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PENSE NISSO:

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Contextualização Dentro do contexto escolar.



Contextualização é o ato de vincular o conhecimento à sua origem e à sua aplicação. 
Dentro do contexto escolar, consiste em aproveitar sempre as relações entre conteúdos (o conhecimento transmitido pelo educador e apreendido pelo aluno) e contexto (situação na qual o processo ensino-aprendizagem se dá, nível sócio-econômico, entre outros) para dar significado ao aprendido, reforçar o protagonismo do aluno e estimulá-lo a ter autonomia intelectual.

A contextualização do conteúdo traz importância ao cotidiano do aluno, mostra que aquilo que se aprende , em sala de aula, tem aplicaçãopráticaem nossas vidas. A contextualização permite ao aluno sentir que o saber não é apenas um acúmulo de conhecimentos técnico-científicos, mas sim uma ferramenta que os prepara para enfrentar o mundo, permitindo-lhe resolver situações até então desconhecidas.


O contexto dá significado ao conteúdo e deve basear-se na vida social, nos fatos do cotidiano e na convivência do aluno. Isto porque o aluno vive num mundo regido pela natureza, pelas relações sociais estando exposto à informação e a vários tipos de comunicação Portando, o cotidiano, o ambiente físico e social devem fazer a ponte entre o que se vive e o que se aprende na escola.

Exemplo: Um professor de história deverá selecionar do conteúdo os fatos, conceitos, época, usos e costumes que o conteúdo exige. Deverá elaborar perguntas que partam do cotidiano, induzindo os alunos a fazerem comparações até chegar onde pretende. 

Através das respostas dos alunos, será elaborado um texto. Através de outras induções planejadas pelo professor, o texto dará origem a outros textos, como por exemplo de geografia - onde ocorreram tais fatos? Diferenciar os conceitos, usos, costumes entre as regiões do planeta. Em educação artística, o campo a ser explorado será bem amplo.

A escola contextualiza quando retrata sua comunidade, observa aptidões, torna-se solidária, participando dos problemas mundiais. Leva para o currículo assuntos de relevância social. A didática para a modernidade aborda a teoria construtivista, a teoria sócio-interacionista, que vê o indivíduo como resultante de um processo sócio-histórico, resultante do meio em que vive. Deixá-lo se desenvolver no seu meio, de acordo com seu potencial, é um de seus grandes primados.

A escola é uma instituição receptiva, não uma ilha isolada. Compartilha da vida de seus alunos, da vida social. A contextualização leva à resolução dos problemas do dia-a-dia e coloca os objetivos do ensino próximos da sala de aula.

O currículo contextualizado passa a imagem da própria vida, a aprendizagem é extraída das situações encontradas. A escola cria projetos que vão de encontro ao perfil do aluno, de suas características, despertando assim seu interesse, atraindo-o ao ensino. Ela está sempre aberta a novas táticas de abordagem. É uma escola que atua de forma integrada e responde aos anseios dos alunos, desenvolvendo suas competências e habilidades, responde aos anseios da comunidade; integra-se e ajusta-se à sua clientela.

Questões de Contextualização

Questões que envolvem contextualização muitas vezes passam despercebidas nos cursos de formação inicial, tendo algum tipo de ênfase somente em cursos de formação continuada na área de Educação. Não basta a um profissional da educação ter um bom conhecimento de seu trabalho se não souber fazê-lo. Para muitos educadores e escolas, mudar a prática pedagógica é um obstáculo a enfrentar, pois sair do habitual provoca certa insegurança. Muitas práticas pedagógicas se restringem ao livro didático: "o professor adota um livro e aí encontra tudo: teoria e exercícios devidamente calculados para lhe ocupar todo e somente o tempo de que dispõe" (Campos, 2005).

É dever do professor, sabendo da "deficiência" em sua formação inicial, manter-se atualizado, pois essa caminhada em busca de renovação de conhecimentos é cíclica e se processa durante toda a vida profissional.

Apesar de conceitos como contextualização, temas transversais e interdisciplinaridade estarem presentes na vida de cada professor, torná-los parte do contexto de sala de aula ainda é um desafio que tem que ser discutido tanto na formação inicial quanto na formação continuada.

Os PCN orientam e reforçam a necessidade de uma discussão permanente e atualizada, constituindo um certo "avanço" em termos de compreensão do processo de ensino, porque propõe a interdisciplinaridade e a ideia de construção dos conteúdos, passando a considerar a sala de aula um espaço social de aprendizagem que vai além da transmissão de saberes, dando ênfase à contextualização dos assuntos trabalhados e aos temas sociais. Sugiro, como educador em constante formação, que os documentos dos PCN sejam utilizados pelas escolas não na sua íntegra, como uso obrigatório ou como um manual de reformulação escolar, mas como uma forma de propiciar reflexão e discussão sobre o ensino atual, o que se dá de forma que o educador se atualize e seja capaz de encontrar resposta para questões de sala de aula envolvendo a educação como um todo.

Interdisciplinaridade

Atualmente, a estratégia de ensino mais utilizada para o desenvolvimento de um trabalho pedagógico interdisciplinar são os projetos didáticos. Por meio dos projetos os professores podem introduzir o estudo de temas que não pertencem a uma disciplina específica, mas que envolvem duas ou mais delas. Os projetos didáticos são feitos com o propósito de construir boas situações de aprendizagem, nas quais se evite compartimentalizar o conhecimento, e dar aos alunos um sentido ao esforço de aprender.

Os projetos didáticos podem envolver várias disciplinas, porém, isso não deve ser obrigatório. Projetos didáticos são importantes porque abrem novas possibilidades de aprendizagem aos estudantes: viver situações em que é necessário tomar uma decisão sobre que caminho seguir; aprender a fazer um cronograma, considerando uma meta e as condições iniciais para realizar o projeto; decidir que estudos realizar para resolver um problema; compreender um processo de transformação ou uma questão política; predispor-se a analisar uma situação social complexa e situar quais disciplinas fornecem conhecimentos para esclarecê-la.

É preciso ressaltar que a avaliação de um projeto didático deve levar em conta, principalmente, as aprendizagens realizadas pelos alunos durante sua realização. Um projeto é bom pelas aprendizagens que proporciona a seus alunos, não pela qualidade pontual de seu produto final. Fazer uma apresentação considerada linda pelos pais pode ser até importante para as relações da escola com eles, mas não garante a realização das aprendizagens que justificaram o projeto, quando de seu planejamento.
Em um projeto didático interdisciplinar, cada professor que participa precisa ter definidos seus objetivos educativos, próprios da disciplina ou área com a qual trabalha. No caso das séries iniciais do Ensino Fundamental, uma professora, desenvolvendo um projeto didático com seus alunos, define objetivos em Língua Portuguesa, em História e em Geografia. Por exemplo:
realizar um projeto no qual os alunos aprimoram seus conhecimentos sobre características do texto informativo e desenvolvem sua competência em produzi-lo.

propiciar a utilização de Atlas, estudando em particular o Mar Mediterrâneo, sua localização entre a África e a Europa, Gibraltar e o Oriente Médio; os países que banha, a presença da Grécia e do Mar Egeu.
Esses objetivos podem também fazer parte de um projeto envolvendo quintas ou sextas séries do Ensino Fundamental e tendo a participação dos professores de Língua Portuguesa, História e Geografia.

Os projetos didáticos propiciam, enfim, o estudo de problemas reais e, por isso, complexos, o que implica a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. Uma forma de abordar esses problemas reais é por meio dos temas transversais. Nos Parâmetros Curriculares Nacionais, os temas transversais são definidos como questões de relevância social e que não devem ser abordadas ou resolvidas a partir de uma única disciplina. Ou seja, para compreender e procurar soluções para os problemas abordados nos temas transversais é preciso que se faça uma abordagem interdisciplinar, caso contrário, corre-se o risco da simplificação excessiva.

"O compromisso com a construção da cidadania pede necessariamente uma prática educacional voltada para a compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidades em relação à vida pessoal e coletiva e a afirmação do princípio da participação política. Nessa perspectiva é que foram incorporadas como Temas Transversais as questões da Ética, da Pluralidade Cultural, do Meio Ambiente, da Saúde, da Orientação Sexual e do Trabalho e Consumo."

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