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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Aumento em cerveja e refrescos servirá para bancar gastos na energia.

A mordida do governo passará a ser maior a cada gole. Com o caixa em nível tão baixo quanto o dos reservatórios das usinas e sedento por recursos para socorrer o setor elétrico, o Ministério da Fazenda confirmou o aumento da carga tributária para cervejas, refrescos, isotônicos e energéticos, em tentativa de arrecadar cerca de R$ 200 milhões até dezembro.

O impacto na cerveja, que, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), já chegava a ter 54,8% do preço final formado por impostos, é o que mais desperta a curiosidade. Com o decreto, a base de cálculo do imposto para a bebida em garrafa de vidro retornável, por exemplo, subirá de 38,3% do valor final do produto para 39,8%, alta de 3,9% ou 1,5 ponto percentual. O governo avalia que o impacto para o consumidor seria de 0,4% na média, mas o presidente-executivo do IBPT, João Olenike, aposta em alta maior:

– Muitas vezes o varejo se aproveita da situação e repassa muito mais.

Analistas do Credit Suisse disseram que, em conversa com a Ambev, a fabricante estimou aumento imediato de 1% a 1,5% nos preços das cervejas vendidas no varejo.

Entidade que reúne as quatro maiores fabricantes do país, a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja transbordou inconformidade e em nota avisou que "haverá dificuldade para as cervejarias absorverem este aumento dadas as fortes pressões de custos incidentes sobre o setor".

Proximidade da Copa pode estimular repasse 

O varejo se defende. O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antonio Cesa Longo, alega que o setor só repassa preços. O dirigente não descarta que as indústrias decidam matar no peito a alta de custos devido à queda de consumo com o início dos meses mais frios.

– É possível que o consumidor nem sinta qualquer aumento – diz Longo.

A aproximação da Copa do Mundo, por outro lado, pode elevar a procura e facilitar para as indústrias o repasse, avalia Adalberto Viviani, presidente da consultoria Concept, especializada em alimentos e bebidas. 

– Copa do Mundo é um mês de verão em meio ao inverno – define.

Para Viviani, as indústrias que vendem grandes volumes já enxugaram gastos ano passado devido a altas de custos de produção associados à queda de consumo e dificilmente poderão sorver a alta de PIS/Cofins e IPI. Projetar o quanto subirá para o consumidor, porém, é prematuro, avalia.

Embora o Ministério da Fazenda negue que a elevação de tributos tenha relação com a crise energética, mês passado o próprio governo admitiu que os recursos para o socorro de R$ 12 bilhões às empresas do setor também sairiam de aumento de impostos e da conta de luz. As tarifas de energia, porém, subirão apenas em 2015. Para os apreciadores da loura gelada, a má notícia é que pode vir novo aumento em outubro e a partir do próximo ano também ficará mais caro deixar a bebida no ponto.

Mais reajustes à vista

Já estão programados mais aumentos da carga tributária nas bebidas. Há nova avaliação prevista para outubro e, desta vez, os refrigerantes também devem entrar na lista. O governo federal alega que os reajustes na base de cálculo das bebidas frias passaram a ser periódicos em 2012 e ano passado se optou por adiar a revisão. 

Assim como os cigarros, as bebidas alcoólicas são um alvo recorrente quando há necessidade de aumentar a arrecadação. A Associação Brasileira da Indústria da Cerveja reclama que, nos últimos dois anos, a carga tributária de bebidas frias subiu 20%, oito pontos percentuais acima da inflação do período. Para Adalberto Viviani, da consultoria Concept, especializada no setor, o segmento é visado por não motivar polêmica quando sofre aumento de impostos:

– Dificilmente você encontra alguém que defenda bebidas alcoólicas.

Outro argumento, lembra o presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, João Olenike, é que são considerados itens supérfluos e relacionados a malefícios à saúde.

Da usina à bebida

1 Em janeiro de 2013, o governo federal anunciou a redução de até 18% nas tarifas de energia residenciais. Para indústria, a redução chegava a 32%.

2 Um ano depois, porém, o baixo nível das hidrelétricas obrigou o governo a acionar todas as usinas térmicas, que geram uma energia mais cara.

3 O desequilíbrio levou o Palácio do Planalto a lançar um plano de R$ 12 bilhões de socorro para o setor elétrico. Parte será pago pelo consumidor com o aumento na conta de luz a partir de 2015.

4 Para ajudar a fechar as contas do governo, nesta terça-feira foi a vez de anunciar aumento da carga tributária para cervejas, isotônicos, energéticos e refrescos, na tentativa de arrecadar mais R$ 200 milhões até o final do ano.

ZERO HORA

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