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PENSE NISSO:

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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Sete sinais de que sua relação com a comida se tornou compulsão alimentar. Comer escondido e sentir culpa depois de comer são dois indícios do problema.

Você é do tipo que se limita a consumir apenas o que coloca no prato ou não resiste a beliscar o que sobrou na mesa ou mesmo repetir a refeição? Quando percebe que está comendo demais consegue fechar a boca imediatamente ou passa a comer longe dos outros para não repararem? A maneira como um indivíduo lida com a comida pode denunciar que ele se tornou vítima de um transtorno alimentar chamado compulsão alimentar. Embora a maior parte das pessoas esteja sujeita a episódios esporádicos de gula, a forma como eles são encarados e suas consequências podem indicar a necessidade de buscar ajuda.

Segundo o psiquiatra Adriano Segal, responsável pelo departamento de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da Abeso, há duas principais definições de compulsão alimentar. A princípio, ela pode ser entendida como um episódio de descontrole, em que são consumidas grandes quantidades de comida com sensação de perda de controle sobre o quanto se come. Em casos mais graves, ela recebe o nome de Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica, quadro que apresenta as características descritas anteriormente, mas com mais frequência e, além disso, gera desconforto. Para entender se você sobre do problema, veja se você se identifica com as situações abaixo descritas:

Comer escondido

"Comer escondido é uma tentativa de fugir do julgamento alheio e até próprio", explica a psicóloga clínica Marisa de Abreu, de São Paulo. Desta maneira, o indivíduo busca fugir de críticas quanto à qualidade do que ingere e a velocidade com que o faz. Não confunda o hábito com um estado de sonambulismo, em que a pessoa come de madrugada, mas não se recorda de o ter feito. Neste caso, o isolamento é premeditado por vergonha da dificuldade de autocontrole.

Comer rápido

Consumir os alimentos com rapidez é um quesito que faz parte dos critérios para diagnóstico da compulsão alimentar. "Embora a origem do hábito possa ser interpretada de várias maneiras, uma coisa é certa: quem come rápido tende a comer mais", aponta o psiquiatra Adriano. Isso acontece porque a sinalização dasaciedade decorrente da liberação de determinados hormônios demora algum tempo para acontecer. Quanto mais rápido uma pessoa comer, portanto, mais comida ela irá ingerir até que se sinta saciada.

Comer sem estar com fome

"O ato de comer nem sempre tem relação com a fome para quem sofre de compulsão alimentar", explica a psicóloga Marisa. Nesses casos, inclusive, é mais comum que a pessoa prefira consumir alimentos ricos em gorduras e carboidratos simples. Frituras, bolos, doces, fast food, ganham espaço. A comida deixa de funcionar como um combustível necessário para as funções vitais do organismo e passa a ser apenas fonte de prazer.

Comer até se sentir mal

"O desconforto pelo consumo excessivo de alimentos acontece por conta da distensão gástrica sofrida pelo estômago", alerta o psiquiatra Adriano. O exagero, por sua vez, costuma ser decorrente da rápida ingestão de comida. Além disso, o indivíduo não come muito mais por satisfação emocional do que por necessidade física.

Estar sempre comendo

Quem sofre de compulsão alimentar pode sentir necessidade de comer com mais frequência, já que a falta de comida cria um vazio emocional. "A sensação pode até ser a de fome, mas seu corpo não precisa de comida", aponta a psicóloga Marisa. Desta maneira, ele repete refeições e costuma estar sempre beliscando alguma guloseima.

Comer para se sentir emocionalmente bem

"Diante de situações que causem sentimentos negativos ou muito positivos, é comum que a pessoa com compulsão alimentar desencadeie um episódio de descontrole", afirma o psiquiatra Adriano. Segundo ele, isso neutraliza o sofrimento, mas também serve como forma de comemoração ou recompensa.

Sentir culpa após um episódio de descontrole

A sensação de culpa após um episódio de descontrole diante da comida é consequência da percepção de uma atitude que o indivíduo reconhece estar errada e diante da qual se sente incapaz de mudar. Isso também é normal acontecer com pessoas que se submetem a uma dieta muito restritiva. Em um dia colocam em risco semanas de dedicação.
http://www.minhavida.com.br/alimentacao/galerias/16151-sete-sinais-de-que-sua-relacao-com-a-comida-se-tornou-compulsao-alimentar/7

Muito tempo na frente da TV pode aumentar o risco de morte por câncer e outras doenças, sugere estudo

Estudo divulgado na semana passada sugere que muito tempo na frente da TV pode aumentar o risco de morte por câncer, enfarte, pneumonia, diabete, Parkinson, gripe e doenças no fígado. A pesquisa do Instituto Nacional de Câncer em Michigan, nos Estados Unidos, monitorou a saúde de 221 mil pessoas de 50 a 71 anos, todas saudáveis no início do acompanhamento. Quem assistia à TV de 3 a 4 horas por dia apresentou um risco 15% maior de morrer por alguma dessas doenças. Quando a exposição era de mais de 7 horas diárias, o risco subia para 47%.
Mesmo quando isolado de outros fatores como fumo, bebida e alimentação inadequada, sentar muitas horas na frente da TV continuou a trazer maior risco de morrer por essas doenças do que por causas naturais. Os resultados foram publicados no American Journal of Preventive Medicine e divulgados pelo jornal Daily Mail.

Para os pesquisadores, assistir à TV é um dos tipos mais comuns de atividade de lazer entre as pessoas sedentárias – indicador de falta de atividade física. Fazer atividade física, embora não anule totalmente os efeitos de assistir muito à TV, de acordo com o estudo, pode ser um aliado importante para tentar minimizar esse impacto. Bom lembrar que quem mais assiste à TV hoje é a parcela mais velha da população. Seria importante repensar, na saúde pública, como fazer com que os idosos ocupem parte do tempo livre com atividades mais dinâmicas.


Com as gerações mais novas também se pode imaginar problemas no futuro. Hoje, adolescentes e crianças, embora assistam cada vez menos à TV, passam horas sentados na frente das telas de computador, tablets e celulares. Uma geração que se torna mais sedentária desde muito cedo poderia, em teoria, enfrentar riscos potencializados para a saúde no futuro.

Mais uma pista. Por falar em televisão e jovens, estudo publicado no periódico Appetite e divulgado pelo site Science Daily avalia a relação entre a exposição dos adolescentes à TV e a imagem que eles constroem de alimentos do tipo fast-food. A principal conclusão é que os jovens que passam mais tempo na frente da TV tendem a construir imagem mais positiva desse tipo de alimento e a perceber menos os riscos que eles trazem para a saúde.


Cerca de mil jovens foram entrevistados por pesquisadores das universidades americanas Kogod School of Business e Stony Brook.


Um achado interessante é que, quanto menos acostumados a ingerir esses alimentos, os jovens tinham menor noção dos riscos. Já entre os jovens que consomem fast-food com frequência, o nível de informação sobre eventuais problemas para a saúde era maior e o peso da imagem positiva pela exposição na TV foi mais equilibrado.
Resultado de imagem para Muito tempo na frente da TV pode aumentar o risco de morte por câncer e outras doenças, sugere estudo

Bom lembrar que propagandas de alimentos do tipo fast-food ou industrializados e, até mesmo programas que mostram esses produtos, ocupam hoje um espaço considerável em muitas emissoras. Seria boa ideia avaliar melhor a exposição de crianças e adolescentes a esse tipo de estímulo em nossas mídias, incluindo aí TV e internet!


Jairo Bouer, psiquiatra


Fonte: Estadão