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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Ministério da Saúde desmente relação entre microcefalia e vacina contra rubéola

Há alguns dias está sendo disseminando nas redes sociais a história de que os casos de microcefalia no Nordeste não estão relacionados ao Zika vírus e sim a um lote vencido de vacinas para rubéola. O Ministério da Saúde, no entanto, divulgou que essa afirmação não passa de um boato sem fundamento.


Em seu pronunciamento oficial eles alegam que "todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) são seguras e não há nenhuma evidência na literatura nacional e internacional de que possam causar microcefalia". O órgão também destaca que não há relatos da relação entre a doença que tem afetado os bebês durante a gravidez e a vacinação.


O aumento repentino do número de casos de microcefalia, uma condição neurológica rara identificada em geral na fase da gestação, vem alertando as autoridades médicas brasileiras. Segundo o Ministério da Saúde, enquanto que entre 2010 e 2014 foram registrados um total de 781 casos em todo país, durante o ano de 2015 já foram registrados 1.761 casos de microcefalia em 422 municípios do Brasil, segundo boletim epidemiológico divulgado no dia 08 de dezembro.


Microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça da pessoa é significativamente menor que a de outros da mesma idade ou sexo. Esta crescimento anormal do cérebro pode ocorrer no útero ou durante a infância. Saiba mais sobre a microcefalia e sua relação com o Zika vírus aqui.


É importante também ressaltar que a rubéola é uma doença perigosa na gestação, sendo uma das maiores causadoras de cegueira infantil. Além disso, o Ministério da Saúde já reconheceu oficialmente a relação entre os novos casos de microcefalia com o Zika vírus.


Veja a seguir o pronunciamento oficial do Ministério da Saúde sobre a relação entre os casos de microcefalia e a vacinação contra rubéola:


"O Ministério da Saúde esclarece que todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) são seguras e não há nenhuma evidência na literatura nacional e internacional de que possam causar microcefalia. O PNI é responsável pelo repasse, aos estados, dos imunobiológicos que fazem parte dos calendários de vacinação. Uma das ferramentas essenciais para o sucesso dos programas de imunização é a avaliação da qualidade dos imunobiológicos. O controle de qualidade das vacinas é realizado pelo laboratório produtor obedecendo a critérios padronizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Após aprovação em testes de controle do laboratório produtor, cada lote de vacina é submetido à análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) do Ministério da Saúde. Desde 1983, os lotes por amostragem de imunobiológicos adquiridos pelos programas oficiais de imunização vêm sendo analisados, garantindo sua segurança, potência e estabilidade, antes de serem utilizados na população.


É importante lembrar que, independente de todas essas precauções, assim como os medicamentos, nenhuma vacina está livre totalmente de provocar eventos adversos, porém os riscos de complicações graves causadas pelas vacinas são muito menores do que os das doenças contra as quais elas protegem. No Brasil, eventos adversos associados à vacinação são acompanhados através do Sistema de Vigilância de Eventos Adversos Pós-Vacinação/SIAPV que tem como objetivo avaliar de forma continuada a relação de risco-benefício quanto ao uso dos imunobiológicos, bem como, permitir o acompanhamento da situação das notificações/investigações, em tempo real, nas três esferas de governo. Destaca-se que não há relatado nesse sistema de notificação sobre microcefalia relacionada à vacinação, bem como, não existe até o momento na literatura médica nacional e internacional evidências sobre a associação do uso de vacinas com a microcefalia."


Fonte: Minha Vida
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