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terça-feira, 6 de outubro de 2015

5 coisas que seu corpo pode fazer para melhorar a sua vida

Às vezes, buscamos formas de resolver algum incômodo profissional ou algum tipo de dor sem nem imaginarmos que nosso corpo pode nos ajudar a dar conta o recado. O Cracked reuniu uma série de dicas que podem ajudar você nos momentos de aperto, e elas são tão incríveis que não poderíamos deixar de compartilhar. Confira:


1 – Ice ice baby
Os orientais sempre tiveram uma preocupação com a saúde, e algumas técnicas bem antigas dessa cultura ainda são reproduzidas até hoje. A acupuntura, por exemplo, é uma prática bastante antiga, que estimula pontos hipersensíveis do corpo com a finalidade de diminuir a dor ou os sintomas de alguma doença – essa dor é geralmente em um ponto diferente da região que é pressionada.


Um desses pontos de cura é chamado de Hoku e fica entre o dedo indicador e o polegar, como você pode ver na imagem abaixo. Para os orientais, o Hoku é um ponto poderoso, capaz de aliviar dores causadas por inflamação, por exemplo.


Pesquisas recentes já comprovaram que uma massagem leve na região com um cubinho de gelo é, realmente, uma espécie de analgésico natural: consegue mesmo acabar com a dor. Só para você ter ideia, esses estudos mostraram que a mesma técnica é eficiente para aliviar até as dores do parto e, inclusive, as dores pós-parto.


Se você está se perguntando se só funciona com gelo, a resposta é: sim. Outro estudo, focado em dores de dente, avaliou os efeitos de três formas de realizar a técnica de Hoku: massagem com gelo; massagem normal; e massagem normal de modo que os voluntários recebiam a informação de que só ela, sem o gelo, era capaz de curar dores de dente (a intenção aqui era testar um possível efeito placebo). O resultado? A massagem com o gelo se mostrou muito mais eficiente, capaz de acabar com a dor de dente de mais da metade dos participantes.


2 – Cochilo poderoso
A humanidade já conseguiu ir até a Lua, já criou drogas poderosas para combater doenças graves, já desenvolveu tecidos impermeáveis, está planejando colonizar Marte, mas, mesmo assim, ainda não aprendeu a parar de deixar tudo para a última hora. Procrastinadores quase que por essência, insistimos em estudar para a prova de segunda-feira de manhã às 11h da noite de domingo. E achamos que nosso cérebro vai se lembrar de tudo o que lemos de um dia para o outro, sem descanso, funcionando à base do energético. Muito sensato.


A boa notícia é que, enquanto não aprendermos a fazer as coisas com antecedência, parece que há uma forma de estimular nossa memória a funcionar melhor depois de maratonas de estudos – anote a receita agora, não vá deixar para depois.


Na verdade, para se lembrar do que você estudou naquela noite em claro, você só precisa... dormir! A verdade é que já é cientificamente comprovado que, em vez de estudar a noite inteira sem parar, o melhor mesmo é tirar um bom cochilo durante a madrugada infernal. Então, antes de tomar litros de café como se não houvesse amanhã, poupe seu sistema digestório dessa overdose, diminua a quantidade de café e faça o esforço de tirar um cochilo no meio da sua maratona.


Não é de hoje que sabemos que uma boa noite de sono nos ajuda a memorizar alguns assuntos e a consolidar novos aprendizados. A novidade é que dormir por 45 minutos no meio daquela noite que tem tudo para ser interminável pode ter o mesmo efeito restaurador do que uma noite inteira de sono – obviamente, isso serve apenas para aquelas noites em que você PRECISA ficar acordado. Um estudo alemão publicado neste ano revelou que dormir entre 45 e 60 minutos em meio a uma maratona de estudos à noite pode melhorar em até cinco vezes a nossa memória.


Isso acontece porque o cochilo longo melhora o desempenho do hipocampo, a região cerebral relacionada com a memória e a absorção de novos aprendizados. É ou não é uma boa notícia para quem de vez em quando se vê obrigado a passar a noite em claro?


3 – Precisa de foco?
Às vezes é difícil conseguir se concentrar e, para auxiliar você a resolver esse problema, nada melhor do que a boa e velha natureza. Não que você precise de um motivo para passar algum tempinho admirando um jardim bonito, uma árvore carregada de frutas ou um canteiro de morangos, mas se é motivo que você procura, aqui está: a natureza pode ajudar você a se concentrar melhor.


Nossa vida tem tanta informação que podemos dizer que nosso cérebro é uma árvore cheia de galhos, e nossos pensamentos, passarinhos saltitantes que pulam de um lado para o outro.


Nesse sentido de descobrir o que faz com que uma pessoa consiga se concentrar, olhar para paredes brancas definitivamente não funciona. Admirar uma paisagem natural, no entanto, parece dar certo. E antes que você diga que não tem como visitar um parque todos os dias, fique tranquilo: funciona também se você olhar para alguma foto de natureza. Ufa!


Pesquisadores da Universidade de Melbourne estudaram a fundo a questão da concentração em 150 voluntários, que tiveram que realizar tarefas consideradas estafantes e cansativas. Na primeira rodada, todos tiveram um papel semelhante. Depois, no entanto, os participantes tiveram um pequeno intervalo e viram algumas imagens. Os que observaram imagens de natureza, ainda que por apenas 40 segundos, conseguiram ter mais foco e, como se não bastasse, erraram menos na hora de realizar as tarefas.


4 – A relação entre seu estômago e sua conta bancária
Pode parecer absurdo demais, mas a fome afeta nossa percepção visual, sabia? Isso acontece porque, quando nosso corpo sente que está na hora de fazer uma refeição, conseguimos ver os itens à nossa volta de maneira mais clara, como se eles estivessem ampliados. A lógica é simples: da mesma forma que conseguimos correr mais rapidamente quando estamos com medo, conseguimos raciocinar melhor quando estamos com fome.


Estudos recentes sugerem que decisões financeiras devem ser tomadas quando estamos em jejum há algum tempo. A sugestão tem a ver com o fato de que a fome muda a maneira como percebemos situações de risco e de recompensa, de modo que passamos a ser mais sensatos.


Um estudo realizado na Holanda em 2014 separou dois grupos de voluntários que participariam de um jogo de aposta – as pessoas de um dos grupos ficaram sem comer por 10 horas antes de se envolver nas atividades. O resultado? As pessoas que estavam com fome foram as que fizeram os melhores investimentos no jogo, pensando melhor em questões em longo prazo.


5 – É bom chorar durante negociações
Quando pensamos em negociações financeiras, por exemplo, imaginamos que a pessoa que se dá melhor é aquela séria, compenetrada, confiante e que demonstra ter poder. A ciência, no entanto, diz outra coisa: bom mesmo é chorar.


Em um experimento, 200 voluntários precisaram participar de um jogo de negociação, tentando técnicas de emoção diferentes cada vez. O ganhador? Aquele que parecia estar profundamente triste. O experimento foi repetido três vezes, e o vencedor era sempre aquele que chorava. O motivo? Bem... Mesmo os negociadores mais durões são humanos e capazes de sentir compaixão e simpatia.


Antes que você já se prepare para chorar na próxima reunião de trabalho, o alerta: não é em toda situação que o chororô funciona. Para dar certo, a pessoa que chora precisa estar em uma posição hierárquica de poder inferior à do negociador. Outro fator que ajuda nesse sentido é fazer com que o negociador sinta que, por ajudar a pessoa com quem está negociando, poderá contar com ela no futuro.


Fonte: Mega Curioso (Via Cracked)

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