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sábado, 31 de outubro de 2015

Morre, aos 87 anos, o empresário Angelo Fantin, fundador das indústrias Parati. Ele sofreu um AVC hemorrágico e faleceu em um hospital de Florianópolis

Fundador da indústria de alimentos Parati, o empresário Angelo Fantinmorreu às 20h50min desta sexta-feira em um hospital de Florianópolis. Italiano de nascimento, ele tinha 87 anos e sofreu um AVC hemorrágico. Fantin deixa a esposa Ida Libardoni Fantin, seis filhos, 14 netos e dois bisnetos.
O velório será a partir das 19 horas em São Lourenço do Oeste, no Extremo Oeste Catarinense, onde fica a sede da empresa, da qual ele era presidente emérito. O sepultamento acontece no domingo, no cemitério municipal de São Lourenço.
Biografia

Ângelo Fantin nasceu em Vicenza, no Norte da Itália, em 1927. Formou-se perito agrário e com 22 anos emigrou para o Brasil em busca de uma nova vida, já que a Europa passava pelo drama do pós-guerra Segunda Guerra Mundial e oferecia poucas perspectivas à juventude. No Brasil, iniciou sua jornada de empreendedorismo. Trabalhou como agrimensor e escolheu São Lourenço do Oeste para morar. 
Casou-se com Ida Fantin e juntos construíram família. Fantin foi um dos pioneiros no desenvolvimento da cidade e de toda a região Oeste de Santa Catarina. Além da fundação da Parati, famosa por promover o campeonato Moleque Bom de Bola, participou de outras iniciativas empresariais e sociais.
Também em São Lourenço do Oeste, ajudou a implantar a primeira lavoura mecanizada para o cultivo do trigo. No ano de 1988, assumiu a direção da empresa Parati, que fundara 16 anos antes, e hoje conta com um mix de mais de 280 itens. 
Fantin também teve participação política. Em 1993, foi eleito vice-prefeito de São Lourenço do Oeste. Na época participou da instalação de uma extensão da Universidade do Oeste, hoje UnoChapecó, na cidade. 

Leia abaixo o comentário da colunista Estela Bnetti, do Diário Catarinense

Um dos orgulhos dos habitantes da região de São Lourenço do Oeste é que a cidade exala aromas de baunilha e chocolate. Esse é um dos impactos da indústria alimentícia Parati, fundada pelo imigrante italiano Angelo Fantin, que faleceu na noite desta sexta-feira, em Florianópolis, aos 87 anos. Maior empregadora da cidade, com 3,5 mil colaboradores, a empresa ocupa 85 mil metros quadrados de área construída, tem 36 linhas de produção e produz mais de 100 mil toneladas de alimentos por ano, principalmente doces e salgados, massas, balas e sucos vendidos em quase todas as redes de supermercados brasileiras e também exportados. Os itens também se destacam em hotéis e companhias aéreas.
Foi a partir do sucesso da Parati que surgiu a Casaredo, outra indústria de biscoitos e massas de São Lourenço do Oeste, fundada por um parente da família Fantin e que hoje emprega mais de 500 pessoas. 
Angelo Fantin foi um dos visionários industriais catarinenses. Além da atividade empresarial, difundiu a empresa com o projeto educativo e social Moleque Bom de Bola, desenvolvido em escolas do Sul do Brasil. Também participou de investimentos coletivos para impulsionar o desenvolvimento da cidade de São Loureço do Oeste. Era sócio do Hotel Poente e do Laticínio Lorenzo. Sua esposa Ida Fantin é uma incentivadora da leitura de livros.
Entrevistei Angelo Fantin quando iniciei série de perfis para a coluna. Estava em sua casa de praia, em Jurerê Internacional, no Norte da Ilha. Contou com entusiasmo cada conquista da trajetória empresarial e falou sobre o Moleque Bom de Bola. A Parati nasceu porque a cidade contava com um moinho de farinha de trigo. Hoje, tem um forte impacto econômico na região e segue gerando mais negócios. Uma novidade é que os restaurantes locais passaram a fazer ações gastronômicas com pratos de massas dado o fato de que o município é um dos polos nacionais do produto. 


DIÁRIO CATARINENSE
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