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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Qualidade de vida dos idosos depende da própria autoavaliação

Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS

A qualidade de vida das pessoas em todo o mundo é uma das prioridades da Organização Mundial de Saúde (OMS). Há alguns anos, a entidade desenvolveu uma avaliação da qualidade de vida para apoiar o diagnóstico de profissionais de áreas como física, psicologia, relações sociais e meio ambiente.

A terceira idade possui um módulo especial no projeto da OMS, pois questões relevantes para esse grupo são diferentes em relação aos jovens adultos. O teste da OMS inclui questões como: “Você recebe dos outros o apoio que necessita?”, “O quanto você aproveita a vida?” ou “Você tem energia para o seu dia-a-dia?”.

A autocrítica feita pelos próprios idosos é um fator determinante para a análise da qualidade de vida deles. Comer bem e manter-se ativo são tão importantes para a terceira idade quanto o fortalecimento do vínculo familiar e social. Segundo uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, falar sobre as alterações físicas e mentais que estão ocorrendo no processo de envelhecimento e ter ciência de que isso é natural e pode ser controlado, embora voltar atrás não seja uma opção, é fundamental para construção da própria qualidade de vida.

– O processo de envelhecimento faz parte do ciclo vital. Quem espera a morte em razão da perda da função social está em pleno declínio da qualidade de vida – afirma a professora de psicologia da Unisinos, Michele Scheffel Schneider.

Qualidade de vida na terceira idade, para a especialista, significa buscar novos papeis e atividades dentro de uma rede de apoio, que pode vir de amigos e da família. Quanto maior a rede de apoio, menor o índice de desenvolvimento de doenças.

Um estudo da University College London, de 2012, apontou que quem se adaptar às mudanças do processo de envelhecimento garante mais qualidade de vida na terceira idade. Nem sempre o idoso consegue fazer isso sozinho. Mais que o apoio de um psicanalista, a família tem papel essencial nessa fase.

– Muitas famílias negam o envelhecimento, não querem falar sobre isso, negam aos mais velhos a participação nas decisões. Mesmo que o idoso passe por alguma dificuldade que atinja sua capacidade física ou cognitiva, ele não pode ser excluído pela família – comenta a professora.

Para Michele, qualidade de vida na terceira idade significa se dar conta de suas dificuldades e das perdas que podem ocorrer, mas, ao mesmo tempo, buscar alternativas para equilibrar a saúde física e mental com atividade física, boa alimentação e convívio social. A resposta do próprio idoso para as questões que a OMS sugere podem indicar se o idoso precisa de ajuda especializada.

– Incentivá-lo a buscar essas alternativas é diferente de obrigá-lo a mudar. A mudança é natural, mas não precisa ser forçada – aponta a psicóloga ao detalhar que, muitas vezes, os filhos e netos tendem a decidir pelos mais velhos sobre alterações no lar, trocar de casa e até mesmo sobre a hora de dormir e comer – Para garantir qualidade de vida para os entes mais velhos é preciso acompanhá-lo, incluí-lo e não tolerá-lo.

DIÁRIO GAÚCHO
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