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terça-feira, 21 de julho de 2015

ENTENDA POR QUE A BARRA DE CEREAL PODE SER A VILÃ DA DIETA

ENTENDA POR QUE A BARRA DE CEREAL PODE SER A VILÃ DA DIETA


As prateleiras das lojas e supermercados são um prato cheio para vilões mascarados de mocinhos. O mais comum deles pode estar aí, dentro da sua bolsa: a barra de cereal.

Considerada um lanche prático — é pequena e não precisa de refrigeração— e rápido, a barrinha muitas vezes deixa a desejar no quesito que a popularizou: a saúde. Excesso de açúcar e de gordura depõem contra muitas delas.

— Às vezes, as barras contêm condensados de polpa de frutas com muito açúcar, cobertas por muito chocolate — analisa a nutricionista Joselaine Stürmer.

Assista ao vídeo:





Essas, definitivamente, devem ser evitadas. Na hora de escolher o produto, o mais recomendado é ler a embalagem para não acabar comprando gato por lebre. Muitas barrinhas possuem um mix de mel, açúcar, xarope e outras substâncias usadas para adoçar, o que não é o ideal para quem deseja emagrecer, explica a especialista:

— Toda barra de cereal que tem mel, melado, xarope de milho e que tem uma quantidade a mais de açúcar, aumenta muito a quantidade de açúcar no sangue, automaticamente, aumenta muito a necessidade de produzir insulina para queimar aquele açúcar e nem sempre a gente o queima.

E mais: deve-se ficar atento pois algumas substâncias são usadas no lugar do açúcar com a mesma função. Açúcar invertido, maltodextrina e polidextrose muitas vezes entram no lugar do açúcar em si com uma única finalidade: tornar o alimento ainda mais doce.

Ao analisar a quantidade de gorduras, a indicação é que uma barra não tenha mais do que quatro gramas de gorduras totais.

— Se a gente perceber que tem um pouco mais de gordura, mas não é saturada, é poli-insaturada ou monoinsaturada, que são das castanhas da linhaça, da chia, tudo bem, é uma gordura saudável. Agora, se a barra não contém essas sementes oleaginosas e a quantidade de gordura é maior do que quatro gramas, realmente é demais — diz a especialista.

Outro item fundamental das barrinhas é a quantidade de fibras que possuem. Segundo regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), somente podem ser rotulados como alimento fonte de fibras aqueles que possuem, no mínimo, três gramas de fibras em 100 gramas de produto. Para uma barrinha, que tem geralmente de 25 a 30 gramas, o indicado é possuir dois gramas de fibras, ensina Joselaine.

No quesito valor energético, os produtos devem ter entre 80 e 110 calorias. Por fim, vale analisar outros aspectos:

— A boa barrinha é aquela orgânica, que não vai conservante, aditivo e corante. Ela não contém açúcar adicional, o açúcar dela é o da fruta. De preferência, que não tenha uma quantidade grande de mel e que tenha na composição fibras que possam ajudar no funcionamento intestinal e que ajudam a dar saciedade — comenta a nutricionista.

Depois de tudo isso, se você já pensou em trocar as suas barrinhas por opções diet ou light, vale o alerta: elas não são necessariamente apropriadas.

— Barras light ou diet têm muitos edulcorantes (adoçantes). Alguns deles provocam muitos gases e podem produzir diarreia. Como eles têm um poder muito maior que o açúcar, a pessoa come aquela barrinha e fica com resíduo do adoçante e aquilo está sempre lembrando cérebro do quê? De açúcar — revela Joselaine.



Uma barrinha para cada hora do dia

Quem nunca substituiu uma refeição por uma barrinha de cereal? É rápido e prático para aqueles dias de correria, certo? Errado.

Segundo Joselaine, nunca se deve usar o produto como substituto de uma refeição.

— Tem gente que está substituindo o café da manhã por barra. Ela tem pouquíssimo cálcio, pouca proteína — alerta.

O consumo ideal seria para lanches intermediários, complementado por iogurtes, leite ou castanhas. Fora isso, pode servir como sobremesa para quem não vive sem algo doce após o almoço.

Além dos lanches, as barrinhas podem servir como pré-treino e pós-treino para os praticantes de atividade física. As mais indicadas para o período que antecede o exercício, de acordo com a nutricionista, são aquelas com um pouco mais de açúcar para garantir energia. As barras de frutas em passas são ótimas opções. No término da atividade, pode-se consumir barras de proteína acrescidas com whey protein.

— É importante que a gente cuide a quantidade de gordura nas barras de proteína, pois normalmente têm muito chocolate e acabam tendo mais gordura do que proteína. Deve-se evitar.



Mais produtos, menos saúde

Aqui no Rio Grande do Sul, a venda destes produtos nos supermercados teve média de crescimento de 15% ao ano, entre 2010 e 2014, segundo dados da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). Comparando os mesmos períodos de 2014 e 2015, percebe-se que as vendas estagnaram.

— As vendas de barras de cereal cresceram muito nos últimos anos, mas, no acumulado de 2015, estão estagnadas na comparação com o mesmo período de 2014. Ou seja, o volume físico de barras de cereal é muito parecido com o comercializado em 2014 devido à instabilidade econômica e à diminuição do poder de compra dos consumidores. Quando tem mais renda, o consumidor busca o supérfluo e produtos mais “saudáveis”. Quando tem uma retração em sua renda, ele não aumenta sua procura por estes itens — avalia Antônio Cesa Longo, presidente da Agas.

No exterior, os consumidores também investem na praticidade das barrinhas para encarar a rotina corrida. Tanto que um grupo de pesquisa do Reino Unido resolveu analisar as 15 marcas mais vendidas. O resultado não apresentou nenhuma grande novidade: alguns produtos possuíam 40% de açúcar. O mais alarmante foi a descoberta que uma barra para crianças continha 42% de açúcar em sua composição.

Veja algumas dúvidas comuns dos consumidores, explicadas pela nutricionista Joselaine Strürmer:



Saiba como fazer uma barra de cereal caseira indicada pela nutricionista:

Ingredientes
3 colheres de sopa de mel
1 xícara de flocos de quinua
½ xícara de aveia em flocos
½ xícara de semente de chia
10 castanhas do Pará trituradas
½ xícara de uvas passas (sem sementes)
1 colher (sopa) óleo de canola

Como preparar
— Misture o açúcar, o mel, os flocos quinua, a aveia em flocos, semente de chia, as castanhas e a uva passa em uma panela e leve ao fogo brando
— Cozinhe bem, sem parar de mexer, durante 10 minutos, ou até obter uma massa homogênea.
— Retire do fogo, despeje a massa sobre uma superfície lisa, untada com 1 colher (sopa) de óleo de canola, formando um retângulo de 1cm de espessura
— Corte a massa ainda quente, em barras
— Deixe esfriar
— Rende até 12 barras, que devem ser colocadas em potes, podendo ser guardadas na geladeira.







Fonte: Diário Catarinense
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