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PENSE NISSO:

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O Brasil tem quatro anos para virar a Argentina. Ou levamos a investigação do petrolão até o fim – ou então já pode ir fazendo as malas.

O Brasil tem quatro anos para virar a Argentina.
Ou levamos a investigação do petrolão até o fim – ou então já pode ir fazendo as malas.
Uma grande empreiteira pagou R$ 886 mil a uma empresa de José Dirceu e obteve, em seguida, um contrato com a Petrobras no valor de R$ 4,7 bilhões, para realização de serviços na Refinaria Abreu e Lima. Para quem não lembra, essa é a famosa obra que multiplicou seu valor original pelo menos três vezes e passou dos R$ 40 bilhões. A reportagem de ÉPOCA que mostra a triangulação camuflada sob uma “consultoria” de Dirceu ajuda a entender por que essa refinaria ficou 200% mais cara que ela mesma. Há um outro sócio fundamental dessa transação: o eleitor de Dilma Rousseff.

Essa triangulação, descoberta pela Polícia Federal na blitz conhecida como “Dia do Juízo Final”, se deu entre 2010 e 2011. Exatamente quando Dilma ascendia à Presidência. E Dirceu já era réu no processo do mensalão. As cartas já estavam na mesa, e os anos seguintes apenas as revelaram: Dirceu condenado, e o petrolão descoberto. Quando foi às urnas em outubro passado, o eleitor brasileiro já sabia de tudo: que cardeais petistas haviam plantado uma diretoria na Petrobras para roubar a empresa em benefício da sustentação de seu projeto de poder. Exatamente a mesma tecnologia do mensalão, também tramado de dentro do Palácio do Planalto. Quem votou pela reeleição de Dilma, mesmo que alegue esquerdismo, progressismo, coitadismo ou cinismo, é sócio político do esquema.

A pergunta é: o que será do Brasil nos próximos quatro anos? Algumas vozes respeitáveis têm oferecido um ombro amigo ao governo popular – não para que ele chore suas lágrimas de crocodilo, mas para que não caia de podre. É a tese de que o impeachment é pior para o país do que carregar por quatro anos um governo na UTI. Tudo bem. Só falta combinar com os russos. O segundo mandato de Dilma Rousseff nascerá desmoralizado no país e no exterior. Nesse cenário, como investir no Brasil? Como respeitar as instituições? Como concordar e se submeter às regras do jogo, se o juiz se vendeu na cara de todo mundo?

O mais ortodoxo dos contribuintes, aquele que jamais cogitou sonegar impostos, está revoltado com cada centavo que paga ao Fisco. Caiu a máscara social do PT – e agora todos já sabem que a trilionária arrecadação da União está a serviço de uma indústria de privatização da política. Daí os níveis de investimentos irrisórios, a estagnação da infraestrutura, o desperdício de uma década de bons ventos econômicos sem avançar um milímetro nos sistemas de saúde e educação – enquanto o sistema de corrupção cresceu admiravelmente (o mensalão é troco diante do petrolão), e o bom pagador de impostos não tem mais dúvidas: estão me fazendo de otário.

Traduzindo: o contrato republicano foi rasgado. Se o brasileiro não fosse essa doçura, o primeiro governista que falasse na volta da CPMF seria crucificado em praça pública. Por meio de um dublê de bobo da corte e ministro da Fazenda, o governo assegurou que estava tudo bem com as contas públicas – até avisar, passada a eleição, que daria o golpe na Lei de Responsabilidade Fiscal. A tropa companheira marchou sobre o Congresso e incinerou, ao vivo, o principal compromisso com a saúde financeira nacional. É isso aí: torramos o dinheiro do contribuinte e mudaremos a meta na marra, para legalizar o rombo.

O projeto parasitário do PT está empobrecendo democraticamente ricos e pobres. É sempre indesejável a metáfora do câncer, mas não há descrição mais precisa dessa autópsia: um projeto de poder que plantou células degenerativas a cada movimento no organismo estatal. Como será o embate do respeitável Joaquim Levy com toda a teia de artifícios montada para gerar a famosa contabilidade criativa? Haja quimioterapia.

Seria até esperançoso imaginar que, agora, haverá 100% de esforço e sacrifício em prol do tratamento rigoroso. Só que não... O ponto a que chegou o plano petista não tem volta. A única chance de Dilma, Lula & Cia. é ajeitar as aparências e dobrar a aposta. Do contrário, a mitologia acaba e, aí sim, todos eles pagarão muito caro pelo que fizeram ao Brasil.
Ou o país leva às últimas consequências a investigação do petrolão – se for séria, ela levará a uma inevitável faxina no Palácio – ou pode ir fazendo as malas para a Argentina.

http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/guilherme-fiuza/noticia/2014/12/o-brasil-tem-bquatro-anos-para-virar-argentinab.html

Promoção de práticas alimentares saudáveis. A escola tem papel fundamental na orientação e recuperação nutricional de crianças e adolescentes, devendo, portanto, concentrar ações ligadas à promoção da alimentação saudável e de qualidade.

Promoção de práticas alimentares saudáveis.
A escola tem papel fundamental na orientação e recuperação nutricional de crianças e adolescentes, devendo, portanto, concentrar ações ligadas à promoção da alimentação saudável e de qualidade.
*CHICO MENEZES
A escola tem papel fundamental na orientação e recuperação nutricional de crianças e adolescentes (Foto: Shutterstock)

O crescimento de crianças e adolescentes saudáveis depende, em grande medida, do acesso a ambientes socioculturais e afetivos que estimulem e possibilitem o desenvolvimento de suas habilidades e o alcance de seus potenciais biológicos, psicológicos e sociais. Por isso, a relação que o jovem estabelece com a alimentação é parte fundamental desse processo e a escola se destaca como local privilegiado de promoção à saúde e de construção das condições para que as comunidades possam exercer maior controle sobre a sua saúde. O ambiente escolar é um espaço extremamente significativo de socialização e, portanto, de promoção de práticas alimentares saudáveis.

Dados de 2006 do Ministério da Saúde sobre doenças ligadas à alimentação na fase da infância (0 a 5 anos) indicam crescimento do número de crianças com excesso de peso, tanto para a idade quanto para altura, ao mesmo tempo em que se reduz nesta faixa de idade aquelas com baixa estatura para idade. Entre 5 e 9 anos, encontramos 34,8% dos meninos e 32% das meninas com excesso de peso e 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas com obesidade, pelos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar – POF 2008/2009. Segundo a mesma fonte, o déficit estatural é de 7,2% para o sexo masculino e de 6,3% para o sexo feminino. Tudo leva a crer que essas tendências se acentuaram no período mais recente, ou seja, crescimento do sobrepeso e da obesidade e a redução da desnutrição.


A realidade, portanto, reforça a importância de ações de promoção da saúde nas escolas, que podem exercer um papel-chave na recuperação nutricional das crianças. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é, sem dúvida, o maior programa de alimentação em atividade no país. Diariamente, mais de 44 milhões refeições são servidas nas escolas públicas, financiadas em parte pelo governo federal e complementadas com recursos das prefeituras e dos governos de estado. Mesmo com todos os avanços obtidos com o programa ainda não se consegue que a totalidade dos alunos tenha o direito a uma alimentação escolar de qualidade.

O pesquisador Chico Menezes (Foto: Divulgação)

A alimentação escolar de qualidade é, diante dessa realidade, um instrumento fundamental para a recuperação de hábitos alimentares saudáveis e, sobretudo, para a promoção da segurança alimentar das crianças e jovens no Brasil. É importante lembrar que o direito à alimentação adequada não deve ser interpretado com um pacote mínimo de calorias, proteínas e outros nutrientes específicos. A “adequação” se refere também às condições sociais, econômicas, culturais, climáticas, ecológicas, entre outras.

Políticas públicas planejadas de forma transparente e com objetivos claros são fundamentais para que se possa definir as causas do problema e as responsabilidades. Isso vale no caso da alimentação escolar, onde todos os entes da federação – União, estados e municípios devem compreender os papéis específicos a desempenharem sobre um programa que significa muito para a saúde atual e futura das crianças que formam sua clientela. Da parte da União, deve ser retomada a recuperação do valor do per capita da alimentação escolar, que é repassado para estados e municípios. Os estados devem articular seus municípios de forma a melhor realizar a execução do programa e aos municípios investirem na alimentação escolar de qualidade. A consciência do Direito Humano à Alimentação Adequada, por parte dos governos e da sociedade, é progressiva e vem ganhando espaços no Brasil. E o Programa Nacional de Alimentação Escolar ocupa um lugar chave na garantia desse direito.

*Chico Menezes é pesquisador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) e exerceu a função de presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), de 2004 a 2007.

http://epoca.globo.com/vida/noticia/2014/12/promocao-de-bpraticas-alimentaresb-saudaveis.html

Joaquim Levy aumentará os impostos? Sim. Em sua jornada para equilibrar as contas públicas, conter a inflação e retomar o crescimento, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, terá de tomar medidas impopulares – e enfrentar o “fogo amigo”.

Joaquim Levy aumentará os impostos?
Sim. Em sua jornada para equilibrar as contas públicas, conter a inflação e retomar o crescimento, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, terá de tomar medidas impopulares – e enfrentar o “fogo amigo”
JOSÉ FUCS
(Ilustração: Lezio Junior)

O ministro indicado para a Fazenda, Joaquim Levy, deverá tomar posse no dia 1º de janeiro. Ele não titubeou ao delinear as diretrizes imediatas de sua gestão, aprovadas por qualquer analista de bom-senso. São elas: melhorar a situação das contas públicas, afetadas pela gastança promovida pela presidente Dilma Rousseff no primeiro mandato, acabar com a “contabilidade criativa”, usada para iludir os incautos a respeito do desequilíbrio fiscal, e estabelecer metas críveis para a poupança do governo e para o crescimento econômico. Profissional respeitado no Brasil e no exterior, Levy sabe que, sem esses três pilares, dificilmente recuperará a credibilidade da política econômica e a confiança dos empresários, consideradas essenciais para a retomada dos investimentos privados e para recolocar o país na trilha do crescimento sustentável.


Para alcançar tais objetivos, Levy será obrigado a tomar ações duras e impopulares, como cortar gastos, aumentar impostos e subir os juros, para reequilibrar as contas públicas e conter a inflação. De todas essas medidas, a mais certa é a alta nos impostos. Ela envolve um custo político menor que o corte de gastos – e tem sido adotada por todos os governos, independentemente de partido, desde a Constituição de 1988. Levy terá pouca alternativa, senão adotar o receituário canônico para promover os ajustes fiscais necessários para arcar com o mastodôntico custo do Estado brasileiro.


Ele ainda poderá enfrentar o eventual impedimento de as empreiteiras envolvidas no escândalo do petrolão participarem de novas obras de infraestrutura e concluírem as que estão em andamento. Sem falar numa possível crise no Congresso Nacional, com a divulgação dos nomes dos políticos ligados ao caso, prevista para ocorrer no início do ano. Tudo isso deverá complicar ainda mais os duros desafios que ele terá pela frente. Os obstáculos prometem transformar sua jornada numa prova de resistência. Ela exigirá, mais que tudo, uma capacidade considerável de administrar conflitos e de manter-se em pé. Será que Joaquim Levy resistirá? Quanto tempo ele permanecerá no cargo? Ficará apenas para “fazer o trabalho sujo” e pôr ordem na casa, para depois ceder seu lugar a um sucessor heterodoxo, que abrirá de novo o cofre para preparar a candidatura de Lula à Presidência em 2018?

É difícil, hoje, dar respostas definitivas às questões acima. A seu favor, Levy terá a base aliada no Congresso – hoje rachada por parlamentares pouco subservientes ao Planalto –, além dos militantes do PT e dos demais partidos de esquerda que cerram fileiras com o governo em qualquer circunstância. Terá também o apoio dos milhões de brasileiros que não jogam no time do quanto pior, melhor – apesar de serem contra o governo petista.

Contra ele, Levy terá uma oposição aguerrida. Fazem parte do grupo as forças que decidiram adotar a tática de “oposição sistemática”, usada com sucesso pelo PT antes de chegar ao poder. A oposição também inclui a esquerda do PT e seus aliados. Eles não digeriram a nomeação de Levy, um “fiscalista” que apoiou a campanha de Aécio Neves à Presidência, antes de ser convidado por Dilma. Muitos eleitores de Dilma acreditaram em seu discurso na campanha eleitoral, a defesa intransigente do “nacional desenvolvimentismo”. Agora não aceitam uma reviravolta centrada na austeridade fiscal, considerada “de direita”.

Desde que o nome de Levy foi ventilado para a Fazenda, o “fogo amigo” vem se manifestando com intensidade nas redes sociais. Muitos dos críticos de Levy acreditam que sua indicação representa uma traição de Dilma às promessas de campanha. No final de novembro, um “manifesto de intelectuais” contra Levy obteve milhares de assinaturas e reuniu aliados improváveis, como o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o líder radical do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, o teólogo Leonardo Boff e o cientista político e ex-porta-voz de Lula André Singer. “A campanha presidencial confrontou dois projetos. À direita, alinhou-se o conjunto de forças favorável à resolução de nosso problema fiscal não com crescimento econômico e impostos sobre os ricos, mas com o mergulho na recessão para facilitar o corte de salários, gastos sociais e direitos adquiridos”, diz o documento. “A presidenta Dilma Rousseff ganhou mais uma chance nas urnas não porque cortejou as forças do atraso, e sim porque movimentos sociais, sindicatos e milhares de militantes voluntários foram capazes de mostrar, corretamente, a ameaça de regressão com a vitória da oposição de direita.”

Além de enfrentar as críticas de fora do governo, Levy precisará também de habilidade para lidar com a chefe. Embora Dilma, aparentemente, tenha desistido de comandar, ela própria, a economia, seu comportamento no segundo mandato ainda está por se provar. Mesmo após a indicação de um ministro que defende a austeridade fiscal acima de tudo, e representa o contrário de tudo o que ela pregou até agora, é difícil assegurar que Dilma está mesmo resignada em admitir que a política econômica de seu primeiro mandato foi um fracasso. É como diz uma velha máxima do folclore político brasileiro: “No Brasil, ganha-se a eleição com a mão esquerda, mas governa-se com a direita”.

Ainda assim, diante dos graves problemas do país, que submergiu na “estagflação” – aquela combinação perversa de estagnação econômica com inflação em alta, que muitos brasileiros julgavam afastada para sempre da vida nacional –, não há alternativa a não ser torcer pelo sucesso de Levy. Seu êxito será um alívio para os brasileiros, sejam eles pobres, ricos ou remediados.

http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2014/12/bjoaquim-levyb-aumentara-os-impostos.html

Contratar parentes não é necessariamente injusto

Contratar parentes não é necessariamente injusto
Uma ouvinte escreve: "Comecei a participar de um processo seletivo que foi interrompido na metade. E a sobrinha de um diretor da empresa foi contratada para a vaga. Pergunto se isso é justo?"

Bom, podemos inverter a situação? Vamos supor que você esteja precisando de um emprego. Casualmente, você tem um tio que ocupa um cargo de gestão em uma empresa. Não creio que você se sentiria mal em ir conversar com o seu tio e solicitar a ele uma oportunidade caso surgisse uma vaga na qual você se encaixasse. Como um tio amável que ele é, ele lhe responderá que verá o que pode fazer. Uma semana depois, ele lhe telefona e diz que há uma vaga para você. Qual seria a sua reação?

Primeira opção: você perguntaria: "Tio, mas será que não existe uma outra pessoa, até mais bem preparada do que eu, que possa ocupar essa vaga? O senhor não acha que seria mais justo a empresa conduzir um processo seletivo em que todos os candidatos tivessem chances iguais, em vez de me dar a vaga de mão beijada? Eu sei que o senhor só me indicou porque sou sua sobrinha e fui lhe pedir um favor, mas eu prefirorecusar esse emprego."

Ou, segunda opção: ao receber a boa notícia, você ficaria feliz, agradeceria a seu tio e começaria a trabalhar sem nem pensar que outra pessoa possa ter sido preterida.

Se você escolher a primeira opção, terá razão ao considerar injusta a contratação daquela sobrinha do diretor. Se você escolher a segunda opção, terá entendido que uma boa rede de relacionamentos é essencial para a construção de uma carreira.

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Entenda as mudanças que o governo quer fazer nos benefícios do trabalhador. Medidas provisórias restringem acesso de contribuintes ao seguro-desemprego, auxílio-doença e abono salarial. Confira o que deve mudar.

Entenda as mudanças que o governo quer fazer nos benefícios do trabalhador.
Medidas provisórias restringem acesso de contribuintes ao seguro-desemprego, auxílio-doença e abono salarial. Confira o que deve mudar.
REDAÇÃO ÉPOCA COM AGÊNCIA BRASIL
Para evitar gastos desnecessários, ministérios anunciaram mudanças em cinco direitos trabalhistas (Foto: Renato Alves/Ministério do Trabalho)


Especialistas alertaram durante o período eleitoral que o corte de gastos necessários para 2015 possivelmente passaria pela restrição de alguns benefícios prprevidenciáriosalém de outras tantas medidas. Nesta terça-feira (30), foram publicadas, no Diário Oficial da União, medidas provisórias (MP) confirmando esta previsão.

MPs anunciadas serão levadas ao Congresso Nacional e, se confirmadas, deixarão mais restrito o acesso de trabalhadores a certos benefícios – as MPs regulamentam as normas de acesso a cinco direitos trabalhistas. De acordo com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, as mudanças visam "corrigir excessos e evitar distorções", que ocasionalmente geravam gastos excessivos à União – a projeção é que, em 2015, R$ 18 bilhões sejam economizados. Entenda o que deve mudar:

Seguro-desemprego

As mudanças no seguro-desemprego referem-se ao acesso do trabalhador a este direito. Antes, eram necessários seis meses de contribuição para estar hábil a receber o recurso. Agora, a primeira solicitação só pode ocorrer após 18 meses seguidos no emprego. Uma segunda solicitação poderá ser feita com 12 meses de casa e a terceira, se manterá nos seis meses atuais.

Abono salarial

Se antes bastavam 30 dias de exercício para que o trabalhador na faixa de dois salários mínimos recebesse o abono, com as novas regras o período irá aumentar. Agora, o abono, no valor de um salário mínimo, será um direito para quem trabalhar pelo menos seis meses em um ano – e se mantiver na faixa salarial vigente.

Pensão por morte

Dependentes de um contribuinte morto recebiam a pensão independente do tempo prestado pelo trabalhador. Agora, a MP estipula um período mínimo de 24 meses de contribuição previdenciária. O mesmo ocorre em casos de matrimônimo, que também serão exigidos dois anos para a liberação do recurso – há uma excessão para mortes em função de acidentes de trabalho. O valor da pensão, que antes era de 100% do salário, agora é de 50% do benefício mais 10% por dependente (caso não atinja valor suficiente, o benefício mais baixo é fixado em um salário mínimo).

Auxílio-doença

No auxílio-doença, a maior mudança é para o empregador. Atualmente, o prazo de afastamento a ser pago pela própria empresa é de 15 dias. Com as mudanças, passará a ser de 30 dias. O valor do benefício terá um teto, que é a média das últimas 12 contribuições do trabalhador.

Seguro-defeso

Um caso específico é o de pescadores artesanais de regiões em que a pesca é interrompida durante um período do ano para a reprodução das espécies em questão. Em alguns casos, tais profissionais acumulavam benefícios além do seguro-defeso, como seguro-desemprego e auxílio-doença. Agora o controle será maior, o trabalhador deverá comprovar que comercializou sua produção por 12 meses e, em casos de acúmulo, o contribuinte poderá escolher qual benefício irá manter.

http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2014/12/entenda-mudancas-que-o-governo-quer-fazer-nos-bbeneficios-do-trabalhadorb.html

As surreais pinturas digitais de Carolina Rodriguez Fuenmayor.


Carolina Rodriguez Fuenmayor é uma artista da Colômbia. Trabalhando como ilustradora freelancer, a artista usa ferramentas digitais para criar verdadeiras obras de arte. São pinturas digitais que misturam diversos estilos, indo desde composições que lembram aquarelas a texturas que parecem tinta a óleo.

Em suas pinturas digitais, Carolina Rodriguez Fuenmayor adota um estilo surreal e fantástico, com um pé na ficção científica, imaginando seres e criaturas que são uma mistura de humano com algo a mais. De acordo com as palavras da própria artista: "Eu gosto de criar pontes entre universos alternativos e a realidade, criando formas de vida capazes de viver em fantasia e ilusão. Eu gosto de brincar com cores e com todas as suas possibilidades, e eu gosto de pensar que eu tenho um relacionamento com oceano e que eu não posso deixá-lo para trás em minhas imagens."

Vejam as surreais pinturas digitais de Carolina Rodriguez Fuenmayor:


















http://www.estou-sem.blogspot.com.br/2014/12/as-surreais-pinturas-digitais-de.html

Apenas você pode cuidar da sua carreira

Apenas você pode cuidar da sua carreira

Um ouvinte escreve: "Recentemente, eu e minha empresa passamos a discordar de pontos importantes sobre a minha carreira, o que para mim é um indício de que está na hora de buscar oportunidades em outros lugares. Pergunto se devo abrir essa decisão com meus superiores?"

Bem, recentemente, não só em sua mensagem, como em várias outras, tenho notado que vem aumentando o número de funcionários que veem na relação com a empresa, um tipo de parceria que, na prática, não existe.

A empresa se interessa pelo desenvolvimento do funcionário, mas esse interesse acaba no momento em que o funcionário comunica ou insinua que está considerando mudar de emprego. Como você escreveu que há uma discordância sobre os rumos da sua carreira, deduzo que você já tenha discutido o caso com a sua chefia.

Ao comunicar que você pretende sair, você pode conseguir uma de duas coisas. Ou que seu chefe se arrependa e lhe ofereça vantagens para ficar, ou que você seja considerado como carta fora do baralho. A probabilidade dessa segunda reação, porém, é muito, muito maior.

Se a posição da empresa era mantê-lo onde você está, porque você executa bem o seu trabalho, isso desapareceria de imediato. E se ao comunicar que pretende encerrar o seu vínculo empregatício você espera de seus superiores compreensão, aconselhamento ou até auxílio para contato com outras empresas, esteja certo de que nada disso irá acontecer.

Portanto, a minha sugestão é a de que você cuide de sua carreira, porque ninguém irá cuidar dela por você.

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Candidatos podem fazer anotações durante a entrevista?

Candidatos podem fazer anotações durante a entrevista?


Boa pergunta de uma ouvinte, que escreve: "É indelicado um candidato a emprego fazer anotações durante a entrevista?"

A resposta mais ampla é a seguinte: nada é indelicado se for previamente solicitado e autorizado. Isso vale tanto para as anotações, quanto para qualquer outra coisa que um candidato resolva fazer durante a entrevista e que não seja apenas ouvir e falar.

No caso das anotações, o candidato deve ter um motivo para registrar o que está sendo conversado. Como cada entrevistador tem as suas peculiaridades, alguns podem não ligar, outros podem ser meio desconfiados e imaginar que o candidato possa ter alguma intenção que extrapole a entrevista. Outros podem achar que a conversa perde o foco se o candidato ficar escrevendo e outros podem simplesmente ser curiosos e indagar o porquê das anotações. 

Tudo isso é evitado se, antecipadamente, o candidato oferecer uma explicação razoável para o que vai anotar e perguntar se há algum problema em fazê-lo. 

Da mesma forma, há entrevistadores que anotam, mas a intenção deles é mais compreensível: registrar para não esquecer.

Uma vez eu entrevistei um candidato que chegou, sentou e se pôs a fazer um exercício de respiração para relaxamento. Isso não é ruim, mas também não é normal, e o candidato só me explicou o que estava fazendo, depois que eu perguntei, quando poderia ter se antecipado à minha estranheza.

Em resumo, qualquer ato que possa quebrar o ritmo da entrevista deve ser esclarecido antes, para não ser mal interpretado.

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As incríveis ilustrações e foto-manipulações de fantasia de Vasylina Holodilina


Vasylina Holodilina é uma artista da Rússia. Trabalhando com ferramentas digitais, Vasylina Holodilinaproduz tanto ilustrações quanto foto-manipulações digitais (photoshop), com sobretudo com temas típicos de fantasia. O destaque de seus últimos trabalhos são foto-manipulações com temas inspirados na mitologiaeslava.

Às vezes é difícil distinguir entre as ilustrações puras e as foto-manipulações de Vasylina Holodilina, tanto pela qualidade de seu traço, quanto pela habilidade da artista em manipular elementos de fotos para que se pareçam encaixar suavemente com outros elementos criados no computador, criando imagens cheias defantasia e esplendor.

Vejam as incríveis ilustrações e foto-manipulações de fantasia de Vasylina Holodilina:






















Se você gostou da arte de Vasylina Holodilina e quiser conferir mais algumas obras dela, mas com um viés mais sensual e provocante, fiz outro post em meu outro blog, para adultos, neste link: Andarilho's NSFW - As sensuais foto-manipulações digitais de Vasylina Holodilina em seu zodíaco sangrento


http://www.estou-sem.blogspot.com.br/2014/12/as-incriveis-ilustracoes-e-foto.html

'Devo aceitar um emprego provisório para ter mais chances de ser contratado futuramente?'

'Devo aceitar um emprego provisório para ter mais chances de ser contratado futuramente?'

Uma ouvinte escreve: "Estou procurando emprego há 3 meses e não encontro. Como me parece que empresas dão preferência a contratar quem está empregado, seria interessante eu conseguir uma colocação, mesmo em um setor diferente e com um salário menor, só para ter melhores oportunidades em processos futuros?"

Sim, desde que você consiga esse emprego provisório em uma empresa que possua o tipo de vaga que você realmente deseja. Aí, uma posterior transição interna lhe permitiria voltar ao patamar em que você estava.

A segunda opção, ou talvez seja a primeira, seria você conseguir um emprego em sua área, mas por um salário um pouco mais baixo do que ganhava. Por exemplo, em uma empresa de menor porte que teria interesse em seus conhecimentos, mas que não tenha condições de lhe pagar o que você recebia.

Mantendo-se no seu ramo de atuação, você não precisaria oferecer muitas explicações em futuras entrevistas. Bastaria dizer ao selecionador que você aceitou uma redução temporária de salário para manter-se empregada e que não se arrependeu porque pôde continuar aprendendo e sendo útil.

A opção que você propôs remete mais a uma situação de desespero. Aquela em que você precisa trabalhar de qualquer maneira e imediatamente, caso contrário suas finanças pessoais irão para o ralo. Se não for esse o seu caso, suas opções mais convenientes seriam: o salário mais baixo em sua área ou o ingresso em outra área, mas em uma empresa que poderá lhe acenar com oportunidades em curto prazo.

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As incríveis e surreais fotografias de Caras Ionut


Caras Ionut é um artista da Romênia. Fotógrafo, ele também tem trabalhado com foto-manipulação (photoshop) há mais de dez anos. Em seu portfólio, além das fotos comerciais (com books, fotos de casamentos e outros ensaios), Caras Ionut também mostra um lado mais artístico. Usando de foto-manipulações em conjunto com a sua fotografia, o artista cria incríveis imagens surreais. 

A fotografia surreal de Caras Ionut ora se mostra suave, misturando elementos que não causam estranheza, ora se mostram mais fantásticas. Além de nos levar a mundos oníricos, em que nossa suspensão de descrença é confrontada por imagens surreais, as fotografias do artista não raramente nos remetem a emoções e sensações que nos levam a certos questionamentos pessoais. Seja mostrando uma gaiola com asas com um pássaro preso nos questionando sobre liberdade, seja com um velho senhor sozinho num banco de praça envolto em névoa nos questionando sobre solidão, sabemos que a arte que estamos vendo é boa, não pela estética em si, mas por nos fazer pensar a respeito dela.

Vejam as incríveis e surreais fotografias de Caras Ionut:

Ar fresco


É apenas uma questão de tempo


Um lugar onde eu amo relaxar


A fera dentro de mim


As poesias são apenas para minha alma


Um segredo revelado nunca será um segredo


Ao redor do mundo


Pegando o peixe grande


Cristal


Som confuso


Infusão


Vivendo em harmonia


Metamorfose


Terra sem pássaros


Uma vez que você acredite já está feito


O ninho


O observador


Vórtice


Garota do mundo aquático


Onde eles estão indo


http://www.estou-sem.blogspot.com.br/2014/12/as-incriveis-e-surreais-fotografias-de.html