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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Lixo Eletrônico.

INTRODUÇÃO
Com os avanços tecnológicos, muitos equipamentos (exemplos: computadores, televisões, celulares, etc.) vão sendo desvalorizados e sendo trocados por produtos novos, por esse motivo não são mais utilizados acabam no lixo, causando um grande dano ao planeta, pois se não bastasse os aterros sanitários, agora temos os lixões tecnológicos. Um dos problemas está relacionado aos perigosos componentes químicos presentes nesses equipamentos. O que poucas pessoas sabem, é que eles podem ser reciclados e transformados em outros bens.

LIXO ELETRÔNICO x CENTROS DE RECICLAGEM
Lixo Eletrônico é o nome dado aos resíduos resultantes de equipamentos eletrônicos como: computadores, celulares, televisores, radio etc. Está história começou na última década, quando ninguém sabia o que fazer.

Enquanto isso, quem sofreu foi o meio ambiente. Nos aterros sanitários que recebem o lixo comum, começou a surgir, aos poucos, uma nova categoria. Este lixo libera algumas substancias, por exemplo, mercúrio, cádmio, berílio e chumbo prejudiciais para o meio ambiente podendo contaminar a água do subsolo, o próprio solo e a atmosfera, caso sejam queimados. Alem do meio ambiente, esses minerais também podem causar danos para a nossa saúde. Podemos explicar um pouco sobre estas substancias e as sua causas para o homem.


Chumbo: Prejudicial ao cérebro e ao sistema nervoso. Afeta sangue, rins, sistema digestivo e reprodutor.

Ádmio - É um agente cancerígeno. Acumula-se nos rins, no fígado e nos ossos, o que pode causar osteoporose, irritação nos pulmões, distúrbios neurológicos e redução imunológica.

Níquel - Causa irritação nos pulmões, bronquite crônica, reações alérgicas, ataques asmáticos e problema no fígado e no sangue.

Mercúrio - Prejudica o fígado e causa distúrbios neurológicos, como tremores, vertigens, irritabilidade e depressão.

Zinco - Produz secura na garganta, tosse, fraqueza, dor generalizada, arrepios, febre, náusea e vômito.

1.1 O ciclo do Lixo eletrônico

Toda matéria que constitui na terra é formada por etapas, com o lixo eletrônico não é diferente. Ele passa por 5 etapas até chegar ao seu destino correto.

Veja quais são:


1.2 Países que contribuem para o desenvolvimento e a diminuição do Lixo Eletrônico

Podemos de certa forma, dizer que este lixo vem de países como Alemanha, Suíça e Holanda, dentre outros, que se enquadra em países “civilizados”. No Brasil, o problema se torna um pouco pior, este lixo na maioria das vezes acaba sendo jogado nos lixões juntamente com outros tipos de material, sendo, que com este fator ajuda no aumento da contaminação.

Existem também países que contribui para melhorar esta situação, criado novos projetos e acordos globais.

Reciclagem

Apesar de o problema estar se alastrando, muitas empresas estão tentando diminuir esta situação, reutilizando alguma peça para a fabricação de novos aparelhos, mas, devemos saber que não há uma legislação que estabeleça o destino correto para a sucata digital ou que responsabilize os fabricantes pelo seu descarte. Temos que lembrar também de algumas intuições e países que colaboram para essa diminuição.

Nos países desenvolvidos, há a opção de reciclar o lixo eletrônico levando seus velhos aparelhos eletrônicos a um centro de reciclagem de eletrônicos legítimo, que conduza reciclagem local. Já no Brasil foram adotadas medidas diferentes, procurar centros de reciclagem autorizados ou instituições que trabalham com população carente e fazem um bom uso tanto do computador montado como desmontado, por exemplo. Reciclar se torna uma solução importante contra este problema existente em alguns aparelhos que contem minérios que podem ser extraídas em beneficio ao meio ambiente, por exemplo, o ouro e a prata.

Sabemos que cada dia que passa fica mais cientes de que só estes fatores não irão vencer a quantidade imensa de lixo. Nós, homens também podemos ajudar começando a reciclar devidamente o lixo eletrônico. Temos que colocar as mãos na consciência e agir de maneira correta.

Para começar devemos reduzir, reutilizar e reciclar estes aparelhos eletrônicos, inicialmente não nós render ao mercado, pois, se seu aparelho tiver um bom funcionamento não tem o porquê trocar, estenda vida útil deles, por mais que os avanços tecnológicos estejam evoluindo cada vez mais.

Se pensarmos na seguinte forma: se você comprar hoje um produto que acabou de ser lançado amanhã poderá se arrepender, motivo aparecera outro bem melhor. Por isso pense duas vezes antes de se submeter a este consumismo que mais tarde será prejudicial a você e o espaço que lhe abriga (terra).

Em São Paulo - Por ano, são produzidos 50 milhões de toneladas de lixo eletroeletrônico. Um problema que se agrava com aumento do consumo desses equipamentos.

Um vagão de carga de um trem capaz de dar uma volta completa no mundo. Essa é a quantidade de lixo eletrônico produzida pela humanidade todos os anos, de acordo com estimativas da organização não governamental Greenpeace.

Para ser mais exato, são 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico, composto de computadores, celulares, eletroeletrônicos e eletrodomésticos que, com ciclos de reposição cada vez mais curtos vão parar no lixo e já representa 5% de todo o lixo gerado pela humanidade.

Entre as substâncias tóxicas encontradas no lixo eletrônico figuram mercúrio, chumbo, cádmio, belírio, arsênio, retardastes de chamas (BRT) e PVC. Estas substâncias podem causar diversos danos à saúde humana, tais como distúrbios no sistema nervoso, problemas nos rins, pulmões, cérebro e envenenamento.

1.1 Tendências

O mercado de reciclagem tem-se desenvolvido muito nos últimos cinco anos, com a entrada de empresas multinacionais e a crescente utilização de produtos feitos a partir de material reciclado. A tendência de crescimento desse setor na América Latina é da ordem de 70%. Como a reciclagem tem uma importância grande para o mundo e o mercado já está saturado em vários países, muitos grupos estão migrando para o Brasil em busca de novos negócios e oportunidades nessa área. Nossa maior dificuldade está no amadorismo da coleta. Ainda não temos um processo adequado para isso, até mesmo porque a educação ambiental não está sendo implantada como deveria. Os três aspectos básicos que impulsionam a reciclagem podem ser resumidos na educação, nas leis que pressionam a sociedade e os produtores a serem mais responsáveis e na economia. Por aqui, ainda estamos trabalhando mais com o aspecto econômico e temos que fomentar a questão dos impostos que são muito altos.

1.2 Etapas da reciclagem

A reciclagem é um processo composto de três fases: coleta e separação, revalorização e transformação. Nessa última etapa, o material coletado, descontaminado e revalorizado passam a ser matéria-prima para a fabricação de novo produto. Somente após o fechamento desse ciclo é que podemos dizer que houve reciclagem.

CONCLUSÃO

Os aterros sanitários estão cada vez mais cheios de lixos eletrônicos alem dos outros.

A população e os órgãos do governo têm que conscientizar as pessoas e as próprias empresas para não adquirirem aparelhos eletrônicos sem necessidade. O Brasil tem o pior índice de lixo eletrônico.

Existe a reciclagem, porem é difícil, nos países desenvolvidos há um modo de reciclagem diferente do Brasil.

O índice de lixo por ano é assustador, os processos de reciclagem estão desenvolvendo-se cada vez mais, mas cada um tem que fazer sua parte só assim vai obter um mundo mais limpo.

REFERÊNCIAS

PEREIRA, Daniel – Biografia, disponível em www.sermelhor.com
TOOTHMAN, Jéssica – Biografia: Como funciona o lixo eletrônico.
FREIRE, Letícia – Biografia, Mercado Ético, disponível em www.rts.org.br
SOMMER, Mark, disponível em http://www.tierramerica.net/2005/0402/pgrandesplumas.shtml
http://reciclagemcef01.blogspot.com/2007/10/etapas-de-reciclagem.html, publicado dia 10 de Outubro de 2007.

Fonte: infocao.dominiotemporario.com
Lixo Eletrônico

Lixo eletrônico X Meio Ambiente

Nas últimas décadas, o mundo tem observado um grande aumento no uso de produtos eletrônicos, como celulares, televisores e computadores. Isso representa uma encruzilhada na hora de decidir o que fazer com esses equipamentos e suas peças quando se tornarem obsoletas. Se criar um novo tipo de lixo eletrônico, esse deve ser remanejado de forma diferente, pela quantidade de materiais que nele se encontra. Nisso, nasce um dilema, o que se pode fazer no caso de mal cuidado no descarte desses equipamentos (que podem conter produtos perigos).

Calcula-se que, de 1997 a 2004, 315 milhões de computadores serão considerados obsoletos nos Estados Unidos. No Brasil, estima-se que, anualmente, 11 toneladas de baterias de celulares sejam descartadas no lixo comum. Isso sem falar nas pilhas. O destino do que chamamos lixo eletrônico, além de não ser adequado, está prejudicando países em desenvolvimento.

Um mal descarte pode significar um dano para a natureza. Alguns dos materiais que estão nesse lixo eletrônico pode ser facilmente reciclados, mesmo quando considerados ultrapassados por muitos. Se forem descartados de forma inadequada, pode causar sérios problemas ambientais, e inclusive pode afetar a saúde pública.

Algumas formas de reciclagem desses produtos:


Reutilização: Utilizar as partes/componentes desses produtos para melhorar outros. Há também a possibilidade de se criar novos produtos utilizando-se equipamentos antigos.

Redução: Em vez de comprar um novo computador/produto eletrônico, melhore o que já possui
Doação: Doar o equipamento a escolas, pessoas carentes, instituições de caridade ou qualquer outro órgão que faça proveito do mesmo.
Reciclagem: Nesses equipamentos, o metal, plástico e o vidro são materiais que podem ser reaproveitados. Não descartar computadores só porque queimou alguma placa, e sim repará-los.

Os computadores são equipamentos que devem receber um tratamento diferente em relação a outros produtos eletrônicos, devido a sua composição interna, que consiste de vários tipos de materiais.
Na maioria dos computadores existem os seguintes materiais:

Plástico – 40%
Metais – 37%
Dispositivos eletrônicos – 5%
Borracha – 1%
Outros – 17%
Materiais recuperáveis - 94%
(fonte: Geodis Logistics)



A médio prazo, substâncias especialmente tóxicas como chumbo, cromo ou mercúrio devem deixar de ser usadas pela indústria eletrônica européia. O lixo caseiro também será controlado. O cidadão que for pego jogando fora, no lixo comum, aparelhos usados irá receber uma multa.

As ONGs ambientalistas também se mobilizaram. A SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental -, por exemplo, firmou parceria com a TIM em uma campanha para o recolhimento de baterias de celulares. De setembro de 1999 a dezembro de 2001, foram recolhidas quase 50 mil baterias no sul do Brasil, o que significa que mais de 20 toneladas de baterias deixaram de contaminar o meio ambiente. A Global Telecom é outro exemplo. Desenvolveu um projeto de responsabilidade ambiental em parceria com o setor de Ciências Agrárias da UFPR - Universidade Federal do Paraná -, por meio de um programa de recolhimento de baterias junto à comunidade, devolvendo-as aos seus respectivos fabricantes para a destinação adequada.

Ainda não foi decretada uma lei internacional quanto ao destino do lixo eletrônico produzido no mundo. Por enquanto, o que vale é a Convenção da Basiléia, de 1989, única regulamentação internacional que proíbe o movimento de resíduos perigosos entre fronteiras de 120 países, incluindo o Brasil. O acordo foi estabelecido pelos representantes governamentais desses países, por ONGs e por indústrias.

No Brasil, entrou em vigor a partir de julho a resolução 257 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente. As normas atribuem às empresas a responsabilidade sobre o material tóxico que produzem. Além de informar nas embalagens se o produto pode ou não ser jogado no lixo comum, os fabricantes e importadores serão obrigados a instalar postos de coleta para reciclar o lixo ou confiná-lo em aterros especiais. As empresas que não seguirem as regras podem receber multa de até R$ 2 milhões.

César Henrique Kallas

Fonte: www.cesarkallas.net
Lixo Eletrônico

“Lixo eletrônico” é o termo utilizado para designar produtos eletrônicos obsoletos. Inclui agendas eletrônicas, impressoras, cartuchos de tinta, monitores, telefones móveis, televisores e máquinas de fax, além de artigos de menor tamanho como pilhas, cabos e disquetes.

O lixo eletrônico é o tipo de lixo que cresce em maior proporção e contamina a maioria dos países.
Problemas

A eliminação de copiadoras, impressoras, máquinas de fax e cartuchos de tinta pode danificar o meio ambiente uma vez que contêm perigosas toxinas.

Os fabricantes de agendas ele-trônicas e hardwares utilizam mais de mil materiais, muitos dos quais são altamente tóxicos:


Circuitos de agendas – plomo e cádmio.

Interruptores e telas planas – mercúrio.

Circuitos de impressoras e cabos plásticos – substâncias resistentes ao fogo com brometo.

Telas de agendas eletrônicas – tubos que contêm óxido de chumbo e bário.

Telefones móveis – arsênico, cobre, berilo, chumbo e zinco.

Pilhas / Baterias – lítio, níquel e cádmio.

Nas agendas antigas alguns metais podiam ser reciclados.

Muitos sistemas de fabricação modernos substituem metais por uma mistura de plásticos. 

A tecnologia atual não nos permite reciclar muitos destes plásticos compostos.

Problemas ambientais

Se não reciclamos os componentes corretamente, as substâncias químicas tóxicas vão parar no ar, na terra e na água.

Solventes e lubrificantes usados em fábricas contaminam a água quando os resíduos vão para os leitos dos rios.

É necessário desmontar os equipamentos para reciclá-los, os componentes tóxicos das agendas eletrônicas tornam-se perigosos ao longo do tempo.

O chumbo e o bário se filtram nas margens dos rios e o carbono dos cartuchos de tinta deteriora a água, que se transforma em não potável, inclusive depois de fervida.

A contaminação do meio ambiente danifica os animais e as comunidades que vivem perto das margens dos rios e que dependem da água.

Crescimento do lixo eletrônico

O lixo eletrônico está aumentando rapidamente em países desenvolvidos e em desenvolvimento, com os avanços da tecnologia, o uso de telefones celulares e a informática se amplia no trabalho no lar.

O crescimento do lixo eletrônico é maior ao aparecerem novas tecnologias em intervalos de tempo ainda mais curtos.

Você sabia?


Um cartucho de tinta demora uns 450 anos para se decompor.

A vida útil de um agenda eletrônica passou de 5 para 2 anos, ultimamente.

Cerca de 50% das agendas eletrônicas que se reciclam nos EUA funcionam perfeitamente.

Hoje em dia são reciclados ou reutilizados menos de 10% dos produtos de informática obsoletos.

Estudos informam que na Índia são descartadas um milhão de agendas eletrônicas por ano.

Um recente estudo na Austrália estima que apenas 26% das agendas eletrônicas são reutilizadas.

Os problemas de meio ambiente associados com a fabricação e eliminação de telefones celulares ocorrem devido, sobretudo às baterias, circuitos de silicone e envoltórios plásticos.

Como se desfazer do lixo eletrônico

A reutilização e reciclagem do lixo eletrônico deveria ser parte de um plano global para reduzir o impacto deste lixo em crescimento.

Reutilização e reciclagem

Devido aos muitos problemas associados com os componentes do lixo eletrônico, a melhor conduta a seguir é a reutilização e transformação.

Alguns vendedores de produtos como cartuchos de tinta e telefones celulares oferecem aos consumidores a possibilidade de enviar-lhes os produtos usados e obsoletos.

A empresa então limpa, inspeciona e volta a montar o produto “como novo”. Faz testes ara voltar a vendê-lo.

Algumas organizações sem fins lucrativos têm desempenhado um papel primordial na recuperação de velhos computadores para sua reutilização por membros da comunidade em condições carentes.

Isto aumenta a vida de cada produto, além de criar oportunidades de emprego e colocar a tecnologia ao alcance daqueles que não têm dinheiro para comprar novos computadores.

Os componentes de produtos eletrônicos que não possam ser reutilizados, devem ser reciclados quando possível. O plástico dos moldes pode ser reciclado e os componentes metálicos podem ser recuperados e reutilizados.

Iniciativas atuais

Devido a pressões econômicas, alguns países subdesenvolvidos têm aceitado lixo eletrônico sem ter meios para desfazer-se dos materiais de forma adequada.

A maioria dos países desenvolvidos já firmou o BAN [Acordo Regional sobre Movimento fronteiriço de Dejetos Perigosos]. Este acordo descreve o lixo eletrônico como perigoso e proíbe os países ricos de desfazer-se dos dejetos mediante seu transporte a países pobres.

Em 2001 começou uma campanha nos EUA de Devolução de Computadores. Isto promove o conceito de Responsabilidade dos Fabricantes.

As empresas se responsabilizam financeira e fisicamente pelo produto durante toda a vida do mesmo, incluindo sua reciclagem, reutilização e eliminação. Outros países, como a Austrália, também usam este modelo.

Muitos países, como por exemplo Bélgica, Japão, Países Baixos, Noruega e Suécia operam sistemas de devolução. Quando um equipamento eletrônico novo é comprado, o distribuidor recolhe o velho para reformar, reciclar ou reutilizar.

Fonte: www.bandeirantes.org.br
Lixo Eletrônico

LIXO ELETRÔNICO: CONSCIENTIZAR, REAPROVEITAR E RECICLAR
Resumo

Esse artigo apresenta as principais ações que o projeto de Extensão Lixo Eletrônico realizou em 2012. Estas ações compreenderam a conscientização da população sobre a questão do lixo eletrônico, através de palestras. Para proporcionar descarte adequado de lixo eletrônico, foi instalado na UDESC Ibirama uma lixeira específica para este tipo de material. Também foi criado e disponibilizado um site com informações sobre lixo eletrônico.

1. Lixo eletrônico

Lixo eletrônico, ou e-lixo, é um conglomerado de aparelhos eletrônicos que deixam de ser úteis, por estar com defeito ou obsoletos. Deste modo, a quantidade de resíduos que utilizam recursos naturais cresce rapidamente. O lixo eletrônico é composto de diversos materias. Alguns destes materiais são prejudiciais para o meio ambiente e para o ser humano. (PEDERSEN et al, 1996). O lixo eletrônico contém alta concentração de metais pesados existentes nos equipamentos eletrônicos, que pode contaminar tanto o ser humano durante a sua fabricação como após. Estes materiais, quando jogados em aterros não controlados e lixões, podem contaminar o solo e atingir o lençol freático, interferindo na qualidade dos mananciais.

Caso a água venha a ser utilizada na irrigação, criação de gado ou mesmo no abastecimento público, o homem pode ser afetado. A contaminação no homem pode ocorrer pelo contato direto com os elementos químicos, que entram na fabricação dos equipamentos eletrônicos. (MUTIRÃO DO LIXO ELETRÔNICO, 2008)

O Brasil é um dos países que mais abandona toneladas de lixo eletrônico por ano dentre os países emergentes, com exceção da China. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil não tem estratégia para amenizar o problema do lixo eletrônico, pois são usados tóxicos que prejudicam o meio ambiente e também o ser humano. Não só o Brasil mais o mundo em si precisariam de regras melhores para enfrentar as crescentes montanhas de lixo eletrônico principalmente nos países desenvolvidos (FANTASTICO, 2010).

Por ano cada brasileiro descarta 0,5 kg de lixo eletrônico (PORTAL EXAME, 2010). Informações sobre e-lixo ainda são escassas. Ainda não há uma avaliação completa o que torna a população brasileira leiga neste assunto. Grande parte da população não sabe lidar com o e-lixo. Diante desta verdade a ONU pede para que cada país comece a tomar estratégias para acabar com o crescimento do e-lixo. Soluções para esse problema incluem novas tecnologias de reciclagem além da criação de centros de gestão de lixo eletrônico. Em 2012 espera-se que o número de computadores existentes no país chegue à marca dos 100 milhões de unidades (ÁVILA, 2010).

2. Projeto Lixo eletrônico: conscientizar, reaproveitar e reciclar

A UDESC Ibirama criou em 2012 o projeto de extensão Lixo Eletrônico: Conscientizar, Reaproveitar e Reciclar. O objetivo geral do projeto é conscientizar a população sobre a necessidade de reaproveitamento e destinação correta do lixo eletrônico.

Para atingir este objetivo gera, o projeto conta com os seguintes objetivos específicos:


a) levantar o arcabouço teórico pertinente aos resíduos eletrônicos;

b) nvestigar o grau de conhecimento da população sobre as ameaças do lixo eletrônico;

c) promover a informação e a conscientização sobre a destinação correta do lixo eletrônico;

d) criar mecanismos para reaproveitamento de materiais eletrônicos descartados;

e) criar mecanismos para a correta destinação do lixo eletrônico.

Ao longo do ano, diversas ações foram realizadas para atingir estes objetivos. A seguir estão relatadas as principais ações.

3. Ações realizadas

3.1. Enquete sobre o lixo eletrônico no CEAVI

O projeto de extensão aplicou um questionário em 216 pessoas entre acadêmicos, técnico-administrativos e professores da UDESC Ibirama para medir o grau de conhecimento sobre o lixo eletrônico.

O público foi questionado a respeito da existência de coleta de lixo eletrônico na cidade onde reside. O objetivo da questão era verificar como as cidades da região estão lidando com a questão do lixo eletrônico. O gráfico da figura 1 apresenta os resultados. 49% do público afirmam que a sua cidade não oferece alguma forma de coleta permanente de lixo eletrônico. Já 38% desconhecem a existência deste serviço em sua cidade. Com estes números, pode-se concluir que mais da metade dos entrevistados não dispõe de coleta permanente em sua cidade. Se esse lixo for descartado de maneira incorreta pode vir a prejudicar o meio ambiente e o ser humano.

Coleta de e-lixo permanente
Figura 1- Existência de coleta permanente de lixo eletrônico na região de Ibirama

O público foi questionado a respeito da Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei federal nº 12.305 / 2010). O objetivo da questão é verificar o conhecimento do público a respeito desta lei, que constitui que toda pessoa física ou jurídica, responsáveis pela geração de resíduos sólidos, desenvolvam ações relacionadas à gestão integrada ou ao gerenciamento de resíduos sólidos (BRASIL, 2010). Os resultados são apresentados na figura 2. Verifica-se que mais da metade do público (57%) não tem conhecimento sobre esta lei. Já 24% do público ouviu falar a respeito, mais não conhece exatamente o conteúdo desta lei. Por fim, apenas 19% conhecem a lei, sabe como é regulamentada e quais as responsabilidades atribuídas aos consumidores, indústrias, comércios e governos.

Política Nacional de Resíduos Sólidos
Figura 2- Conhecimento do público sobre a política nacional de resíduos sólidos

O público foi questionado a respeito de quem julga ser a responsabilidade pelo tratamento e descarte do lixo eletrônico. A figura 3 apresenta os resultados.

Observa-se que 29% apontam a indústria e o comércio (simultaneamente) como responsáveis pelo descarte e tratamento do lixo eletrônico. Já 23% acreditam que a responsabilidade é exclusivamente do governo. Ainda, 22% acreditam que a responsabilidade é exclusivamente de empresas de tratamento e reciclagem de lixo eletrônico. Por fim, 18% apontam responsabilidade compartilhada entre governo, indústria, comércio, e empresas de tratamento e reciclagem.

Responsabilidade pelo tratamento e descarte
Figura 3- Responsabilidade apontada pelo público quanto ao tratamento e descarte do e-lixo

3.2. Implantação de lixeira de lixo eletrônico

Foi instalada na UDESC Ibirama uma lixeira que está recebendo materiais de pequeno porte como: pen-drives, celulares, roteadores, teclados, mouses, carregadores de celulares, fontes de energia, entre outros. O montante recolhido é encaminhado ao contêiner instalado pela Amavi – Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí – em Rio do Sul, e que fica aberto 24 horas. O material é processado por uma organização de Joinville.

A lixeira instalada no Ceavi coletou pouco material até agora com destaque para 6 aparelhos celulares, 4 carregadores de celular, 2 mouses, entre outros. Toda semana é verificado se possui algum tipo de lixo eletrônico e se possui, é levado ao deposito na UDESC Ibirama, quando acumular uma quantidade relevante, levaremos para Rio do Sul no container. A figura 4 apresenta uma foto da lixeira instalada na UDESC Ibirama.

3.3. Palestras e dinâmicas

Para conscientizar a população sobre a questão do lixo eletrônico, foram aplicadas palestras e dinâmicas com 5º séries, abordando o que é lixo eletrônico, danos que causa a saúde, o que fazer com esses aparelhos, acumulo de lixo, peças que compõem um computador, poluição no meio ambiente. As dinâmicas eram formadas por jogos de palavras cruzadas e jogo dos erros, buscando sempre lembrar os danos que esse lixo causa ao meio ambiente. Também foi realizada uma palestra para idosos, abordando quantos componentes químicos possuem um aparelho celular, ranking das empresas que mais prejudicam o meio ambiente, quanto o Brasil produz de lixo eletrônico por ano, dados do questionário aplicado na UDESC Ibirama, Politica Nacional dos Resíduos Sólidos, logística reversa, o que fazer com esse lixo e a disponibilidade da lixeira na UDESC Ibirama. Também foram apresentados vídeos explicativos, com reportagens interessantes.

Até o momento 89 pessoas participaram da palestra (40 crianças de 5º séries Escola Eliseu Guilherme, 16 idosos que participam do Programa- Informática para todos na UDESC Ibirama e 33 alunos do ensino médio da Escola Professora Maria Angélica Calazan). Algumas crianças não conheciam o lixo eletrônico, mas sabiam que não podia ser jogado em lugar incorreto. Os idosos sugeriram que o projeto continue divulgando a sociedade. Os alunos do ensino médio gostaram de conhecer as empresas que mais prejudicam o meio ambiente na fabricação de eletrônicos a nível mundial.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com o projeto em andamento, podemos perceber a importância de continuar a repassar à sociedade informações sobre pesquisas, conclusões e o beneficio que traz a sociedade, desde o conhecimento dos riscos que esse material causa ao meio ambiente e ao ser humano e o descarte correto desse material. As palestras e as dinâmicas praticadas com crianças e idosos foram de grande importância para a conscientização, para o descarte, conhecer o que é lixo eletrônico, que componentes químicos possuem e o que causa se jogado de maneira incorreta ao ambiente e as pessoas. Futuramente, o projeto prevê a realização de atividades como palestras e apresentação de vídeos em escolas do primeiro e segundo grau do município sobre a necessidade de reaproveitamento e destinação correta desse material. A coleta de material eletrônico na UDESC Ibirama também será mantida. Pretende-se também contatar empresas de informática para propor o reaproveitamento de equipamentos de informática através da doação à entidades filantrópicas.

Mayara Zago Munaretto

Fernando dos Santos

Referências


ÁVILA, Roberta; SMA organiza mutirão para coletar lixo eletrônico. Editora Abril. 2010. Disponível em:http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/conteudo_396142.shtml
BRASIL. Lei nº 12.305, de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, CXLVII, n. 147, 03 ago. 2010. Seção 1, p. 3-7.
FANTASTICO. O que fazer com o lixo eletrônico. 07/03/2010. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=Ex0J_zlaNeY
MUTIRÃO DO LIXO ELETRÔNICO. Secretaria do Meio Ambiente. Governo do Estado de São Paulo. 2008. Disponível em: http://www.ambiente.sp.gov.br/mutiraodolixoeletronico/perigos.htm
PEDERSEN, Steve;WILSON,Colleen; PITTS, Greg; STOTESBERY, Bill. ElectronicsIndustry Environmental Roadmap, 1996. Disponível em: http://www.ce.cmu.edu/GreenDesign/comprec/eier96roadmap.pdf
PORTAL EXAME. Brasil produz muito lixo eletrônico, diz ONU. Portal da revista Exame. 2010. Disponível em: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/brasil-emergente-mais-produz-lixo-eletronico-diz-onu-535153
Fonte: www.udesc.br
Lixo Eletrônico

APRESENTAÇÃO
Você sabia que, se fosse possível juntar todo o lixo eletrônico que o mundo produz anualmente, daria para encher 40 estádios do Maracanã?

É uma quantidade imensa de celulares, tevês, câmeras, pilhas e outros itens eletrônicos que, em sua maioria, ainda vai para o lixo comum. Quando reciclado corretamente, o lixo eletrônico poupa a natureza e nossa saúde de muitos males, como você descobrirá a seguir nas páginas desta cartilha.

Sabemos que o planeta necessita cada vez mais de nossa atenção e que fazemos parte de um mundo com 7 bilhões de pessoas. Os recursos naturais são limitados, e a única maneira de garantir nosso bem-estar no futuro é preservando e usando conscientemente esses recursos naturais tão preciosos.

Pensando nisso, desde 2008 a Claro mantém o Claro Recicla, programa cujo objetivo é contribuir para a conscientização socioambiental da população sobre a importância de destinar corretamente o lixo eletrônico, em especial celulares, baterias e acessórios fora de uso. O programa oferece nas lojas da operadora urnas de coleta desses materiais e os encaminha para a reciclagem. Até agora, o programa arrecadou e reciclou cerca de 580 mil itens.

Esta cartilha traz dicas e informações para que você faça a sua parte. E reforça o compromisso da Claro com o desenvolvimento sustentável e com o bem-estar social. Esperamos que ela contribua para uma atitude cidadã e o incentive a dar um destino responsável àqueles aparelhos eletrônicos que não servem mais e acabam ficando no fundo da gaveta ou encostados no canto da casa.

Ao final da leitura, passe a cartilha para um familiar ou um amigo. Se em algum dia for necessário descartá-la, utilize um ponto de coleta para reciclagem. O planeta inteiro agradece.

LIXO ELETRÔNICO: um risco para todos nós

Celulares, computadores, DVDs, câmeras fotográficas, televisores, impressoras... conseguimos viver sem eles hoje? Essas maravilhas tecnológicas já conquistaram nossos corações, pois nos conectam com o mundo, com nossos amigos e familiares, nos divertem, guardam lembranças. Ou seja, facilitam muito a nossa vida.

Quando funcionam, são ótimos! Mas, e quando pifam ou se tornam obsoletos? Hoje, infelizmente, a maioria desses aparelhos vai para o lixo comum, e prejudica o meio ambiente.

O tamanho do problema

O novo tablet, o celular mais moderno e a tevê com alta definição surgem a cada instante. E a rapidez com que a tecnologia avança contribui para a geração descontrolada de lixo eletrônico.

O Brasil é líder, entre os países emergentes, na geração de lixo eletrônico por habitante, conforme aponta o Recycling – From e-waste to resources (Reciclando – Do lixo eletrônico aos recursos), relatório produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Só para ter uma ideia, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), o Brasil já possui mais de 250 milhões de linhas de celular ativas.

Como a população brasileira é de 196 milhões de pessoas, isso significa que o país tem quase 1,3 celular por habitante.

O tempo médio de uso de um aparelho celular no Brasil é inferior a dois anos. Isso significa que o tempo todo milhares de aparelhos celulares vão parar no lixo. E é aí que começa o problema...

Além de celular, o que mais é lixo eletrônico?

Tevês, computadores, carregadores, lâmpadas fluorescentes, eletrodomésticos em geral e tudo mais que funcione com eletricidade.

O LIXO QUE CRESCE e o que diz a lei

O Brasil aprovou, em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) para padronizar a forma de tratar o lixo e incentivar a reciclagem.

Um dos pontos fundamentais da nova lei é a chamada “logística reversa”, que é um conjunto de ações que facilita o retorno dos resíduos a quem os produziu para que eles sejam tratados ou reaproveitados em novos produtos. De acordo com as novas regras, os envolvidos na cadeia de comercialização dos produtos, desde a indústria até as lojas, deverão estabelecer um consenso sobre as responsabilidades de cada um.

Se todo mundo fizer a sua parte, o problema tem solução. Mas todos temos de agir o quanto antes, pois, por enquanto, o problema só cresce. A quantidade de lixo eletrônico gerada pela humanidade vem aumentando nos últimos anos. Segundo a ONU, hoje produzimos 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico anualmente. E a tendência é que esse número aumente ainda mais. Vamos ajudar a mudar esse cenário?

O QUE FAZER com seu celular antigo?
Não só os celulares, mas também as baterias e acessórios podem ser descartados nos pontos de coleta das operadoras, como os do Claro Recicla, disponíveis em mais de 2.000 lojas da Claro em todo o Brasil. Assim você faz sua parte para que toda a matéria-prima contida nestes aparelhos seja recuperada.

Só tome cuidado para não jogar seu celular, bateria ou acessório no lixo comum.

Os componentes desses aparelhos contêm substâncias tóxicas que, em aterros sanitários, podem entrar em contato com o solo e atingir o lençol freático, contaminando plantas, animais e o homem.

Em um único celular são encontrados 15 metais diferentes, como o cobre, ferro, alumínio, ouro, prata, paládio, estanho, berílio. E alguns deles são metais pesados contaminantes, como o níquel, cromo, cobalto, chumbo, cádmio, arsênio e o mercúrio.

A reciclagem destes metais, além de evitar que contaminem os seres humanos, garante que novos eletrônicos sejam fabricados, já que a taxa de reciclagem de todos os metais ainda é baixa, e muitos estão até em perigo de “extinção”.

E COMO DAR UM DESCARTE responsável para a geladeira, TV e outros aparelhos maiores?

120 milhões. Este é o número de eletroeletrônicos adquiridos anualmente no Brasil. Se todo ano as pessoas compram tantos aparelhos novos, o que acontece com os velhos? Dados do Ministério do Meio Ambiente indicam que há, pelo menos, 500 milhões de aparelhos sem uso em nossas casas. É mais que o dobro da população brasileira.

São 500 milhões de geladeiras, tevês, micro-ondas, computadores, impressoras, videocassetes, DVDs, aparelhos de ar-condicionado, ferros de passar, câmeras fotográficas, MP3, rádios e tantos outros eletrônicos que viram lixo. Lixo eletrônico.

Um lixo tóxico que, se não for descartado corretamente, causa uma série de danos ao meio ambiente e ao ser humano.

O problema é que é difícil encontrar lugares apropriados para o descarte.

Nem sempre as prefeituras oferecem alternativas. E ainda não há no país um sistema organizado de coleta para esses itens.

Por isso, a alternativa mais prática é ligar para o fabricante do aparelho.

A recomendação é que a indústria recolha o produto e dê a ele um destino ambientalmente correto. Os fabricantes também podem orientar sobre os cuidados que você deve ter no manuseio de produtos obsoletos.

EU AMO MEU CELULAR como fazer seu aparelho viver mais e poluir menos

Pequenas atitudes aumentam a vida útil de seu celular, garantem economia na conta de energia e trazem mais segurança.

Deixe-o dormir

Seu celular não precisa ficar ligado 24 horas por dia. Assim como você, ele também precisa descansar de vez em quando. Por que não desligá-lo à noite?

Imagine a economia de bateria e energia que você pode conseguir durante, por exemplo, um ano.

Bluetooth, Wi-Fi e GPS

Desligue-os se não estiver usando. Esses recursos consomem muita bateria do celular.

Evite o calor

A exposição em excesso ao calor pode prejudicar seu aparelho e fazer com que a bateria descarregue mais rápido e dure menos. Evite deixá-lo ao sol!

Menos brilho

Diminuir um pouco o brilho da tela do telefone também ajuda a economizar bateria e aumentar sua vida útil.

Lembre-se: antes de descartar seu celular é importante limpar todos os dados pessoais do aparelho, de contatos a mensagens antigas. Usuários de smartphones não podem se esquecer de também sair dos aplicativos que necessitem de senha para ser acessados, como o Facebook ou Twitter.

VOCÊ sabia?

Celulares


O descarte de celulares soma, atualmente, 2,2 mil toneladas por ano no Brasil (o que equivale mais ou menos ao peso de quatro Airbus 380, o maior avião do mundo, um em cima do outro). A previsão é que este número chegue a 7,5 mil toneladas em 2013

Um único aparelho celular contém cerca de 250 mg de prata, 24 mg de ouroe 9 g de cobre, além de outros metais. Multiplique esse número por 250 milhões(quantidade de linhas ativas no Brasil) e você terá uma ideia da economia que a reciclagem pode gerar para o meio ambiente.

Até 80% de um celular pode ser reciclado.

Entre os produtos fabricados a partir dos componentes de um celular reciclado estão baterias, joias, brinquedos, garrafas, baldes, vassouras...

Pilhas e baterias


Além de durarem menos, baterias piratas de celular podem conter dez vezes mais mercúrio do que as vendidas legalmente. Altamente tóxico, o mercúrio causa graves danos ao sistema nervoso.

O Brasil descarta 1 bilhão de pilhas anualmente. Com a reciclagem desse material seriam recuperadas 1.000 toneladas de zinco e 1.500 toneladas de manganês, minerais que são úteis, por exemplo, para a agricultura.

Eletrônicos


A reciclagem de 1 tonelada de lixo eletrônico evita a emissão de 3 toneladas de CO2. Portanto, a reciclagem desses aparelhos também ajuda no combate ao aquecimento global.

O Japão é o país que mais recicla lixo eletrônico no mundo – os japoneses reciclam 84% dos aparelhos que consomem. Em seguida vêm Estados Unidos (14%), Austrália (10%), Canadá (7,6%), China (6%) e Índia (4%).

Fonte: www.institutoclaro.org.br
Lixo Eletrônico

RESUMO

Considerando as grandes as inquietações da sociedade moderna frente aos diagnósticos ambientais e seusefeitos na degradação da saúde, este artigo teve como objetivo fazer uma revisão com base na literatura sobre o lixo eletrônico, suas conseqüências e possíveis soluções para este problema no Brasil. A Política Nacional dos Resíduos Sólidos constitui-se em um instrumento poderoso e consciente da necessidade alarmante de proteção do meio ambiente, agasalhando também a dignidade da pessoa humana e do seu direito à saúde, uma vez que o Brasil é o mercado emergente que gera o maior volume de lixo eletrônico per capta anual.

INTRODUÇÃO

Incentivados pelo capitalismo e diante de tantas e tantas propagandas que motivam o consumo exagerado, a população tornou-se consumista, mesmo sem necessidade. Todos os dias, milhares de aparelhos e equipamentos eletrônicos são substituídos, pois se tornaram obsoletos aos olhos de seus donos. Isso acontece devido à velocidade com que novos aparelhos são lançados e novas tecnologias surgem, num processo planejado que visa obrigar o consumidor a substituí - los, na maioria das vezes ainda funcionando, por novos, contribuindo para o aumento do chamado lixo eletrônico.

Desde a Antiguidade, relatam-se efeitos na saúde provocados pelas condições ambientais. O rápido processo de industrialização e de urbanização nos meados do século XVIII e XIX desencadeou conseqüências na saúde da população advindas da problemática ambiental instalada no período (BOTTOMORE e NISBET, 1980), A falta de fiscalização das políticas de logística reversa de reciclagem e/ou doação dos lixos eletrônicos podem promover o desequilíbrio ambiental. Isto porque, o lixo eletrônico contém diversos tipos de metais e componentes químicos tornando-o mais poluente que o lixo comum, o que aumenta os danos ao meio ambiente.

A expansão e a manutenção da demanda de produção são desencadeadas pelo consumo elevado, na média per capita, gerando uma enorme pressão na natureza. Além disso, o livre mercado e à propriedade privada, incentiva a aquisição de uma cultura de exploração dos recursos naturais e humanos, instituindo a mercantilização da vida (CAVALCANTI e CAVALCANTI, 1994; WALDMAN, 1997). A cultura de consumo se desenvolve numa movimentação de mercado que visa à geração de lucros crescentes, causando um aquecimento da economia que necessita, constantemente, de mais produção e mais consumo (SIQUEIRA e MORAES, 2009). Essa explosão do consumo, que aparece como modo ativo de relação das pessoas com os objetos, com a coletividade e com o mundo constitui a base do nosso sistema cultural (CAVALCANTI e CAVALCANTI, 1994; WALDMAN, 1997).

A problemática ambiental gerada pelo lixo é de difícil solução e a maior parte das cidades brasileiras apresenta um serviço de coleta que não prevê a segregação dos resíduos na fonte (MUCELIN e BELLINI, 2008). Nessas cidades é comum observarmos hábitos de disposição final inadequados de lixo. Materiais sem utilidade se amontoam indiscriminada e desordenadamente, muitas vezes em locais indevidos como lotes baldios, margens de estradas, fundos de vale e margens de lagos e rios. Considerando os grandes desafios e as inquietações da sociedade moderna frente aos diagnósticos ambientais e seus efeitos desencadeantes na saúde das populações, este artigo tem como objetivo fazer uma revisão com base na literatura sobre o lixo eletrônico, suas conseqüências e possíveis soluções para este problema no Brasil.

LIXO ELETRÔNICO UM GRAVE PROBLEMA NO MUNDO MODERNO
É importante ressaltar que o lixo eletrônico que será abordado neste artigo não se trata de spam. “Spam é o termo usado para referir-se aos e-mails não solicitados que, geralmente, são enviados para um grande número de pessoas” (CANO, 1999). “Já o lixo eletrônico, objeto de estudo deste trabalho, representa os resíduos resultantes da rápida obsolescência de equipamentos eletrônicos” (BRASIL, 2010).

O lixo eletrônico é considerado um resíduo sólido especial de coleta obrigatória (Brasil, 2010), configurando-se como um grave problema para o ambiente e para a saúde, desde sua produção até o seu descarte, pois são constituídos por materiais que possuem metais pesados altamente tóxicos, denominados vilões silenciosos, como o mercúrio, cádmio, berílio e o chumbo. A sua produção pode afetar, tanto os trabalhadores quanto comunidades ao redor dessas indústrias.

Além disso, esses resíduos são normalmente descartados em lixões e acabam contribuindo, de maneira negativa, com o meio-ambiente e com os catadores que sobrevivem da venda de materiais coletados nos lixões (SIQUEIRA e MORAES, 2009).

No meio-ambiente, os resíduos do lixo eletrônico, ao serem encaminhados para os aterros sanitários, podem causar danos à saúde (FERREIRA e FERREIRA, 2008). Esses resíduos, quando entram em contato com o solo, podem contaminar o lençol freático e, quando submetidos à combustão, acabam poluindo o ar.

Produtos presentes nesses materiais podem desencadear sérios problemas à saúde humana (MOREIRA, 2007), que pode ser agravado pelo processo de reciclagem bruta, pois muitos poluentes orgânicos persistentes e metais pesados são liberados, podendo se acumular facilmente no organismo por inalação do ar contaminado.

No Brasil vem sendo adotada a política de inclusão digital, ligada diretamente ao consumismo de eletro-eletrônicos. O acesso às tecnologias de informação e comunicação representa uma questão mais complexa do que simplesmente colocar um computador com acesso à internet em cada lar. A comunicação democrática deve ser também uma comunicação sustentável.O consumo de bens eletro-eletrônicos teve um crescimento considerável nas últimas décadas. Ampliaram-se a variedade de produtos e os modelos oferecidos aos consumidores. O mercado, atualmente, oferece novos produtos e, por isso, a troca de produtos acontece de maneira mais rápida (CARVALHO et al., 2008). Apesar de existirem empresas especializadas em reciclagem de aparelhos eletroeletrônicos, o número ainda é insignificante, se comparado ao aumento do consumo desses produtos. As vendas desses aparelhos no varejo brasileiro cresceram 29,4%, tendenciando a aumentar, gradativamente (FERREIRA e FERREIRA, 2008).

Principais substâncias utilizadas na fabricação dos aparelhos eletroeletrônicos e potenciais riscos à saúde humana:

Os vilões presentes nos eletrônicos

Substância 
Origem 
Tipo de contaminação 
Efeito


Mercúrio 

Computador, monitor, televisão de tela plana 

Inalação e toque 

Problemas de estômago, 
distúrbios renais e neurológicos, 
alterações genéticas e no metabolismo


Cádmio 

Computador, monitor
de tubo e baterias de
laptops 

Inalação e toque 

Agente cancerígeno, afeta o
sistema nervoso, provoca dores
reumáticas, distúrbios metabólicos
e problemas pulmonares


Arsênio 

Celulares 

Inalação e toque 

Agente cancerígeno, afeta o
sistema nervoso e cutâneo


Zinco 

Baterias de celulares e
laptops 

Inalação 

Provoca vômitos, diarréias e
problemas pulmonares


Manganês 

Computador e celular 

Inalação 

Anemia, dores abdominais,
vômito, seborréia, impotência,
tremor nas mãos e perturbações
emocionais


Cloreto de
Amônia 

Baterias de celulares e
laptops 

Inalação 

Acumula-se no organismo e
provoca asfixia


Chumbo 

Computador, celular e
televisão 

Inalação e toque 

Irritabilidade, tremores
musculares, lentidão de raciocínio,
alucinação, insônia e
hiperatividade


PVC 

Usado em fios para
isolar correntes 

Inalação 

Problemas respiratórios


Seguido do México e da China (0.4 kg/per capita por ano), o Brasil (0.5 kg/ per capita por ano) é o maior produtor per capita de resíduos eletrônicos entre os países emergentes, segundo o mais recente estudo da ONU sobre o tema (UNEP, 2009).

O Brasil também foi cotado nesse estudo como campeão na ausência de dados e estudos sobre a situação da produção, reaproveitamento e reciclagem de eletrônicos, assim como: China, Índia, Argentina, Chile, Colômbia, Marrocos, África do Sul. Nesse contexto, é importante ressaltar que, se o lixo não for manejado de uma forma correta e apropriada, o mesmo poderá causar danos ao meio ambiente, como na poluição do ar, do solo e da água (JACINTO, 2010). Mas, se o procedimento dessa reciclagem for adequado, com tecnologias apropriadas, contudo, os danos ao meio ambiente se reduzem a níveis relevantes e suportáveis.

Macedo (2000) afirma, portanto que, a eliminação e descarga de todo o lixo existente no século XXI é praticamente impossível, porém, ressalta que a reciclagem pode evitar maiores danos no ambiente.

Portanto, a coleta e a reciclagem de produtos eletro-eletrônicos é uma necessidade atual, em termos, não apenas de se conservarem recursos naturais não renováveis através da reciclagem de materiais, mas, também, de se preservar o meio ambiente e evitar que o impacto ambiental negativo seja cada vez maior por esse tipo de produto (CARVALHO et al., 2008).

RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA E LOGÍSTICA REVERSA DOS RESÍDUOS DE EQUIPAMENTOS ELETRO-ELETRÔNICOS

Depois de 19 anos entre discussões, modificações e rejeições, o Projeto de Lei 203/1991, que consolida a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovado através da Lei nº. 12.305, de 2 de agosto de 2010, foi normatizada pelo Decreto 7.404/201, tornando-se possível tecer alguns comentários sobre o conjunto de obrigações legais que irão estruturar juridicamente a Logística Reversa no Brasil no futuro. Previsto no PNRS, o mecanismo de Logística Reversa é, sem dúvida, o instrumento que mais necessitará de um olhar jurídico cuidadoso. Isso porque trará pequenas modificações no perfil da responsabilidade ambiental relativamente aos resíduos produzidos no Brasil.

Aliás, essa nova feição da responsabilidade ambiental na gestão dos resíduos prevista na PNRS é a maior esperança para que se possa construir uma correta e eficiente gestão dos Resíduos de Equipamento Eletro-Eletrônicos. A Responsabilidade Compartilhada (art. 30 da PNRS) gera uma cadeia de responsabilidade diferenciada entre os diversos intervenientes na gestão integrada de Resíduos de Equipamentos Eletro-Eletrônicos. O art. 3°, inc. XI, da PNRS traz um moderno conceito de gestão integrada de resíduos sólidos, que prevê um conjunto de ações voltadas à busca de soluções para os resíduos, de forma a considerar as dimensões política, econômica, ambiental, cultural e social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável. Ou seja, esse conjunto de soluções integradas necessita da Responsabilidade Compartilhada para ser efetivo.

Trata-se, basicamente, de se fazer o caminho contrário: o produto sai das mãos do consumidor e, quando já utilizado, retorna à empresa que o fabricou. Com isso, os resíduos podem ser tratados ou reaproveitados em novos produtos na forma de novos insumos, visando a não geração de rejeitos. Ainda de acordo com a PNRS, todos os geradores de resíduos serão responsáveis, ou seja, os consumidores, importadores e fabricantes terão responsabilidades quanto à sua destinação correta.

De forma resumida, eis um pequeno quadro das obrigações dos vários intervenientes na gestão de Resíduos de Equipamentos Eletro-Eletrônicos:


Os produtores/fabricantes: terão eles uma responsabilidade pelo produto eletro-eletrônico, mesmo após o fim da sua vida útil, obrigando-se a promover a Logística Reversa (art. 33, da PNRS), mas, também, uma correta rotulagem ambiental para possibilitar a efetivação dessa logística (art. 7°, inciso XV, da PNRS); a ecoconcepção do produto, a fim de prevenir os perigos decorrentes da transformação do produto em resíduo (art. 31, inciso I da PNRS); e, ainda, obrigações financeiras para com a entidade gestora dos resíduos, conforme art. 33, §7° da PNRS (caso em que os produtores contratam uma terceira entidade para gerir os REEE);

Os comerciantes e distribuidores: aqui, a responsabilidade se traduz no dever de informar os clientes e consumidores no que tange à logística reversa e sobre os locais onde podem ser depositados o lixo eletrônico e de que forma esses resíduos serão valorizados (art. 31, inciso II da PNRS);

Os consumidores: neste grupo, enquadramos os Consumidores e os Utilizadores Finais dos Equipamentos Eletro-Eletrônicos. Estes assumem a obrigação de colaborar com a gestão dos REEE, depondo, seletivamente, o lixo eletrônico nos locais identificados pelos comerciantes e distribuidores (art. 33, §4°, da PNRS).

Dentro dessa nova estrutura de gestão de resíduos, todos os atores têm responsabilidades especificas e igualmente relevantes. Não adianta nada os Produtores/Fabricantes de Equipamentos Eletro-Eletrônicos criarem uma rede de logística reversa eficiente se os Consumidores não depuserem seus resíduos nos locais apropriados, sendo o inverso também verdadeiro. Sendo nulo, o efeito motivacional dos consumidores na ausência de uma infraestrutura de recolha do lixo eletrônico. Assim, a PNRS não ignora a importância desse planejamento e, por isso, prevê uma série de Planos Setoriais de Resíduos no seu art. 14. A idéia básica desse sistema de planejamento setorial é formar uma rede harmônica e articulada de gestão de resíduos em todo o território brasileiro. Sem dúvidas, as infraestruturas necessárias para uma eficiente logística reversa do lixo eletrônico dependem, sobretudo, de uma elaboração cuidadosa dos Planos Setoriais de Resíduos, previstos no art. 14 da PNRS. Com esses planos, poderemos colocar em prática as previsões legais da gestão integrada dos resíduos, e, consequentemente, das responsabilidades diferenciadas de cada interveniente (Produtor/Fabricante; Comerciante; e Consumidor).

A adequação dos empreendimentos à nova Lei será de vital importância e, para que isso possa ocorrer de forma equilibrada e em conformidade legal, contratos com fornecedores e clientes precisarão ser revistos, com compartilhamento dessas responsabilidades. Com certeza, a preocupação com as soluções sócio-ambientais estarão relacionadas às medidas de sustentabilidade do próprio negócio, gerenciando a conformidade legal ambiental sob a ótica econômica, evitando dissabores empresariais, com grandes prejuízos em função de imagem institucional, multas, ressarcimento, recuperação de áreas, restrição à contratação por órgãos públicos, financiamentos, dentre outras penalidades. Por outro lado, a política de resíduos dará acesso a benefícios e linhas decrédito para projetos que visem à implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Brasil é o mercado emergente que gera o maior volume de lixo eletrônico per capita a cada ano (UNEP, 2009). Por outro lado, encontra-se entre os países mais preparados para enfrentar o desafio do lixo eletrônico, principalmente diante do volume relativamente baixo de comércio ilegal do lixo em comparação a outros mercados. Nesse contexto, a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, instituída da LEI nº 12.305 e normatizada pelo Decreto 7.404/2010, constitui-se em um instrumento poderoso e consciente da necessidade alarmante de proteção do meio ambiente para as presentes e futuras gerações, agasalhando também a dignidade da pessoa humana e do seu direito à saúde.

REFERÊNCIAS


BOTTOMORE T et al .História da análise sociológica. Rio de Janeiro: Zahar; 1980. 
BRASIL. Lei nº 12.305, de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
CANO CB. Modelo para análise de organizações que operam em espaço cibernético. Porto Alegre: CARVALHO TMB et al.Projeto de Criação de Cadeia de Transformação de Lixo Eletrônico da Universidade de São Paulo. Prêmio Mário Covas, USP: São Paulo – SP. 2008. 15p. Programa de Pós-Graduação em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente do Centro Universitário de Anápolis, Anápolis, 2010. 
CAVALCANTI FCU, CAVALCANTI PCU. Primeiro cidadão, depois consumidor. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; 1994. 
Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, n. 147, 03 ago. 2010. Seção 1. FERREIRA JMB, FERREIRA AC. A sociedade da informação e o desafio da sucata eletrônica.MOREIRA D. Lixo eletrônico tem substâncias perigosas para a saúde humana.2007. Disponível em: http://www.htmlstaff.org/ver.php?id=7220. Acesso em: 03 jun. 2011.
MUCELIN CA, BELLINI M. Lixo e impactos ambientais perceptíveis no ecossistema urbano. Sociedade & Natureza 2008; 20(1):111-124. 
SIQUEIRA MM; Moraes MS. Saúde coletiva, resíduos sólidos urbanos e os catadores de lixo. Ciência & Saúde Coletiva 2009; 14(6):2115-2122
WALDMAN M. Ecologia e lutas sociais no Brasil. São Paulo: Contexto; 1997. UFRGS, 1999. 178p. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Administração, Escola de Administração, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1999
MOREIRA D. Lixo eletrônico tem substâncias perigosas para a saúde humana.2007. 
PALLONE S. Resíduo eletrônico: redução, reutilização, reciclagem e recuperação. Disponível em:<http://comciencia.br/comciencia/handler.php>. Acesso em: 03 jun. 2011. 
Revista de Ciências Exatas e Tecnologia 2008; 3(3):157-170
UNEP - United Nations Environment Programme & United Nations University. Recycling – from e-waste to resources. 2009.



Fonte: www.univag.edu.br
Lixo Eletrônico
O que é o lixo eletrônico?

Podemos definir como lixo eletrônico ou e-lixo tudo o que é proveniente de equipamentos eletro-eletrônicos, incluindo celulares, computadores, impressoras etc.

Milhares de aparelhos são descartados diariamente, e com a rapidez da tecnologia, cada vez mais o consumidor quer substituir seus aparelhos por outros mais modernos, mesmo que os "antigos" ainda estejam funcionando.

O lixo eletrônico causa um grave problema para o meio ambiente, pois consome uma enorme quantidade de recursos naturais em sua produção. Um único laptop, por exemplo, exige 50 mil litros d'água em seu processo de fabricação. Além disso, se considerarmos que a vida útil desses equipamentos é muito curta - a de um computador gira em torno de três anos, e a de um celular, cerca de dois anos - podemos ter dimensão da quantidade de lixo que o descarte de eletrônicos significa.

A parte mais grave é o conteúdo do e-lixo, que inclui metais pesados como chumbo, cádmio e mercúrio, além de outros elementos tóxicos. Por este motivo, esses resíduos precisam de tratamento adequado para não causar danos à saúde e ao meio ambiente.

Fonte: www.institutogea.org.br
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