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domingo, 5 de julho de 2015

Sistema de água criado por civilização antiga pode salvar a crise de Lima


Segundo especialistas, reviver uma tecnologia de água pré-inca nas montanhas da Cordilheira dos Andes deve salvar a capital peruana afetada pela seca, Lima.

Esses canais antigos, ao que parece, são uma solução muito mais barata para a crise de água da cidade do que a construção de uma nova planta de dessalinização.

A solução pré-inca

Lima é uma das maiores “cidade-deserto” do mundo e conta com a água de rios que correm para fora dos Andes. Mas esses rios diminuem a um mero gotejamento durante um longo período de seca, deixando a população de quase 9 milhões com abastecimento de água intermitente.

Agora, a empresa de água da cidade, Sedapal, decidiu investir em projetos de conservação para manter esses rios fluindo. Os pesquisadores descobriram que a forma mais eficaz de fazer isso é revivendo um sistema de canais de pedra antigos, conhecidos localmente como amunas, que foram construídos nos Andes pela cultura Wari entre 500 e 1000 dC, séculos antes do surgimento dos incas.
Canais esquecidos

Os canais capturam água de rios nas montanhas durante a estação chuvosa e a levam para lugares onde poderia se infiltrar em rochas que alimentam fontes durante todo o ano mais para baixo das montanhas. Isso, de fato, mantém o fluxo de água durante a estação seca.

As amunas caíram em desuso há muito tempo. Na maioria dos lugares, a água agora retorna rapidamente para os rios. Mas hidrólogos como Bert De Bièvre, da CONDESAN, uma organização não governamental com sede em Lima, creem que é possível retomar a sua finalidade original.

“A ideia é construir um ‘atraso’ no sistema hidrológico, retardando o escoamento de água por semanas ou meses até que possa abastecer água na estação seca”, explica De Bièvre.

A Sedapal decidiu financiar o plano, que vai tomar 1% de suas tarifas pelos próximos cinco anos. Os custos são estimados em US$ 23 milhões (no câmbio atual, cerca de R$ 70 mi).
Segurando o dilúvio

Lima tem escassez de água durante sete meses do ano, mas nos outros cinco os rios Rimac, Chillon e Lurin, que passam pela cidade em seu caminho para o Oceano Pacífico, causam inundações e deslizamentos de terra regularmente. “Segurar” essas enchentes para usá-las na estação seca faz todo sentido.

Para isso, o projeto prevê reviver 50 amunas, principalmente na captação de Chillon. De acordo com um estudo realizado por De Bièvre e Gena Gammie, uma especialista em água da Forest Trends, uma ONG com sede em Washington (EUA), isso deve ser suficiente para aumentar o abastecimento de água por 26 milhões de metros cúbicos, reduzindo a deficiência hídrica de Lima na estação seca em até 60%.

Os pesquisadores afirmam que outras iniciativas que poderiam manter a água nas encostas das montanhas por mais tempo incluem reviver florestas, pântanos e antigos terraços agrícolas, e restringir a pastagem de gado em pastagens de montanha. Mas sua análise descobriu que as amunas são de longe a opção mais barata. [NewScientist]
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