o início de uma nova vida! Para que serve o sexo? A ovulação! A fecundação! A menstruação! A importância da placenta ! O parto

Você sabia que todos nós um dia já fomos uma única célula?
Olhando para o seu corpo agora é difícil acreditar, mas todos nós já fomos um zigoto, uma célula-ovo.

O ato sexual e o início de uma nova vida!

Falando de sexo
Em outros tempos, sexo era muitas vezes um assunto proibido. Em casa, ninguém falava “dessas coisas”. Entre os meninos, as informações eram geralmente passadas pelos amigos mais velhos, em conversas escondidas. E como eles nem sempre sabiam direito do que falavam, vários assuntos ficavam sem o devido esclarecimento. Com as meninas, a coisa era também mais ou menos assim. A vergonha e até o medo frequentemente impediam manifestações de suas dúvidas e emoções.
Mas os tempos mudaram. Ainda pode ser um pouco difícil para os pais e outros adultos falarem sobre sexo. Isso depende, em parte, da educação que eles receberam – e os jovens precisam compreender essa limitação. Aqui, vamos falar de maneira bem natural sobre sexo, assunto que geralmente desperta tanta curiosidade no período da adolescência.

Para que serve o sexo?
Essa pergunta tem muitas respostas. A resposta mais utilizada é: sexo é para garantir a perpetuação das espécies.
De fato, nos seres vivos em geral, a função da atividade sexual é dar origem a novos seres e, assim, manter a continuidade da espécie. Na maioria dos animais, o macho só cruza com a fêmea quando ela está fértil, quando seu organismo está na época propícia para gerar filhotes.
E no ser humano?
Para os seres humanos, geralmente a reprodução é apenas uma das funções da atividade sexual. A relação sexual é também uma maneira de obter prazer e alegria, de dar e receber carinho e afeto. É uma das expressões mais íntimas que pode haver no relacionamento entre duas pessoas, pois envolve emoções profundas. Não é à toa que a relação sexual também é chamada de “fazer amor”.

Para entendermos melhor certos aspectos associados com a função reprodutiva no ser humano, é preciso entender a relação entre os órgãos genitais femininos e masculinos para que isso ocorra.

O ato sexual e o início de uma nova vida
Na relação sexual, a atração provocada pelos estímulos e pelas reações hormonais faz com que os toques e as sensações táteis sejam muito prazerosas. Os jogos amorosos, as carícias, a ternura, os contatos de lábios e de outras partes do corpo, a excitação, tudo isso compõe o ritual de preparação ao ato sexual, que é o ápice do encontro entre os parceiros sexuais.
Com a excitação, o pênis do homem aumenta de volume e fica duro, ereto, e a vagina da mulher solta uma secreção que a lubrifica. Tudo isso facilita a penetração do pênis na vagina quando acontece o coito ou o ato sexual, que geralmente, provoca uma sensação bastante prazerosa em ambos os parceiros.
No ato sexual vaginal completo, o homem ejacula, isto é, um líquido sai do pênis e é depositado na vagina (quando não há uso de preservativo). Esse líquido, o sêmen ou esperma, contém espermatozóides originários dos testículos. Dos milhões de espermatozóides que foram depositados na vagina, apenas centenas deles alcançam o óvulo, e somente um espermatozóide consegue se introduzir nele. Essa é a oportunidade de surgir uma nova vida, de ocorrer a concepção.


A ovulação
A ovulação é a liberação de um óvulo maduro feita por um dos ovários por volta do 14º dia do ciclo menstrual, contado a partir do primeiro dia de menstruação. No ovário (o local de onde sai o óvulo) surge o corpo lúteo ouamarelo – uma estrutura amarelada que passa a produzir o estrogênio e progesterona. Esses hormônios atuam juntos, preparando o útero para uma possível gravidez, além disso, o estrogênio estimula o aparecimento das características sexuais femininas secundárias.
O óvulo liberado é “captado” por uma das tubas uterinas, que ligam os ovários ao útero. Revestindo essas tubas internamente, existem células com cílios que favorecem o deslocamento do óvulo até a cavidade do útero.



A fecundação
 
A mulher pode ficar grávida se, quando o óvulo estiver nesses tubos, ela mantiver relação sexual com o parceiro e um espermatozóide (célula reprodutora masculina) entrar no óvulo. O encontro de gametas (óvulo e espermatozóide), na tuba uterina, chama-se fecundação. Apenas um dos milhões de espermatozóides contidos no esperma penetra no óvulo, na fecundação.       
Depois da fecundação, ocorre então a formação da célula-ovo ou zigoto. Essa primeira célula de um novo ser sofre divisões durante o seu trajeto pelo tubo até o útero. O sexo biológico desse novo ser humano – ou seja, o sexo do bebê – é definido na fecundação pelos cromossomos X ou Y.
Os seres humanos, salvo raras exceções possuem 46 cromossomos, sendo que dois deles são os cromossomos sexuais (que definem o sexo). As mulheres possuem dois cromossomos X (portanto ela á XX) e os homens, um X e um Y (portanto XY).

Na divisão celular (meiose) para a formação dos gametas (óvulo e espermatozóide) a mulher só gera gametas (óvulos) X enquanto que o homem pode gerar gametas (espermatozóides) X e Y.
Então:
  • Se o espermatozóide que contém o cromossomo X fecundar o óvulo (X), o embrião será do sexo feminino (XX).
  • Se o espermatozóide que contém o cromossomo Y fecundar o óvulo (X), o embrião será do sexo masculino (XY).

A menstruação
A menstruação ocorre quando não há fecundação e o óvulo é eliminado pelo canal vaginal com o sangue e o material resultante da descamação da mucosa uterina.
O ciclo menstrual é o período entre o início de uma menstruação e outra. Esse período dura,em média 28 dias, mas pode ser mais curto ou mais longo.
A primeira menstruação se chama menarca e, na maioria das vezes ocorre entre 11 e 13 anos, embora não exista uma idade determinada para isso. A menstruação representa o início da vida fértil, isto é, o período em que a mulher pode, se não houver problemas, engravidar.
Por volta dos 50 anos o “estoque” de óvulos se esgota, pois alguns foram liberados nas ovulações e outros se degeneraram. Cessam as menstruações e, com isso a fertilidade da mulher. Nessa fase, denominada menopausa, grande parte das mulheres sentem desconforto por conta da redução de hormônios. Esse desconforto é marcado principalmente por aumento da sensação de calor corporal e pode ser diminuído com tratamento médico.
A menstruação pode vir acompanhada de cólicas. Se as dores forem leves, atividades físicas orientadas, técnicas de relaxamento bolsa de água quente sobre o ventre e chás podem ser de grande ajuda. Caso as cólicas sejam intensas e dolorosas, é recomendado procurar um ginecologista, que pode ajudar a solucionar esse problema.
Durante a menstruação o cuidado com a higiene deve ser redobrado. O sangue eliminado não é sujo, mas, em contato com o ar, pode provocar mau cheiro e se transformar em um meio propício para o desenvolvimento de micróbios. A rotina não deve ser alterada. Tomar banho, lavar os cabelos, fazer ginástica, dançar, tomar sorvete não faz mal algum. Os absorventes descartáveis são os mais indicados, e a troca deles deve ser regular, de acordo com a intensidade do fluxo sangüíneo.
Tipo de absorvente externo

As mulheres podem, alguns dias antes da menstruação, perceber que os seios estão inchados e doloridos, sentir-se irritada, com vontade de chorar. Quando isso ocorre, elas podem estar com tensão pré-menstrual (TPM), nome dado a um confundo de várias sensações desagradáveis que acomete algumas mulheres e parece, segundo alguns estudos, estar relacionado aos hormônios. Nesse caso, deve-se procurar um médico, que vai aconselhar o que fazer para diminuir ou eliminar os sintomas da TPM.
Atualmente existem tampões absorventes internos que levam em conta a anatomia da mulher. Em caso de dúvidas é melhor conversar com o ginecologista. Os tampões permitem, por exemplo, que a pessoa pratique natação ou vá a praia durante o período da menstruação. Os absorventes externos são encontrados em mais de um padrão de largura e comprimento, adequados às diferentes intensidades do fluxo menstrual.
 

É bom lembrar que os primeiros ciclos menstruais não costumam ser regulares. Além disso, preocupações, ansiedade e má alimentação, algumas vezes atrasam ou até suspendem as menstruações. A ausência de menstruação também é um dos primeiros sinais de gravidez.
 A nidação

O embrião, parecido com uma “bolinha” de células, chega ao útero. Lá ele se implanta, isto é, se fixa na mucosa uterina, aproximadamente oito dias após a fecundação. Essa fixação na mucosa uterina chama-se nidação.
O pequeno embrião, formado a partir do zigoto, poderá se desenvolver no útero, protegido por membranas e pelo líquido amniótico. Logo nas primeiras semanas de gravidez, forma-se a placenta.

A importância da placenta
A placenta é formada por tecidos do embrião e do útero materno e é típica do organismo dos animais mamíferos. A placenta se liga ao embrião pelo cordão umbilical, que possui vasos por onde circulam o sangue com o oxigênio e os nutrientes (os quais vão da mãe para o feto), e o gás carbônico e os restos dos nutrientes não-utilizados (estes vão do feto para a mãe).
A gestante que fuma ou que faz uso do álcool ou outras drogas, inclusive certos remédios, pode ter a placenta pequena, comprometendo o desenvolvimento do feto. Durante toda a gravidez, o feto cresce e fica protegido dentro do útero materno. O umbigo marca o lugar por onde a criança esteve ligada à sua mãe através do cordão umbilical.
Nas doze primeiras semanas é formada a maioria dos órgãos, entre eles o coração, os pulmões e os rins. No restante do período de gestação, ocorre o crescimento e o fortalecimento do feto, tornando-o apto à vida no ambiente externo ao útero. Em geral, são necessários nove meses (cerca de 40 semanas), para que o bebê esteja pronto para nascer.
 


O parto
Depois de aproximadamente nove meses cerca de 40 semanas após o ato da fecundação, o feto já se desenvolveu e está pronto para viver no ambiente externo ao útero materno, que não tem mais condições de mantê-lo e protegê-lo. Está na hora de nascer.
De modo geral, a hora do parto é cercada de muita expectativa, ansiedade e até medo, o que acarreta numa grande excitação da gestante principalmente daquela que está dando à luz o seu primeiro filho.
Durante a gravidez, a gestante deve fazer o acompanhamento pré-natal em postos de saúde, hospitais etc. O ginecologista/ obstetra dará orientações corretas que ajudarão a acompanhar e perceber os sinais que precedem a hora do parto, o nascimento do bebê (contrações regulares do útero, rompimento da “bolsa d’água”, muco ou pequena quantidade de sangue expelida pela vagina, etc.). O médico também informará qual o tipo de parto á melhor indicado para a gestante.

Parto "normal"  ou "natural"
O trabalho de parto geralmente inicia quando o desenvolvimento do feto está completo. Determinados hormônios da mãe estimulam o útero a se contrair, até expulsar o bebê.
Essas contrações provocam a dilatação do colo do útero. O colo do útero, ou colo uterino, é a parte do útero que se comunica com a vagina. A sua posição é no fundo do canal vaginal. No momento do parto, é essa porção que dilata, dando passagem ao feto nascer. Por isso a vagina também é chamada de canal de parto. Na maioria dos casos, nas últimas semanas de gestação o bebê se vira, colocando a cabeça na parte mais larga da pélvis da mãe. A cabeça se apresenta, assim, em primeiro lugar, o que facilita o parto.



Cesariana
A cesariana é um procedimento cirúrgico com anestesia, em que se faz uma incisão (corte) horizontal, na barriga da mãe, alguns centímetros abaixo do umbigo. Por meio dele, retiram-se o bebê e a placenta.
A cesariana é indicada especialmente quando o bebê não está em posição favorável; quando ele está sofrendo; quando não há dilatação do colo do útero; se a mãe está correndo o risco; se é hipertensa. Como os demais tipos de cirurgia, não deve ser uma prática indiscriminada, feita sem necessidade ou orientação médica.



 http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Corpo/reproducao3.php

O corpo feminino -- O Sistema Genital -- Mudanças no corpo.

O corpo feminino

Observe a figura abaixo que mostra a passagem da adolescente para a mulher adulta. Algumas das mudanças dessa passagem são o aumento dos seios e o aparecimento de pêlos pubianos e pêlos nas axilas. Essas são algumas das características sexuais secundárias femininas.
Antes de falarmos do interior do corpo feminino, vamos conversar sobre a parte externa, por meio da qual a mulher recebe estímulos e se relaciona com o meio ambiente.
Para a mulher, conhecer o próprio corpo é fundamental para ajudar a mantê-lo saudável. O ginecologista(médico especializado em órgãos reprodutores femininos) pode esclarecer dúvidas caso seja notado alguma alteração que cause estranheza.


Monte de Vênus ou púbis
É a área triangular acima da vulva e na qual aparecem pêlos, a partir da puberdade.

Vulva
Nessa região, estão os pequenos e grandes lábios, que são dobras de pele muito sensíveis. Entre os pequenos lábios, há o clitóris, pequenina estrutura do tamanho aproximado de uma ervilha e, que em geral, provoca grandes sensações de prazer, quando estimulado.
                                                                                                
Abertura da vagina
A abertura da vagina leva aos órgãos sexuais internos. Essa abertura é parcialmente bloqueada, na maioria das garotas virgens, por uma fina membrana chamada hímen, que, geralmente, é rompido na primeira relação sexual com a penetração do pênis. O hímen tem uma abertura por onde ocorre a saída do sangue menstrual.

Uretra
O orifício da uretra é por onde sai a urina; não conduz a nenhum órgão sexual interno.
Ânus
O ânus é o orifício por onde saem as fezes; é a saída da tubo digestório. Também não tem ligação com órgãos sexuais internos.
Períneo
Entre o ânus e a vulva, na entrada da vagina, existe uma região chamada períneo. No homem, o períneo localiza-se entre o saco escrotal e o ânus.
Na hora do parto, muitas vezes é necessário fazer um pequeno corte no períneo, para que a cabeça do bebê não lacere (corte) os músculos dessa região. Isso é importante para proteger a mãe, pois lesões extensas no períneo farão com que ela, no futuro, possa sofrer de “queda de bexiga” e perda da capacidade de controlar a retenção da urina. Após o nascimento do bebê, o médico faz a sutura (dá pontos com linha e agulha cirúrgica) do períneo. O procedimento é feito com anestesia local.

O corpo feminino por dentro

Vagina
É o canal que liga a vulva até o útero.

Útero
É um órgão oco, constituído por tecido muscular, com grande elasticidade, que tem forma e tamanho semelhantes aos de uma pêra. Em caso de gravidez, o útero está preparado para alojar o embrião até o nascimento.

Ovários
Os ovários são as glândulas sexuais femininas, nas quais, desde o nascimento da menina – ficam armazenados aproximadamente 400 mil gametas femininos.
Essas células sexuais são chamadas óvulos. Elas contém a metade do material genético necessário ao desenvolvimento de um bebê. Os óvulos que existem nos ovários das meninas são imaturos. Os hormônios sexuais são responsáveis pelo amadurecimento e pela liberação desses óvulos.

Tubas uterinas
São dois tubos delgados que ligam os ovários ao útero. Revestindo esses tubos internamente, existem células com cílios que favorecem o deslocamento do óvulo até a cavidade uterina.

Os seios
O desenvolvimento dos seios ocorre na puberdade e nem sempre acontece de forma idêntica, às vezes, um seio é ligeiramente maior do que o outro. O tamanho do seio varia de uma mulher para outra. Do mesmo modo que acontece com o nariz, com as mãos ou com os pés, que não são de tamanho igual em todas as pessoas, nem mesmo no caso de irmãos.
O seio é formado por um tecido gorduroso e por pequenas glândulas chamadas glândulas mamárias. Essas glândulas são ligadas ao mamilo (bico) por canais, através dos quais o leite passa durante a amamentação. O mamilo, em geral, é muito sensível ao toque.
O desenvolvimento dos seios e de outras formas do corpo das meninas, como a cintura mais fina , os quadris arredondados, depende de quando e quanto hormônio sexual é produzido pelo corpo dela, ou seja, pelos ovários.
Algumas meninas começam a produzir mais hormônios sexuais mais cedo do que outras. Por isso, além de ficarem menstruadas primeiro, determinadas garotas desenvolvem o “corpo de mulher” mais precocemente que outras.
Outro fator importante a considerar é a hereditariedade, os traços físicos herdados dos pais, avós etc. Numa família na qual as mulheres possuem seios pouco desenvolvidos, é bem provável que as meninas venham a ter, também, seios pequenos.
Ninguém melhor do que o médico para dizer se o desenvolvimento dos seios e dos demais sinais de maturação do corpo está de acordo com o previsto para a idade da garota.
 

 http://www.sobiologia.com.br/

O Sistema Genital -- Mudanças no corpo -- O corpo masculino

O Sistema Genital

Mudanças no corpo
A descoberta do sexo acontece com a descoberta do corpo. Moças e rapazes costumam acompanhar atentamente as mudanças que ocorrem nos seus órgãos sexuais externos. Essas mudanças são provocadas pela ação de hormônios.
As características sexuais primárias, visíveis nos órgãos genitais, são determinadas geneticamente e estão presentes desde o nascimento, tanto no homem como na mulher.

O corpo masculino
As principais modificações visíveis no corpo masculino ao longo da adolescência estão descritas abaixo.
Os testículos (dentro do saco escrotal) crescem primeiro e, pouco tempo depois, o pênis. Na puberdade, os pêlos surgem em diversos locais: no rosto, nas axilas, no peito e nas áreas próximas aos testículos. A voz também sofre mudanças.
Esse conjunto de características que se definem na puberdade, em conseqüência da ação hormonal, recebe o nome de características sexuais secundárias. Estas, porém, não obedecem a padrões rígidos. Adolescentes de mesma idade podem apresentar diferenças significativas em relação à estatura do corpo, quantidade de pêlos, tamanho do pênis, timbre de voz etc. O grupo étnico a que pertence o indivíduo, a herança genética, hábitos alimentares, problemas de saúde, dentre outros fatores, são responsáveis por essas diferenças.
Assim, colegas de mesma idade que a sua podem ser mais altos ou mais baixos que você ou terem a voz mais ou menos grave que a sua, por exemplo. Isto não deve preocupá-lo. As pessoas são diferentes e apresentam ritmos desiguais de desenvolvimento do corpo. É importante gostar de você, aprendendo a cuidar e valorizar o seu próprio corpo.
Veja as principais modificações visíveis no corpo masculino, ao longo do tempo.
Os rapazes possuem uma pequena quantidade de hormônios sexuais femininos, as garotas, uma pequena quantidade de hormônios sexuais masculinos. Na puberdade, às vezes, um pequeno desequilíbrio na quantidade desses hormônios pode provocar um ligeiro crescimento das mamas nos rapazes ou pêlos em excesso nas garotas. Em geral, isso desaparece com o tempo, mas, se persistir, o mais aconselhável é procurar orientação médica.
Na região genital, encontramos o pênis e o saco escrotal.
Pênis e a Ejaculação – O pênis é um órgão de forma cilíndrica e constituído principalmente por tecido erétil, ou seja, que tem capacidade de se erguer. Com a excitação sexual, esse tecido e banhado e preenchido por maior quantidade de sangue, o que torna o pênis ereto e rígido. Na ponta do pênis, há a glande (a “cabeça”), que pode estar coberta pelo prepúcio.
Na glande, há o orifício da uretra, canal que no corpo masculino se comunica tanto com o sistema urinário quanto com o sistema reprodutor. O tamanho do pênis varia entre os homens e não tem relação biológica com fertilidade e nem com potência sexual.

Quando o homem é estimulado, como ocorre numa relação sexual, culmina com o esperma sendo lançado para fora do corpo masculino sob a forma de jatos. Esse fenômeno chama-se ejaculação.
O esperma é ejaculado através da uretra, por onde a urina também é eliminada. Durante uma ejaculação normal são expelidos de 2 a 4 mililitros de esperma; cada mililitro contém aproximadamente 100 milhões de espermatozóides.
 Saco escrotal
Os espermatozóides, gameta sexual masculino, são produzidos nos testículos. Os testículos ficam no saco escrotal, que tem aparência flácida e um pouco enrugada. É importante eles se localizarem fora do abdome, pois os espermatozóides são produzidos em uma temperatura mais baixa do que a do restante do corpo.
Nos dias frios ou durante um banho frio, o saco escrotal se encolhe, favorecendo o aquecimento dos testículos. O uso de cueca apertada pode causar infertilidade temporária, decorrente do aquecimento excessivo que provoca nos testículos.



Testículos
Os testículos são glândulas sexuais masculinas. São formadas por tubos finos e enovelados, chamados túbulos seminíferos. Diferentemente do que ocorre com as garotas, que já nascem com “estoque” de gametas (óvulos) “prontos” no corpo, é na puberdade, sob ação dos hormônios, que se inicia no corpo masculino a produção de gametas (os espermatozóides) nos testículos.
A produção de espermatozóides começa na puberdade, por volta dos 12 ou 13 anos de idade e vai até o fim da vida. Cada espermatozóide é formado basicamente de três partes: cabeça, colo e cauda com flagelo.
Os testículos produzem também o hormônio sexual masculino, chamado testosterona. O hormônio testosterona estimula o aparecimento das características sexuais secundárias masculinas: pêlos no rosto e no restante do corpo, modificações na voz etc.


Epidídimos
Os espermatozóides que acabam de ser formados ficam armazenados no epidídimo, um outro enovelado de túbulos localizados sobre os testículos. Os epidídimos são dois órgãos formados por tubos enovelados, cada um localizado junto a um testículo. Reveja o esquema do sistema genital masculino e observe a localização dos epidídimos.
Os espermatozóides podem ficar armazenados nesses tubos por aproximadamente uma a três semanas, até que a maturação seja completada. Isso aumenta a sua mobilidade.
Os espermatozóides passam do epidídimo para um tubo com parede muscular chamado ducto deferente. De cada epidídimo parte um ducto deferente. Posteriormente e sob a bexiga urinária, cada ducto deferente se une ao canal da glândula seminal do mesmo lado e forma um tubo único, chamado ducto ejaculatório. Os ductos ejaculatórios lançam os espermatozóides num outro canal – a uretra. A uretra é um tubo que se inicia na bexiga urinária, percorre o interior do pênis e se abre no meio externo.

Glândulas Seminais e Próstata
As glândulas seminais são duas glândulas em forma de bolsa. Elas produzem um líquido denso que nutre os espermatozóides e aumenta a sua mobilidade.
A próstata é uma glândula produtora de um líquido de aspecto leitoso. Esse líquido é leitoso e neutraliza a acidez de restos de urina na uretra e, numa relação sexual, a acidez natural da vagina, protegendo assim os espermatozóides.
Em sua “viagem” até a uretra, os espermatozóides recebem os líquidos produzidos pelas glândulas seminais e pela próstata. Ao passar pela uretra, os espermatozóides recebem também um líquido lubrificante produzidos pelas glândulas bulbouretrais.
Ao conjunto formado pelos espermatozóides e os líquidos produzidos pelas glândulas seminais, pela próstata e pelas glândulas bulbouretrais dá-se o nome de esperma ou sêmen.
 http://www.sobiologia.com.br/

MÓDULO DIDÁTICO DE CIÊNCIAS - REPRODUÇÃO HUMANA:CARACTERÍSTICAS E AÇÃO HORMONAL.


MÓDULO DIDÁTICO DE CIÊNCIAS - 
REPRODUÇÃO HUMANA:CARACTERÍSTICAS E AÇÃO HORMONAL.

Autoras:

Junia Freguglia

Marina Fonseca


Mito da diferença do prazer entre homens e mulheres

- Primeira ideia que se constitui no mito:

"A mulher tem menos necessidade de sexo que o homem ou o homem sente mais necessidade de sexo do que a mulher".

- Segunda ideia que se constitui no mito:

"É difícil para a mulher alcançar o prazer de orgasmo nos relacionamentos sexuais".

Esse mito reforça uma desigualdade sexual no prazer e no desejo que não é real. Esse é um mito que reforça práticas como o adultério e a bigamia ou poligamia entre os homens. Historicamente, as culturas têm se preocupado pouco com o prazer da mulher e demonstrado grande empenho em submeter sua sexualidade ao controle masculino. Um exemplo disso foi observado ainda durante o século XIX, onde a remoção cirúrgica do clitóris foi usada para controlar a masturbação e a ninfomania.

Sobre o assunto Eduardo Galeano escreve em seu livro Espelhos (2008) o texto

Uma arma perigosa

“Em mais de 30 países a tradição manda cortar o clitóris.

O talho confirma o direito de propriedade do marido sobre sua mulher, ou suas mulheres.
Os mutiladores chamam de purificação esse crime contra o prazer feminino, e explicam que o clitóris
é um dardo envenenado,
é uma cauda de escorpião,
é um ninho de termitas,
mata o homem ou o deixa doente,
excita as mulheres,
envenena seu leite,
e as torna insaciáveis
e as deixa loucas de pedra



Para justificar a mutilação, citam o profeta Maomé, que jamais tocou no assunto, e o Corão, que tão pouco o menciona.
Um equívoco comum no raciocínio das pessoas se dá quando o orgasmo masculino é necessariamente associado ao prazer e como uma consequência da ejaculação. Diante disso, os homens procuram entender o prazer feminino por comparação. Cometem assim o erro de considerar que como a mulher não ejacula, não sente prazer.

O prazer feminino deve estar dissociado do ato de ejaculação (que é um processo fisiológico masculino). É preciso considerar as possibilidades para a mulher do prazer e do orgasmo derivados tanto da estimulação vaginal, como da clitoriana. E desmistificar as ideias de que "para a mulher é mais difícil chegar ao orgasmo" ou de que "o melhor é o sexo vaginal" apenas. 
Mitos sobre a masturbação

Masturbar vem do latim masturbare, e a origem dessa palavra deriva da expressão humana manu stuprare, que significaria "estuprar, violar a si próprio com a mão". A origem da palavra demonstra uma conotação negativa, de violência, para essa vivência sexual. Este, entre outros fatores, levam alguns estudiosos a preferirem o termoautomanipulação (auto-erotismo ou auto estimulação) para tirar a conotação negativa desta prática.

A masturbação já foi considerada perversão e desvio sexual, mesmo entre estudos de psicologia, psiquiatria e medicina. Atualmente, essa prática tem uma conotação positiva para os estudiosos do tema: significa uma exploração prazerosa em que o indivíduo experimenta sensações e vivências importantes para a constituição de uma sexualidade sadia.

- Primeira ideia que se constitui no mito:

“acreditar que a masturbação causa males aos indivíduos, tais como: esterilidade, impotência, crescimento de pêlos nas palmas das mãos, espinha no rosto e no corpo, ginecomastia (crescimento das mamas em homens), debilidade mental, verrugas, raquitismo, crescimento exagerado do pênis, diminuição do desejo sexual, ejaculação precoce”.



- Segunda ideia que se constitui no mito:

“a concepção de que apenas os homens se masturbam”.

- Terceira ideia que se constitui no mito:

“que quem muito se masturba não tem interesse em praticar sexo com parceiro ou parceira”.

Corretamente, a masturbação deve ser considerada:

1. como uma manifestação da sexualidade, uma busca pelo autoconhecimento e pelo prazer individual;

2. como uma possibilidade de extravasar tensões sexuais;

3. como uma possibilidade de ampliar práticas sexuais com um(a) companheiro (a);

4. como um tipo de sexo seguro.



Masturbação não se trata de doença, pecado, sem-vergonhice ou qualquer outra coisa com conotação moralista de falta de pudor. Visões mais positivas sobre o tema na cultura ocidental começaram a ser construídas junto com o aparecimento de estudos científicos da sexologia. Por volta de 1946, observações do desenvolvimento infantil detectaram que a prática masturbatória era comum e salutar no processo de autodescobrimento. A partir de então, as publicações médicas (que por muitas vezes condenaram a masturbação e a associaram com doenças) foram sendo revistas e hoje assume-se no campo médico a completa normalidade e a ausência de prejuízos dessa prática.
III. A “metamorfose”

A sexualidade é uma das facetas dos seres humanos, que a vivenciam desde a pequena infância até a velhice. Ao longo da vida vão acontecendo alterações orgânicas e psicológicas nos indivíduos que marcam a maneira como estes vivem sua sexualidade em cada etapa.

Uma mudança muito significativa em termos orgânicos ocorre na puberdade, quando o indivíduo se torna sexualmente maduro. Muitas alterações no corpo acontecem nesse período da vida e, com elas, também acontecem mudanças psicológicas, uma vez que o indivíduo está se encaminhando para o mundo adulto, que inclui a possibilidade de reprodução, ou seja, de gerar filhos.

Na puberdade acontece uma aceleração do crescimento, as roupas e sapatos vão "ficando pequenos". Nessa fase os hormônios começam a interferir progressivamente na aparência e no funcionamento do corpo.

No homem, as características sexuais secundárias mais notórias são: crescimento da barba; crescimento dos pelos corporais; calvície em alguns homens; aumento do pênis; espessamento das cordas vocais (voz grave); iniciação e manutenção da produção de espermatozoides.

Nas mulheres, as características sexuais secundárias mais notórias são: alargamento dos quadris; começo da menstruação (estimulação hormonal nos ovários); desenvolvimento dos seios.
Puberdade: uma “explosão” de hormônios


O controle das atividades biológicas relacionadas ao sexo é realizado pelo sistema endócrino e pelo sistema nervoso. Através dos órgãos de sentido, percebemos o ambiente e as informações são processadas, especialmente no cérebro, que responde a esses estímulos. O sistema nervoso regula não só as atividades sexuais como todas as atividades que ocorrem no corpo humano.


Mas, além do sistema nervoso que é bastante conhecido por nós, outro sistema é responsável por regular as atividades que acontecem no nosso corpo: o sistema endócrino. Ele é composto glândulas, que estão distribuídas em diversas regiões do corpo e que produzem os "famosos" hormônios, dos quais tanto se fala na adolescência.

Os hormônios são responsáveis por regular diversos processos no corpo, tais como o desenvolvimento das gônadas, a maturação sexual, o parto e muitos outros. A maioria dos processos e comportamentos, relacionados à reprodução e ao sexo, são regulados por hormônios.

Os hormônios são "mensageiros" produzidos por glândulas que são lançados na circulação sanguínea e percorrem artérias e veias até atingirem seus alvos específicos, que podem ser células, tecidos, outras glândulas ou órgãos.

Diversos hormônios relacionados à atividade sexual são produzidos pela hipófise, uma glândula localizada logo abaixo do cérebro. Essa é uma glândula que coordena o sistema endócrino, pois interfere no funcionamento de outras glândulas. Mas a hipófise não age sozinha, ela está sob o comando de outros mensageiros produzidos no cérebro, chamados neurotransmissores. Os dois tipos de hormônios produzidos pela hipofise são chamados de gonadotropinas. Esses hormônios estimulam as gônadas ( testículos no homem e ovários da mulher) a produzirem seus hormônios específicos.
Nos homens as gonadotropinas estimulam a produção da testosterona pelos testículos. A testosterona é o hormônio responsável pela formação da próstata, do pênis e do escroto nos homens e contribui para a definição do sexo no indivíduo ainda na fase de embrião. Depois que os órgãos masculinos estão formados a testosterona regula o funcionamento de outras glândulas reprodutivas: a vesícula seminal e a próstata e também o amadurecimento dos espermatozóides nos testículos. 

Nas mulheres, as gonadotropinas estimulam a produção de estrógenos e progesterona que, entre outras funções, estimulam o desenvolvimento dos óvulos nos ovários e o desenvolvimento das glândulas mamárias.

Quantos os nomes! Mas o que isso tem a ver com a puberdade? É que durante a infância as gônadas (testículos nos meninos e nas meninas) ainda não produzem hormônios. Durante puberdade é que as gônadas do indivíduo amadurecem e começam a produzir quantidades cada vez maiores de hormônios sexuais, que levam a grandes transformações no corpo. Nessa fase começam a aparecer as características sexuais secundárias. São chamadas de características secundárias, uma vez que são as características primárias e a própria presença dos órgãos genitais que determinam o sexo da pessoa. As características sexuais secundárias começam a se desenvolver na puberdade, cuja idade pode variar de pessoa para pessoa.


Ovulação e menstruação


Outra diferença marcante entre homens e mulheres é que os homens produzem espermatozoides em grande quantidade e constantemente, enquanto as mulheres produzem, normalmente, apenas um óvulo por mês.

O ciclo menstrual é um conjunto de alterações que ocorrem no ovário e no útero em função dessa liberação de um único óvulo por mês. O ciclo menstrual é regulado por hormônios.

O que ocorre todos os meses durante o ciclo menstrual é o seguinte: enquanto o óvulo é preparado para deixar o ovário, o útero é preparado para recebê-lo. Se a fecundação ocorrer, a célula ovo se implantará na camada que se formou no útero para abrigar o embrião. Se a fecundação não ocorrer, o óvulo não se acomodará no útero e a camada que o receberia se despregará, dando origem a menstruação.
Atividade 3 – Interpretação de gráfico do ciclo menstrual.

O gráfico abaixo representa o que acontece no útero, nos ovários e na hipófise durante um ciclo menstrual.


Complete as lacunas com os dias ou períodos relacionados às etapas de um ciclo menstrual.

Do __° ao __° dia do ciclo: Estimulada pelas gonadotropinas produzidas na hipófise, a quantidade de estrógenos produzidos nos ovários vai aumentando e amadurecendo um dos óvulos.

Do __° ao __° dia do ciclo: Enquanto isso, no útero o aumento do estrógeno provoca o crescimento da camada interna, chamada endométrio, formada por células epiteliais, glândulas e vasos sanguíneos.

__° dia do ciclo: Isso ocorre progressivamente até que, por volta do 14º dia, (período variável que pode ser de 7 até 16 dias) ocorre um aumento da secreção do hormônio LH pela hipófise.

__° dia do ciclo: Algumas horas após este pico de LH na circulação, um ovo é liberado e, então, capturado pela tuba uterina, e segue em direção ao útero. 

__° dia do ciclo: Após o pico de LH ( e de um pico menor de FSH) que provocou a ovulação, os níveis de estrógeno caem.

Do __° ao __° dia do ciclo: Enquanto isso, o folículo que liberou o óvulo (agora chamado de corpo lúteo) começa a produzir progesterona e, em menor quantidade, estrógeno.
__° dia do ciclo: Após 14 dias da ovulação, a produção de LH na hipófise é inibida e o corpo lúteo começa a se degenerar. Com isso, os níveis de estrogênio e especialmente de progesterona diminuem, suspendendo o crescimento do endométrio e o deslocamento de sangue para a região.

Do __° ao __° dia do ciclo: Ocorre a menstruação (o despregramento da camada interna do útero que se formara antes) e, a partir desse momento, o novo ciclo se inicia.

A primeira menstruação das meninas acontecerá durante o período da puberdade. Isso indica que a mulher já está sexualmente madura e que pode engravidar.

Os ciclos menstruais podem ou não ser que regulares. Na média, os ciclos menstruais duram 28 dias. Isso significa que se passam 28 dias entre o início de uma menstruação e o início da próxima menstruação. Em ciclos regulares de 28 dias, a ovulação ocorre por volta do 14° dia após o primeiro dia de menstruação.

Geralmente, os ciclos levam cerca de dois anos, a partir da primeira menstruação da menina, para se tornar regulares. Mas em muitas mulheres o ciclo não chega a se tornar regular nunca. E mesmo em mulheres que tem ciclos regulares, fatores emocionais e outros fatores orgânicos podem interferir na produção hormonal e alterar as ocorrências durante o ciclo. Portanto, apenas a observação do ritmo biológico que embasa o método da "tabelinha" para evitar a gravidez não é seguro nem garantido. Uma mulher que queira evitar a gravidez não deve confiar apenas na observação do seu ciclo biológico menstrual. Existem muitos outros métodos mais seguros e eficientes para evitar tanto a gravidez como as doenças que podem ser transmitidas sexualmente. É o caso da camisinha, altamente recomendado pelos sistemas públicos de saúde.

IV. Reprodução humana: “de onde vêm os bebês?”

São muitos os mitos que envolvem a origem dos bebês. Mas, de fato, atualmente as pessoas logo aprendem que um bebê se origina de uma relação sexual entre um homem e uma mulher, em que aconteça o encontro de um espermatozóide com um óvulo.

Na puberdade "meninos e meninas" amadurecem biologicamente para se tornarem "moças e rapazes" ou "homens e mulheres". Mesmo que ainda não sejam adultos, com a possibilidade de assumir grandes responsabilidades, por exemplo, em relação a criar um bebê, seus corpos já estão maduros sexualmente. Estar sexualmente maduro significa a possibilidade de produzir espermatozoides (no caso dos testículos dos homens) e liberar óvulos (no caso do ovário das mulheres).

O encontro destas células (óvulo e espermatozoide) se chama fecundação. Um óvulo fecundado por um espermatozóide vai dar origem a uma célula-ovo. E desta única célula começa a acontecer no desenvolvimento de um novo indivíduo, de um bebê. E logo surge a pergunta: “é menino ou menina?”


Referências Bibliografias:

FURLANI, Gimena. Mitos e tabus da sexualidade humana. Autêntica, 2007.

GALEANO, Eduardo. Espelhos: uma história quase universal. L&PM Editores, 2008.

HEILBORN, Maria Luiza. "Sexualidade e de identidade: entre o social e o pessoal" inSexualidade: corpo, desejo e cultura. Ciência Hoje na Escola. Volume 2.

OTTO, Priscila Guimarães "O sexo de cada um" in Sexualidade: corpo, desejo e cultura.Ciência Hoje na Escola. Volume 2.

Sexualidade: prazer em conhecer. Fundação Roberto Marinho e Schering ,2000

VISCONTI, Maria Aparecida. "Hormônios: os mensageiros do sexo" in Sexualidade: corpo, desejo e cultura. Ciência Hoje na Escola. Volume 2.

Módulo Didático: REPRODUÇÃO HUMANA: CARACTERÍSTICAS E AÇÃO HORMONAL
Currículo Básico Comum - Ciências - Ensino Fundamental
Autor(a): Junia Freguglia e Marina Fonseca
Centro de Referência Virtual do Professor - SEE-MG /2009

Glândulas e hormônios que interferem na puberdade (masculino)

Glândulas e hormônios que interferem na puberdade (masculino) 

A puberdade se deve a ação dos hormônios, e de modo geral, começam mais tarde nos meninos (por volta de 14 anos). Os testículos, no homem, é o órgão que produz as células envolvidas na reprodução, chamadas gametas. Antes da puberdade a atividade das gônadas (testículos) é muito baixa, mas quando se entra na puberdade o hipotálamo (região do encéfalo) estimula a glândula hipófise, que por sua vez, libera hormônios e desencadeiam o desenvolvimento e o amadurecimento seja top afiliado das gônadas. As gônadas também produzem hormônios, os testículos produzem um conjunto de hormônios, os andrógenos, dos quais a testosterona ó o mais importante. Na puberdade, sob a ação desses hormônios sexuais, os meninos passam a produzir espermatozoides tornando-se aptos a gerar filhos. Outras mudanças ocorrem no corpo do menino como a mudança na voz, isso se deve a testosterona que acelera o crescimento da cartilagem da laringe, onde se localiza os músculos vogais, ou como o nascimento acelerado dos pelos, que se deve a produção de andrógenos. ´

Fonte http://wwwosoficiais.blogspot.com.br/2011_09_01_archive.html

Axilas: descubra porque elas cheiram tão mal

Axilas: descubra porque elas cheiram tão mal
Todo mundo sabe que desodorantes e antitranspirantes são itens básicos de sobrevivência em sociedade. Não precisa nem estar calor para que a gente transpire debaixo do braço e comece a ter aquele odor desagradável. Mas por que as axilas cheiram tão mal?
Resultado de imagem para Axilas: descubra porque elas cheiram tão mal
Bem, porque milhões de bactérias tem que viver em algum lugar.

Suor e odor nas axilas

Existem dois tipos universalmente aceitos de glândulas sudoríparas. A glândulas écrinas são as mais abundantes, encontradas na maior parte do corpo, e secretam um suor que é uma solução estéril e cheia de eletrólitos que contém principalmente cloreto de sódio (NaCl), potássio e bicarbonato. A maioria de nós está familiarizado com a razão pela qual nossas glândulas écrinas produzem suor. Elas fornecem um mecanismo para termorregulação via perda de calor por evaporação e fazem a manutenção do nosso equilíbrio eletrolítico.
Já as células sudoríparas apócrinas são encontradas em locais peludos do corpo, tais como as axilas e entre as pernas. Perto da superfície da pele, no interior do folículo piloso, glândulas apócrinas secretam um líquido leitoso que mais comumente ocorre quando você está sob estresse emocional. Este líquido é inodoro. Apesar de sua falta de cheiro, estas glândulas são ricas em precursores de substâncias odoríferas (colesterol, triglicerídeos, ácidos graxos, ésteres de colesterol, esqualeno). Elas também contém andrógenos, hidratos de carbono, amônia e ferro férrico. Além disso, essa glândula produz feromônios, os sinais químicos que instigam respostas comportamentais (por exemplo, atração sexual).
A qualquer momento, existem 100.000.000.000.000 (cem trilhões) de bactérias vivendo em seu corpo. Então, é claro, algumas vão passear no banquete que é a sua axila, casa de um milhão de bactérias por centímetro quadrado. Se alimentando dos precursores do fedor já mencionados estão notáveis fedorentas como a Corynebacterium spp., Staphylococcus spp., Micrococcus spp. e Propionbacterium spp, e, dependendo do que escolhem se alimentar, uma variedade de odores horríveis podem ser produzidos.

As moléculas contendo enxofre são as piores, dando às sua axilas aquele aroma nauseante característico, semelhante ao da cebola. Outras, porém, produzem um odor semelhante ao do cominho. Dois possíveis feromônios, o androstenol, que é almiscarado, e a androstenona também podem contribuir. Por fim, o ácido isovalérico, assim como ácido propiônico, tem um cheiro de pé suado, parecido com queijo.

Uma riqueza de informações



Pesquisadores determinaram que alguns mamíferos nascem com buquês diferentes, organizados em categorias chamadas de “tipos de odores”. Estes são odores que distinguem um indivíduo de outro membro da espécie e são determinados por genes polimórficos. O tipo de um indivíduo é determinado em parte por genes em um complexo principal de histocompatibilidade (MHC), que desempenha um papel no sistema imunológico.

Atuando como “crachás olfativos”, a fragrância exclusiva de um indivíduo ajuda os outros a identificá-lo e, aparentemente, não pode ser mudada, não importa quanto alho e cominho ele coma. Um estudo realizado pelo Monell Chemical Senses Center, na Filadélfia, nos Estados Unidos, fez testes comportamentais com ratos “sensores”, que foram treinados para usar o seu olfato para escolher entre pares de ratos de teste que diferiam em genes MHC, dieta ou ambos. Os resultados indicam que os tipos de odor geneticamente determinados persistiram, independentemente do que os ratos comeram, mesmo tendo mudanças na dieta que influenciaram fortemente os perfis de odor dos camundongos individuais.


“Se for possível demonstrar que este caso se aplica também para os seres humanos, abre-se a possibilidade de dispositivos serem desenvolvidos para detectar assinaturas odoríficas individuais em seres humanos”, concluíram os autores do estudo.


Pesquisas posteriores exploraram até que ponto doenças em um corpo exalam um aroma, aproveitando o virtuosismo olfativo dos nossos amigos caninos. Um artigo publicado pela Associação Europeia de Urologia relata que um pastor belga Malinois foi treinado para farejar e reconhecer a urina de pessoas com câncer de próstata. Depois de uma fase de aprendizagem e um período de treinamento de 24 meses, a capacidade do cão para discriminar câncer de próstata e controle de urina foi testada em um procedimento duplo-cego. O cão identificou corretamente as amostras de câncer em 30 de 33 casos. Dos três casos erroneamente classificados como câncer, um paciente fez uma nova biópsia e o câncer de próstata foi diagnosticado.


Poderia ser pior


Algumas pessoas sofrem de uma condição em função da qual seu odor corporal cheira a peixe podre. Chamada de trimetilaminuria, as pessoas com este transtorno não podem metabolizar a trimetilamina, substância encontrada em ovos, fígado, leguminosas e alguns grãos. Normalmente, ela é quebrada por bactérias e oxidada no fígado para se tornar o n-óxido de trimetilamina (TMAO), que é inodoro e excretado do corpo.
O composto tem cheiro de peixe porque é comumente encontrado neles. Acredita-se que a trimetilamina aumenta a concentração osmótica e, assim, diminui o ponto de congelamento dos fluidos corporais. Em pessoas que sofrem de trimetilaminuria, o cheiro é emitido em seu suor, urina e respiração, uma condição que muitas vezes leva ao isolamento social e escárnio.


Até um clássico da literatura tem um exemplo de um personagem que sofre deste mal. Em “A Tempestade”, de Shakespeare, Caliban revolta-se: “O que temos aqui? Um homem ou um peixe? Vivo ou morto? Um peixe: ele cheira como um peixe, um cheiro muito antigo e semelhante ao de peixe. Um peixe estranho!”.


A trimetilaminúria é uma condição hereditária rara que só ocorre em pessoas que herdaram duas cópias do gene defeituoso, um de sua mãe e um do pai. Estima-se que 1 em cada 10 mil pessoas sofram da síndrome.


Bônus

Um terceiro tipo de glândulas sudoríparas, chamadas apócrinas, tem sido sugerido por alguns cientistas. Apesar disto, um estudo de 2007 que analisou a pele axilar não conseguiu encontrar evidências delas, seja por histologia ou por imunofluorescência.

Fonte: hypescience