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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Remédio para diabetes pode ajudar na cura da leucemia

Uma equipe de pesquisadores e médicos franceses publicaram na revistaNature um estudo mostrando que é possível matar as células cancerígenas resistentes aos tratamentos em pacientes com leucemia mielóide crônica(LMC), um tipo de alteração genética não hereditária.


Esse tipo de câncer do sangue ocorre devido à uma alteração no DNA dascélulas-tronco, no material genético das células responsáveis pela origem de todos os componentes do nosso sangue.


Os cientistas franceses eliminaram as células que ficavam “adormecidas” no organismo, mas que eram capazes de “acordar” e causar uma recaída ou evoluir para um tipo mais agressivo da doença. Um resultado ainda mais encorajador foi investigado nos testes associados com o tratamento padrão juntamente com um medicamento usado habitualmente por pessoas com diabetes tipo 2.



A leucemia mielóide crônica representa 15 a 20% das leucemias nos adultos. 


Foto: Shutterstock


Leucemia mielóide crônica

Geralmente, a doença afeta pessoas com idade superior a 50 anos, com uma ligeira predominância em homens. A leucemia mielóide crônica é um dos cânceres do sangue agrupados sob o nome de “síndrome mieloproliferativos.” Esse distúrbio é caracterizado por uma produção excessiva e persistente de células anormais do sangue na medula óssea.


Esse tipo de leucemia, resistente à quimioterapia, foi combatido com um remédio utilizado via oral por pacientes com diabetes do tipo 2. A descoberta dos efeitos da associação de medicamento para o diabetes nos estudos para a cura da leucemia mieloide crônica começou em 2008.


Na época, a equipe do pesquisador Stéphane Prost do Instituto de Doenças Emergentes e Terapias Inovadoras, na França, descobriu que proteínas produzidas pelo vírus da Aids interrompiam o processo de fabricação de células sanguíneas pela medula óssea através de proteínas localizadas no núcleo da medula. Os testes foram feitos em macacos. A partir de então, os cientistas concluíram que esse processo agia sistematicamente naerradicação das células leucêmicas.




Cura da leucemia

Com base nesses dados, os pesquisadores optam por tratar três pacientes com a leucemia mieloide crônica, dois dos quais também são diábeticos. Nesses pacientes respectivamente as células de leucemia ainda eram detectáveis no sangue. Entre o primeiro deles, as análises moleculares não registraram células de leucemia 10 meses após o início do tratamento.


Esse primeiro paciente ainda está completamente livre de sua leucemia 56 meses mais tarde. Ele continuará com o tratamento por mais quatro anos e meio. Do mesmo modo, no segundo paciente, o desaparecimento de qualquer vestígio de células de leucemia foi observada após um ano de terapia. O terceiro paciente, o resultado (chamado pelos especialistas como “resposta molecular completa”) foi obtido em apenas após 6 meses de tratamento. Nenhum traço de leucemia foi detectado 38 meses mais tarde (28 meses após a interrupção da droga).


Resultados

Os pesquisadores fizeram então um ensaio clínico, chamado Fase II, em um maior número de pacientes que, conforme o caso, foram tratados durante um período que variou de 3 a 12 meses. No final desse estudo, em 57% dos 24 pacientes tratados com o medicamento para combater o diabetes não foram detectadas células de leucemia no sangue contra 27% no grupo de doentes que não foram tratados com o mesmo medicamento.


Os autores do estudo afirmaram que a diferença foi estatisticamente significativa. O teste será ainda realizado em maior escala, mas os resultados já demonstraram que o efeito do tratamento foi mantido ao longo do tempo.





DOUTÍSSIMA / TERRA
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