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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Doenças isquêmicas do coração são as que mais matam hoje no Brasil. Difíceis de diagnosticar, mas fáceis de prevenir, hipertensão e obstrução dos vasos sanguíneos podem oferecer risco baixo se o estilo de vida for mudado para cuidar da saúde do coração.


Difíceis de diagnosticar, mas fáceis de prevenir, hipertensão e obstrução dos vasos sanguíneos podem oferecer risco baixo se o estilo de vida for mudado para cuidar da saúde do coração.

Foto: Reprodução / KAIST
Greyce Vargas/Especial

Pressão no peito, suor e até dor nos dentes são sinais de que o coração merece atenção. A doença isquêmica do coração é a doença que mais causa óbito em pessoas com mais de 70 anos no Brasil hoje. Junto com derrame e pneumonia, responde por 32% dos óbitos registrados em 2013, de acordo com um estudo publicado no jornal The Lancet. A pesquisa foi realizada em 188 países.

Entre os brasileiros com idade entre 15 e 49 anos, violência e acidentes de trânsito são as principais causas de morte. Complicações no nascimentos, principalmente de prematuros, são os responsáveis pelo óbito da maioria das crianças de até cinco anos.

O crescimento de mortes causada por Alzheimer cresceu 200% em relação a 1990. O diabetes foi responsável por 143% mais óbitos nessa comparação. Câncer de pulmão também teve um aumento significativo entre 1990 e 2013: 92%.

Doenças que era consideráveis no índice de mortalidade há 24 anos registraram importante queda, como, por exemplo, doenças decorrentes de diarreia.

– No Brasil, as doenças cardiovasculares e os fatores externos estão no topo das causas de mortes de jovens adultos e idosos e isso foge da assistência médica – indica o pesquisador da Universidade de São Paulo, Paulo Lotufo, um dos autores do estudo.

A dificuldade de diagnosticar os males que acometem o coração é a principal causa para que as pessoas só reparem na saúde do órgão quando a doença já está em estágio apor volta dos 55 anos em homens e 65 anos em mulheres. Antes disso, a doença já está lá, mas não dá muitos sinais.

– Em geral, o estilo de vida é o que vai determinar se o coração passará por problemas mais tarde ou não. Fumo, depressão, colesterol, pressão alta, diabetes, obesidade e estresse são os principais fatores para que as artérias acumulem gordura. Os sintomas se manifestam quando a doença já está entre 50 e 70% evoluída – explica Luiz Carlos Bodanese, cardiologista do Hospital São Lucas.

O médico aponta que muitas pessoas percebem os sintomas, tratam com o cardiologista e, um tempo depois, abandonam o tratamento e voltam ao estilo de vida mais desregrado. A ideia de que o coração não dói é um mito, diz Bodanese. Quando o sangue tem dificuldade de passar pelos vasos, um aperto no peito pode ser sentido. Então, a dor pode irradiar para o meio ou parte esquerda do peito. Falta de ar dor na mandíbula e, algumas vezes, dor no braço direito, no pescoço e até no dorso também podem aparecer.

– Tratar os fatores de risco são necessários mesmo que a pessoa não tenha histórico familiar. Portanto, controlar o colesterol e o diabetes, eliminar o fumo, reduzir o peso e colocar a atividade física na rotina são itens que devem ser cumpridos por quem não quer fazer parte das estatísticas – alerta o cardiologista.


O SOL DIÁRIO

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