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terça-feira, 21 de julho de 2015

UNIFIQUE, DE TIMBÓ, BRIGA COM GIGANTES DE TELECOMUNICAÇÕES E PLANEJA CRESCER 40% ESTE ANO

UNIFIQUE, DE TIMBÓ, BRIGA COM GIGANTES DE TELECOMUNICAÇÕES E PLANEJA CRESCER 40% ESTE ANO
Empresa oferece internet, telefonia fixa e TV a cabo para clientes em 81 cidades de Santa Catarina

Quando Fabiano Busnardo fundou a Unifique há 18 anos em Timbó, achava que chegaria a ter no máximo 200 clientes. Mas em 1997 o cenário era outro: a internet ainda estava começando no Brasil, quase ninguém sabia muito bem para que ela servia e, para completar, Busnardo assistia às concorrentes na região abrindo e fechando pouco tempo depois. Com a Unifique, empresa que atua na área de telecomunicações, foi diferente. Hoje a clientela chega às dezenas de milhares, entre empresas, residências e órgãos públicos, e a meta para este ano é crescer 40%.
O diretor-executivo da empresa diz que o índice de crescimento para 2015 poderia ser ainda maior. Só não é porque expansão exige investimento, e agora as taxas de juros para se obter dinheiro através de financiamento estão mais altas em comparação com anos anteriores. Ainda assim, os números do primeiro semestre deste ano já começam a confirmar os planos de crescimento da empresa: em comparação com igual período de 2014, registrou expansão de 49%.

Hoje com 18 lojas no Estado, em até cinco anos a empresa quer estar em todo o Estado e chegar a 100 filiais. Depois disso, deve expandir para os vizinhos Rio Grande do Sul e Paraná. Busnardo aponta alguns motivos para os bons números: lançar novos produtos constantemente, não depender de um único segmento do mercado e ir na contramão das gigantes do setor, ao abrir lojas físicas para um contato cara a cara entre cliente e empresa.

— O pessoal gosta de conversar pessoalmente, e a nossa estratégia é estar perto do cliente. Aumentam os custos, mas as vendas também crescem. A contrapartida compensa — afirma.

Empresa começou com internet discada

Fundada em 1997 com o nome Timbó Provedor de Acesso (TPA) Telecomunicações, no Centro de Timbó, quando Busnardo ainda era estudante de Administração na Furb, a Unifique oferece internet, rede privativa para unidades empresariais, telefonia fixa e TV a cabo desde o início deste ano. À época, concluiu que também poderia fazer o seu próprio negócio. Com um único computador, tornou-se um provedor de acesso quando a internet ainda era discada. Em 2000, passou a investir em conexão a rádio, que hoje é a mais usada em áreas afastadas da zona rural, e seis anos depois começou a trabalhar com redes de fibra óptica.

No início essa rede ligava Timbó a Blumenau. Pelo alto custo, o serviço era inicialmente contratado por empresas. De 30 quilômetros de rede, expandiu- se para 4 mil quilômetros em 81 municípios catarinenses. Na opinião do diretor-executivo da Unifique, é provável que o setor de telecomunicações continue imune à crise, pelo menos em relação ao consumo:

— Neste segmento a crise não afeta a demanda. É um serviço essencial, que melhora a produtividade. A crise, na verdade, obriga a investir em tecnologia.

Falta mão de obra qualificada
Disputando espaço entre fortes concorrentes, a Unifique enfrenta hoje dificuldades na hora de encontrar mão de obra qualificada, sobretudo porque, para não perder terreno nem competitividade neste setor, as empresas se veem obrigadas a buscar constante atualização tecnológica e precisam de funcionários à altura. Tanto é que há cerca de 40 vagas em aberto em toda a rede no Estado.

Com quadro de colaboradores principalmente jovem, a empresa contrata e investe em formação, custeando parte das mensalidades de cursos ou faculdades, para fazer frente à falta de profissionais qualificados, que saibam lidar com as ferramentas da empresa.
A crise obriga o investimento em tecnologia, afirma
Fabiano Busnardo, diretor-executivo – Foto: Rafaela Martins
Fonte: Jornal de Santa Catarina – por Willian Reis
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