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PENSE NISSO:

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

COMO É O Airbag?


Em uma colisão frontal, o motorista e os passageiros de um carro são arremessados para a frente e podem se ferir gravemente ao se chocarem com o volante, o painel ou o pára-brisa.
Os air bags, ou almofadas infláveis, protegem as pessoas nos casos de acidente: ejetados do volante ou do painel, se enchem de nitrogênio instantaneamente.
O sistema de air bag é formado por sensores eletrônicos, um inflator para produzir nitrogênio e a almofada em si.
Os sensores são programados para ignorar as colisões a menos de 16 a 22 km/h. Em um choque forte, a almofada se infla por completo em 1/20 de segundo.
Para as pessoas poderem sair, a almofada se esvazia assim que absorve o impacto.
Os air bags podem salvar vidas, mas apenas em colisões frontais, sem substituir os cintos de segurança e as ombreiras.
Airbag
Ao receber os sinais do sensor de colisão, um gerador e calor inflama substâncias químicas para produzir o nitrogênio, que infla o air bag.
Completamente cheio, o air bag absorve o impacto inicial do corpo do motorista, quando este é lançado para a frente.
Tendo protegido o corpo do motorista, o air bag se esvazia, suavizando o impacto.
Dois orifícios na parte traseira da almofada deixam escapar o gás.
Airbag
Fonte: br.geocities.com
Airbag
Airbag

O ensino de ciências e tecnologias vem avançando na educação brasileira e o air bag é um assunto interessante que, por fazer parte de seu cotidiano, desperta a atenção do aluno e permite que o experimento seja reproduzido no laboratório de química escolar.
Utilizando essa tecnologia podemos explorar conceitos de química, física e meio ambiente, atualizando e preparando o aluno para ser profissional do futuro. O air bag é um dispositivo destinado a proteger motoristas e passageiros em caso de colisão. Trata-se de um módulo que se localiza no ponto central do volante de direção, quando está do lado do motorista e, no painel logo acima do porta-luvas, quando trata-se do módulo do passageiro.
Para haver um perfeito funcionamento, o sistema envolve mecanismo como: sensores localizados na parte frontal do veículo e que têm por função detectar a rápida desaceleração do automóvel; um módulo de controle eletrônico que, através de uma luz indicadora no painel, emite alerta sobre falhas em seu funcionamento; uma câmera de metal onde há substâncias químicas que reagem entre si quando recebem um impulso elétrico; uma bolsa plástica que fica acondicionada dentro do volante. Assim que os sensores enviam a mensagem de brusca desaceleração, uma faísca é lançada na câmera metálica e estes produtos reagem formando sólidos e o gás nitrogênio.
Apenas o gás atravessa os filtros da câmara metálica, enchendo a bolsa. O processo de enchimento do air bag rompe uma tampa localizada no centro do volante. Toda esta operação, desde a colisão até o término do enchimento da bolsa, dura apenas entre um a três milésimos de segundo. O air bag possui uma abertura no seu interior que permite o escapamento do gás de forma natural ou até mesmo com o peso exercido pelo corpo do motorista.
Equação química do processo:

6NaN3(s)+Fe2O3(s) => 3Na2O(s)+2Fe(s)+9N2(g)

"AIR BAG" - TECNOLOGIA EM DESENVOLVIMENTO PARA SUA PROTEÇÃO

Nos anos 60 começaram as primeiras experiências com air bag na General Motors, nos EUA. No Brasil coube a Volkswagen o pioneirismo de um sistema de air bag totalmente desenvolvido no Brasil.

COMO FUNCIONA

Antes de qualquer coisa é preciso entender como funciona o Air Bag, veja o que diz o Procon-SP na sua cartilha sobre esse item de segurança:


Os airbags complementam a função dos cintos de segurança, agindo conjunta e simultaneamente com o objetivo de reter o movimento para frente dos ocupantes dos assentos dianteiros - airbag frontal, ou para os lados - airbag lateral, em fortes colisões.

Airbag

Os mais comuns são os frontais que ficam alojados no volante e no painel de instrumentos para maior proteção dos ocupantes dos bancos dianteiros. Existem também os laterais ou side bags. Dispostos geralmente nos bancos ou nas portas, sua função é a de proteção em impactos laterais ou capotamentos.
Fornecendo uma proteção adicional, os airbags reduzem os riscos de ferimentos na cabeça e no tórax, amortecendo o seu movimento contra o volante e o painel do automóvel, ou contra as laterais do veículo (side bag).
Esses dispositivos são eletronicamente programados para serem ativados em colisões de características específicas: os airbags dianteiros, por exemplo, são disparados em fortes colisões frontais ou fronto-oblíquas. Em colisões mais leves, laterais, traseiras ou em capotamentos, o dispositivo normalmente não é ativado.

O AIR BAG BRASILEIRO DA VW

Airbag

Segundo Marcelo Bertocchi, Gerente de Segurança Veicular da VW, o desenvolvimento do air bag brasileiro, que equipa o Gol Geração II foi desenvolvido com objetivo de adequar o disparo do sistema para as condições de utilizações no Brasil. As estradas e ruas brasileiras podem ocasionar o disparo do sistema de air bag em veículos importados que não foram concebidos para os nossos "buracos", "lombadas" e outras surpresas que encontramos a cada curva.
Vários modelos da Volkswagen como Golf, Bora, Passat, oferecem air bag, que é sempre duplo, ou seja, para os dois ocupantes dos bancos da frente. "O modelo Fox exportado possui air bag", informa Bertocchi.
Ele esclarece que o cinto de segurança é essencial, não adianta a pessoa pensar que apenas o air bag vai salvá-la. "A eficiência do cinto três pontos na prevenção de fatalidade pode ser estimada em 42%, o cinto mais o air bag 47% a 52%, portanto o uso do cinto é fundamental", ensina o especialista, que reconhece não usar mais carro sem air bag.
Airbag

Bertocchi explica que uma das prioridades no desenvolvimento de novas tecnologias do air bag está focada nas pernas que ainda sofrem muitas lesões em acidentes graves, já que o corpo desliza para baixo.
Apesar das vantagens do air bag o engenheiro lembra que é importante dirigir em posição correta, com o rosto não muito próximo do volante, e dirigir sem cruzar os braços, pois o air bag, no momento do seu acionamento, pode provocar queimaduras no braço ou rosto ou arremessar o braço do próprio motorista contra seu rosto. 


Crianças não devem ficar no banco da frente, pois o sistema é adequado para adultos, e correm risco de queimaduras e outros ferimentos. "O ideal são pessoas com pelos menos 1m50cm sentarem na frente".

Bertocchi explica que não há como recuperar air bag depois de um acidente. "O sistema é todo trocado". Depois de 10 anos de fabricação de um veículo é bom fazer uma checagem no sistema.

Como surgiu o "air bag"?

A General Motors teve papel fundamental no surgimento do air bag, ao inventar algumas ferramentas para validar a proteção do ocupante, como a família de "dummies Hybrid III", que é "standard" na indústria automotiva para impacto frontal.
Década de 1960:
Nos EUA, a GM designou um grupo de engenheiros e especialistas em biomecânica para desenvolver "air bag" frontal.
A figura a seguir mostra os primeiros "air bags" protótipos da GM:
Airbag

Década de 1970:
A indústria e o governo intensificam a busca por tecnologias que reduzam o número de fatalidades.

A GM monta 1000 veículos nos EUA equipados com air bags experimental, disponibilizando para a frota de consumidores para testes.
O primeiro equipado com air bag do passageiro disponível para venda foi o Oldsmobile Toronado em 1974.
Década de 1980:
"Air bags" do motorista começam a aparecer no mercado.

Governo inicia "phase-in" da obrigatoriedade de "air bags" frontais.
Na mesma época, a GM oferece air bag do motorista no Oldsmobile 98 e Delta 88.
Década de 1990:
GM é a primeira montadora nos EUA a oferecer veículos com airbag dos dois lados: do motorista e do passageiro.

Em 1997, a GM dos EUA oferece air bags laterais, pela primeira vez.
Em 1998, uma lei federal americana estabelece que todos veículos devem terairbag do motorista e passageiro de série.
Início do século 21:
Nos EUA, o Saturn 2001 passa a oferecer "air bag" de cortina.

No mesmo ano, air bags frontais de duplo estágio se tornam equipamentos de série no Chevrolet Impala, Monte Carlo, Pontiac Bonneville, Oldsmobile Aurora e Buick LeSabre.

Quais os tipos de air bags estão sendo desenvolvidos?

Quanto a tecnologias futuras, os seguintes tipos de air bags estão em estudo:
"Air bag" para os pés

"Air bag" para joelho
"Air bag" no cinto de segurança
"Air bag" no capô para pedestres

Quais os tipos de "air bag" que existem?

Atualmente, existem os seguintes tipos de air bag no mercado global:
"Air bag" frontal para motorista e passageiro
Airbag
"Air bag" lateral para tórax ou para tórax e cabeça

"Air bag" lateral do tipo curtina para a cabeça
Airbag

Como funcionam e quais são as condições necessárias para que eles abram?

O "Air bag" é uma proteção complementar ao cinto de segurança, uma vez que o uso de cinto pelos ocupantes garante a maior parte da proteção.
A central eletrônica determina a intensidade do impacto medido por sensores. Um sinal elétrico é emitido para o gerador de gás que inflando a bolsa. Com o contato do ocupante com a bolsa, gás nitrogênio sai da bolsa por orifícios laterais calibrados, parando gradativamente o ocupante.
A bolsa do "air bag" frontal é inflada em aproximadamente 30 milisegundos. A bolsa do "air bag" lateral do tórax infla em até 20 milisegundos. Para efeito de comparação, um piscar de olhos ocorre em torno de 100 milisegundos.
O "air bag" frontal é calibrado para se comportar segundo a tabela a seguir:
TIPO DE COLISÃO FRONTALCARACTERÍSTICAS DA COLISÃOTIPO DE PROTEÇÃO
Baixa a média intensidade
Pouca troca de energia (deformação apenas em partes de acabamento e/ou não estruturais do veículo).
Pouco ou nenhum contato dos ocupantes com partes internas do veículo.
Cinto de segurança
Média intensidade
Significativas deformações na travessa frontal do chassi, suspensão e/ou subframe, porém sem ocorrer diminuição significativa do compartimento do motor.
Contato dos ocupantes com partes internas do veículo, porém sem possibilidade de ocorrer ferimentos graves e/ou com seqüelas permanentes.
Cinto de segurança + Pré-tensionador
Média a alta intensidade
Grandes deformações estruturais com ou sem redução do espaço de sobrevivência dos passageiros.
Impacto dos ocupantes com partes internas do veículo, com risco provável de ocorrência de ferimentos graves e/ou seqüelas permantentes.
Cinto de segurança + Pré-tensionador + Air bag

Quais os modelos brasileiros da GM que oferecem air bag?

A General Motors do Brasil possui a melhor linha de veículos do Brasil, oferecendo a opção de air bag conforme abaixo:

"AIR BAG" FRONTAL

Airbag
Classic
Airbag
Corsa
Airbag
Meriva
Airbag
Montana
Airbag
S10 / Blazer
Airbag
Vectra

"AIR BAG" FRONTAL E LATERAL

Airbag
Astra
Airbag
Zafira
Airbag
Omega
Fonte: www.estradas.com.br

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Jovem de 22 anos morre em acidente em Indaial; outras duas pessoas ficaram gravemente feridas.

Paulo Ricardo Jacobsen, de 22 anos, morreu na madrugada deste domingo (3), por volta 5h10min, em um acidente na Avenida Manoel Simão, em Indaial. Segundo informações da Polícia Militar, o veículo VW/Gol, de Indaial, perdeu o controle e colidiu contra o muro de uma loja. Paulo, que era o condutor, não resistiu aos ferimentos e morreu no local do acidente. No veículo também estavam Jéssica Engel, 18 anos, e Djeine Cristina dos Santos, 19 anos que foram conduzidas ao Hospital Beatriz Ramos pelo SAMU em estado grave. 


Foto: http://www.facebook.com/paulo.jacobsen

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: caminhos e descaminhos


Introdução
Este trabalho aborda parte dos resultados da pesquisa de mestrado intitulada PCN de História na sala de aula: caminhos e descaminhos para a construção da cidadania; trabalho este que se encontra em desenvolvimento, e que consiste na análise dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s), especificamente o de História e os Temas Transversais, além do estudo acerca do conceito de cidadania presente neste documento. Outro objetivo da pesquisa é verificar se o PCN de História influenciou na visão e na prática tanto dos educadores (professores de História, direção e coordenação) quanto dos alunos e das alunas, sobre a cidadania.
A pesquisa está sendo sido realizada numa Escola Estadual de tempo integral localizada na cidade de Marília/SP, mais especificamente no terceiro e quarto ciclo (de 5ª à 8ª séries). Em relação à metodologia tem sido utilizada uma abordagem de estudo de caso etnográfico, por considerar esta a melhor maneira de realizar uma análise profunda e ampla que leve em conta o contexto escolar.
O estudo está sendo realizado através de: pesquisa bibliográfica; análise de documentos elaborados pelo Ministério da Educação (MEC), tais como, os Parâmetros Curriculares Nacionais e a Lei de Diretrizes e Bases além da análise do Projeto Político Pedagógico da escola; de entrevistas com os/as professores/as, direção, coordenação e alunos/as e, ainda, observação do cotidiano escolar.
Parâmetros Curriculares Nacionais: algumas considerações
A partir da década de 1980, o Brasil passou por um processo de redemocratização o que contribuiu para que emergisse na educação novos enfoques que privilegiavam os direitos sociais, graças a um amplo debate sobre a necessidade de reformas dos currículos, que focalizavam a expansão da cidadania e o aprofundamento da democracia. Ao mesmo tempo, dessa década em diante, o Brasil passa por uma onda reformista voltada para o ajuste econômico, e que ganhou grande força no governo de Fernando Henrique Cardoso, segundo apontam Unbehaum e Viana (2004). O reflexo destas reformas faz-se presente no processo de elaboração e na nova LDB promulgada, o mesmo se observa com relação ao Plano Nacional de Educação e com os Parâmetros Curriculares Nacionais.
Dentro deste contexto surgem os Parâmetros Curriculares Nacionais, no intuito de estabelecer um referencial nacional para o Ensino Fundamental, cuja função seria não só garantir uma educação de qualidade, mas também “[...] orientar e garantir a coerência dos investimentos no sistema educacional, socializando discussões, pesquisas e recomendações [...]” (BRASIL, 1997, p.13). Os PCN’s demonstrariam não só as discussões internas sobre a educação, mas também os acordos internacionais assumidos pelo país, como os que ocorreram na Conferencia Mundial de Educação para Todos em 1990, em que o país participou.
A produção dos PCN’s pelo MEC encaixa-se no conjunto de atitudes e estratégias do Estado brasileiro, que demonstram a reforma do Estado no campo educacional. Tais reformas atendiam, de um lado aos anseios não só dos movimentos sociais, como da sociedade brasileira, pela ampliação de vagas nas escolas e pela qualidade na educação no sentido da democratização da educação, mas, também, por outro lado, no sentido a atender às imposições organizacionais do capitalismo.
Segundo Jacomeli (2004), os PCN’s não só propõem um modelo curricular, como também apontam concepções de ensino e de aprendizagem baseado em um modelo que chamam de construtivismo, a partir do momento em que detecta os possíveis motivos do fracasso escolar e aponta como solução a necessidade de se buscar novas relações entre ensino e aprendizagem.
No entanto, cabe destacar que, apesar das críticas sobre os PCN’s, os mesmos são apenas referencias, ou seja, [...] são abertos e flexíveis, uma vez que, por sua natureza, exigem adaptações para a construção do currículo de uma Secretária ou de uma escola (BRASIL, 1997, p. 37), o que demonstra o respeito não só pelas características de cada escola (como público, aspectos regionais, entre tantos outros que permeiam a escola), mas também ao trabalho do (a) professor (a), ao não levar ao enrijecimento e à mera tecnização de sua função.
Nesta breve consideração sobre os PCN’s foi possível observar a importância de se contextualizar este documento, já que são “frutos de determinados momentos históricos e, por isso, expressam valores e costumes da sociedade ou, mais especificamente de um segmento social e cultural dominante” (UNBEHAUM e VIANA, 2004, p.81). Este processo histórico contribuiu para que o termo cidadania tornasse-se um termo recorrente, não só nos discursos oficiais sobre as finalidades da educação, mas também nos discursos dos professores. Estes discursos, assim como a política educacional, acabam por impor à escola a formação do cidadão, disseminam a idéia de que a escola deve contribuir para a formação de alunos críticos e conscientes do seu papel social.
Educação e cidadania
Ao abordar o conceito de cidadania, cumpre compreendê-lo como um conceito histórico, já que a cidadania modifica-se conforme o tempo e o espaço como observam Pinsky e Pinsky (2003). Ser cidadão no Brasil não é o mesmo que em outro Estado-nacional, pois direitos são adquiridos conforme a necessidade e a luta de distintos grupos sociais em distintas sociedades e tempos históricos.
Considerando o caráter histórico da cidadania, abordar-se-á a relação entre educação e a mesma, assim como os possíveis desafios. Já que não cabe pensar apenas nas possibilidades de escolarização do cidadão, mas também no risco de se negar a cidadania para os que não receberam o conhecimento institucionalizado. Como observa Arroyo (2007, p.36), a relação da educação e a sua atuação na formação de cidadãos, vem da própria concepção de educação na sociedade moderna.
A partir do momento, em que “essa interpretação tentou criar a imagem de que o convívio social girava basicamente em torno desses pólos: liberdade – escravidão, civilização – barbárie, república – absolutismo, racionalidade – irracionalidade, saber – ignorância, modernidade – tradição”.
Contudo, a questão torna-se mais complexa ao considerarmos a relação entre política e neoliberalismo e o mal-estar que se estabeleceu com esta relação. Por fim e não menos importante o que seria formar os cidadãos críticos, conscientes e independentes na sociedade atual globalizada e marcada pelo projeto neoliberal?
Ao considerarmos a economia clássica do século XVIII, percebe-se uma proposta que enfoca a construção de uma cidadania passiva, pois não interessa, naquele momento, a formação do sujeito político, mas apenas a adequação do trabalhador aos meios de produção, conforme observa Gohn (2005, p.59), neste pensamento político, “[...] somente os proprietários podiam ser cidadãos, na dimensão pedagógica desse mesmo pensamento, somente os bons podem ser cidadão”.
Para romper com esta visão educativa voltada para o emudecimento das tensões entre classes, cabe pensar na cidadania, mas não somente nela, como também no processo de formação do cidadão ativo, que consista em pensar no sujeito enquanto ser político e na sua relação com o Estado, para que a relação sociedade-estado seja vista como um “[...] campo de direitos da cidadania e oportunidades de convivência, como espaço de afirmação de uma polis (NOGUEIRA, 2002, p. 19)”.
Romper com a lógica neoliberal e constituir um ser político não é uma tarefa fácil, diante da desconstrução que a política vem sofrendo. Para observar as novas configurações presentes na sociedade, basta atentar-se para o mal-estar presente quando o assunto é política e as suas possibilidades. A este respeito, Nogueira (2002, p. 22) aponta, que “a idéia de que a política é um dado negativo e de que o Estado é a instância do não desejável encontra um fortíssimo estimulo neste pensamento [...]”.
Sendo assim, Nogueira (2002, p.28), baseando-se em Gramsci propõe pensar “numa ‘escola única inicial de cultura geral, humanista, formativa que equilibre de modo justo o desenvolvimento da capacidade de trabalhar manualmente [...] e o desenvolvimento das capacidades de trabalho intelectual’”, escola esta que lançaria os (as) jovens para a convivência e o desenvolvimento das atividades sociais. E que busque uma nova concepção de história que valorize os excluídos e que mostre as lutas cotidianas e as suas possibilidades.
Em países como o Brasil, em que a desigualdade não só está presente, como maltrata boa parte da população que não tem acesso ao mínimo para a sua sobrevivência, pensar o processo de constituição de cidadania consiste em pensar em novos espaços de convivência e interação, até porque pensar em construir a cidadania e o (a) cidadão(ã) apenas no âmbito educativo, é limitar a discussão de forma preconceituosa, além de conceber uma idéia de cidadania que favorece a exclusão.
Segundo Arroyo (2007, p. 38), na prática política persiste uma concepção em que liberdade, participação e cidadania, devem ser concedidas conforme o amadurecimento do homem e da mulher, que seria estabelecido pela sua escolarização, “já que as camadas populares ainda são consideradas bárbaras demais, por não estarem educadas para o uso racional da liberdade e da participação política”.
Para Arroyo (2007, p. 78), uma possibilidade de potencializar a relação entre educação e cidadania, é desvendar como se deu a sua construção social assim como seus antagonismos, além de levar a perceber os ideais da política vigente e também a sua construção no tempo histórico. Por fim, compreender a racionalidade popular e a sua atuação política, reconhecendo assim, a sua força de transformação, ou seja, “[...] o próprio processo político-pedagógico de construção da identidade popular que se dá no confronto povo-Estado. É aí que a democracia avança e se constrói”.
A relação entre educação e cidadania, não se mostra fechada e estática, mas um processo aberto e dinâmico que se constrói cotidianamente, através não só do consenso, mas também das tensões diárias, que permitem o avanço das mudanças. Neste sentido, focar o cotidiano escolar torna-se um meio riquíssimo para compreender as transgressões das ordens impostas, a readaptação das normas ou até mesmo os processos de consentimento. Diante da complexidade existente na escola, ou melhor, em seu mundo social, cabe fazer um pequeno recorte do que foi observado até o momento, na escola pesquisada.
O COTIDIANO ESCOLAR
Durante o ano de 2008, passei a ter presença constante na escola em que estou pesquisando, para que pudesse realizar a minha observação, não só das aulas de História, mas também das relações sociais entre atores educativos e alunos no intuito de desvendar a escola.
Na observação do cotidiano escolar, deparei-me com uma situação inusitada, a partir do momento em que pude observar a implementação na escola, da Nova Proposta Pedagógica do Estado de São Paulo. Contudo, este processo não se deu por predileção dos atores educativos, mas como a professora de História, me relatou a Secretária de Educação do Estado de São Paulo adotou uma nova política, que consistia numa Nova Proposta Curricular, que estava sendo imposta a escola. A professora durante a observação demonstrou por diversas vezes, preocupação com a nova política adotada pela Secretária de Educação do Estado de São Paulo a partir do momento em que os (as) professores (as) são obrigados a seguir o conteúdo determinado pela nova proposta, levando, desta forma, a um engessamento da prática do professor na sala de aula.
Ao analisar o material enviado às escolas pela Secretaria de Educação, pude perceber que em relação ao ensino de História o conteúdo segue uma estrutura linear, não sendo permitido aos professores fugirem do que é determinado, do que deve ser trabalhado durante os bimestres, o que demonstra o engessamento do currículo e da autonomia do professor e da professora.
Outra questão que venho focando na observação é a postura da escola em relação a democracia, no intuito de compreender como a escola caminha no sentido a estabelecer-se enquanto um espaço de defesa e prática da democracia. Sendo assim, observo uma questão essencial para a construção de uma escola democrática, ou seja, como a escola caminha no intuito a garantir a participação na tomada de decisões nas diversas esferas presentes na escola.
O relato aqui exposto é apenas um recorte do que venho observando até o momento, das tensões geradas na escola, que demonstram os reflexos das questões econômicas, sociais e políticas que se abatem tanto sobre os atores educativos como sobre os alunos e que influenciam não só a formação do cidadão e da cidadã, mas também nas possibilidades do ensino de História e a sua relação com os PCN’s.
Conclusão
Como a pesquisa encontra-se em desenvolvimento, o trabalho aqui se torna uma reflexão dos questionamentos, dúvidas e hipóteses que vêm surgindo ao longo desta pesquisa. Na breve análise dos PCN’s foi possível constatar as contradições presentes no seu processo de elaboração, já que este documento não só manifesta os acordos internacionais assinados pelo Brasil e que refletem a política neoliberal, como também o poder de reivindicação dos movimentos populares, o que contribuiu para o reconhecimento da diversidade e necessidades, em termos de direitos, presentes no país.
Sendo assim, torna-se riquíssimo adentrar a escola, no intuito de desvendar o seu cotidiano e ampliar o entendimento de algumas questões, como a participação da comunidade na escola, o processo de implantação da Nova Proposta Curricular no Estado de São Paulo, como também contribuíram para novos caminhos a serem tomados, ao lançar um olhar sobre a Nova Proposta Curricular, a partir do momento em que os PCN’s foram colocados de lado para que a escola seguisse a Nova Proposta Pedagógica que tem contribuído para a tecnização do professor e para um retrocesso da escola, no que concerne a uma escola democrática e cidadã.
Rodrigo Biagini Costa
Tânia Suely A. Marcelino Brabo
Referenciais bibliográficos
ARROYO, Miguel G. Educação e exclusão da cidadania. In: BUFFA, Ester; ARROYO, MIGUEL G.; NOSELLA, Paolo. Educação e cidadania: quem educa o cidadão?. 13ª ed. São Paulo, Cortez, 2007. BRASIL. Secretária de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais:introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1997. GOHN, Maria da Glória. Movimentos sociais e Educação. 6ª ed. revista – São Paulo; Cortez, 2005. JACOMELI, Mara Regina Martins. Dos estudos sociais aos temas transversais: uma abordagem histórica dos fundamentos teóricos das políticas educacionais brasileiras (1971-2000). Campinas/ SP, 2004. Tese. Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas/ Unicamp/ SP, 2004. NOGUEIRA, Marco Aurélio. Administrar e dirigir: algumas questões sobre a escola educação e a cidadania. In: MACHADO, L. M; FERREIRA, Naura S. C. Política e gestão da educação: dois olhares. Rio de Janeiro: DP&, 2002. (p. 17 – 32). PINSKY, Carla Bassanezzi; PINSKY, Jaime (org). História da cidadania. São Paulo: Contexto,2003.
Fonte: www.faac.unesp.br
Cidadania

EDUCAÇÃO, POLÍTICA, CIDADANIA, GESTÃO: A CONSTRUÇÃO DE NOVOS OLHARES SABORES E SABERES

TEMÁTICA: POLÍTICAS E GESTÃO EDUCACIONAL
RESUMO
A globalização exige reestruturação na articulação das formas de produção e do trabalho para que as empresas possam se integrar na competitividade do mercado mundial, dessa forma, a aprendizagem é o resultado de um processo de construção do conhecimento por um sujeito ativo, autor que elabora e testa suas hipóteses juntamente com o professor, que media esse processo.
Nessa escola o importante é desenvolver, com qualidade e competência, o conhecimento que leve a pensar.
A participação na gestão da escola se dá de forma variada, a adoção de um estilo participativo de gestão da escola constitui uma forma concreta de contribuir para o desenvolvimento da democracia na escola e na sociedade.
Associados à idéia de democracia institucional na escola estão temas como descentralização, autonomia, participação, gestão democrática e cidadania.
Cidadania também é um processo de luta, conquistas e perdas. Exercer cidadania não é uma dádiva, é conquista, é ser íntegro, não se deixar corromper. É o exercício dos direitos e deveres. Muitas vezes, falhas são detectadas na condução da educação para a cidadania, quando se deixa de desenvolver e valorizar na criança a sensibilidade de ver o mundo, a alegria de ter amigos e a capacidade de doação, que são pré-requisitos para a formação do ser consciente e participativo numa sociedade.
A escola tem que ser consciente de seus métodos, técnicas e integrar pessoas, que além de estarem comprometidas com a educação, se permitam a ousar, experimentar, investigar, criar... construir e mediar.
Cabe à educação um comprometimento de sua ação, investindo nas forças construtivas de que faz da educação uma mediação para a cidadania. É preciso construir uma humanidade renovada, num procedimento contínuo de superação da inércia, de valorização do ser humano e de desmascaramento das imposições sócio-culturais adotadas sem reflexão da sua prática.
A educação é um constante desafio!
O mundo contemporâneo apresenta mudanças que afetam todos os setores da sociedade, inclusive a educação.
Atualmente passamos pela chamada Terceira Revolução Industrial, a revolução da microeletrônica e da informática. Nela, o mundo se sustenta na criação, processamento e transmissão da informação. A globalização exige reestruturação na articulação das formas de produção e do trabalho para que as empresas possam se integrar na competitividade do mercado mundial.
Dessa forma, a aprendizagem é o resultado de um processo de construção do conhecimento por um sujeito ativo, autor que elabora e testa suas hipóteses juntamente com o professor, que media esse processo, onde se observam categorias como "transformação, compromisso social, conscientização, totalidade, crítica social". (DAUSTER, 1996, p. 79). Nessa escola o importante é desenvolver, com qualidade e competência, o conhecimento que leve a pensar.
O professor lança aos alunos um "olhar relativizador, buscando entendêlos na positividade de seu universo cultural e não restrito a indicadores de sua privação. Os efeitos epistemológicos deste olhar conduzem a uma visão contextualizada do fenômeno educativo, a uma valorização da diversidade e da heterogeneidade cultural e a questionamentos sobre posturas etnocêntricas que contrariam a pedagogia". (DAUSTER, 1996, p. 82).
A participação na gestão da escola pode dar-se numa gama variada de possibilidades, quer no grau de integração dos grupos envolvidos quer no grau de participação de cada um destes grupos. Pais e professores podem possuir o poder de co-gestão, mas aos alunos pode ser concedido apenas o poder de consulta. A adoção de um estilo participativo de gestão da escola constitui uma forma concreta de contribuir para o desenvolvimento da democracia na escola e na sociedade. Um aprofundamento desta última temática, dos obstáculos para sua implementação e dos benefícios de sua adoção será feito a seguir.
A gestão democratizada sente a necessidade da presença do líder, do mediador, articulador das relações inter-subjetivas, das vontades e dos conflitos. Os agentes devem ser cidadãos plenos para que possam romper as amarras da servidão à manipulação e participarem nos processos de tomada de decisão.
Associados à idéia de democracia institucional na escola estão temas como descentralização, autonomia, participação, gestão democrática e cidadania.
Atualmente muito se fala em cidadania que nas palavras de Marshall (1967, p. 76)
“(...) a cidadania é um ‘status’ concedido àqueles que são membros integrais de uma comunidade. Todos aqueles que possuem o ‘status’ são iguais com respeito aos direitos e obrigações pertinentes ao ‘status’. Não há nenhum princípio universal que determine o que estes direitos e obrigações serão, mas, as sociedades nas quais a cidadania é uma instituição em desenvolvimento criam uma imagem de uma cidadania ideal em relação à qual o sucesso pode ser medido e em relação à qual a aspiração pode ser dirigida. A insistência em seguir o caminho assim determinado equivale a uma insistência por medida efetiva de igualdade, um enriquecimento da matéria-prima do ‘status’ e um aumento no número daqueles a quem é conferido o ‘status’. A classe social, por outro lado, é um sistema de desigualdade. E esta também, como a cidadania, pode estar baseada num conjunto de idéias, crenças e valores. É, portanto, compreensível que se espere que o impacto da cidadania sobre a classe social tomasse a forma de um conflito entre princípios opostos”.
Cidadania também é um processo de luta, conquistas e perdas. Exercer cidadania não é uma dádiva, é conquista, é ser íntegro, não se deixar corromper. É o exercício dos direitos e deveres. Muitas vezes, falhas são detectadas na condução da educação para a cidadania, quando se deixa de desenvolver e valorizar na criança a sensibilidade de ver o mundo, a alegria de ter amigos e a capacidade de doação, que são pré-requisitos para a formação do ser consciente e participativo numa sociedade.
Não se pode perder a oportunidade de interagir, pois, a todo momento, se percebem alunos perdidos no seu papel de criança e pessoa. Alunos, que são frutos de uma geração que experimentou a repressão da sociedade e familiar.
Etimologicamente, cidadania vem de “cidade”. Cidade vem de civitas, para os antigos romanos, significando a sociedade política. A cidadania é a ação pela qual alguém se torna civil, habitante de uma cidade, e passa a fazer parte de uma civilização. No início da civilização grega, o conceito de cidadania ligava-se intimamente ao de cidade. As cidades gregas formavam uma organização de pessoas “cidadãos”, unidos por uma mesma história em torno do culto ao deus específico de cada localidade. (MACHADO, 1998, p. 1-3)
Pais que abrem os caminhos de seus filhos sem lhes dar as devidas direções, sem encontrar a medida certa entre o "sim" e o "não". A escola fica sobrecarregada, pois está sempre precisando rever com seus alunos conceitos que antes eram fundamentais na família e que hoje deixaram de ser valorizados.
Esses cidadãos mirins precisam experimentar o gosto da ética e cidadania, da autoridade sem autoritarismo, pois, a criança, como ser em formação, ainda não possui determinados conhecimentos e capacidades que a habilite a gerir sozinha sua vida.
A escola tem que ser consciente de seus métodos, técnicas e integrar pessoas, que além de estarem comprometidas com a educação, se permitam a ousar, experimentar, investigar, criar... construir e mediar.
Cabe à educação um comprometimento de sua ação, investindo nas forças construtivas de que faz da educação uma mediação para a cidadania. É preciso construir uma humanidade renovada, em um procedimento contínuo de superação da inércia, de valorização do ser humano e de desmascaramento das imposições sócio-culturais adotadas sem reflexão da sua prática.
A educação é um constante desafio. Formar a cidadania é vencer esse grande desafio. O aluno experimenta no ambiente escolar, como primeiro grupo social após a família, o contato consigo e com o meio social. Formar cidadão é formar um ser humano responsável por seus atos, é formar um aluno, um colaborador, um chefe, um pai, um ser humano consciente de seus direitos, mas, disposto a cumprir seu papel dentro da sociedade do século XXI.
A tarefa educacional é árdua, mas, é fundamental dentro da vida em sociedade. Se a escola formar cidadãos, significa ter cumprido o seu papel. A presença da escola só se justifica se for uma das formas de construção de mediações em busca de condições de trabalho, da sociabilidade e da cultura simbólica.
Cidadão deriva de civis, palavra latina de dois gêneros que designa os habitantes das cidades, porém não qualquer habitante, mas somente aqueles que tiveram direitos, os que participavam das atividades políticas. Civitas, civitatis referia-se à condição de cidadão. Similarmente, a palavra político advém da palavra grega pólis, que também significava cidade. Na Grécia antiga os habitantes das cidades dividiam-se em políticos e idiotas; os primeiros participavam da vida da pólis e os segundos não, sendo que o sentido de idiota, na época, traduzia o oposto da palavra político. (MACHADO, 1998, p. 1-3)
O respeito ao aluno deve ser a tônica, eles não são cobaias metodológicas, e sim, agentes de mudanças. Levar o aluno a olhar o mundo de forma questionadora é o grande desafio da educação. A escola precisa de professores acordados para viver o 3º milênio.
Para tanto é preciso vencer desafios, ousar mais, pois vivemos momentos de profundas mudanças. É preciso estar atentos a esses novos tempos atualizar teorias, propor novas práticas, e para isto, faz-se necessária à atuação do educador historicamente situado, consciente de seu papel capaz de gerar formas de intervenção e transformação da realidade educacional.
É preciso que cada professor lute pelo resgate de seu papel social, descobrindo o que o faz ser diferente e mostrando para a sociedade, que a educação sempre foi mola mestra para o desenvolvimento de um país.
Faz-se necessária a profissionalização continuada do professor, pois isso envolve compreender a flexibilidade, a informação, a desburocratização, a interdisciplinariedade, a valorização simbólica das formas passageiras, a competitividade que numa perspectiva crítica, histórica, concebe-se em três dimensões, a qualidade formal, a qualidade política e a qualidade cultural.
“Mudar é difícil, mas é possível”, Freire, (2000, p. 102), de acordo com as palavras do mesmo autor:
Daí então, que nossa presença no mundo, implicando escolha e decisão, não seja uma presença neutra. A capacidade de observar, de comparar, de avaliar para, decidindo, escolher, com o que, intervindo na vida da cidade, exercendo nossa cidadania, se exige então como uma competência fundamental. Se a minha não é presença neutra na história, devo assumir criticamente quanto possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda a possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas para participar de práticas com ela coerentes. (...) E é na condição de seres transformadores que percebemos que nossa possibilidade de nos adaptar não esgota em nós o nosso estar no mundo. É porque podemos transformar o mundo que estamos com ele e com os outros. (2000, p. 33)
Escola e professor se misturam e formam um conjunto de pessoas envolvidas no processo social e que estão a favor da construção da cidadania com valores determinantes.
As estratégias individuais e coletivas de construção de uma identidade social estão estreitamente ligadas a estratégias residenciais, pois se concretizam na participação ativa na vida política e associativa local. É aí que a escola adquire uma importância fundamental na formação dos indivíduos. Na articulação de cada escola pública com a realidade local está presente toda essa rede de relações — com as diretrizes nacionais, com as orientações de cunho estadual ou municipal e, sobretudo, com as políticas de atendimento, que revelam até que ponto se prioriza o ensino fundamental, no país e no local.
Ao discutir as responsabilidades e fronteiras da escola, a destacam como transmissora de um patrimônio cultural, considerando especialmente que, na sociedade moderna, a família nuclear não instala uma cultura comum de um grupo de adultos, mas ao contrário, acaba por supervalorizar a infância.
Observam-se duas tarefas contraditórias da escola: preservar a continuidade da sociedade — e, portanto, das hierarquias e estratificações sociais —, e garantir a igualdade de todos no acesso à cultura e aos saberes sociais, correndo o risco de ameaçar assim a própria estabilidade social para cuja preservação ela pretende contribuir.
Assim concebida — com a dupla missão de coesão social e de garantia do acesso de todos, ao saber valorizado pela sociedade —, a escola torna-se um potencial portador de mudanças. Os indivíduos se constroem no social, mas aí se constroem no curso de sua história, como sujeitos singulares. O meio constitui o universo de significações a partir das quais o sujeito constituirá seu mundo. Sem dúvida, a escola desempenha um papel importante na construção dessa teia de significações. A escola é, como aponta Rodriguez (1995, p.37), o primeiro espaço de atuação pública da criança. Segundo a autora, é a primeira instituição da sociedade em que a criança atua autonomamente como ser individual e social. Durante a vida escolar, a criança forma suas primeiras idéias acerca da sociedade à qual pertence. Assim, como espaço para a formação para a vida das novas gerações, a escola é, por excelência, o espaço de construção de significados sobre o mundo à sua volta.
Com o fenômeno da industrialização, a qualificação da força do trabalho visava à produção na qual o trabalhador executava tarefas, sem refletir sobre as mesmas. Nesse contexto, a educação visava treinar indivíduos que fossem moldados a fim de corresponder a tais demandas.
Os sistemas educacionais organizam-se de acordo com as definições de ciência. Conforme o paradigma mecanicista, "entende-se por ciência (conhecimento) atividade humana que descreve e explica os diferentes campos da realidade, cuidando de descobrir as leis que ordenam o mundo, o que implica numa atitude contemplativa, tendo como objetivo fundamental à construção de teorias". (AGUERRONDO, 1996, p. 72).
A aprendizagem se opera através do processo estímulo-resposta, com um sujeito passivo, visto como uma “tabula rasa”, domesticado, que recebe grande quantidade de informação, através do saber pronto e definitivo, transmitido pelo professor.
Neste modelo de educação as relações consistem em oposições entre o educador e o educando:
"o educador sabe, os educandos não sabem; o educador pensa, o educando é pensado; o educador tem a palavra, o educando tem a escuta; o educador opta, prescreve, programa, disserta, em suma, é sujeito da ação, enquanto o educando é subordinado, submetido e objeto, em relação ao ato educacional". (DAUSTER, 1996, p. 76).
Já o conceito de escola democrática, formadora de cidadãos atuantes na sociedade, é estabelecido no contexto da década de 1980 onde as políticas públicas educacionais estão voltadas para a questão da universalização, com eqüidade da escola pública.
Essa “nova escola” procura constituir-se pela construção da sua autonomia e democracia. Isso "requer a reconstrução dos paradigmas de gestão para além da cidadania positivista, fundada na concepção iluminista que estabelece a relação linear sujeito-objeto". (BORDIGNON, 1997. p. 17).
A gestão democratizada sente a necessidade da presença do líder, do mediador, articulador das relações intersubjetivas, das vontades e dos conflitos. Os agentes devem ser cidadãos plenos para que possam romper as amarras da servidão à manipulação e participarem nos processos de tomada de decisão.
Antes das rotinas administrativas são definidos os rumos, traçados os objetivos, estabelecidas as diretrizes estratégicas numa construção coletiva, estruturada na competência técnica e nas responsabilidades.
Nessa administração não há produção em série, mas respeito ao sujeito único que constrói singularmente seu conhecimento. Dessa forma não há lugar para a medição e classificação. O processo de percepção da realidade, da construção do saber deve constituir-se em um espaço aberto para a fundamentação da democracia, logo a cidadania plena.
O homem interpreta o mundo e interage com a realidade física e social em que está inserido a partir de valores, representações e padrões de relação culturalmente assimilados.
A educação não mais pode ser vista como a mera transmissão de conhecimentos e valores, como a padronização de comportamentos ou disciplina externa. A escola não mais é concebida como uma máquina de reprodução de valores e padrões de relação. É, sobretudo, um laboratório de gestão educacional e de ensino aprendizagem onde conhecimentos, valores e relações são constantemente reconstruídos, um processo de transformação para acompanhar um mundo globalizado em constante mudança.
A educação brasileira tem um grande desafio pela frente: o de se transformar num pólo irradiador de cidadania e de vivência social democrática.
A escola de hoje forma os cidadãos de amanhã. Não querendo dizer que as crianças não são cidadãs, mas que elas serão os condutores sociais do amanhã.
A democracia, como ela é entendida hoje, pressupõe a participação de todos. Estamos retirando, mais uma vez, da democracia grega, as lições através das quais estamos reconstruindo nossa própria democracia.
Na democracia grega, o cidadão, assim como hoje, votava para escolher os políticos e dirigentes. Mas sua participação não se encerrava aí. Ele votava também, diretamente, nas questões relevantes relacionadas a polis. Os gregos tinham entranhado em sua civilização a cultura da participação. Não basta eleger os políticos e esperar que eles, apenas pelo fato de terem sido eleitos, façam alguma coisa por nós.
A cultura da participação pressupõe cidadãos conscientes de seus direitos e deveres. Pessoas imbuídas de espírito crítico e solidário, participantes, questionadoras, trabalhadoras, prontas para se manifestarem contra qualquer ato autoritário, prontas para ajudar a seu semelhante, preparadas para colaborar com a construção de um mundo melhor para todos.
Estes têm que conviver respeitando seu semelhante para poderem ser respeitados. Trata-se de promover a igualdade na diferença. O ideal de antropológico, dentre outros. A escola está inserida em uma sociedade e este fato não pode ser desconsiderado.
Todas as mudanças refletem no cotidiano da escola, onde a mudança de paradigma em educação passa pelo que se entende por educação e conhecimento.
Na era do conhecimento, a pedagogia tornou-se a ciência mais importante porque ela objetiva promover a aprendizagem. A era do conhecimento é também a era da sociedade aprendente: todos tornam-se aprendizes e diante de aparentes chegadas é sempre necessário retornar a caminhada. (GADOTTI, 2000, P. 45).
STEIDEL, Rejane
VICENTINE, Claudia
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AGUERRONDO, I. "Argentina, 1995: Uma Transformação Educacional em Marcha". In: - LINDINGER, Marília Miranda (coordenação), Políticas Públicas de Qualidade na Educação Básica. Brasília: CONSED; UNICEF, 1996. BONAMIGO, R. I.H. Cidadania: considerações e possibilidades. Porto Alegre: Dacasa, 2000. BORDIGNON, G. "Paradigmas na Gestão da Educação: Algumas Reflexões". In: Cadernos Linhas Críticas, 1997. DAUSTER, T. "Navegando contra a corrente? O educador, o antropólogo e o relativismo". In: BRANDÃO, Zaia (organização), A crise dos paradigmas e a educação. São Paulo: Cotez. 1996. FREIRE, P. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: Unesp, 2000. GADOTTI, M. Pedagogia da terra. Petrópolis: Vozes, 2000. MACHADO, J. N. O brasileiro como cidadão. In: Folha de São Paulo. São Paulo, 30 nov. 1998. MARSHALL, T. H. Cidadania, classe social e status. Rio de Janeiro: Zahar, 1967. RODRIGUEZ, M. A escola: primeiro espaço de atuação pública da criança. In: TORO, J.B., WERNECK, N. (eds.) Mobilização social: um modo de construir a democracia e a participação. Brasília: UNICEF, no prelo.
Fonte: www.pucpr.br

Por que se usa a aliança de casamento na mão esquerda e a de noivado na mão direita?


Os egípcios, por volta de 2800 a.C., já usavam um anel para simbolizar o laço matrimonial. Para eles, um círculo, não tendo começo nem fim, representava a eternidade à qual a união se destinava. Cerca de 2 000 anos depois, os gregos descobriram o magnetismo, que acabou influindo também nessa simbologia. Como eles acreditavam que o terceiro dedo da mão esquerda possuía uma veia que levava diretamente ao coração, passaram a usar nele um anel de ferro imantado, para que os corações dos amantes permanecessem para sempre atraídos um pelo outro. O costume foi adotado pelos romanos e o Vaticano manteve a tradição. Já o anel de noivado foi introduzido no ano 860, por decreto do papa Nicolau I (858-867), que o instituiu como uma afirmação pública obrigatória da intenção dos noivos. "A aliança passa da mão direita para a mão esquerda para representar a aproximação do compromisso definitivo. Do lado esquerdo, ela fica mais próxima do coração", afirma o padre Eduardo Coelho, da arquidiocese de São Paulo.

fonte:
mini-ME135

sábado, 2 de fevereiro de 2013

MENSAGEM DO DIA: ame.


Ame, como se ninguém nunca houvesse feito sofrer...

Trabalhe, como se não precisasse do dinheiro...

Dance, como se ninguém estivesse olhando...
Cante, como se ninguém estivesse ouvindo...
Viva, como se fosse no paraíso!
Curta o que de melhor a vida lhe oferece com toda intensidade, como se fosse o último dia de sua vida ...
A vida muitas vezes é curta, mas mesmo assim seu caminho é longo.
Nela aprendemos a sorrir, chorar, amar, sofrer e a renascer, para amanhecer e termos um lindo dia...
Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje...o ontem já passou... e o amanhã...talvez não chegará...
Seja Feliz Sempre!



FONTE
FOTOS ILUSTRATIVAS

PARTE I: ABELHAS.

Historia e Origem
As abelhas existem há mais de 20 milhões de anos. Antes, portanto, do surgimento do homem. E a apicultura, a técnica de explorar racionalmente os produtos das abelhas, remonta ao ano 2400 A.C., pelo menos conforme vários historiadores, no antigo Egito. De toda a forma, o mel já era conhecido e apresentado pelos sumérios 5000 anos antes de Cristo. E os egípcios e gregos desenvolveram as rudimentares técnicas de manejo que só foram aperfeiçoadas no final do século XVII por apicultores como Lorenzo Langstroth, que desenvolveu as bases da apicultura moderna.
Abelha
Hoje as abelhas deixaram de ser vistas como insetos perigosos e agressivos. O homem através de estudos passou a compreender o seu mundo e aprendeu a conviver com elas respeitando as suas características e particularidades.
Esses estudos demonstraram que criar abelhas de uma maneira racional requer muitos cuidados com instalações, alimentação, utensílios e principalmente muito carinho no manejo, não importando se você irá ter 5 ou 100 colméias.
Abelha
É quase um desafio não se deixar envolver pela vida das abelhas. Saber que uma rainha vive até os 5 anos porque é alimentada com geléia real enquanto uma operária vive apenas 42 dias, pois não recebe o mesmo tratamento, é no mínimo interessante.
A VIDA DAS ABELHAS
As abelhas são insetos sociais que vivem em colônias. Elas são conhecidas há mais de 40.000 anos e as que mais se prestam para a polinização, ajudando enormemente a agricultura, produção de mel, geléia real, cera, própolis e pólen, são as abelhas pertencentes ao gênero Apis.
Abelha
Inseto laborioso, disciplinado, a abelha convive num sistema de extraordinária organização: em cada colméia existem cerca de 80.000 abelhas e cada colônia é constituída por uma única rainha, dezenas de zangões e milhares de operárias.

ABELHA RAINHA

Abelha Rainha
A rainha é personagem central e mais importante da colméia. Afinal, é dela que depende a harmonia dos trabalhos da colméia, bem como a reprodução da espécie.
A rainha é quase duas vezes maior do que as operárias e sua única função do ponto de vista biológico, é a postura de ovos, já ela é a única abelha feminina com capacidade de reprodução
A rainha consegue manter este estado de harmonia segregando uma substancia especial, denominada ferormônio, a partir de suas glândulas mandibulares, que é distribuída a todas as abelhas da colméia. Esta substância, além de informar a colônia da presença e atividade da rainha na colméia, impede o desenvolvimento dos órgãos sexuais femininos das operárias, impossibilitando-as, assim de se reproduzirem. É por esta razão que uma colônia tem sempre uma única rainha. Caso apareça outra rainha na colméia ambas lutarão até que uma delas morra.
A rainha nasce de um ovo fecundado, e é criada numa célula especial, diferente dos alvéolos hexagonais que formam os favos. Ela é criada numa cápsula denominada realeira, na qual é alimentada pelas operárias com a geléia real, produto riquíssimo em proteínas, vitaminas e hormônios sexuais. A geléia real é o único e exclusivo alimento da abelha rainha, durante toda sua vida.
A abelha rainha leva de 15 a 16 dias para nascer e, a partir de então, é acompanhada por um verdadeiro séqüito de operárias, encarregadas de garantir sua alimentação e seu bem-estar. Após o quinto dia de vida, a rainha começa a fazer vôos de reconhecimento em torno da colméia. E a partir do nono dia, ela já esta preparada para realizar o seu vôo nupcial, quando, então, será fecundada pelos zangões. A rainha escolhe dias quentes e ensolarados, sem ventos fortes, para realizar vôo nupcial.
Para atrair os zangões de todas as colméias próximas, a rainha libera em pleno vôo, um ferormônio sexual que é captado pelos machos a quilômetros de distância, e como voa em alta velocidade e grandes altitudes, a maioria dos zangões não consegue acompanha-la. Assim, ela faz uma seleção natural, pois somente os machos mais fortes e rápidos conseguem segui-la.
Quando finalmente os zangões conseguem alcança-la, há o momento da cópula nupcial, onde a rainha prende o testículo do zangão, que morre gloriosamente após fecunda-la... E aí esta o grande segredo da rainha, pois ela recebe milhões de espermatozóides do zangão que ficarão em um reservatório de sêmen de seu organismo, chamado espermateca. Nesta fase a rainha fica na condição de hermafrodita (fêmea e macho ao mesmo tempo) fecundada para o resto de sua vida. Ela poderá, excepcionalmente, nesta época de fecundação, realizar outros vôos nupciais, caso a sua espermateca não esteja completamente lotada.
O Vôo nupcial que a rainha faz é o único em sua vida. Ela jamais sairá novamente da colméia, a não ser para acompanhar uma enxameação, isto é, parte de um enxame que abandona uma colméia, para formar uma nova colônia.
Ao retornar à colméia, a rainha passa a ser tratada com atenção especial por parte das operárias, que a alimentam com geléia real, limpam seus excrementos, cuidam de sua higiene. Assim, ela sua única preocupação e a postura de ovos, para nascerem mais abelhas. Em condições favoráveis de clima e alimento (Florada), uma rainha pode botar cerca de três mil ovos por dia.
Caso a rainha morra ou seja removida da colméia, toda a colônia imediatamente perceberá sua ausência, justamente pela interrupção da produção do ferormônio que induz as abelhas ao trabalho e que informa da presença da rainha na colméia.

ABELHA ZANGÃO

Abelha Zangão
Se a rainha tem como única obrigação à postura de ovos, a única função dos zangões é a fecundação das rainhas virgens. O zangão é o único macho da colméia, não possui ferrão e, nasce dos ovos fecundados depositados pela rainha num alvéolo maior que os das abelhas operárias.
Por não possuir órgãos de trabalho, o zangão não faz outra coisa a não ser voar à procura de uma rainha virgem para fecunda-la.
Os zangões nascem 24 dias após a postura do ovo e atingem a maturidade sexual azo 12 dias de vida. Vivem de 80 a 90 dias e dependem única e exclusivamente das abelhas operárias para sobreviver: são alimentados por elas, e por elas são expulsos da colméia nos períodos de falta de alimento – normalmente no outono e no inverno – morrendo de fome ou frio.
Quase duas vezes maiores do que as operárias, a presença de zangões numa colméia é sinal de que há alimento em abundância, ou se muito MEL.
Apesar de não possuir órgãos de ataque, defesa ou de trabalho, o zangão é dotado de aparelhos sensitivos excepcionais: podem identificar, pelo olfato ou pela visão, rainhas virgens a dez quilômetros de distância.
Os zangões costumam agrupar-se em determinados locais próximos às colméias, onde ficam à espera de rainha virgens. Quando descobrem a “princesa”, partem todos em perseguição à rainha, para copular em pleno vôo, o que acontece sempre acima dos 11 metros de altura. No vôo nupcial, uma média de oito a dez zangões conseguem realizar a cópula, ou seja os mais fortes e Vigorosos. Eles pagam um preço muito alto pela proeza: após a cópula, seu órgão genital é rompido, ficando preso à câmara do ferrão da rainha. Logo após, o zangão morre.

ABELHA OPERÁRIA

Abelha Operária
A abelha operária é uma verdadeira “carregadora de piano”. Afinal ela é responsável por todo trabalho realizado no interior da colméia, exceção feita à postura de ovos, atividade exclusiva da rainha. As abelhas operárias encarregam-se da higiene da colméia, garantem o alimento e a água de que a colônia necessita, coletando pólen e néctar, produzem a cera com a qual constroem os favos, alimentam a rainha, os zangões e as larvas por nascer e cuidam da defesa da família. Além destas atividades, as operárias ainda mantêm uma temperatura estável, entre 33º e 36ºC, no interior da colméia, produzem e estocam o MEL que assegura a alimentação da colônia, aquecem as larvas (crias) com o próprio corpo em dias frios e elaboram a PRÓPOLIS, substância processada a partir de resinas vegetais, utilizadas para desinfetar favos, paredes , vedar frestas e fixar peças, na colméia.
As abelhas operárias nascem 21 dias após a postura do ovo e podem viver até seis meses, em situações excepcionais de pouca atividade. O seu ciclo de vida normal não ultrapassa os 60 dias.
Mas apesar de curta, a vida das operárias é das mais intensas. E esta atividade já começa momentos após seu nascimento, quando ela executa o trabalho de faxina, limpando, alvéolos, assoalho e paredes da colméia. Daí a denominação de faxineira. A partir do quarto dia de vida, a operária começa a trabalhar na “cozinha” da colméia com o desenvolvimento de suas glândulas hipofaríngeas, ela passa a alimentar as larvas da colméia e sua RAINHA. Chamadas neste período de sua vida, que vai do 4º ao 14º dia, de nutrizes, essas abelhas ingerem pólen, mel e água, misturando estes ingredientes em seu estômago. Em seguida, esta mistura que passou por uma série de transformações químicas, é regurgitada nos alvéolos em que existam larvas. Esta mistura servirá de alimento às abelhas por nascer.E, com o desenvolvimento das glândulas hipofaríngeas, produtoras de geléia real, as operárias passam a alimentar também a RAINHA, que se alimenta exclusivamente desta substância.
De nutrizes, as operárias são promovidas a engenheiras, a partir do desenvolvimento de suas glândulas cerígenas, o que acontece por volta do seu nono dia de vida. Com a cera produzida por estas glândulas, as abelhas engenheiras constroem os favos e paredes da colméia e operculam, isto é, fecham as células que contêm MEL maduro ou larvas. Além deste trabalho, estas abelhas passam a produzir Mel, transformando o néctar das flores que é trazido por suas companheiras. Até esta fase, as operárias não voam, e ficam somente na colméia.
A partir do 21º dia de vida, as operárias passam por nova transformação: elas abandonam os trabalhos internos na colméia e se dedicam à coleta de água, néctar, pólen e própolis, e à defesa da colônia. Nesta fase, que é a última de sua existência, as operárias são conhecidas como campeiras.
Fonte: www.angelfire.com
Abelha


A polinização consiste no transporte de pólen desde as anteras até ao estigma de uma flor.
As plantas destinadas à produção de frutos e sementes devem ser polinizadas, ou seja, as flores destas plantas devem receber pólen em quantidade suficiente para se transformarem em frutos e estes por sua vez produzirem sementes.
Abelhas
Em determinadas espécies a polinização pode ser directa, isto é, a transferência de pólen faz-se para o estigma da mesma flor. Todavia, a maior parte das espécies vegetais necessitam de polinização cruzada, ou seja, da transferência de pólen de uma flor para outra, na mesma planta ou em plantas diferentes da mesma espécie. Para que a polinização ocorra, nas espécies que necessitam de polinização cruzada, é necessário que o pólen seja transportado geralmente ou pelo vento - polinização anemófila - ou pelos insectos - polinização entomófila.
As relações ecológicas entre as plantas entomófilas e as abelhas datam de há cerca de 80 milhões de anos ( ORTEGA SADA, 1987 ). Esta relação recíproca consiste no fornecimento de néctar e pólen às abelhas necessários à sua alimentação e estas, por sua vez, proporcionam às plantas a polinização.
A introdução de abelhas nas áreas agrícolas é uma técnica que permite aumentar a produtividade sem ameaçar o meio ambiente ( GODINHO, 1995 ).
Axenogamia1 oferece às plantas uma descendência muito mais variável, em termos genéticos que a autogamia, e com maiores possibilidades de produzir variedades que se adaptem a novos ambientes, competir com outras espécies e ocupar novas posições ecológicas.
Uma abelha pode visitar, para conseguir uma carga de néctar, entre 1000 a 1500 flores e pode fazer até 20 viagens por dia ( ORTEGA SADA, 1987 ).
Quando a abelha efectua a colheita de néctar ou de pólen arrasta-se entre os estames e, os grânulos de pólen aderem aos pêlos de todo o seu corpo. São estes grânulos de pólen que viajarão com a abelha de flor em flor, polinizando novas flores.
As abelhas que desenvolvem a polinização possuem pêlos por todo o corpo, especialmente nas patas traseiras, onde podem transportar até cinco milhões de grânulos de pólen ( ORTEGA SADA, 1987 ).
A abelhamelífica2 não é a única que efectua a polinização cruzada, existindo cerca de 15 a 20000 espécies de abelhas sociais, semi-sociais e solitárias que realizam esta função, contribuindo também para esta área vários outros insectos e pássaros, mas calcula-se que a abelha leva a cabo 80% da polinização entomófila.
As abelhas são politrópicas, pois realizam a sua actividade polinizadora numa grande variedade de plantas.
PAIXÃO (1974) diz que um sábio norte americano declarou que a riqueza em mel e cera, produzida pelas abelhas nos E.U.A, nada é em comparação com os serviços que elas prestam na fecundação das plantas, indispensável à formação dos frutos.
Estudos levados a cabo na Hungria, Roménia e Espanha mostram claramente que a instalação de colmeias em zonas de cultivo de girassol pode aumentar a colheita em cerca de 30%. Também no cultivo do melão, o aumento devido a uma boa polinização pelas abelhas pode ser superior a 50% (ORTEGA SADA, 1987).

Fonte: www.angelfire.com

Procon de Indaial orienta pais para as compras de material escolar.

Procon de Indaial orienta pais para as compras de material escolar


No início do ano os pais têm o compromisso de correr atrás do material escolar dos filhos e, se a compra não for planejada, pode gerar uma dor de cabeça na hora de pagar a compra. Por isso o Procon de Indaial elaborou dicas a fim de orientar os pais sobre as compras.
Os preços costumam variar muito conforme o local e as marcas. Por isso, a pesquisa é o primeiro item indispensável na hora da compra. Segundo a coordenadora do Procon, Denize Pianezzer, o primeiro passo é constatar a exigência de itens que os pais considerarem desnecessários e procurar a escola para solucionar a questão. “As instituições de ensino só devem exigir material para uso pedagógico do aluno como sulfite, caneta, borracha e não podem exigir itens como produtos de higiene e primeiros socorros. As escolas também não podem indicar o estabelecimento no qual os pais devem realizar a compra, a escolha deve ficar a critério dos pais”, destacou Denize.
Outra orientação é evitar levar os filhos na hora da compra para que não peçam pelos produtos da “moda” ou de personagens. “Nem sempre o material de melhor qualidade é aquele de marca ou com os desenhos e capas duras. Geralmente esses produtos apresentam preços mais elevados e podem ser substituídos pelos mais simples sem dar prejuízos ao aprendizado”, salientou Denize Pianezzer.
Também é importante verificar a possibilidade de obter descontos em compras de grande quantidade e exigir a nota fiscal na hora da compra. Se os produtos adquiridos apresentarem algum problema o consumidor tem o direito de reclamar no prazo de 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para os duráveis e, para isso, necessitará apresentar a nota fiscal da compra. A coordenadora do Procon também lembra que as informações contidas nos rótulos dos produtos devem estar de forma adequada e clara, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem.

Fonte: PMI

Final de semana começa com acidente em Rodeio.


Por volta das 18h30 desta sexta-feira, os bombeiros foram acionados para atender um acidente envolvendo dois Vectras, um com placas de Chapecó e outro de Rodeio. A colisão frontal ocorreu no km 81 da BR 470, na cidade de Rodeio.

Duas pessoas que estavam no Vectra de Chapecó e uma do outro veículo foram conduzidas para o Hospital, mas apenas com ferimentos leves.